Notas iniciais
Well... Foi uma longa jornada até aqui (literalmente porque, né, olha quando essa fanfic foi postada), mas espero não ter decepcionado ninguém com o final dessa historia. Como está escrito junto ao nome dessa fanfic, eu comecei a escrevê-la com uma prima minha, mas infelizmente ela não seguiu com o projeto e, com a fanfic já postada, me senti na obrigação de terminá-la sozinha assim mesmo. Enfim... Já falei demais, obrigada a todos que acompanharam essa fanfic (aqui ou no SocialSpirit, ou, quem sabe, no meu live journal) e mais uma vez perdão pela demora. Boa leitura

HyoRin tirou o celular da mão de LeeTeuk calmamente, se levantando enquanto levava o aparelho a orelha. Ela levantou a mão com a qual segurava a arma enquanto o fazia. Apontou para a cabeça de LeeTeuk, o olhando de cima enquanto sorria docemente para ele.

– Senhor? Senhor, está tudo bem? – a atendente da policia perguntou mais uma vez. HyoRin riu soprado.

– Desculpe madame, mas é engano. – ela disse para a atendente, antes de jogar o celular longe, sem se preocupar em encerrar a ligação.

LeeTeuk observou as ações da outra aflito. Ele abriu a boca para tentar dizer alguma coisa a mulher que estava a sua frente, mas som nenhum saiu. As lágrimas voltaram a escorrer por seu rosto a medida que HyoRin brincava com a arma que estava utilizando.

– Vamos brincar Oppa? – ela perguntou com uma voz fina, enquanto ainda brincava com a arma.

– HyoRin... Não... por favor... – ele implorou fechando os olhos.

– Prometo que vai gostar da brincadeira. Olhe, só tenho uma bala – ela disse retirando o projétil do lugar onde ele estava na arma. LeeTeuk continuou a chorar, balançando a cabeça de um lado para o outro.

HyoRin fez um bico e se dirigiu a cama do outro. Ela olhou para LeeTeuk encolhido dentro do closet e voltou a sorrir. Não um sorriso feliz, um sorriso triste e cheio de amargura.

– É uma pena... Achei que pelo menos você gostaria de brincar comigo... – ela disse recolocando a bala no local onde ela estava. – Mas pensando bem, você nunca quis que eu me aproximasse. Me diga, o que aquela Yuri tem que eu não tenho? O que ela tem para você ficar o tempo todo em cima dela?

– Yuri é uma irmã mais nova pra mim HyoRin, pelo amor de Deus. Por tudo que é mais sagrado. Pare com essa loucura. Ainda dá tempo de você voltar atrás – ele disse se levantando devagar.

– Não! Não se levante. Você vai fugir de novo. Vai me deixar sozinha, com aquelas pessoas malvadas que me maltratam naquele lugar horroroso.

– HyoRin, você só foi colocada lá por que precisa de ajuda. Lá eles vão cuidar de você – LeeTeuk tentou novamente.

– Não! Eu não preciso de ajuda. Eu só preciso de você. Por favor Oppa. Vamos fugir juntos. Ninguém saberá que você veio comigo. Por favor. – ela disse se ajoelhando perto dele.

– Não HyoRin...

Ela olhou para ele com raiva. Se levantou e passou a mão pelo sobretudo que usava, olhou para o mais velho que continuava encolhido dentro do closet. HyoRin levantou a arma mais uma vez, apontando para LeeTeuk; ela tremia muito.

Os dois ouviram quando as sirenes dos carros de policia chegaram cada vez mais perto do local. HyoRin não se incomodou com isso e respirou fundo.

– Já que você não pode ser meu Park JungSu... – ela começou sorrindo abertamente. LeeTeuk fechou os olhos já esperando a dor. – Não vai ser de mais ninguém.

Ao dizer isso, ela puxou o gatilho.

Os policiais nas viaturas do lado de fora da casa ouviram o barulho ecoar. Boa parte dele saiu correndo de dentro do carro com arma em mãos em direção a casa. Mais dois tiros foram ouvidos.

Assim que chegaram no quarto de LeeTeuk, os policiais viram o corpo dele estirado no chão, a cabeça apoiada nas pernas de HyoRin que ria alto. Ela dizia coisas desconexas e começou a se debater quando dois policiais a tiraram de perto do corpo do outro.

No canto do quarto, bem perto do closet, o celular de LeeTeuk estava caído, com a ligação ainda em andamento.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!