Wrong Ways

6 Defina Confiança.


Notas iniciais
Oii, voltei! Sei que demorei. Eu até tinha o texto pronto, porém eu queria fazer algumas edições e revisar algumas coisa e estava sem tempo. Espero que capítulo compense a demora. Aproveitem!

Logan


Enfim saímos daquela festa, Sam queria pelo menos se despedir dos amigos, mas ela sabia que o melhor a se fazer era sair logo dali antes que Ray ou Carl notassem a presença dela. Eu disse que a levaria até em casa, entramos no carro e o silêncio se instalou, mas não era tão tenso, quanto dias atrás. Pelo menos eu, achava "confortável" estar perto dela, assim como eu achava perigoso, ficar apenas aquelas duas horas com ela no closet era torturante, eu não sei quantas vezes eu pensei em tomar os lábios dela para mim, eu sempre soube que eu tinha esses sentimentos por ela, mas não imaginava que eram tão intensos. De qualquer forma, eu preciso me controlar. Isso não era hora de pensar nessas coisas, afinal eu e ela acabamos de saber que vamos ser vigiados de perto por Frank e eu sabia que ela estava abalada com isso.


Enquanto eu dirigia pelas ruas durante a madrugada, ela olhava distraída a cidade pela janela.


– O que eu vou fazer agora? — ela disse baixinho.
– Vamos dar um jeito — falei
– Como? Agora além de estar sendo perseguida, eu não trabalho mais pra ninguém! Se eu não roubo mais carros para o Frank, onde eu vou arrumar dinheiro para o tratamento da minha mãe?

– Eu estou ferrada... — ela disse abaixando a cabeça.

Geralmente pouca coisa me incomoda, mas eu não gostava de vê-la assim.


– Ei — Chamei a atenção dela, ainda com os olhos na estrada. Ela levantou a cabeça e me fitou.
– Quer saber uma notícia boa?- disse tentando anima-la.
– Se houver alguma, eu gostaria de saber. — ela disse com um tom entediado.
– Não é apenas você que está sendo perseguida! Eu também!- exclamei.
– Logan — ela me olhou confusa — Qual é a parte boa disso?


Eu ri levemente. Já estávamos na frente da sua casa, estacionei e pude enfim encara-la.


– Isso significa que você não está sozinha, eu estou com você.

Por que eu estava fazendo isso? Não me pergunte. Eu não me imaginava dizendo isso pra garota nenhuma semanas atrás. Eu só sei que eu sentia necessidade de estar com ela, protegê-la, apesar dela ter esse jeito independente de ser. Eu só sabia que eu precisava estar com ela de qualquer forma. Talvez eu precisasse mais dela do que ela de mim.


Summer ficou um pouco sem jeito e colocou o cabelo atrás da orelha.

– E eu pensei — disse retomando meu jeito habitual — Se Frank, acha que estamos trabalhando juntos, por que não dar o que ele quer?


O rubor das bochechas dela se dissipou, e ela deu aquele doce sorriso provocativo.


– Acha que pode lidar com meus planos improváveis? — ela perguntou.
– Eu posso tentar sobreviver a eles — disse provocando de volta.
–Obrigada de verdade. — ela disse saindo do carro. — Até amanhã?
– Vai ficar bem até amanhã sem mim? – brinquei


Despedidas normais não fazem meu tipo.


– Vou tentar, mas acho que vai ser mais difícil pra você. — ela entrou na brincadeira também.


Ela abriu a porta de casa e eu fui embora.


Eu só posso estar ficando louco. ·.


Summer


Meu celular avisou que era hora de acordar, mas o meu corpo dizia que precisava de mais tempo.
Levantei com olheiras mais fundas que o próprio Grand Canyon, tentei melhorar com maquiagem, mas estava sem paciência suficiente.

O tempo estava frio, era início de inverno, me vesti e peguei minha mochila e um pacote de bolacha na cozinha e já ia saindo, mas minha mãe me impediu.


– Sam, estou preocupada com você, desde que chegamos aqui, você não para em casa. Tem algo acontecendo? — ela me olhou profundamente, eu não sabia mentir pra ela.


– Mãe, são tantas coisas acontecendo... que eu não sei como te contar! – hesitei em explicar tudo.

Ela parecia estar tão feliz com Tia Susie, estava até a ajudando na loja da família, que eu achei que seria um crime estragar toda a felicidade dela. Minha mãe aparentava até estar mais saudável, seu rosto parecia voltar a ter vida novamente.

–Só continue aproveitando a sua volta para cidade com a Tia Susie ok?

–Estou fazendo de tudo para ficarmos bem.


Ela suspirou. Eu não podia falar mais que isso, apesar de aparentar estar bem, a saúde dela ainda era frágil.


– Tudo bem. — Ela disse se dando por vencida.

– Sua tia e eu vamos ter um jantar amanhã, seria ótimo se você pudesse comparecer.
–Vou fazer o possível! — me apressei em sair

–Ah! Não me espere para o jantar hoje. — a avisei.


Corri até a escola e consegui chegar no horário, finalmente!
Vi Emily e o pessoal e fui até eles.


– Oi, Oi!
– Apareceu! — disse Matt.
– Ficamos preocupados, você sumiu no meio da festa — explicou Lucy.
– Desculpa gente, não queria preocupa-los, mas Chad ficou no meu pé e depois eu encontrei Logan... — parei de falar ao ver Andy estirado no chão do pátio

–O que aconteceu com Andy? — perguntei

– Ele não está acostumado com ressacas — disse Lucy.


Ele murmurou alguma coisa que ninguém entendeu.


– Melhoras- desejei á ele.


E ele apenas levantou o polegar. Logo o sinal bateu e fomos para nossas respectivas aulas.


Minha primeira aula era de matemática, não havia ninguém que eu conhecia. Até eu notar Alice conversando com suas amigas.


– Vocês não vão acreditar! — disse ela no jeito histérico dela. Ela começou a contar os acontecimentos da noite passada. Estava me segurando para não rir, eu se lembrava dela falando coisas ridículas enquanto estava com Ray, enquanto eu estava presa no closet. Ela percebeu e me perguntou.


– Algum problema Woods? — ela falou querendo me afrontar.


Eu ri, já passei por tanta coisa pior que ela querer me assustar com esse jeito de patricinha de filme americano me parecia cômico.


Respondi sarcástica.


– Imagina problemas? Só os de matemática mesmo. — disse sem me importar.


Ela apenas fez uma cara estranha e continuou a conversar.


– Como eu estava dizendo...


Depois disso não houve nada interessante nas aulas, quando elas acabaram, vi Logan no estacionamento.
– Oi
– Oi — ele respondeu normalmente.
– Então, essa é a parte que você me oferece carona. — brinquei.

Ás vezes eu esquecia que o tempo passou e nós não tínhamos mais essa intimidade toda, me xinguei mentalmente depois por parecer tão folgada.


Ele sorriu.


– Deveria? — perguntou arqueando as sobrancelhas.
– Quando você tinha uma bicicleta ainda me dava carona, agora que tem carro é assim, ok. – respondi.


Ele riu.


– Chega disso Summer — ele falou estranhamente de bom humor

– Vamos logo.

Logan

Já dentro do carro, Summer começou a falar.


– Preciso te perguntar uma coisa.


Ela sabia ler minhas expressões e prosseguiu.


– O que faço pra te ajudar? Já que agora estou com você. Ainda preciso roubar carros? — Ela perguntou


– Tem certeza que quer se meter nisso? Eu posso te ajudar com as coisas da sua mãe.


O que eu menos queria era ela envolvida em problemas, quanto mais longe ela estivesse de tudo isso seria melhor. Por isso fiz a sugestão, mas Sam é irritantemente teimosa e irredutível. Ela se enfureceu com isso.


– É claro quero! Eu não posso ficar parada, enquanto as coisas estão acontecendo e esperar que você resolva tudo! Eu me virei sozinha até agora, não vai ser dessa vez que eu vou ficar dependendo de alguém.


Ela me olhou firmemente e eu soube que ela não ia mudar de ideia.


– Tudo bem então, como quiser. –


Desviei então o caminho para o interior da cidade, para casa do galpão.


– Ei, o que é aquilo? — ela disse apontando para onde um pessoal montava umas barracas.
– Festival de inverno. — respondi
– Aah — ela confirmou.


Finalmente chegamos lá, e quando entramos na casa, ela ficou analisando tudo.


– Isso não parece a sede do tráfico. — ela falou depois de observar — Parece uma casa de fazenda.
– O que você queria uma placa? — ironizei.
Ela revirou os olhos.


– Shaw, que bom que está de volta! — falou Mike — E com a Summer, bem vinda aos negócios!


Eu já tinha explicado o que havia acontecido para ele.


– Em falar nisso, Logan você chegou em ótima hora. Chegou um carregamento quase agora e... -
– Antes disso, e a minha pessoa? — perguntou Sam.
– Eu não esqueceria nunca de você, Sam — disse sem ironias.


Entreguei a ela um notebook


– Consegue fazer a contabilidade disso?


Ela olhou as planilhas com os lucros, entradas e saídas de dinheiro e analisou.


– Você tá de brincadeira comigo? Não tem nada mais mais... — ela reclamou.
– Perigoso? — Deduzi que ela diria isso.
–Eu diria emocionante, mas perigoso serve também. -Ela respondeu.

– Bem, eu posso pedir pra qualquer um fazer um serviço arriscado, mas só alguém de confiança poderia fazer isso pra mim. —

Eu estava sendo sincero, era algo realmente importante, geralmente eu mesmo ou Mike faz isso, eu não confio em mais ninguém. Com as informações que há naquele notebook, eu poderia ir preso facilmente. Não só eu, mas todos que estão envolvidos nisso, lá havia nome de fornecedores, exportadores, principais clientes e etc. Era tipo de coisa que não poderia nunca cair em mãos erradas, senão a minha lista de ameaças de morte aumentaria consideravelmente.

O melhor de tudo é que eu posso confiar em Sam pra isso e ainda posso mantê-la longe de perigo.


Ela respirou fundo e disse.


– Ok, só não se importe se eu te roubar um pouco enquanto faço a contagem do dinheiro — brincou.
– Você é a Miss Politicamente Correta, mesmo fazendo coisa errada, não faria isso nunca. — retruquei.


Summer


Não era difícil fazer aquilo, ainda mais eu que tenho facilidade com contas. Até que as aulas de economia servem pra alguma coisa ás vezes. Umas horas depois eu já havia terminado.

Resolvi procurar Mike e Logan. Ao andar pela casa, notei que nos fundos havia uma garagem bem grande. Eu os encontrei lá, estavam empacotando algumas coisas.

Observei os dois carros estacionados e dei duas batidas no vidro.

– Esse carro tem blindagem?- perguntei.

– Sim, por quê? — Respondeu Logan ainda concentrado no que estava fazendo.

– Bem, por nada... Pode até ser seguro e aguentar certas coisas, mas não armas de calibre 44, as favoritas de Frank. — avisei.

Logan riu.

– Vai querer me ensinar sobre carros, Senhorita Summer? Acho que estou nesse ramo á mais tempo que você. — disse Logan se voltando para mim com sarcasmo.

– Meu pai não me deixou nada de bom, mas o conhecimento sobre carros até que é bem útil. E depois não reclame que é fácil fácil roubar seu carro.....- Respondi com o mesmo sarcasmo.

– Se eu fosse você, Logan, teria aceitado a sugestão e ficado calado- Riu Mike se divertindo com a nossas provocações e eu, obviamente, me juntei á ele.

Logan se aproximou de mim e disse:

– O roubo do carro foi só um descuido meu... — ele se explicou.

–Não vai acontecer novamente.

Aproximei-me dele mais um pouco.

–Então não se descuide mais. — disse risonha e mostrando a carteira dele que eu peguei sem ele notar.

–Mas o quê?- Logan disse indignado.

–Você está impossível hoje... — Dessa vez ele suavizou a expressão e até riu de sua falta de atenção.

– Mas enfim... — disse Mike nos fazendo voltar a atenção para ele e nos distanciarmos.

–Não precisa se preocupar Sam. Não é como se ficássemos com a parte mais perigosa. — continuou.

– Tudo bem então. — eu disse.

– Mas vale checar a blindagem dos carros mais tarde. — Logan disse por fim.

Sorri vitoriosa.

– Como está indo a contabilidade, Sam?- perguntou Mike amigável.

– Ah! Eu já terminei. — falei.

– Sério? Você é boa nisso. — riu e completou

– Eu e Logan geralmente levamos o dia todo fazendo isso.

– Tem coisas bem comprometedoras naquele notebook...

– Não imaginava que vocês tinham tantos fornecedores, nem tantos compradores. Existem até pessoas famosas que provavelmente odiariam o fato de serem seus clientes viesse á público. -disse surpresa com o que havia descoberto.

– Sim, isso seria terrível e nós certamente estaríamos mortos devido à quebra do sigilo. — Mike enfatizou.

– Acho que agora você entende a gravidade da situação, por isso preciso que alguém de confiança tome conta dessas informações. Você pode dizer que não, mas eu considero isso um trabalho bem perigoso. .- Logan completou.

Assenti pensando no que eu estava me envolvendo.

– Vocês já terminaram o que tinham de fazer? — perguntou Mike quebrando o clima um tanto tenso.

– Sim — respondi.

Logan só esperou ele continuar.

–Então, vocês sabem que dia é hoje? — disse Mike animado

– Quarta -feira – respondi sem entender a animação repentina.
– Para de enrolar- reclamou Logan.
– Como vocês são chatos! Cadê a animação de vocês?

– Hoje é o Festival de Inverno! — ele falou eufórico.
– E da aí ? — Falou Logan sem se importar.
– E da aí que é legal, você pode sair bêbado por aí e comer aqueles lanches ótimos- disse Mike, como se aquilo fosse uma das melhores coisas do mundo.


Eu não conhecia Mike há muito tempo, mas gostava do seu jeito. Quando ele precisava ser sério ele era, mas quando podia agia como um jovem de 20 anos normal.


– Eu quero ir! — Me deixei contagiar pela alegria de Mike.

– Quantos anos vocês tem? Doze?- perguntou Logan ao ver a cena

Ele estava com aquela cara séria habitual dele.


– Ah cara, você não vai fazer nada hoje e ela quer ir. — disse Mike apontando pra mim.
– Mike tem razão. E outra, faz tempo que eu não vou aos festivais de inverno da cidade, nem lembro como é. — argumentei.
– É a mesma merda todo ano- ele disse acendendo um cigarro.
– Claro, eu não estava aqui! — falei convencida.

Logan passou seus olhos em mim e depois em Mike, depois de Mike para mim e suspirou.

– Tá bom, vamos! Senão, eu não vou ter paz. — ele se deu por vencido.

Pegamos nossos casacos e chegamos lá por volta de umas dezoito horas e o céu começava a escurecer.


Tudo estava exatamente como eu lembrava. As barracas de doce, crianças numa pista de patinação no gelo, shows de bandas desconhecidas, máquinas de tirar foto e uma roda gigante, que não era tão gigante assim.


Logo que chegamos lá perdemos Mike de vista, ele foi umas mil vezes comprar comida e eu não sabia se era porque ele era viciado em lanches ou se só era por causa da moça que servia.


Tudo que eu queria era me divertir, eu queria ir a todos os lugares, enquanto Logan estava com a "cara da indiferença", como eu apelidei. Eu não ia descansar até ele estar tão feliz quanto eu, pelo menos com um terço da minha animação, já que não é toda noite que eu não precisava me preocupar em não ser pega enquanto tentava destrancar o carro de alguém.

– Ei- chamei sua atenção, ele estava distraído fumando.

Eu já estava pegando certo ódio desse seu vício.

– Aposto quarenta que eu te venço naquele jogo- desafiei.


Era um daqueles joguinhos de atirar no alvo certo. Ele riu da minha aposta como se eu estivesse debochando.


– Apostou com a pessoa errada, gatinha — ele provocou.
– Será?- arqueei umas das sobrancelhas.


Fomos até lá jogar e ele logo de cara fez 90 pontos.


– Sua vez. — ele disse me desafiando.


Fui tentar também e fiz 80 pontos. Não era tão longe do alvo, mas não era tão perto quanto o tiro dele. Devo admitir que eu não possuo muita experiência com armas, diferente de Logan que parecia saber exatamente como pegar em uma arma e posiciona-la adequadamente. Eu hesitei em perguntar como ele adquiriu essa habilidade.
– Aff — reclamei em relação a minha baixa pontuação.
– Com licença moça, deixa eu te ensinar — ele disse se posicionando atrás de mim, Logan colocou sua mão sobre a minha para me ajudar a atirar certo. Estávamos tão perto, que eu podia sentir sua respiração no meu pescoço, isso me arrepiava.

Eu estava tão distraída com a proximidade que eu nem percebi que havíamos acertado os 100 pontos.
Ele se afastou e disse:
– De nada.
– Ah para! Na primeira vez eu fui muito bem também. — tentei começar um assunto para disfarçar que eu havia ficado ruborizada.
– Alguém me deve 40. — Logan disse vitorioso.
– Só foram dez pontos a menos. — debati.
– Dez pontos fazem muita diferença. — ele riu provocando

.
Depois disso ele estava menos tenso do que quando chegamos. Consegui convencê-lo a ir a vários lugares, até na roda-não-tão-gigante. Estávamos nos divertindo como nos velhos tempos. Mas de repente, o celular dele recebeu um SMS e Logan voltou a ser como antes.


– O que foi? — perguntei.
– Nada — ele disse rapidamente e guardou o celular.


No entanto, eu sabia que não era nada.


– Sério, aconteceu alguma coisa?


Ele ficou calado por um tempo e disse:
– Nada que você precise se preocupar- Logan disse inexpressivo.

Essas variações de humor dele me irritavam. Uma hora ele está bem e agora está assim sem explicação nenhuma.


– Eu só estou tentando te ajudar também — respondi.


Senti o vento gelado bater em meu rosto e minhas bochechas esquentarem instantaneamente.

– Sam, não insista, nem tudo você precisar saber. Estou tentando fazer o melhor para você — Ele falou ainda mais sério.


Olhei em seus olhos azuis, que pareciam mais escuros à noite. Eu entendi o que ele estava fazendo, Logan estava me olhando da mesma forma que eu olhava para minha mãe antes de eu me meter em algo perigoso. Era um olhar de quem queria passar confiança e dizer que estava tudo bem e podia até funcionar com algumas pessoas, porém não entre eu e minha mãe e muito menos entre eu e Logan.

Quando eu faço isso eu estou apavorada, mesmo assim não desejo transmitir isso a ninguém. Faço isso para poupar minha mãe, porque ela precisa, no entanto eu não possuía motivos para ser poupada de algo.

– Você disse que estávamos juntos que eu não estava sozinha, deixa eu te ajudar também. — insisti.

Por que ele é tão teimoso?

– Vamos embora Sam, é a melhor coisa a se fazer. — Logan disse já procurando as chaves.

– Você faz tudo sozinho! Podia contar com as pessoas ás vezes, sabia? Eu sei como é carregar responsabilidades assim, se dividirmos pode ser melhor.

.

– Não precisa se tornar tão frio assim!

Já estava um pouco irritada, eu contei tudo o que aconteceu comigo para ele naquele dia em que ele me salvou de ser levada para capital, por que ele não pode confiar em mim?

O pior de tudo é que eu sabia que havia algo o preocupando, não era uma dúvida, era uma certeza!


– Frio? — ele falou sarcástico — Do jeito que fala, até parece que eu não tenho sentimentos.

Agora, eu me irritei.

–E você tem? – perguntei

– Ou você fez o favor de trancar todos eles numa caixa? Assim é melhor? Você me confunde!

– Por uns momentos eu acredito que eu te encontrei, eu vejo o garoto incrível que você era, mas em outros esse garoto parece só uma sombra por de trás de um cara frio que prefere fingir que nenhum problema o afeta.

– Pare de tentar me afastar dos problemas! Não percebe que eles são meus também?

Eu fiquei um pouco ofegante ao dizer tudo isso, eu não sei se estava certa, mas senti que precisava. Logan não podia achar que carregaria o mundo sozinho.


Ele respirou fundo.


– Então, você me acha frio?

–E que eu simplesmente joguei todo e qualquer sentimento fora? Ok então. — disse Logan checando todos os pontos que eu falei.


Eu achei que ele fosse me dar as costas sem se importar, achei que ele daria um belo "foda-se" para o meu pequeno discurso, achei que eu que supervalorizei nossa amizade e talvez não houvesse tanta confiança mútua entre nós dois, talvez ele estivesse me ajudando só por pena. Eu consegui "achar" várias hipóteses durante aqueles segundos.

No entanto o que ele fez foi totalmente diferente e não havia passado de forma alguma na minha cabeça, pelo menos não naquele momento.

Ele me puxou para mais perto dele e me beijou, fiquei muito surpresa na hora e talvez não tenha reagido de imediato. Que tipo de pessoa resolve beijar outra enquanto ela está lhe dizendo que você não tem sentimentos?

Logo o beijo passou a ser retribuído por mim, e eu pude perceber como nós dois havíamos esperado tanto por isso. Ambas as parte se tornavam entregues uma á outra, talvez porque elas sempre pertenceram uma á outra.



É, talvez eu esteja errada, porque ele não é tão frio assim.

Notas finais
Então, gostaram? Me digam o que estão achando para esta autora aqui sempre poder estar melhorando. Beijos Mandy
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.