Notas iniciais
Nossa, nossa, nossa, nossa! tanto tempo desde a ultima vez que escrevi e voltar assim foi... wow! Estou muito empolgada com esse capítulo. Espero que perdoem minha demora e amem como eu estou amando

Jack estava errado. A verdade era que aos 12 anos Anna já não era mais criança, e não importava o quanto ele quisesse estar com ela no dia seguinte, o homem na lua não permitiu. Nem no dia seguinte a este, nem em nenhum outro. Jack tentou ir contra a vontade de todos, mas Anna não podia mais vê-lo, e isso não dependia da vontade dela, por quê se a vontade dela importasse ele nunca teria ido embora, desde o primeiro dia que apareceu pra ela. Se dependesse somente dela, ele voltaria a vida e eles seriam mais do que amigos, o que ela chegou a considerar mesmo sem ser possível ele voltar a vida, por quê agora ela havia descoberto o que realmente sentia, e não via a hora de contar pro Frost. Mas ela descobriu tarde, descobriu depois dele ter ido embora deixando ela sozinha pra aproveitar as ultimas horas do seu aniversário com seus pais, que chegavam de viagem. Anna esperou que ele voltasse, mas não aconteceu. Ela pensou que ele tinha ficado chateado com o clima que houve entre eles, pensou que o quase-beijo tinha sido um erro, pensou muitas coisas, mas no coração dela nada parecia justificar aquele sumiço. Nada justificava que ele não estivesse ali no aniversário de 13, de 14, de 15 anos. E com certeza nada que ele pudesse dizer seria suficiente para ela perdoá-lo por não estar ali quando ela perdeu seus pais. A verdade era que Jack jamais tinha passado um dia sequer sem visitá-la, e quanto mais a via crescer, mais percebia seu sentimento crescer por ela. Estava linda, agora aos seus 17 anos. Já não chorava a noite, não chamava por ele. Parecia nem se lembrar que ele um dia já existiu, e talvez fosse melhor assim, pensava Jack. Ele sim, lamentava todos os dias, e só continuava como guardião pelas crianças, por que pra eles todos eram tiranos, mesmo que só estivessem seguindo regras de segurança. Sobrevoava o castelo de Arendelle procurando em suas ideias algo que ainda não tivesse usado pra tentar chamar a atenção de Anna quando a fada do dente apareceu voando rápido na direção dele.

– feliz centenárioooo! – Fada estava com as mãos levantadas e um sorriso enorme no rosto, mas Jack só virou as costas pra ela.

– Não sei o que há de feliz... – Fada do dente soltou um muxoxo, revirando os olhos.

– Vamos Jack, não seja chato. Não se completa mais uma centena de anos todo dia. Nós temos uma surpresa pra você, mas você tem que vir comigo. – Os dois planavam sobre o chão quando o garoto desviou o olhar pra enxergar Anna riscando a neve como de costume. Tão distante, tão triste. Nenhuma surpresa podia sarar a ferida que toda aquela tristeza nos olhos dela lhe causava.

– Obrigada, mas não. Eu vou ficar bem aqui. – Suspirou e se encostou na arvore, levando um susto quando um buraco se abriu no chão e o coelho da páscoa apareceu, lhe puxando pelo pé.

– Eu acho que não, pequeno marginalzinho. – Jack viu o buraco se fechar e foi arrastado na velocidade da luz até estar na terra da páscoa outra vez, cercado por seus companheiros guardiões, que há alguns anos evitava. Fada chegou um pouco depois, dando de ombros com expressão de “sinto muito” pro jovem.

– Eu tentei fazer do jeito fácil. – Frost bateu na roupa, tirando a terra e a neve que haviam sujado ele.

– Pronto. Estou aqui, o que querem? – Só então o garoto percebeu que diferente de Arendelle, na terra da páscoa era noite e a lua brilhava sobre eles, especialmente num feixe de luz no centro do círculo. Jack se calou, só observando quando o feixe formou a silhueta de Anna no chão. Pela primeira vez desde que tinha aquela nova vida sentiu um arrepio passar por seu corpo mágico, como uma leve onda de vida caminhando por seu espectro. O coração que não sabia que ainda tinha palpitou e ele estremeceu quando começou a pesar até pousar no chão. Algo quente se espalhou por dentro dele, e numa respiração sentiu novos pulmões se encherem de ar em seu peito. Suas roupas foram transformadas para que pudessem aquecer a nova pele cheia de terminações nervosas muito capazes de captar todo frio de Arendelle e Noel sorriu pra ele.

– Você tem um dia Jack. Faça valer a pena e feliz centenário.

Notas finais
Só... Por favor não me matem uhasuha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.