Would You Have Dinner With Me?

38 The beginning of the strange Mrs.Klein


– Aonde vamos?

– Ás três empenas. – Depois de alguns minutos, o taxista nos deixou duas ruas antes de Harrow Road porque estava fechada para carros, já que alguns moradores pediram permissão a prefeitura para fazer decorações para o aniversário da rainha. Segurei o braço de Sherlock enquanto andava pelas ruas, ele mantinha as mãos dentro dos bolsos, Watson ria com ele sobre algum assunto. Holmes estava empolgado, eram 10 horas da noite quando a senhora ligou para ele, pedindo presença imediata. Chegamos na frente da casa, era estranhamente erguida com uma espécie de fachada retangular e antiga , com três colunas que continha separadamente distancias iguais e pontas afiadas. Lembrava-me uma casa alemã com colunas de castelos medievais. Seria bonita se tivesse passado por um processo arquitetônico melhor, então ela era apenas natural. Bem natural. A única propriedade de toda a rua tinha metros e mais metros de plantas, árvores e arbustos em seu redor. O terreno era grande e o caminho para entrar na casa era quase que todo verde, se não fossem pelos pisos antigos grudados na terra com lodo ao redor e pequenas plantas crescendo em seu meio. Um contraste interessante era que as principais ruas decoradas estavam sendo constantemente limpas para a decoração, ou seja, a casa destacava-se com um verde em meio a rua branca com neve e as plantas congeladas. Watson apertou a campainha e cruzou os braços tentando amenizar o frio.

– Greg está sabendo? – John perguntou, soprando as mãos.

– Não. – Sherlock disse, brincando com o meu casaco, puxando a manga de meu braço. – E só irá saber quando eu ver o que é.

– Porquê? O combinado foi você …

– Eu sei o que foi combinado, meu caro. Agora por favor, bata na porta pois a campainha não está funcionando.

– Como sabe?

– A instalação está queimada. – Ele apontou para o lugar onde os fios deveriam estar, formaram uma grossa cor de ferrugem no teto. – Watson retirou as luvas e bateu três vezes na porta. Beijei a bochecha de Sherlock e segurei suas mãos. Imediatamente uma moça loira abriu-a.

– Boa noite Mr. Holmes.

– Boa noite, Dora. – Ele disse, fazendo sinal para entrarmos. Eu estava presente com ele em todas as visitas de Heatrow Road, mas não havia me lembrado do nome de metade das moças que trabalhavam para Mrs. Maberley.

– Sentem-se, ela já vai desder. – A loira disse, indo em direção a cozinha. Sentamos no sofá marrom sem comentar nada. Depois de alguns minutos, ela surgiu com biscoitos de leite, bolo de chocolate quente e chá. – Aceitam? – Ela perguntou, mostrando o chá quente.

– Essa hora chá? Não, muito obrigado. – John disse, coçando os olhos. – Você imagina o porquê da ligação há essa hora? – Ele perguntou, enquanto mastigava um biscoito.

– Mrs. Maberley estava sentada na varanda do primeiro andar, quando eu pude ouvir os gritos ecoando escada abaixo. Gritei pela janela, mas até agora ninguém chegou. A vizinha ligou e disse que havia chamado a polícia, só que achei melhor chamar vocês primeiro. Quando subi, Mrs. Maberley não quis trocar uma palavra sequer com ninguém. Estava em estado de choque e o máximo que conseguimos foi leva-la para o quarto.

– Porque chamou a polícia? Pode ser apenas um mal entendido. – Watson disse.

– Os gritos foram altos senhor… E confesso que também me assustei.

– Dora… Acho melhor subirmos ao quarto que ela descer.

– Seria de extrema gentileza, Mr. Holmes. – Apontou-nos o trajeto. Subimos a escada de madeira escura , virando a direita no longo corredor, a porta do quarto estava fechada, mas Dora abriu com facilidade. – Mrs. Maberley, Mr. Holmes e Dr. Watson estão aqui junto a Miss Adler para falarem com a senhora.

– Mande-os entrar. – Ela disse, lentamente. Seu quarto era médio, com cor creme em sua maioria, móveis antigos, de madeira pesada e escura, uma pequena cama ficava no canto do lado da penteadeira, no lado oposto uma cadeira Luis XV. Ela estava apoiada na cama cheia de almofadas e babados com a cortina em volta meio aberta. Sentei-me na cadeira e John apoiou-se na cama para lhe cumprimentar.

– Boa noite Mrs. Maberley.

– Boa noite Dr. , boa noite Mr. Holmes, Miss Alder…

– Senhora, perdoe- me a minha franqueza. – Holmes disse, aproximando-se. – São quase onze da noite e atravessei Londres devido ao seu pedido. Chamaram a polícia em sua casa e lhe garanto que não é com frequência que interrompo meus afazeres.

– Você estava afinando o violino, Holmes. – Watson disse.

– Silêncio. – Sherlock disse e sorriu para a senhora.

– Desculpe Mr. Holmes, o horário é realmente indevido e me perturba ter de lhe pedir algo assim.

– O que aconteceu?

– Susan e Dora deixem-nos, por favor. – Ela disse, fazendo um sinal com a mão. Elas retiram-se e consegui ouvir o som de passos na escada. Estralei meus dedos enquanto ouvia a mulher falar.

– Eu estava na varanda, adoro a brisa da noite… Eu estava só olhando a mala de meu filho, os pertences que me foram entregues… Então dois homens escalaram pela grade de trás do meu jardim e quando eu vi, subiram por minha varanda e seguraram-me. Quando acordei, meu quarto tinha sido revirado e os pertences do meu filho foram jogados no chão. Dora ajeitou tudo na mala de volta, Susan ajeitou meu quarto… E cá estou eu, esperando pela polícia.

– O que levaram? – Sherlock perguntou, olhando em volta.

– Não faço a menor ideia Mr. Holmes, mas Susan guardou um papel que estava no chão e um pano da varanda.

– O que quer dizer? São suas coisas, não são?

– Não lembro de ter visto esse pano em canto algum… Fiquei desconfiada e pedi para Susan deixar aqui. – Ela apontou para o pano dentro de uma vaso de prata. Sherlock pegou-o com a luva e cheirou. Sorriu e passou-o para John que fez o mesmo.

– Oh… Mrs. Maberley esse pano pode ser clorofórmio… éter… Intoxíca… E a pessoa perde os sentidos…

– O que queriam com isso?! Pegar algo de valor do meu filho?

– A senhora mesma disse que não existia nada de valor, mas penso que não tenha analisado em outro ângulo.

– O que quer dizer?

– Me dê a página que restou.

– A página? A página que restou pode ser de livros de direitos do meu filho… A mala estava cheia.

– Me dê a mala e a página.

– Dora! – Ela gritou, a moça apareceu depois de alguns minutos.

– Onde está a mala? Traga-a para Mr. Holmes. – A moça saiu apressadamente e em menos de cinco minutos arrastava a mala, colocou-a no tapete de frente para a cama, Holmes sentou-se no chão e abriu o zíper da mala, pressionou-a e puxou. Dentro estava uma bagunça, mas os tais livros, foram fáceis de ver, estavam um caos, mexidos e amassados.

– Mrs. Maberley onde está a folha? – Holmes, colocou as luvas e estendeu a mão direita.

– Coloquei no mesmo lugar do pano. – John pegou dentro do vaso e estendeu para Holmes. Sherlock pegou-a, cheirou e, com a lupa, olhou seus detalhes. Soltou um suspiro de felicidade e atirou os livros todos no chão, chutou a mala para debaixo da cama.

– John e Irene, procurem dentro de cada livro de direito a página 245 e me dê qualquer livro que não for de direito.

– O quê? – Watson perguntou. Abri um livro procurando pela página enquanto Sherlock e John discutiam. – Que lógica tem isso?

– Preciso saber se levaram o livro e se foi livro de direito. – John pegou três livros e folheou rapidamente. Depois de algumas horas procurando, o carro de Lestrade estava lá em baixo, ele já havia falado com Holmes, que explicara tudo. John e Anderson ainda procuravam na bolsa que fora levada para a sala, retirada do quarto que comportava menos pessoas. Eu estava sentada de pernas cruzadas no sofá bebendo chá, Greg comia vários biscoitos e Holmes conversava com Dora e Mrs. Maberley. Depois de um tempo, Greg levou-nos para Baker Street e disse que ia colocar em pasta a mudança no caso. Holmes insistiu para ficar com a folha e Anderson discutiu a noite toda, renegando , já que tinha a folha como prova.

– O que acha que vai conseguir com a folha, Sherlock? Está completamente amassada e ninguém sequer entende a letra. – Holmes subia a escada enquanto John ainda na porta enrolava mais uma vez o cachecol ao redor do pescoço. Retirei minhas botas e peguei o casaco de Sherlock.

– Repita o que você disse, Watson. – Holmes falou, fazendo a volta na escada.

– A folha está em péssimo estado...

– Não, você disse letra, não fonte como algo digitado. Não estava em livros de direitos nem em outros livros porque não pertence a um livro, pertence a um manuscrito! Como não pude perceber isso antes? – Ele disse, correndo escada a cima, subi atrás dele com Watson, ele estava sentado de frente para a lareira colocando carvão para acender. Pegou a folha e a lupa e começou a olhar perto do fogo. – “ O rosto sangrava muito, mas o que sagrava em demasia era o coração. O homem foi ferido abruptamente e quando pode rastejar e com dificuldade ficar de pé, consegui ver aquele rosto lindo e cruel fitar-me, foi ali que percebeu que o amor tornou-se ódio.” – Leu em voz alta e começou a rir. Retirei a folha de suas mãos e li novamente em voz baixa.

– Porque está rindo? – Watson perguntou, cruzando os braços.

– Não ouviu o que acabei de ler?

– Algo enfadonho e dramático, não é meu estilo, mas...

– Watson, é a melhor pista que temos sobre o caso! – Sherlock disse, puxando a perna de Watson para que ele sentasse ao seu lado, John sentou-se e observou-o calado.

– Veja, deixe-me encontrar... Um segundo... Aqui: “... O homem foi ferido abruptamente.” E então passa para “... Consegui ver o rosto lindo e cruel fitar-me.”

– Pobre de escrita.

– Não, meu caro. O homem torna o verbo conseguiu, mas transforma-se em consegui, em primeira pessoa, de forma que ele inclui-se na história.

– Quer dizer que a história ocorreu com ele.

– Isso mesmo.

– Bom, mas... Quem?

– Uma mulher, de fato e como essa página é a última e não consigo ler o resto, provavelmente contém informações sobre ela no livro todo e referências, ela irá atrás da última página temendo conter o nome revelado.

– Então vamos sentar e esperar?

– Estou em bom humor quanto a este caso e assim, poderei ir atrás de Riley novamente.

•••

Pela manhã Sherlock insistiu em visitar o escritório de Riley para checar seu histórico do computador, eu não sabia como ele havia tido essa ideia e tampouco se iria funcionar positivamente para nós. Passou-me um crachá e um pen drive, explicou três vezes na Baker Street o que eu deveria fazer, mesmo com toda essa insistência, antes não havia sido assim. Quando Watson nos deixou pela madrugada para ir dormir no conforto de sua casa, Sherlock dizia ser indiscutível que minha presença não era necessária e muito menos para este caso. Discutimos a madrugada toda e por fim, quando descobri que ele era teimoso como uma mula, provei ser melhor que ele no quesito conseguir algo denegrindo a lei. Watson de modo pragmático também insistiu pela manhã que queria participar, pelo menos como apoio para caso algo desse errado então Holmes limitou-se a acenar positivamente e a reclamar — “Estou vendo que não me escutam, se querem ir, tudo bem, estraguem tudo e melhor, chamem Mrs.Hudson para fazer biscoitos de modo que fique mais óbvio nosso interesse.” – Mas Watson foi mesmo assim e agora estava no táxi da frente com Sherlock no celular enquanto eu atravessava a rua e entrava no escritório comercial. Coloquei o crachá na cintura, grudado em minha saia preta, atravessei o salão, prendendo o cabelo com um clipe. – Bom dia.

– Bom dia. – O homem respondeu atrás do balcão. Observou meu crachá. – Pegue a escada e vire à esquerda. – Ele disse, voltando a atenção para o telefone antigo e quadrado. Enrolou os dedos pelo cabo e anotou apressadamente em letra elegante o que a pessoa do outro lado da linha dizia. Outro telefone tocou e ele rapidamente pressionou-o contra o ouvido abrindo uma agenda e marcando algo no calendário. Deixei o homem ocupado atrás do balcão sem perguntar mais nada, apenas esperando que o crachá tivesse obtido seu propósito e funcionado para alguma coisa... Só não sabia para o quê. Embora o prédio fosse cinza, de boa arquitetura e antigo por fora, por dentro era tão bem decorado, que me fez parar algumas vezes, apenas para olhar. Os pisos, paredes e colunas receberam diferentes tipos de mármore, subi uma pequena escada entre as colunas, apoiando minha mão no corrimão. Não me dei o trabalho de parar no balcão da frente. Os poucos móveis presentes no lobby eram de madeira escura, antigos e muito bem ambientados. Os dois lustres de cor dourada jorravam como cascatas iluminadas nos dois salões ligados de modo prático. Retirei minhas luvas e apressadamente joguei-as dentro da bolsa preta, apertei o casaco, como se isso fosse fazer passar o frio. Virei à direita, o lado contrário ao que o homem havia falado e subi mais um lance de escada, deparei-me com um corredor igualmente decorado, mas lotado de escrivaninhas. Pessoas andando com montes de papeis e portas de escritórios. Retirei a chave da bolsa e abri a porta da sala “ 307”. Retirei o celular da bolsa e liguei o computador.

– Irene... Você está procurando o histórico do computador.

Eu sei. – Falei, acomodando-me na cadeira de rodinhas de acolchoado cinza com preto. Ela imediatamente bateu-se contra a mesa do computador fazendo ele bambolear um pouco. Esperei todo o processo de ligar. – Porque Mycroft não poderia ter feito isso? – Perguntei, deixando o iphone no viva voz. – Seria muito mais confortável e fácil.

– Sinto lhe informar... – Sherlock falou, com um tom irônico. – Mas Mycroft não quer ajudar.

E porque isso agora? – Perguntei, enquanto clicava no ícone do usuário para entrar.

– Porque ele desertou, tudo que faz é incompleto. – Consegui ouvir ele suspirando do outro lado da linha. Coloquei minhas pernas em cima da mesa e cruzei-as.

Ok, já coloquei a senha e estou dentro.

– Abra a blacklist e digite a sequência de números que tem no papel em que lhe entreguei. – Apoiei o papel na mesa e digitei o código. — Pronto?

Não. – Soprei uma mecha de cabelo enquanto digitava.

– Sherlock... – John reclamou algo que não consegui ouvir.

– Calado. – Ele sussurrou.

Hm... Acho que é isso. – Apertei enter, o computador ficou carregando por alguns minutos até a tela ficar preta, liguei o pendrive .

– Abra a blacklist novamente e digite a senha dela.

– Sherlock! – Watson gritou.

– Estou vendo, não sou cego! – Ele reclamou. Todo o barulho começou a perturbar-me, coloquei no mudo. Copiei tudo, enquanto o computador lentamente carregava. Rodei a cadeira e levantei-me para olhar algumas pastas que estavam na estante atrás da mesa. Peguei o celular e pressionei o botão.

Tem muito sobre você aqui. – Eu disse, olhando a pasta “S” abarrotada de papeis e imagens.

– Onde está a “M”? – Coloquei a pasta em cima da mesa e procurei pela “M”.

Não... Não tem “M”. Onde tem “L” pula para “N”.

– Ela está com a pasta. – Ele sibilou.

De que importa? Moriarty não tem mais o menor sentido. – Falei, apoiada na mesa, folheando a pasta “S”.

– Irene... Saia dai... AGORA!

Como? Eu não copiei todo o arquivo. – Disse, olhando para a tela do computador. Fechei a pasta de uma vez deixando cair uma foto. Sherlock estava em uma espécie de rua pela noite e olhava diretamente para a câmera. Peguei a foto e enfiei-a no bolso da saia. Ele sabia, sabia esse tempo todo! Sabia que ela estava coletando tudo o que podia sobre ele e agora fazia o mesmo, mas porque havia se deixado fotografar?

– Irene, saia!

Eu não vou sair! – Gritei contra o celular.

– Existe uma porta a sua esquerda, você vai entrar e pegar as escadas para funcionários.

– Sherlock, onde está indo? – Watson perguntou.

– ... Você vai estar em uma biblioteca e então... passará o crachá... – Sua respiração estava forte, estava correndo ou atravessando algo. Era uma buzina de carro, eu tinha certeza.

Diga que não está vindo para cá! – Falei olhando para o arquivo que estava em 93%. – Sherlock?!

Mudo.

Puta que pariu! – Gritei, puxando o vidro da janela para cima e me atrapalhando com a persiana. Consegui ver de relance ele correndo pela rua e entrando no escritório com o celular na mão. Destranquei a porta, andando de um lado para o outro. Minhas mãos começaram a ficar geladas. 97% . Bati o salto no chão, olhando para a porta. 98% . Mordi o lábio. Peguei o iphone e abri um pouco a porta, ajoelhando, coloquei inclinado para que refletisse alguém próximo, mas não havia sinal de pessoa alguma. Voltei para o computador, 100%. Puxei o pendrive e desliguei o computador apertando o botão, pulando todo o processo normal de desligar. Coloquei-o no bolso e peguei o trinco da porta. Já estava saindo quando ocorreu-me algo. Voltei e peguei a pasta “I” , sai do corredor sem ter certeza do que estava fazendo. Já chegava ao final do corredor, então próximo as escadas Sherlock estava bem na frente, fui ao seu encontro, mas percebi alerta Riley e dei meia volta, sem que ela conseguisse me ver.

– O que está fazendo aqui? – Perguntou, surpresa com um forte sotaque e um jeito cansado. Se não tivesse a conhecido em um ano atrás diria que seria editora chefe pelas roupas de boa qualidade e marca que usava agora, de fato parecia estar ganhando bem mais que antes.

– Apenas subi e estava esperando sua chegada. – Ele sorriu, retirando o cachecol azul do pescoço. Ela atravessou o corredor e empurrou a porta do escritório passando a chave. Virou para ele com o rosto em pura raiva, foi então que ele aproximou-se. – Apenas para agradecer. – Disse suavemente dando-lhe um beijo na bochecha, olhou para mim por suas costas. Franzi as sobrancelhas e peguei a porta a esquerda descendo dois lances de escada, encontrei-me em uma biblioteca, com o iphone, observei a porta que deveria pegar para sair. Passei o crachá na fechadura digital e desci mais alguns degraus , estava na parte de trás do edifício, puxei a porta de vidro de saída para funcionários e andei umas três ruas aleatórias. Entrei em uma cafeteria, sentando em uma mesa próximo ao muro de tijolos avermelhado. Abri a pasta. “Irene Adler”. Coloquei minhas anotações e fotos no lixo. Um homem apareceu com o cardápio.

Tem cigarro? – Perguntei, passando as unhas pelo tecido da mesa. Ele pareceu surpreso, retirou um e deu-me, oferecendo também o isqueiro. Pedi sopa de alho ao estilo francês , que acompanhava anéis de cebola. Watson entrou na cafeteria, sentando ao meu lado, afastei para a parede, dando-lhe espaço. Sherlock apareceu logo atrás guardando o iphone e retirando o casaco azul, sentou-se de frente para mim e colocou o casaco na ponta, ao seu lado.

– Você poderia ter colocado tudo a perder. – Ele disse, fitando-me.

Você a beijou. – Eu disse, depois de um tempo. Segurei a pasta com força, continha vários textos e fotos sobre pessoas que eu nem fazia ideia de quem poderiam ser.

– Sim, e penso que isso pode repercutir no escritório. Todas as matérias contra mim e agora uma demonstração pública de afeto... Deveria ter feito antes. – Pisei em seu pé por debaixo da mesa.

– O quê? – Ele perguntou. – Onde está o pendrive? – Retirei da bolsa e passei colocando em cima da mesa. — Conseguiu tudo?

Óbvio. – Eu disse. Ele pegou meu cigarro e soprou espalhando fumaça no ar.

•••

Acordei pela manhã, com efeito, meio apático. Movi as cobertas para o lado quando descobri o motivo de ter perdido o sono. A janela estava aberta e mostrava grandes nuvens cor de cinza carregadas como chumbo. Ajeitei os cabelos em frente ao espelho observando minhas bochechas cor-de-rosa. Sai para a cozinha pegando a frigideira e colocando um pouco de bacon, quebrei dois ovos juntando com um pouco de orégano. Quando estiquei-me para pegar o molho de carne, consegui pela visão periférica ver um homem sentado na poltrona da sala. Peguei o molho lentamente virando o rosto percebendo que realmente havia alguém ali e não era Hamish. Um homem alto, de corpo malhado, cabelo cortado simetricamente de acordo com seu rosto e barba média estava sentado com o terno claramente apertado demais para seu porte físico de atleta. Ele observou-me da cabeça aos pés e sorriu finalmente batendo os dedos no estofado.

– Estou aqui em busca de Mr. Holmes. – Falou lentamente com um sotaque indiano forte.

Hmm. – Respondi, percebendo depois de um tempo que estava apenas de pijama.

– Errei de endereço? – Ele perguntou, mas não fez menção alguma de procurar um cartão ou olhar pelo celular como uma pessoa constrangida em uma situação dessas faria.

Acha que errou? – Perguntei, ele riu suavemente e mordeu o lábio inferior.

– Tenho certeza que estou no lugar certo. – Estava se divertindo com tudo isso. Marchei para o quarto, abrindo a porta de uma vez.

Sherlock, tem um homem ali. – Eu disse, puxando suas cobertas. Ele estava sem blusa e com uma calça de pijamas antiga. Os cabelos assanhados e os lábios inchados.

– Quê?

Tem um homem na sala, quer falar com você.

– Que horas são? – Ele disse, levantando ao segurar em minha cintura. Passou para o banheiro, tropeçando no meio do caminho ao mesmo tempo em que fez um estalo de algo quebrando. Levantou-se com o violino partido no meio e atirou com força no chão quebrando o resto. – Mas que merda! – Gritou, pegando a escova de dentes e fechando a porta do banheiro com força. Revirei os olhos. Peguei o violino quebrado com mais pena do acharia que iria sentir. Embora soubesse que ele vivia quebrando violinos, aquele era o que ele tinha passado mais tempo. Ele passou para a sala, pegando sua blusa do pijama que estava comigo e o chá que eu havia entregue. Tomei banho e vesti-me com pressa, quando voltei para a cozinha, Holmes havia feito o resto do café da manhã e estava servindo o homem de terno. Quando me viu, sorriu mostrando os dentes alinhados. Sherlock encarou-o por um momento. – Seja breve, por favor. – Ele demorou-se em “ por favor” como alguém que está tentando não ficar nervoso.

– Mr. Holmes. – O homem disse, bebendo um pouco de café e pegando uma garfada de feijão e tomate. – Penso não estar incomodando.

– Não é incomodo nenhum. – Sherlock disse, franzindo o rosto todo em uma careta que era uma tentativa débil de parecer um sorriso. Ele já estava sem paciência.

– Agradeço pelo café da manhã… Muito saboroso por sinal. – Ele prosseguiu.

– Você é um passarinho para decorar todas essas cortesias? Mostre-me sua personalidade, acabe logo com isso. São oito da manhã e eu estava dormindo. Entende o que é isso? Se tem um caso, fale depressa e POR FAVOR! NÃO SEJA ENTENDIATE! – Ele gritou, quase que no rosto do homem, que apenas assentiu calmamente e retirou mais uma garfada. Sherlock mordeu os lábios e tomou o garfo da mão do homem com grosseira. Qualquer um teria rido da cena, principalmente Watson. Contive-me sem rir quando Sherlock olhou para mim suplicando apoio.

– Preciso que evite que um determinado assunto se espalhe na mídia. – Olhou para mim por um momento e depois para Sherlock. – Não seria melhor… A sós…?

– Não. Esclareça o que quer ou saía. – Holmes disse, comendo com raiva enquanto olhava o homem.

– Mas senhor…

– SAIA.

– Não… Espere… Eu… Pagamos bem!

– Seu cliente. Entendi. Você não me falou sobre o que é.

– Não posso.

– Tenho cara idiota? Como quer que eu evite que um assunto se espalhe na mídia sem saber de sua natureza?

– Não posso informar até que aceite o caso.

– Não vou aceitar nada sem saber sobre o que é.

– Contarei assim que aceitar.

– Só aceitarei quando me contar.

– Senhores… – Watson interrompeu, na porta da sala com um sorriso enorme dos lábios. Não havia percebido sua chegada, mas parecia que já ria há um tempo. – Podemos resolver isso de um jeito menos infantil? Não vão chegar a lugar algum com essa conversa de tolos. – Watson pegou uma torrada do prato de Sherlock e mordiscou lentamente.

– É Dr. Watson? – O homem perguntou, estendendo a mão para cumprimenta-lo.

– Positivo. – Watson disse, de completo bom humor. – Que podemos fazer por você, meu bom homem?

– Graças. Ainda bem que o senhor me apareceu. Dizem que é o único que sabe lidar…

– Hum rrm. – Um barulho estranho da garganta de Sherlock e o homem já parou de falar novamente.

– Escute, porque não começa a nos falar o assunto para podermos saber se realmente é necessário toda essa consulta e se vai nos tirar muito tempo…

– Não posso informar nada sem que aceitem. – Então Holmes bateu na mesa com o punho cerrado e levantou-se.

– É isso! Eu não aguento! Ele é todo seu! – Saiu andando descalço pelo corredor. Hamish apareceu, colocando o rosto para fora, mas Sherlock como uma criança, pegou cluedo e o arrastou de volta para o quarto.

– Escute, meu amigo não vai assumir nada sem que saiba sobre o que se trata.

– Eu… Entendo. O senhor não poderia assumir?

– Olhe o que está propondo-me. Eu só aceito casos com Sherlock. Somos uma equipe.

– De dois homens apenas? – O homem perguntou em tom de acaso. John remexeu-se na cadeira e ficou sério.

– Se despreza nossa equipe “de dois apenas”, acabe de se servir e por favor, retire-se.

– Não está entendendo… Tenho grande respeito pelo senhor e já li muito sobre seus amigos e sua boa equipe… Me refiro a ela. – Apontou para mim. – Não é nada pessoal, mas Irene Adler esteve presente em um caso semelhante como o estopim de tudo. Não seria uma grande aposta ter seus olhos e ouvidos presentes neste caso.

Então o caso é semelhante? Acabou de contar o motivo pelo o qual chegou. – Falei, sentando-me ao lado de John, de frente para o homem. – Diga-me, seu cliente… – O homem sorriu. – Sua cliente.

– Mas… Como…

O senhor entrega mais do que pensa. Esse sorriso escarnecedor me disse que é uma mulher.

– Já chega. – Ele levantou-se e pegou a carteira. – Tenho dinheiro para fazê-la selar os lábios. Quero que vocês aceitem esse caso. — Um homem entrou na sala e abriu uma mala de couro com dinheiro totalmente preenchido em seu interior. Watson abriu os lábios surpreso e fechou-os rapidamente sentando de volta estarrecido.

Não, eu que digo já chega. – Apontei para seu rosto. – Quem você pensa que é para dizer o que quer? Não está em posição de querer coisa alguma. Você vai sair por aquela porta e aguardar nosso contato SE for de nosso interesse. Você nos procurou e são nossas condições, não as suas. – Ele estava com o queixo para cima, o olhar focado, os ombros retos e sequer parecia estar em posição de negociação.

– Do lugar aonde eu venho, mulher alguma tem o direito…

Eu não sou mulher alguma e se não percebeu, aqui não é o lugar de onde você veio. – Watson apertou os lábios e bebeu chá mais relaxado. O homem não sentou-se de novo, entretanto parecia em um conflito interno se saia ou continuava a pressionar. Saiu pela porta fazendo um sinal para o outro homem acompanha-lo. Fechei a porta assim que o último saiu. — Como ele entrou aqui?

– Mrs. Hudson deixou a porta aberta quando foi …

Tudo bem, tudo bem… – Cruzei os braços andando pela sala. Observei a comida, já a muito havia perdido a fome.

– Acho que Sherlock não vai aceitar.

Talvez. O meu caso foi interessante o suficiente para ele aceitar, porque não agora? Não é a primeira vez que lida com clientes desse tipo…

– Você viu o quanto de dinheiro? – Ele disse, colocando a xícara de porcelana de volta a mesinha. – Penso que só vi essa quantia em filmes em toda minha vida. — Bati na porta do quarto de Ham e chamei por Sherlock, ele pareceu um pouco mais calmo, voltou para comer, apoiou os pés no sofá enquanto sentado na poltrona e comia o que restava em seu prato.

– Não vou aceitar.

Sequer me ouviu ainda. – Falei.

– Prossiga.

Penso que seja algo importante e que você vai gostar. Ele disse que é um caso parecido com “Um escândalo na Belgravia”. Poderia ao menos tentar?

– Ele disse sobre o que era?

– Não… Mas… – Tentei amenizar. – Descobri que é uma mulher… Mas não acho que seja cliente dele. Digo, ele tem dinheiro… E quando disse que tem dinheiro, não foi “ minha cliente” foi “ nós”, penso que ele esteja envolvido ou que tenha vindo pessoalmente como alguém de confiança. Entende onde quero chegar?

– Sim, sim. Me dê o nome dele. – Passei o cartão. Ele pegou o notebook na mesa da cozinha e voltou, colocou em seu colo enquanto sentava de pernas cruzadas no sofá. Sentei ao seu lado e posteriormente Watson ao meu. Estávamos os três observando a tela do notebook, quando Sherlock suspirou deleitosamente e passou o notebook para o lado, Watson pegou antes que ele caísse e deu uma boa olhada. – Sabe quem é?

– Não. – Watson respondeu. Tentei ler o que dizia as pesquisas.

Steve Dixie… Não conheço.

– E não é para conhecer. Anos atrás tentou futuro como lutador quando chegou a Londres, mas falhou severamente. Entrou para uma espécie de agência.

– Como? Como assim? – Watson perguntou.

– Ele deve ser modelo…

E ele foi contratado por…?

– Uma mulher… Como diz Irene. E neste caso só existem dois resultados. Ou retiramos a chance desse assunto ser divulgado… Ou sem querer vamos contribuir para o sucesso dele.

– Porque eles não puderam resolver sem ter que nos pedir ajuda?

– Provavelmente tentaram todos os recursos e falharam vultuosamente. O que me leva a concluir que se o problema não é dinheiro… Então quem está em poder dessas informações quer algo parecido com o que Adler queria.

– Proteção? – Watson perguntou.

E poder. – Respondi, levantando-me e passando o telefone. – Vai aceitar?

– É evidente que sim. – Ele sorriu, pegando o telefone e digitando os números enquanto olhava-os no cartão.

– Dixie.. Hm… Porque não volta a Baker Street o quanto antes? Aqui é Mr. Holmes. Sim… Sim… Adoraria aceitar seus termos. Gostaria de saber os meus? Ótimo, concluo que está a menos de 3 minutos daqui… Porque não passa o mais depressa possível? – Sherlock limpou o máximo que pode a sala, deixou o notebook ligado em cima da mesinha de centro carregando. Hamish saiu para escola com Mrs.Hudson, deu um abraço demorado em Watson e saiu pela porta carregando a mochila pesada. Sherlock estava sentado no sofá bebendo café gelado com sorvete de baunilha ( totalmente inapropriado para o horário de café da manhã) quando colocou o copo ao lado do notebook e puxou-me para seu colo enquanto eu olhava o resto do conteúdo da pasta, sem encontrar nada mais sobre mim. Rodei o anel de noivado em meu dedo. Dixie apareceu, sentou-se perto de John, abriu o blazer do terno e limpou a garganta. Sai do colo de Sherlock e passei uma caneta para John, que havia encontrado um bloco e agora gesticulava e apontava para uma caneta.

– Antes de começarmos... – O homem falou lentamente. – Quero que Adler me assegure que não vai divulgar o caso.

Eu não vou. – Falei, já cansada de toda sua insistência.

– Poderia assinar um contrato?

Se isso o faz mais feliz e apazigua seus ânimos. – Concordei, pegando a caneta de Watson. Assinei onde havia o espaço, li o texto intitulado “contrato de sigilo” e passei para ele. Ele segurou o papel e o homem da porta pegou, guardando dentro de uma mala de couro profissional.

– Podemos começar? – John falou, esticando os braços e sorrindo potencialmente feliz e empolgado com o novo caso.

– Como desejar. – O homem disse severamente fazendo uma pausa, em momento algum devolveu o sorriso ou compartilhou o mesmo sentimento de empolgação de John. – Penso que já devem imaginar o motivo de eu estar aqui.

– Bom, agora que mencionou...

– Não fazemos a menor ideia. – Sherlock disse, cruzando os braços e encarando Watson. Aquele olhar significava “ pare de falar o quanto antes.”

– Tenho amigos na polícia... E recebi informações que Mr. Holmes aceitou o caso... A folha do livro está em seu poder e meu cliente deseja comprar para colecionar...

– Por favor... Qualquer pessoa poderia ver a desculpa esfarrapada que está dando. Isso é um insulto a minha inteligência! Fez de tudo para aceitarmos seu caso e agora não nos diz a verdade! Eu lhe digo uma coisa: Primeiro, você não tem amigos na polícia, eu sei reconhecer um mentiroso quando vejo um e segundo, a sua cliente deseja desesperadamente a folha e isso só se confirma por mandar você aqui para pegá-la.

– Eu achei que já estavam cientes... – O homem disse surpreso.

– O que... – Holmes parou por um momento. – Está sugerindo que deixei algo passar.

– Você está sob porte de informações sobre minha cliente e está com a folha...

– O quê?... – Watson perguntou, claramente sem entender. – Isso não faz sentido algum, o senhor não está atrás de caso nenhum, apenas estar a misturar nossa cabeça. – Sherlock suspirou e olhou para a pasta que eu segurava.

– Não acredito que possa ser tamanha coincidência. – Disse, pegando minha pasta e colocando no colo do homem. – Mostre a sua cliente.

– Já que o senhor não sabe, não irei mostrar. Pensei que tudo que fizesse tivesse um propósito. Essa pasta por exemplo, indica minha cliente e você sequer...

– Eu não sou advinha, se você está atrás de um cartomante entrou no lugar errado. – Falou. – Aponte para a foto de sua cliente. – Ele disse, cruzando os braços.

– Não vou. – O homem disse, levantando. – Holmes puxou-o para a cadeira gerando um baque surdo. Colocou a pasta sob seu joelho e apontou novamente para as imagens.

– Me mostre agora sua cliente ou eu vou descobrir de qualquer maneira. – Ele disse, encarando o homem. – Não pense que por um segundo eu irei deixar de testar independente da quantidade informações pessoais que constam aqui. Eu não vou deixar de ir atrás dela. – Apontou o dedo para o homem. – Me mostre agora porque se eu for procurar vai ser bem pior não só para você, como para ela. – Dixie encarou-o por alguns segundos, abaixou os olhos e apontou para uma foto, cedendo ás chantagens. Era claramente uma foto clandestina retirada com um zoom de qualidade questionável. Retiraram a foto da mulher por entre a janela, ela estava de lado e por um momento eu percebi o quanto se parecia comigo fisicamente. Havia um homem com ela, tinha cabelos loiros e parecia ser jovem. – Isadora Klein.

– Impossível, Isadora é casada. – Watson disse, protestando para a foto da mulher envolvida com um homem qualquer. – Já li várias matérias sobre ela em jornais...

– Por favor, não estamos na Inglaterra vitoriana, traição é real e mulheres sabem esconder melhor que os homens. – O homem disse. – Só que contraditoriamente o marido dela faleceu á duas semanas.

– Fascinante. – Holmes disse. O homem olhou para ele e estralou os dedos. – Hm... Que pena, uma pena. Ah... – Tentou concertar. – É imprescindível que eu me comunique com Mrs. Klein.

– Imaginei que fosse para tanto. – Dixie reclamou. – Estou aqui para negociar. Quero a folha e não se fala mais nisso.

– Porque Isadora quer a folha, caro Dixie?

– Não é da sua conta. – Ele disse, se levantando e ajeitando a gravata. Fechou o blazer. – Eu pago agora, você me entrega a folha, está tudo resolvido.

– A folha pertence à polícia. É uma prova e vai para o banco policial.

– Não foi computada ainda. – Ele disse com firmeza.

– Acontece que eu não entregarei a folha enquanto não conversar com Mrs. Klein.

– Por favor, não comecem novamente... – John falou, levantando-se.

– Conheço o tipo de agência para a qual você trabalha, não irá sobrar só para cima dela se você continuar a insistir. – Dixie suspirou e retirou de dentro do casaco um cartão.

– Isso é um convite. – Explicou. – A festa hoje à noite... Poderá se encontrar com ela, lhe darei alguns minutos, mas saiba que isso irá sobrar para mim.

– Eu realmente não me importo. – Holmes sorriu, pegando o convite. – Aqui diz ... Só um acompanhante, somos três.

– Miss Adler está na lista. – Ele disse calmamente.

Como? – Perguntei sem compreender.

– Você sempre esteve nas listas de festa de Mrs. Klein, desde a chegada à Londres.

– E por qual motivo?

– Não tenho ideia. – Respondeu. Franzi as sobrancelhas tentando entender. – Bom dia. – Disse, saindo e descendo as escadas.

Porque meu nome está na lista? – Perguntei novamente.

– É algo que podemos perguntar. – Holmes falou, virando o convite entre os longos dedos.

•••

Notas finais
-Apesar da demora, está aí. =) -P.s: O gif demora um pouco para carregar, mas depois ele continua sem travar. Essa ideia de fazer "capas" para cada capítulo é bem divertido, espero que tenham gostado assim como eu! =D -Me viciei em fanfics de Game of Thrones e isso é novidade... Me apaixonei pelo universo medival e estou pensando em fazer uma nova fanfic. -Mrs. Klein é um personagem do próprio Sir. Arthur Conan Doyle.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.