Notas iniciais
foi mal pela demora D: (de novo) eu ia postar semana passada, mas dai eu passei mal, vomitei, to com dor de garganta... conclusão: to tomando antibiotico e atrasei pra postar o cap. õ/ espero que gostem :D

Nós andamos pelo corredor de fora até a porta com a placa: “ACESSO RESTRITO”. A menina abriu-a e nós entramos, batendo a porta atrás de nós. Um outro corredor vinha depois da porta. Aquele prédio parecia um labirinto!

O corredor novo era bem parecido com o primeiro, com chão de mármore preto e paredes prateadas meio cintilantes, a não ser pelo tamanho, era bem menor. Havia apenas duas portas de cada lado, e nenhuma tinha placa.

Fomos até a última do lado direito que dava para uma escadaria minúscula em caracol. Subimos meio esmagados até uma salinha com uma mesa de escritório ao centro, uma cadeira de rodinhas e duas poltronas viradas para a mesa, como uma atendente de banco.

Me fizeram sentar em uma das poltronas enquanto a menininha rodopiava, rindo, em sua cadeira de atendente. Eu a fitava, ainda assustada e totalmente confusa, mas achei um pouco de graça.

-Deixe-me ver... –ela fuçou em uma das gavetas da mesa e pegou uma pasta bege- Aqui! –ela imitava a voz de uma adulta- Senhorita Rookie Rubies. Treze anos, classe média alta, cabelos longos, lisos e louros com uma franja que tampa a testa inteira, rosto fino, olhos castanhos...

Ela olhou para mim com a cabecinha tombada de um lado, arregalando os olhos. Ela finalmente percebeu que eu tenho olhos azuis escuros. Então estreitou os olhos para mim e chegou mais perto, se debruçando na mesa.

-Humm...Você...não tem olhos castanhos.

-Era o que eu estava tentando lhe falar...

Minha voz saiu mais baixa e assustada do que eu imaginava.

-Vamos descobrir se você está usando lentes, Senhorita Rubies. –ela abriu outra gaveta e pegou uma lanterna, enquanto a testava continuou- Mas, se você está usando lentes, Rookie querida, porque não mudou o cabelo também? Devia ter pensado em tudo, não?

Ela jogou a lanterna recentemente testada para o homem à minha direita e, o que estava atrás de mim, agarrou e puxou meus cabelos para trás fazendo eu fitar o teto. Eu dei um breve grito de dor e susto que eles ignoraram. O da direita colocou a lanterna diretamente no meu olho, fazendo arder muito. Eu consegui abafar meu grito com minha mão.

Um outro, que estava à minha esquerda, colocou a ponta do dedo indicador levemente na minha retina, fazendo eu gritar novamente, mas bem mais alto, agora de aflição e desespero.

Finalmente eles me soltaram e, felizmente, eu ainda conseguia enxergar. O homem devolveu a lanterna à garota e fez que não com a cabeça. Ela não gostou, fitando-me furiosa.

-O que está armando, pequena piadista?

Ela passou alguns dedinhos delicados no meu rosto e dava um risinho falso sapeca. Então eu era a pequena ali?

-E-eu já disse...n-não sou a Rookie...

Minha voz saiu ainda mais baixa. Mas tenho certeza que ela ouviu. Recostou em sua cadeira e virou algumas folhas da pasta, tirando uma foto de lá. Ela colocou a foto ao meu lado, como se me comparasse à garota retratada. Ela guardou a pasta e debruçou na mesa novamente.

-Quem é você?

Ela estreitou os olhos para mim, com o rosto e a voz sérios.

-Quem é VOCÊ? –respondi irritada- Desde que vocês me SEQUESTRARAM no meu bairro ninguém me dá uma explicação. EU NEM SEI QUEM É ROOKIE! E vocês acham que a minha família não vai me procurar? Eu posso ser pobre mas também sou gente! Também moro nesse país! EU TAMBÉM MEREÇO SABER QUE PORRA TA ACONTECENDO AQUI!

Eu me levantei e tinha quase subido em cima da menina nessa última frase, se os homens não tivessem me segurado. Eu até usei um palavrão, minha mãe me mataria se ouvisse...Mas, na hora, não era minha preocupação. Eu estava irada.

-Ora, ora...a Senhorita está nervosa. Bom, vamos fazer um trato. Nós te explicamos tudo se você nos falar seu nome, idade e onde mora.

Eu já, ofegando, fitei-a indignada enquanto dava um risinho calmo. Como ela estava tão calma se eu acabara de explodir? A única coisa que eu podia fazer no momento era concordar.

-Tudo bem. Meu nome é Hoppas Maccaw. Tenho treze anos e vivo no bairro mais simples da cidade. Onde vocês me acharam...

Ela fez que sim com a cabeça enquanto anotava tudo numa outra pasta.

-É tudo que precisamos.

Ela desceu a escada com a pasta na mão. Os homens a seguiram, me segurando pelos braços (que novidade). Ela nos levou até a porta da frente naquele mesmo corredor estreito. A porta se abriu e revelou uma sala duas vezes maior que a dela. Tive que piscar várias vezes de novo, já que a sala era tão branca quanto à do Sir Hopkins.

Estava vazia e sem janelas, a não ser pela cama presa na lateral com correntes. Igual aquelas de presídio. Parecia bem dura...

Em cima dela havia uma vestimenta que me assustou muito mais que qualquer coisa até agora. Mais do que a estranha garota, mais que os estranhos homens de preto, mais que os estranhos corredores e portas e até mais que os olhos transparentes de Sir Hopkins: uma camisa de força.

Dois homens me empurraram para dentro enquanto os outros dois preparavam a camisa assustadora e branca.

-Es-espera...ES-ESPERA...ESPERA! ESPERA! ESPERA! ESPERAAAAAAAAAAAAA! E as minhas explicações??? ESPERA! NÓS FIZEMOS UM TRATO!

Eu relutava contra os dois braços e gritava com a garotinha, que esperava pacientemente na porta, indiferente comigo ou com o “trato”.

Nada me disseram.

Os homens me amarraram na camisa naquela camisa, que dói mais do que parece. Depois me largaram ali, sozinha, desolada, assustada, desesperada, chorando horrores no travesseiro da cama desconfortável e achando que tinha enlouquecido de vez.

Eu cheguei a pensar que eu tinha imaginado tudo isso, na verdade eu estava num quarto de hospital psiquiátrico de verdade. A garota era apenas a médica, os homens enfermeiros (apesar de parecer estranho...) e Sir Hopkins o diretor do hospital. Eu tinha imaginado tudo, tinha enlouquecido...Eu estava louca.

Depois de muitas horas de desespero tentando abrir a porta trancada com os braços enrolados, a única coisa que eu ouvi antes de adormecer no chão, foi o sussurro final da Hoppas loura de olhos azuis que todos conheciam e amavam:

-Eu...quero a minha mãe...

A partir desse dia, eu iria ser a Hoppas errada, para sempre...

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Notas finais
olha, eu nunca escrevi uma quase-tortura antes então, tomara que tenham aprovado :D
bom, eu vou comer maçã e torcer para minha garganta não me matar õ/ q
bjs
PS: strait jacket é camisa de força em inglês :D (não, jura? --' )