Woultingglox: Rebelião

1 Capítulo 1: O começo de uma história lendária.


Notas iniciais
O começo de tudo, uma longa história está para começar.

Império Rinvan — 20:48 pm

Era um tempo chuvoso, com raios iluminando tudo. Em uma sala repleta de livros, que ficava no topo de uma torre, em um palácio, um senhor de idade estava lendo sobre uma história antiga.

Há 57 anos atrás, houve uma intensa guerra, que devastou o mundo completamente. Pessoas ficaram desabrigadas, passaram fome, e sofreram imensas perdas. No entanto, um homem se sacrificou para parar a guerra, sendo entregue e executado brutalmente pelo antigo imperador de Rinvan. Esse homem era o primeiro de todos os Woultingglox, e o mais poderoso deles. No entando, houve boatos de que ele foi um dos causadores dessa guerra, mas ninguém nunca provou esse fator. — leu o senhor, em baixo tom, antes dele fechar calmamente o livro — Que besteira. — falou, colocando o livro de volta na prateleira. Ele então veste um casaco branco e anda em direção a escada que levava para a saída da torre.

— O senhor não precisa ir, imperador Bistard. — se manifestou um rapaz de longos cabelos dourados que acompanhava o dito senhor, chamado Bistard Holdame, que era o atual imperador daquele império.

— Acho que preciso sim. — afirmou, sem se virar, enquanto descia as escadas. Aquelas palavras tiraram o rapaz do sério.

— Você vai se arriscar assim por assuntos tão triviais?! Sua vida é importante! Não vá, por favor! Ou o senhor pode morrer! — bradou o jovem, claramente preocupado. Bistard então para e olha pro rapaz.

— Deixo o império em suas mãos, Volca. — falou, dando um leve sorriso, deixando finalmente a sala da biblioteca. O rapaz chamado Volca estava realmente incrédulo, enquanto suava frio. Ele aperta os punhos, claro gesto de contrariedade.

Do lado de fora do palácio, onde chovia intensamente, Bistard para de andar e olha pro céu. Ele tinha que agilizar logo de uma vez antes que algo terrível aconteça. Se ele não for rápido, a situação do mundo irá ficar pior do que já tá. Esses eram os pensamentos do imperador, que volta a andar até um certo lugar.

Em outro império, bem distante de Rinvan, um grande exército estava parado frente a uma grande pedra, todos completamente ensopados, onde no topo da pedra se encontrava uma figura mal encarada, com um sorriso psicótico no rosto. Parecia ser o líder daquela tropa, e estava se preparando para dar um discurso. Esse homem era o imperador deste império, chamado de império Armageddon. Ao lado dele estava um homem alto, que era seu conselheiro, que diferente de seu imperador possuía um semblante mais sereno e contido. "Isso realmente não vai dar certo", era o que esse homem pensava, dando um suspiro de preocupação, até que o imperador decide falar.

— MUITO BEM, HOMENS!!! — gritou, fazendo com que todos os soldados dessem brados de guerra. — Está quase chegando a hora! Em pouco tempo nosso objetivo finalmente será efetuado! Vamos mostrar pra todos quem merece ser chamado de rei, hahahahaha!! — continuou falando, com bastante vontade.

— VIVA O SENHOR ZIERA!!! — gritaram todos os guerreiros, concordando com as palavras do imperador. Esse Ziera tinha um bom porte físico, cabelo levemente espetado, com uma coloração marrom escuro, um olhar feroz e um sorriso psicopata misturado com certo sarcasmo que parecia que ficava grudado no seu rosto. Ele usava uma grossa jaqueta branca desabotoada, mostrando seu abdômen, com a manga direita dobrada, mostrando seu antebraço, que nesse tinham estranhas faixas enroladas ao redor, ele também usava calça jeans preta. Um claro visual de gângster. Quem o visse na hora perceberia que esse cara não bate bem da cabeça. Depois de falar tudo isso, ele logo lança um olhar maníaco ao horizonte.

De volta pra Bistard.

Ele continuava caminhando até chegar num pequeno templo, onde fez uma breve reverência. Após se aproximar mais ele toca no templo, examinando-o.

— “Isso realmente não pode cair em mãos erradas. Se o Palamar Saoki souber da localização disto..." — pensou o velho. Ele dá um passo pra trás e concentra uma densa quantidade de energia em sua mão esquerda, que gentilmente toca o templo, que causa um intenso brilho antes do monumento desaparecer como se teleportasse, aparecendo segundos depois em um outro lugar bem afastado dalí. Bistard volta a olhar pro céu, antes de se afastar pra um outro destino.

Praça central de Mirik – 21:45 pm

Um jovem estava correndo às pressas com um guarda-chuva, carregando umas compras.

— Puxa! Como é que foi chover justo quando eu tava no mercado. — reclamou o garoto, enquanto corria. — Só queria saber como minha mãe sabia que iria chover. —

— SOCORROOOO!!! — essa voz feminina chamou a atenção do jovem, que parou e olhou pra direção de onde vinha esse grito desesperado, onde ele viu três caras abortando uma mulher.

— É melhor passar essa bolsa, novinha, ou a coisa vai ficar feia pra você. — Falou um dos bandidos, colocando uma faca no pescoço da mulher, enquanto os outros três meliantes apenas riam de divertimento.

— Por favor... Me deixem ir. — chorou a mulher, já com a base do pescoço sangrando. Vendo aquilo o rapaz não perde mais tempo e deixa o guarda chuva e as compras em um lugar seguro e vai socorrer a moça. Os passos fortes do jovem rapaz logo se fazem ouvir pelos bandidos, se virando e vendo o garoto parado, encarando eles com uma expressão nada amigável.

— Aí! Vilões como vocês só me dão nojo. Ficam se metendo com pessoas inocentes, fazendo-as sofrer, mas pra quê? Apenas por benefício próprio. Eu, Ygglox Miara, não deixarei isso continuar! — declara o jovem, apontando o polegar pra si mesmo. Vendo aquilo os bandidos só estavam com expressões confusas, até que um decide falar.

— Ei, moleque! É melhor sair daqui antes que as coisas fiquem feias pra você também, morô! — disse o bandido que tinha ameaçado a mulher, que era o manda chuva daquele trio. Ygglox continuava encarando, sem ter nenhuma intenção de sair. O bandido chefe apenas suspira. — Já vi que tipo de jovem você é. — diz, e logo se vira pra um dos capangas. — Wellin, cuide desse pirralho que eu acabo meus negócios com a senhorita aqui. — Um capanga mais encorpado assente e tira uma arma do bolso, apontando para o jovem.

— É melhor você nos obedecer, rapaz. Não vai querer deixar esse mundo tão cedo, né! — ameaça Wellin, dando um sorriso de escárnio, já segurando o gatilho. Ygglox só dá um sorriso determinado e anda um passo a frente. — Humf, depois não diga que não avisamos. — falou, logo em seguida atirando contra Ygglox, que apenas se inclina para o lado desviando da bala, estarrecendo os três bandidos e deixando a mulher impressionada. Wellin não perde tempo e atira mais 5 vezes, com Ygglox desviando facilmente e ao mesmo tempo se aproximando de Wellin, segurando seu braço com a arma e dando uma joelhada no estômago do bandido encorpado, o fazendo cuspir sangue, e logo em seguida dando um belo soco no seu queixo, o deixando incapacitado de lutar na hora. Ygglox olha pra mulher e inclina a cabeça, sinal pra ela cair fora. A moça aproveita a distração dos homens e logo sai correndo, deixando pra trás dois bandidos estarrecidos.

— Ora seu...! — o capanga que restou tentou avançar no soco, mas Ygglox simplesmente agarrou o seu maxilar e deu um belo chute no mesmo, o deixando imediatamente desacordado. Ygglox então para e olha o que restou com desdém, esse estava suando frio. Não imaginava que alguém tão jovem pudesse ser tão forte. Mas ele tirou esses pensamentos da cabeça e avançou pra esfaquear Ygglox.

— Agora a coisa vai ficar feia pra você! — bradou, se aproximando do rapaz.

O moreno então esquiva com um simples passo pro lado e mete um chute bem no queixo do bandido, o rodopiando e também o deixando desmaiado. Ygglox apenas suspira e volta pra pegar as compras, mas se vira pros bandidos e dá um sorriso brincalhão. Quando uns 4 policiais que ouviram os tiros se aproximam, eles logo se impressionam com o que viam: os três meliantes deitados gemendo de dor e uma plaquinha no centro do beco escrita “Bandidos aqui”, com uma seta apontando cada um dos três e um Ygglox chibi desenhado dando um joinha.

Um pouco afastado desse beco, tinha uma casa perto de uma floresta. Nela estava três pessoas, um homem, uma mulher e um garotinho, aparentando ter 7 anos. Eles também tinham um dálmata. O homem estava lendo um jornal, a criança apenas brincava com o cachorro, enquanto a mulher olhava para a porta, preocupada.

— Ele está demorando. Faz 45 minutos que ele saiu, e não moramos muito longe do mercado. E ainda começou a chover. — falou a mulher, com ares de preocupação. — Será que ele tá bem? — indagou.

— Não se preocupe, Vinka. Ele é um rapaz forte. — diz o homem, no que ele vira uma página do jornal. Enquanto o menino nem parecia preocupado.

— Eu sei, mas é que já são 22:05. Não é certo um adolescente ficar por aí nessa hora. — mal ela fala isso e a porta se abre, revelando Ygglox, que estava todo molhado.

— Cheguei! — falou, sorrindo.

— Eaí, campeão. — Sorriu o pai de Ygglox, que este sorri de volta

— Ygglox Miara! Fiquei preocupada — esse tom assustou o moreno. — E por quê você tá todo ensopado mesmo tendo levado o guarda-chuva?! — Ygglox apenas dá um sorriso sem graça e fala.

— Foi só um pequeno problema no caminho. — diz, no que percebe seu irmão mais novo se aproximando.

— Irmão, irmão! Eu não tava preocupado porquê eu sei que você é bem forte! — fala energicamente o garotinho, sorrindo largamente. Ygglox se abaixa e faz um leve cafuné no seu irmão, que sorri mais ainda.

— Valeu por acreditar em mim, Katsu. E oi, Sanoki. — acaricia também o cachorro, que aprecia. — E mãe, como a senhora sabia que iria chover? — perguntou, olhando para a mulher.

— Foi apenas intuição, filho. Sempre é bom estar prevenido. — responde Vinka.

— Seu jeito cuidadoso realmente é útil às vezes — brinca o homem que estava lendo o jornal, chamado Luren, que o fecha e se levanta, se aproximando da esposa.

— Bom, de qualquer forma, consegui proteger as compras. Missão cumprida! — fala logo em seguida, mostrando a sacola. — Agora vamos logo fazer o jantar que tô morrendo de fome! —

— Tudo bem, mas temos que ser rápidos. Lembre-se Ygglox: amanhã será seu primeiro dia na academia central de Mirik, e por ser a mais prestigiada do país eles não aceitam atrasos. É até incrível que eles o aceitem, levando em consideração seu histórico. — fala Vinka, que muda o tom pra um reprovador ao mencionar essa última parte, no que faz Ygglox suar. — De qualquer jeito tem que acordar cedo amanhã. — continua a mulher, colocando seu avental.

Ygglox concorda e vai ajudar sua família a preparar o jantar. Mal o rapaz sabia que sua vida não seria a mesma a partir do próximo dia.

Continua...

Notas finais
O prólogo da série.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.