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1 001 — Lincoln
Notas iniciais

— Lexington, Massachusetts. 08:34 AM.
O Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Para Nicholas Hyde, aquilo era o recomeço perfeito para alguém que havia passado a vida inteira na periferia de Nova Iorque. Não importava se ele havia gastado mais de vinte anos com a cara enfurnada em livros, aprendendo o máximo possível para cursar Ciências no MIT e se tornar um dos principais cientistas na busca pela cura da mutação que afetava um décimo de um terço da humanidade.
Na opinião de Nick, aquela preocupação toda dos líderes mundiais diante dos mutantes era equivocada; desastres com mutantes aconteceram apenas no ano que sua existência foi noticiada, há quase três décadas atrás. Desde então, eles não tinham feito nada contra a humanidade, ao menos algo diretamente. Hyde, quando adolescente, costumava duvidar da existência deles exatamente por esta causa e tinha orgulho de seus argumentos a respeito disso. No entanto, ali estava ele. Entrando no Laboratório Lincoln com um rosto iluminado pelas milhares de possibilidades diante de si.
Ao abrir a porta, Nick sorriu e ajeitou os óculos — visto que ele tinha sido esquecido o suficiente para deixar suas lentes de contato em cima da mesa do banheiro em sua casa em NYC, o que significava que ele precisava comprar outras depois de sair de lá — ao ver vários outros estudantes e cientistas perambulando pelo local, ocupados com seus próprios problemas. Eram pessoas novas, pessoas como ele. Todos unidos por uma única coisa: a ciência. A curiosidade. A incessante procura pela verdade. A procura por respostas. Hyde era apaixonado pela ciência mais do que qualquer coisa, afinal, ela era sua melhor amiga. Mesmo sendo o típico cara popular em seus anos escolares, nenhum de seus vários amigos chegava aos pés dos livros de ciência que Hyde lia em seus raros tempos livres.
E era pela ciência que Hyde iria fazer de tudo para resolver o problema dos mutantes, mesmo não sendo simpatizante da ideia dos políticos. Era pela ciência que ele procuraria uma maneira de evitar o extermínio de uma raça desconhecida que, na visão dele, merecia ser pesquisada a fundo. Porém, Hyde não imaginava que aquilo seria o fim definitivo do mundo que ele conhecia.
Nicholas Hyde não sabia de nada.
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