Wrong Ways
3 Mudanças
Notas iniciais
Logan
Eu não lembro nada daquela noite depois de vê-la.
Tudo que eu lembro foi encontrar Leonard, e pressioná-lo para saber o que estava havendo.
Ele me disse que arrumou uma briga com Frank, porque, de acordo com Leo, ele com certeza está envolvido com o assasinato do nosso pai.
Eu mandei ele parar de fazer coisas inúteis, porque remexer em coisas do passado, só iria trazer mais problemas para agora.
Quando eu estava indo embora me deparei com alguém roubando meu carro. Eu fiquei louco de raiva, o dia já não estava dos melhores e agora isso? Eu não ia deixar barato, eu adorava aquele carro.
Peguei o carro de Leo, e segui tal pessoa. De repente, saiu do carro quem eu menos esperava.
Summer Woods
Meu fantasma do passado.
Achei que estava ficando louco, não podia ser ela. Mas era. Eu a reconheceria em qualquer lugar, mesmo depois de todos esses anos.
Não fazia sentido algum, mas eu tinha certeza de quem era.
Assim que ela olhou para atrás e arregalou os olhos, igualmente chocada em me ver, eu não tive dúvidas. Sob a luz ofuscante do farol do carro, eu pude ver que eram os mesmos olhos castanhos intensos, os cabelos um pouco mais curtos do que quando a conheci, mas era aquele tom de cobre só dela e de mais ninguém.
Eu gritei e tentei fazê-la voltar, mas ela correu para longe.
Acho que me deixar para trás é o hobbie favorito dela.
Acordei na manhã seguinte com uma puta dor de cabeça, olhei em volta e estava no sofá da casa do galpão. Me forcei abrir os olhos e me deparei com Mike.
– Como eu vim parar aqui ? Perguntei com a cabeça entre mãos. -E eu que sei, cara ? Você chegou fora de si aqui ontem. Você só ficava repetindo " Summer...Summer" — ele disse tentanto imitar minha voz bêbado- Aí eu fiquei confuso se Summer era uma garota, se você queria que chegasse o verão ou se só tava viciado na música do Calvin Harris.
– Cala boca Mike, to com dor de cabeça- disse levantando pra pegar água.
– É claro que tá! Você quase nunca fica assim. Eu já falei pra você não misturar álcool com droga!
– Poxa, obrigado "mamãe" por avisar- ironizei e abri a geladeira á procura de qualquer coisa líquida.
Ele suspirou e perguntou
–E então resolveu com Leo ?
Expliquei a situação para ele.
– Ou seja vamos nós mesmos resolver. Hoje á tarde, vamos falar com esses caras que estão ocupando a nossa área do centro.
Ele assentiu.
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Summer
Eu ainda não acreditava no que aconteceu ontem, mas foi só na manhã seguinte que eu me dei conta que não havia conseguido o carro, eu tô morta.
Conforme eu esperava, naquela manhã os homens de Frank vieram atrás de mim e me levaram para um lugar esquisito no centro da cidade.
– Olha, você precisa avisar ao Frank, que foi um acidente! Eu não consegui o carro naquela noite, mas amanhã, eu vou trazer! — disse pela milionésima vez, enquanto eles me levavam para um lugar esquisito no centro da cidade.
– Paciência gatinha, as ordens de Frank são essas, não tolerar nenhum erro seu. Vamos levá-la pra capital, aí você se justifica com ele.- disse o homem que tinha que ficar me vigiando.
De repente, um barulho foi ouvido e entrou um pessoal pela porta. Pensei que fosse a polícia, para mim seria bom, ia ficar livre e ainda seria a vítima da situação. Mas não era, começou então um tiroteio e uma briga entre eles. O máximo que eu pude fazer foi procurar um lugar para me esconder, fui para de baixo de uma mesa. Mas algo bateu em minha cabeça e desmaiei.
....
Acordei meio zonza, não estava mais no lugar anterior. Droga, será que eu ainda estava refém deles?
Olhei em volta, estava em um quarto. Coloquei a mão na cabeça e percebi que tinha um curativo ali, meio torto, porém bem feito.
Atrás da porta ouvi algumas vozes, me levantei da cama.
Mas quando abriram a porta, caí sentada de novo. Era Logan Shaw.
Mais uma vez nos entre olhamos, eu encarava seus olhos profundamente, como eu costumava fazer.
Ele estava diferente, é claro que estaria, não tinhámos mais 11 anos.
Logan estava alto e mais forte, não que ele tivesse se tornado musculoso, ele só não era mais o garoto magrelo de oito anos atrás. No entanto, sua pele ainda era pálida contrastando com os seus curtos cabelos negros e havia seus olhos azuis que me olharam surpresos noite passada.
Seu rosto ainda era o mesmo, porém as feições se tornaram mais maduras.
Ele foi o primeiro a desviar o olhar para baixo, colocou as mãos nos bolsos e me disse:
– Então é verdade, você realmente voltou. -Ele disse mais para si mesmo e voltou a me olhar.
– Sim...- Foi só isso que eu consegui dizer.
Eu queria dizer tanta coisa, mas eu não conseguia formular nada.
O silêncio reinou novamente.
– Por que voltou ? — ele disse sério e direto. Naquele momento achei que ele não gostaria que eu estivesse aqui. — E o que estava fazendo naquele lugar ?- continuou a perguntar.
– São muitas perguntas, não acha? — Falei com um sorriso triste, desviando o olhar de Logan para o lençol da cama.
– Responda as então. — falou ele e se sentou na cama onde eu estava.
Sentei ao seu lado e percebi que não era só sua aparência que estava diferente. No fim das contas ele era apenas meu Logan mais velho, no entanto algo havia mudado, algo por dentro. Ele estava mais frio, eu não via mais sentimentos dentro de seus olhos azuis. Ele nunca foi de sorrisos e o cara mais alegre do mundo, mas comigo sempre foi diferente. Hoje, eu achava que nem eu poderia arrancar um sorriso seu. O cheiro dele que antes me trazia segurança, agora estava misturado com nicotina.
– Bem... eu não sei por onde começar direito, mas acho que devo desculpas pelo seu carro- disse olhando para baixo e balançando os pés freneticamente
– Você deve estar se perguntando como eu acabei assim ...
Era díficil falar, Logan não me olhava nos olhos, quando caía neles, desviava, como se fosse perigoso demais me encarar por muito tempo e o pior de tudo não demonstrava nada.
– Quando eu mudei para capital, nem tudo foi a perfeição que eu queria. Eu e minha mãe acreditamos que lá, meu pai não se envolveria mais com as pessoas erradas, foi ingênuidade, porque logo ele estava trabalhando para um homem...
–Frank? — Ele me interrompeu.
–Sim...-achei estranho que ele soubesse, mas continuei- Durante alguns anos tudo correu bem, mas minha mãe adoeceu e meu pai fez uma dívida enorme com ele, que com o tempo se acumulou. Um belo dia meu pai desapareceu e a dívida ficou. Agora eu trabalho pra ele no lugar desde os 15 anos. É, isso.
Olhei novamente para ele que ainda me evitava, ele realmente havia mudado. Em outros tempos, Logan se preocuparia e perguntaria, se estou bem, mas isso é passado.
– Mas porque você estava lá ? — perguntei curiosa.
– Frank atrapalha meus negócios- respondeu rapidamente.
Não precisei pensar muito para concluir que tipo de "negócios" eram.
Eu precisava perguntar mais uma coisa e tinha que aproveitar esse momento para isso, não sabia se iria vê-lo de novo.
Olhei firme para ele, o obrigando a retribuir o olhar.
– Por que nunca respondeu minhas cartas, emails ou qualquer outra coisa que tentasse falar com você?
O minuto que Logan demorou para me responder pareceu ter mais de 60 segundos para mim.
– Achei que era hora de crescer. — Ele respondeu objetivamente, mas percebeu que eu precisava de uma explicação, então continuou — Eu não podia ficar sofrendo por uma garota que já estava a quilomêtros de mim e surgiraram prioridades — com prioridades ele se referia aos négocios. Realmente aquele Logan era diferente do que eu conhecia, me senti idiota de por todo esse tempo ainda ter tentando me comunicar com ele.
Era a pior coisa do mundo como ele procurava falar o mínimo possível comigo. Nada é pior do que tratar como estranho, alguém que você conhece bem ou conhecia. Eu não ia ficar aqui para ver isso.
–Eu agradeço por ter me ajudado a sair de lá e me trazido aqui, mas agora eu já vou. Obrigada mais uma vez- Disse tão sem expressão quanto ele. Levantei e fui em direção a porta.
– Espere.
– O que foi? — disse séria também. No fundo eu ainda tinha uma pequena esperança de que ele dissese um "Foi bom ver você de novo" pelo menos. Mas não.
– Você não deveria ir agora, Frank já deve estar sabendo de tudo e deve estar achando que você está comigo agora.
– Por que ele acharia isso?
– Você fugiu comigo, não foi? Frank e eu temos o pior tipo de relação possível, eu posso enumerar quantas vezes ele tentou matar eu ou Leo, não acho que ele vai levar sua fuga numa boa.
– Eu só preciso explicar tudo para ele, qualquer coisa digo que você me trouxe aqui á força. — o que em parte não era mentira, eu não pedi pra ele me ajudar.
Ele riu sarcásticamente.
– Claro que ele vai te ouvir, esse tipo de gente é bem aberta ao diálogo -ironizou- Frank vai te matar assim que puder.
Respirei fundo. Logan já estava me irritando, com essa frieza e esse sarcasmo todo, além dessa mania de querer ser o dono da razão. Mas díficil mesmo, era aceitar que ele tinha razão.
Ele rapidamente me olhou e deu um risinho por eu ter ficado nervosa, mas quando olhei de volta de volta, ele tratou desviar.
– Não espere que eu diga que você tem razão.
Falei e ele riu novamente da minha atitude infantil.
Logan
Por mais que eu insistisse, eu não conseguia olha la nos olhos, era como se se eu fizesse isso por muito tempo, eu ia perceber que aquilo não passava da minha mente brincando comigo.
Eu estava errado sobre Summer, imaginei que estava vivendo com uma princesa longe daqui, mas ela estava justamente sendo usada por aquele filho da puta do Frank, talvez se eu soubesse disso a mais tempo, teria feito algo. Mas eu a ignorei, quando ela precisava de mim.
Eu sentia um pouco de culpa.
Eu recebia as cartas dela, lembro de ler uma das primeiras, que vinha como uma foto dela em frente á um rio, na carta Sam dizia como estava gostando do lugar e que queria que eu estivesse com ela, que eu fazia falta. Mas naquela época, eu já estava fazendo coisas erradas e por mais falta que ela fazia, eu achei melhor me afastar, eu não queria coloca-la em problemas. A partir dali eu resolvi sobreviver sozinho, mas parece que isso não foi suficiente para protegê-la.
Desviei os pensamentos, e percebi que ela continuava ao meu lado inquieta, mexendo os pés e as mãos inconscientemente.
– Você está com fome ? — perguntei assim que ela concluiu que não podia ir para casa.
– Sim
– Vem — Me levantei e ela me seguiu, saímos do quarto e demos de cara com Mike, que também estava no meu apartamento.
– Ela já acordou? — perguntou sem vê-la atrás de mim, mas depois a notou — Ah então você é a Summer
Disse ele se aproximando dela.
– Oi — disse um pouco tímida
– Você é bem mais bonita do que as descrições do Logan bêbado.
Eu o encarei assasinamente.
– Que foi, cara ? Não faça essa cara na frente da moça, vai assusta-la.
Ela sorriu.
– Andou falando de mim? Achei que já fosse crescidinho demais, para lembrar de mim- Ela disse convencida e um pouco surpresa, mas principalmente tentando me provocar.
Afinal até agora eu me mantive sério, eu estava confuso e costumo agir assim em situações desconhecidas por mim.
– É claro que eu falei de você, você tentou roubar meu carro. — disse a provocando de volta.
Mike olhou para nós dois e ficou confuso.
– Enfim Summer, ainda não me apresentei. Sou Mike, Michael Fox na verdade. Amigo do Logan, cúmplice e "mãe" dele nas horas vagas.
–Pode me chamar só de Sam
Ela disse estendendo a mão.
– Prazer em conhecê-la Sam. Bem, já vou indo.
Ele pegou a jaqueta e foi em direção a porta.
Quando Mike saiu fomos até a cozinha, e fiz um sanduíche para nos dois.
– Não me disse o porquê de ter voltado.
Ela parou de beber o suco e falou:
– Achei que seria melhor para minha mãe.
Assenti.
– Não devia avisá-la que não vai voltar pra casa hoje ? — perguntei lembrando.
– Ela já está acostumada de eu passar as noites fora — disse tristemente — No entanto eu fico preocupada de que façam algo com ela e a minha tia, não que isso seja problema seu.... — ela finalizou a última frase indiferente.
Summer pegou o celular do bolso e foi para a sala ligar. Um tempo depois ela voltou sem dizer nada. Provavelmente ela deve estar achando que eu não me importo com ela, o que não é verdade, senão eu não instiria para ela ficar aqui e se esconder de Frank.
– E então ela está em casa? -Me senti na obrigação de perguntar.
– Não, ela e minha tia vão para a casa de uma amiga. Pelo menos a ela voltar para cá está fazendo bem.
– Não fale como se eu não gostasse de te ver de novo — falei logo para ela não ficar tirando conclusões própias.
– Não é o que parece. Até agora, eu pareço ser a única a ter realmente me preocupado com você, eu passei horas escrevendo pra você, queria saber como estava e se eu tinha feito algo pra não merecer uma resposta. — Ela levantou para dizer isso próxima á mim e continou.
– Você era meu melhor amigo... Eu não queria que você fosse na capital e me salvasse, só queria saber que você estava lá, como sempre esteve e como eu sempre estive por você...
Summer parecia estar dizendo o que estava guardado durante todo e esse tempo.
– Mas tudo bem, como você disse foi melhor para nós dois. Amadurecemos e eu não sou mais a mesma menina de antes. — Finalizou ela tristemente.
Realmente ela não era, Summer quando a conheci era sonhadora, idealista, sempre acreditou no melhor das pessoas. Mas veja só hoje, o que a realidade cruel não faz com as pessoas.
Eu entendo que não foi fácil pra Summer ver a mãe adoecer e o pai desaparecer, mas eu só quis protegê-la do que eu havia tornado. E mesmo sabendo que não tinha como evitar, eu me sinto culpado, queria poder salvá-la e não ter deixado nunca que ela saísse por aí roubando carros. Só que agora já era tarde, Sam não parecia ser alguém que precisasse ser salva.
– Você não entende nada, não é mesmo ? -
Me aproximei ainda mais dela, e pela primeira vez, eu consegui fixar naqueles olhos castanhos, que me retribuíam o olhar na mesma intensidade.
– Talvez eu não entenda mesmo. — e me empurrou delicadamente para me afastar.
Ela foi para a sala se deitar, e depois que eu terminei de guardar coisas na cozinha fui até lá. A vi deitada no sofá e de forma alguma eu poderia dizer que Sam ainda era uma menina.
– Sam, você não vai ficar aí. — disse.
– Lembrou que tinha uma amiga chamada Sam? — falou sarcástica.
Suspirei fundo, por quanto tempo ela vai ficar insinuando que eu a esqueci ?
– Vem, você pode dormir no quarto.
– E você ?
– Eu durmo na sala.
– Mas.... — Eu sabia que ela iria argumentar.
– Sem mas.
– Quando foi que você virou o dono da razão, ein ? — ela voltou a provocar.
– No mesmo dia que você aprendeu a ser chata. — Retribui.
Ela me encarou com aquele olhar
" vou te matar", mas ignorei.
– Se quiser pode tomar banho. -
Ela foi em direção ao banheiro.
Deixei uma camisa minha em cima da cama e fechei a porta do quarto.
Ficar perto dela era terrível e bom ao mesmo tempo. Terrível, porque eu não conseguia pensar direito, não conseguia ser racional como sempre sou. Nenhuma garota me afetava tanto quanto ela.
Algum tempo depois, ela apareceu de volta, dessa vez vestida com a minha camisa, que estava grande nela.
– Ei, você tem mais daquilo que você colocou na minha cabeça? Acho que o machucado está doendo de novo.
– Espera aí.
Peguei novos curativos.
– O que você tá fazendo ? — Ela perguntou.
– Tentanto te ajudar, se você deixar.
– Ok — ela ficou parada , então fui tentar passar o remédio
– Aí, aí, aí. Você quer me matar ?
– Disse ela reclamando.
– Nossa, como você é irritante. Fica quieta.
– Quem me garante, que você tem licensa médica pra fazer isso ? — disse ela fazendo graça.
– Olha, eu acho que não preciso de seis anos de faculdade de medicina para colar um band-aid na sua testa.
Enfim ela ficou quieta e eu consegui terminar.
– Pronto.
Ela foi olhar no espelho como estava.
– É, até que não ficou ruim. — disse por fim — Obrigada
– Eu me viro como posso.
Fui guardar o remédio em um canto e quando voltei, fiquei a observando. Ela estava no meu quarto mexendo nas coisas que ficavam espalhadas na mesa que havia lá. Ainda era estranho ter a presença dela aqui, eu não me acostumava. E nem sabia porque eu estava cuidando dela assim, talvez porque quando éramos crianças, ela fez tudo isso por mim. Eu ainda lembro da voz dela dizendo
" Quantas vezes eu já falei pra você não ficar arrumando brigas por aí?" Ela ficava mais brava que a minha própia mãe. Sam sempre achava que eu ia me machucar de verdade.
Ela continuava a mesma, chata, irritante, teimosa,mesmo assim, ela ainda mexe comigo. Se possível, agora ainda mais, porque ela estava mais bonita do que já era.
Ela me percebeu a observar-la e perguntou, ainda mexendo nas minhas coisas.
– Ainda toca ? — perguntou colocando a mão no meu violão.
– Ás vezes.
Praticamente nunca, na verdade. Eu talvez devesse me livrar dele, pois só ocupava espaço no meu quarto, era um sonho adolescente esquecido, mas sinceramente era um hobby que me fazia bem. Um prazer secreto no meio da minha rotina estranha e mesmo que eu não tivesse muito tempo para tocar violão, era bom tê-lo ali para não esquecer quem eu realmente sou ou pelo menos era.
– Espero que tenha melhorado — ela riu, despertando-me das meus devaneios
– Melhor que antes — Dei um meio sorriso.
– Acho que vou dormir, boa noite Logan.
– Boa noite, Sam.
Ela fechou a porta e eu fui para sala, mas não consegui dormir. Fui até a varanda e acendi um cigarro.
Era incrível como eu não sabia o que sentir perto dela. Tinha hora que o clima ficava tenso, mas tinha hora que ela me olhava nos olhos e me deixava louco.
Balancei a cabeça numa tentativa inútil de tentar a voltar a pensar racionalmente
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