Wouldn't it be nice?

1 U: and wouldn't it be nice to live together?


Notas iniciais
Oie! Aqui estou com mais uma Tedtoire para vocês, como prometido! Escrever sobre esse casal foi provavelmente a melhor parte do meu mês de março e essa aqui surgiu depois de ouvir "Wouldn't It Be Nice" dos The Beach Boys umas cem vezes e pensar que eu estou me sentindo da mesma forma, então por que não escrever sobre isso, não é? hahaha. A música não se encaixa muito com a fanfic, mas vocês estão livres para ouvir se quiserem. Boa leitura! ♥

Ted sabia que era irremediavelmente apaixonado por Victoire Weasley. Não desde sempre como as pessoas costumavam pensar, mas desde aquele dia no sexto ano quando ele perdeu a final do campeonato de quadribol para Corvinal e estava se sentindo tão mal e tão mal-humorado que James Sirius o chamou de Oliver Wood. Oliver Wood! – Todo mundo em Hogwarts sabia o que isso significava e não era nada legal. Ted Lupin não era um capitão obcecado, ele só estava triste. Levou a Lufa-Lufa até a final, deu esperança a todos e... perdeu.

Bem, de qualquer forma, foi naquele dia quando ele se escondeu de todos na antiga sala de Defesa Contra as Artes das Trevas que ele sabia que havia sido de seu pai por um curto período de tempo que ele percebeu que estava apaixonado por Victoire. Ela entrou na sala como se não fosse uma surpresa ela saber que ele estava ali, apenas se sentou na mesa do professor, balançando suas pernas no ar enquanto Ted continuava de cabeça baixa.

— Teddy – chamou ela depois de um tempo com sua voz melodiosa. O garoto ergueu o rosto para olhá-la. – Você ainda é um apanhador melhor do que Tio 'Arry.

Sua voz soou tão parecida com a de sua mãe que Ted não teve nenhuma outra saída a não ser rir. E quando ele riu, Victoire deu um sorriso pequeno e satisfeito para si mesma como se tudo que quisesse fosse arrancar uma risada dele.

Naquela tarde de junho, enquanto o sol brilhava do lado de fora e com apenas 16 anos, Ted Lupin lamentava sua derrota e percebia, a cada risada descontraída que a garota loira a sua frente arrancava dele ao rir da situação do seu time, que seu coração batia mais forte por Victoire Weasley, sua amiga de infância.

Ted Lupin agora tinha 25 anos, não lamentava mais sua derrota no quadribol porque só jogava para fazer companhia as crianças Weasley/Potter e também porque no seu último ano conseguiu finalmente levar a taça para Casa. O sol não brilhava tanto quanto naquele dia agora que Londres enfrentava um intenso inverno de fim de ano, mas Ted ainda sentia seu coração bater mais forte pela sua namorada que ria docemente enquanto montava um boneco de neve do lado de fora de sua casa com seu irmão mais novo, Louis.

— Louis! – Gritou Fleur Weasley, aparecendo na janela. – Está na hora de entrar, você vai ficar doente!

Louis bufou, meio bravo e contrariado, mas Victoire se abaixou, dizendo algo em seu ouvido e logo fazendo o sorriso do garoto voltar. Ele correu para a casa depois e Victoire veio se juntar a Ted.

— O que você disse a ele?

— Disse que se ele entrasse sem irritar a mamãe eu o ensinaria um feitiço novo.

Os dois deram as mãos, aparatando bem no meio do quarto de Vic. Era engraçado notar as mudanças ali. Ted se lembrava da primeira vez que Bill Weasley o deixara entrar no quarto da filha sem nenhum dos irmãos ou primos depois que eles começaram a namorar, apenas os dois. O quarto de Vic sempre fora azul e antes quase não era possível notar já que suas paredes eram cheias de pôsteres de várias bandas de Rock, tanto bruxas quanto trouxas. Seu quarto agora era muito mais minimalista, como ela gostava de dizer, tinha apenas um poster d'As Esquisitonas perto da janela, porque era a única banda que ela não conseguia desapegar, tinha também a Águia da Corvinal desenhada em cima da cabeceira da sua cama, o primeiro desenho que Lily Luna pôde fazer em uma parede – a prima mais velha foi a primeira a confiar no talento da mais nova com os pincéis. Havia também o chapéu do uniforme de Beauxbatons pendurado no canto como lembrança daquele único semestre de intercâmbio que Victoire fez na França.

Os dois se deitaram na pequena cama da garota, deixando que seus sapatos caíssem, enrolando-se nos braços um do outro e na coberta especial feita por Molly Weasley para sua primeira neta.

— Queria poder dormir com você hoje – disse Victoire e Ted assentiu com a cabeça.

— Já somos um pouco velhos, você não acha?

— Acho.

— Então por que seu pai ainda me odeia?

Victoire riu, sua risada fazendo cosquinhas no pescoço do namorado.

— Ele não te odeia.

— Ele não gosta quando você dorme lá em casa. E olha que ele ainda acha que vovó faz você dormir no quarto de hóspedes.

— Você sabe que ele é um pouco protetor.

— Eu queria não ter que dar boa noite para você – sussurrou Ted, puxando o rosto de Victoire para o dele. Os olhos azuis da mais nova eram tão claros e brilhantes que era difícil sustentá-los por muito tempo. Mas Teddy já havia aprendido que valia o esforço.

— Vivermos juntos?

Ted assentiu.

— Não seria legal? Termos o nosso próprio lugar, com todos os seus livros, lidos e não-lidos, que é o que você tem mais. Um quarto especial para que você pudesse continuar escrevendo suas reportagens para O Profeta Diário e suas próprias histórias...

Victoire sorriu, fechando os olhos e sentindo os beijos leves de Ted em seu rosto.

— Poderíamos dormir abraçados depois de passar o dia todo juntos...

— Não seria legal?

— Seria maravilhoso – disse Victoire o beijando suavemente logo em seguida e abrindo um sorriso brincalhão ao se afastar. – Mas hoje você precisa dar boa noite, bonitão.

— Ahhhh – gemeu Ted dramaticamente, enterrando seu rosto na curva do pescoço de Victoire e a puxando para cima dele. – Mas eu não quero! Quero ficar com você à noite, dormir aqui, quero... quero que nossos beijos sejam intermináveis!

— Não existem beijos intermináveis, Teddy – respondeu Victoire rindo enquanto o garoto de cabelos azuis a balançava de um lado para o outro.

— Existem amores intermináveis? – Perguntou.

Victoire sorriu, ainda em cima dele, depositando um beijo cálido em seus lábios antes de responder.

— Sim. O nosso.

*

Ted havia pegado o turno da noite no Ministério aquele dia e acabara voltando para casa apenas de manhã. Lembrava-se vagamente de ter marcado um almoço com seu padrinho Harry, mas se sentia tão cansado que estava a um telefonema de cancelar. Não se ressentia tanto assim, no entanto, afinal havia sido seu próprio padrinho a fazer a escala de aurores daquele dia. E ele já havia provado não ter nenhuma preferência familiar.

É claro que seu humor mudou assim que a viu.

Victoire havia escrito sua última coluna do ano para O Profeta Diário, a garota ficava encarregada das notícias sobre política. Às vezes não haviam coisas para escrever, mas era muito difícil. Modéstia à parte, sua tia Hermione Granger-Weasley era muito boa no que fazia como Ministra da Magia, mas isso nem de longe queria dizer que agradava todo mundo, principalmente alguns bruxos conservadores demais. De qualquer forma, Victoire entregou todo seu trabalho, escreveu três capítulos do seu livro de romance e foi para a casa de Andromeda Tonks logo pela manhã. As duas tomaram café juntas, conversaram, riram e esperaram a pessoa favorita que tinham em comum.

— Bom dia, vovó – disse Ted, inclinando-se e depositando um beijo na mais velha. – Parece que temos visita.

Visita – a mulher riu, revirando os olhos e se levantando. – Victoire é mais de casa do que você!

A garota soltou uma risada, pondo-se de pé enquanto Andromeda seguia para o jardim, alegando precisar regar suas plantas.

— Bom dia, meu amor.

Os dois se beijaram e de mãos dadas seguiram para o quarto de Ted. Ele fechou a porta, jogando seu casaco de couro na cadeira perto da cama – que, diga-se de passagem, já estava lotada o suficiente de roupas. Victoire se sentou na cama e Ted logo foi se juntar a ela.

— Tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

— Está tudo bem – respondeu.

Ted sorriu enquanto passava o braço sob os ombros de Victoire e a puxava para cama com ele.

— Você nunca vem cedo assim. Estava esperando você um pouco mais tarde.

— Queria te ver. Pensei que se chegasse muito cedo, nós poderíamos dormir a manhã toda juntos.

— 10 horas longe foram demais para você? – brincou ele, mas Victoire concordou sem nem piscar.

— Foram.

O garoto riu, apertando a bochecha da namorada devagar e a beijando em seguida.

— Você sabe, quanto mais falamos de simplesmente não dizer boa noite, pior fica.

— Pior fica o que? – Perguntou Ted.

— Pior fica ter que viver sem.

— E eu não te disse exatamente isso?

A garota revirou os olhos, deixando que Ted a abraçasse ainda mais forte, sentindo o cheiro fraco de Lavanda em seus cabelos dourados – esse era, de longe, o cheiro que Ted mais gostava na vida. Assim como o azul-claro que atingia os cabelos do garoto quando Victoire passava levemente suas unhas no fim de suas costas era a cor favorita da jovem Delacour-Weasley desde o momento que ela descobriu que apenas ela conseguia causar essa mudança repentina no azul dos cabelos do namorado.

Uma ideia, nem tão repentina assim, atravessou a mente de Ted e quando Victoire virou o rosto e começou a deixar um rastro de pequenos beijos ao longo de seu rosto, seus lábios praticamente agiram de forma automática.

— Podíamos nos casar – murmurou ele.

Victoire continuou beijando o rosto do garoto devagar e devotamente antes de parar e se afastar centímetros suficientes apenas para que seus olhos azuis encontrassem os castanhos de Teddy. O coração do rapaz batia tão forte que ele tinha certeza que tão próximos assim era impossível que Victoire não estivesse sentindo também.

É claro que eles já haviam falado sobre se casar, é impossível estar a tanto tempo com alguém e nunca ter falado sobre isso, mas algo na forma que Ted falara, na atmosfera que ambos dividiam, algo era diferente e eles sabiam.

— Seríamos felizes, não é? – Respondeu Victoire, seu tom de voz tão baixo quanto o que o outro usara.

— Seríamos mais felizes a cada dia que passasse.

Victoire apenas quebrou o olhar dos dois para observar lentamente o cabelo de Teddy assumir uma cor violeta bem fraca, algo que nunca havia acontecido antes. Ela abriu um sorriso e isso o deixou confiante.

— Posso te mostrar uma coisa? Você promete não se assustar?

Ela assentiu e Ted se levantou, caminhando até seu guarda-roupas e voltando de lá com uma pequena caixa vermelha que lembrava as caixas de chapéus de sua mãe. Ele colocou a caixa na cama e Victoire se sentou, mas Ted não se juntou a ela. Ao invés disso, continuou abaixado enquanto revelava o conteúdo do objeto.

Victoire prendeu a respiração quando a tampa foi retirada, mostrando um álbum de fotos pequeno com Remus e Nymphadora Lupin na capa. Haviam algumas cartas, alguns desenhos e duas varinhas, mas nada disso importava para Ted naquele momento, apenas a pequena caixa de veludo azul-royal quadricular que ele segurava.

— Vovó reuniu tudo isso para mim enquanto eu crescia – explicou ele. – Sinto muito por nunca ter mostrado.

Victoire balançou a cabeça imediatamente.

— Não peça desculpas por isso.

— Mas isso aqui ela só me deu quando completei dezessete anos. Nós já namorávamos na época.

— Um ano.

— Um ano – confirmou ele com a cabeça. – Todos acharam que nós íamos terminar depois que eu saísse de Hogwarts, lembra?

Victoire riu fracamente, sentindo seus olhos começarem a traí-la. Victoire Weasley nunca havia se considerado romântica, ela lembrava-se de dizer a Molly e Dominique seu pedido de casamento perfeito: apenas ela e Teddy, juntos, não precisava ser grande nem muito menos elaborado, ela só precisava saber que era o que ele queria, assim como ela. E talvez por sempre ter confiado no que sentiam, Victoire nunca imaginou que não seria com Ted, então construiu uma fantasia onde não se sentiria tão surpresa assim. E ela não se sentiu quando ele disse a primeira frase alguns minutos antes, sentiu apenas uma calma preencher seu corpo. Algo que apenas a mostrou, mais uma vez, que estar com Ted era a coisa mais certa para ela.

— Até eu chorei um pouquinho. Mas você era muito confiante.

— Desde o dia que percebi que gostava de você, Vic, nunca achei que existiria um dia em que não fosse gostar – disse Ted, olhando nos olhos da loira a sua frente. – E quando me despedi de você na Plataforma 9 ¾ depois que James Sirius nos deixou em paz, percebi que eu não só gostava de você. Eu amava você. Amava você com cada pedacinho de mim. Então quando eu cheguei em casa naquele dia... eu fiz uma coisa.

Ele abriu a caixa de veludo em sua mão revelando dois anéis prateados. O primeiro deles possuía uma pedra azul, grande e brilhante em seu centro enquanto seu par era liso e fino.

— Eram as alianças de noivado dos meus pais – disse, sua voz soando um pouco embargada naquele momento.

— Teddy...

Ele retirou uma delas, o mais simples dos dois e deu um sorriso nervoso.

— Foi literalmente a primeira coisa que fiz assim que entrei no quarto – disse ele, ajustando a aliança em frente a namorada para que ela pudesse ler a gravação em seu interior.

Quando as três pequenas palavras talhadas ficaram visíveis, Victoire sentiu as primeiras lágrimas realmente escorrerem de seu rosto.

Victoire Weasley-Lupin

— Teddy... isso faz...

— Oito anos – ele riu. – Eu nunca pensei que teria outra opção a não ser essa, a não ser nós, Vic. Já divido a minha vida com você, mas agora eu quero criar uma totalmente nova. Quero criar o nosso pequeno mundo, nossa casa, apenas nós.

Ele pegou o anel de volta, deixando-o de lado e trazendo o outro com a pedra azul brilhante que ainda repousava dentro da caixa para si.

— Você quer casar comigo, Victoire Weasley?

A garota fungou, passando a mão rapidamente pelo rosto e rindo.

— Você sabe que sim!

Ted soltou uma risada que nem sabia que estava prendendo e puxou a mão de Victoire para junto da sua, encaixando o anel perfeitamente em seu dedo que, Ted abriu um sorriso ao perceber, combinava com as unhas recém-pintadas de azul da mais nova.

Teddy só percebeu que ele mesmo chorava quando Vic segurou seu rosto e passou seus dedos finos pelas suas bochechas.

— A resposta para nós sempre vai ser sim, Teddy.

Victoire pegou o anel que possuía seu nome gravado e Ted sorriu enquanto estendia a própria mão para a garota colocá-lo para ele. A corvina sentia que havia uma infestação de borboletas no seu estômago, não sabia o que esperava daquele momento, mas definitivamente não sabia que era isso. Não sabia também como desejava ser pedida em casamento, mas de alguma forma aquela foi a melhor forma do mundo para ela. Não sabia se tinha a ver com o fato de ser apenas os dois como ela havia um dia fantasiado ou por ser com ele... Teddy.

— Eu nunca fui de muitas certezas, você sabe disso – disse ela. – Talvez seja o mal de nós da Corvinal. Mas sempre tive certeza com você. Você foi meu melhor amigo, meu primeiro amor e meu namorado. E eu nunca tive dúvida de nenhuma dessas coisas. Não sei quantas pessoas podem ter a sorte de dizer que amam assim, então a única coisa que posso fazer é agradecer. Agradecer por você, por Andromeda, Ted Tonks e pelos seus pais. Sei que não os conhecemos, mas sei que ouvimos as mesmas histórias sobre um amor bonito, avassalador e incrivelmente libertador que foi capaz de curar uma vida inteira de machucados. Um amor de almas. E porquê não tinha como ser diferente, você foi o melhor resultado disso tudo.

Ted tentou mirar o chão enquanto as lágrimas caíam de seu rosto, mas Victoire o puxou para ela, beijando seu rosto enquanto o secava.

— Obrigada por também me dar esse amor bonito, avassalador e libertador, Teddy. Eu te prometo a mesma coisa.

Ted se apoiou na cama e trouxe os lábios de Victoire para si em um beijo emocionado e carinhoso.

— Eu te amo tanto, Toire, tanto. Você não faz ideia.

— Faço sim – disse ela, erguendo a mão e colocando na visão dos dois o anel brilhante. – Como não faria? Faz oito anos que você espera para se casar comigo.

Teddy sorriu enquanto puxava Victoire para um abraço, abraço este que eles não soltariam tão cedo. E não apenas porquê os dois esqueceram que Ted deveria dormir depois de passar a noite acordado e preferiram conversar sobre como contariam às suas famílias, onde queriam que fosse sua futura casa e que cor deveria ter o quarto deles – Victoire gostava de azul, mas Ted preferia muito mais o amarelo-claro –, mas também pois, como os dois haviam constatado no dia anterior, se soltar quando esta é a última coisa que você quer fazer é muito mais difícil do que parece.

Notas finais
E aí? Gostaram desse casalzinho que não aguentava mais ficar longe um do outro? Me digam o que acharam!

Espero muito que vocês tenham gostado ♥ embora eu tenha escrito com um pouco de vida pessoal, eu ainda busquei fanficar do melhor jeito possível nesse finalzinho aí hahaha.

Sexta-feira tem a minha última contribuição para esse mês maravilhoso que felizmente não está nem perto de acabar. Tá tendo uma thread lá no twitter @DelacoursMonth com todas as fanfics que estão sendo postadas e são todas incríveis, juro! Não deixem de conferir. Até a próxima ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!