Notas iniciais
Minha terceira história meninas. Espero que gostem. ♥

Escutei meu celular praticamente gritar enquanto eu estava no banho. Enrolei a toalha no corpo e sai correndo.

- Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus. – Sai na ponta dos pés com medo de cair.

Agarrei o celular.

Tarde de autógrafo em 10 minutos. Passo na sua casa em 5.

Mensagem da minha melhor amiga, Victória.

- Excelente, Victória. Excelente.

Corri até meu armário e escolhi a primeira roupa que vi (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=54109233).

- Essa Victória me paga. – Disse enquanto passava meu perfume.

Corri os olhos pelo meu quarto. Faltava algo.

- Claro, estúpida. – Bati em minha testa. – Você vai na tarde de autógrafo e não leva nada.

Corri até a mesa do computador no canto do quarto. Peguei meu Dare To Dream e o Forever Young. Peguei minha câmera e fui olhar meu estado no espelho.

- Até que... — Eu ia terminar de falar, até que uma Victória desesperada abre a porta do meu quarto.

- Para de falar sozinha, anda... – Ela disse me puxando pelo braço.

- Meu Deus, Victória. Vai tirar o pai da forca ? – Perguntei ainda sendo puxada por ela.

Nós rimos.

- Mãe, eu to indo com a Victória, te ligo depois. – Gritei minha mãe da porta de casa.

Victória me puxava pelo braço como se eu fosse uma criança.

Entramos no carro da mãe dela que estava estacionado na rua de casa.

- Oi tia. – Eu sorri e a cumprimentei. – Ensine bons modos a sua filha, ela precisa.

Voltei ao meu lugar ao lado de Victória, e a dei uma cotovelada. Nós rimos.

- Nem vem, Bárbara. Se fosse por você, ia ficar mil anos na frente daquele espelho. É só uma tarde de autógrafos, não é um casamento.

- Desde que horas você tá se arrumando, Victória ? – Perguntei monótona.

- A questão não é essa... – Ela ia dizer.

- Victória Pulmann, responde ! – Ordenei.

- Desde as 10h00.

- E que horas são agora ? – Perguntei.

- 13h30.

- Então fica na sua porque me arrumei em menos de cinco minutos.

- Isso mesmo Bárbara, coloque moral. – Ally, mãe de Victória disse.

- Só eu pra colocar né, tia... Porque tá difícil. – Falei e a mãe de Victória riu.

- Ah, agora é complô entre as duas, é ?

- Tia, sua filha se sente injustiçada. – Fingi ter dó e fiz bico.

- Nossa Bárbara, você é atriz demais. Sai de perto de mim.

- Não princesa do Nilo, vem cá. Eu te amo, eu te quero. – Eu disse a abraçando.

Nós riamos a toa naquela hora. Parte da nossa alegria, era porque estávamos a caminho da sessão de autógrafos do One Direction. Nossa banda favorita.

Eu e Victória nos conhecemos desde que eu me lembro. Nossos pais sempre foram amigos, então foi fácil de nos aproximarmos.

Essa fixação por One Direction, começou quando tínhamos 15 anos, logo após a entrada no X Factor. Alguns diziam que éramos meio velhas pra essa “modinha”. Tínhamos 17 anos, mas não nos importávamos com a opinião alheia.

- Olha Vic... O tamanho da fila. – Falei praticamente grudando na janela do carro de tia Ally pra ver onde a fila terminava.

- Tá vendo Bárbara, a culpa é toda, toda sua.

Olhei pra ela e fiz bico.

- Não faz essa cara pra mim. – Ela disse cruzando os braços.

Continuei com a mesma cara.

- Bárbara, você é insuportável. – Ela disse rindo e me abraçando. A abracei também.

- Meninas, quando tiverem terminado, me liguem. – Tia Ally disse sorrindo enquanto nos deixava na entrada do estacionamento de onde seria a sessão de autógrafos.

Peguei meus livros e Victória também.

- Nunca vi tanta garota junta... – Ela disse.

- Vai num teste de cheerleader... Você se acostuma.

Victória viu a prima dela no meio da fila e nos arrastou até lá. Pelo menos nos livramos de ficar no final da fila, porque realmente, estava enorme.

Eu, Victória e Alice ficamos conversando na fila enquanto os meninos não chegavam. Eu estava realmente anciosa.

Ali tinham as mais variadas pessoas. Tinham meninas que tinham o corpo riscado com dizeres, outras com faixas pedindo os meninos em casamento... E outras com pedidos indecentes.

- O Harry anda influenciando demais as Directioners. – Disse a Victória. Mostrei a ela alguns cartazes e ela ria.

Alguns minutos depois, uma van branca passou pelo estacionamento. Provavelmente os meninos estavam ali. Metade das meninas da fila saíram correndo atrás da van. Alice foi uma delas.

- Corre Vic, corre ! – Eu disse puxando Victória pra mais no início da fila.

- Bárbara, que ligeira. – Ela ria.

- Anda comigo que é lucro.

- Tá na bandidagem, né.

- Cala a boca, Victória. – Disse dando um tapa nela.

Victória pegou minha câmera Nikon dentro da bolsa dela e começamos a tirar algumas fotos das meninas, nossas e do local.

De quase ultimas da fila, ermos quase as primeiras. Era só pra quem podia, né. Ri sozinha.

Depois de uns poucos minutos, todas as meninas que correram atrás da van voltaram. A maioria voltou pro final da fila. Depois disso, vi um rio de seguranças.

- Vic, eles estão vindo ! – Apertei forte o braço de Victória.

Nossos meninos estavam chegando. Meu sorriso era enorme.

Notas finais
Obrigada por lerem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.