Worth Fight For
1 Lull
Cuidadosamente Harry desceu as escadas da Toca. Ainda era madrugada quando acordou e não conseguia mais dormir, mesmo tentando, e então ele decidiu ir até o jardim e encarar o céu e pensar no que tudo aquilo significava. Sorriu ao ver a cozinha ainda escura e passou pela porta rapidamente. Havia levantado da cama e andado pela casa descalço e logo que seus pés alcançaram a grama, Potter sorriu. Mexeu deus dedos pela grama macia e um pouco molhada, e fechou seus olhos antes de jogar seu corpo na grama e suspirar ao olhar as estrelas.
Depois da guerra ele começara a ter flashes de seu primeiro aniversário. Seu único aniversário com a presença de seus pais. Lembrava de bagunçar, com a ajuda de James, o bolo que Lily havia feito e do som que a risada dela tinha, mesmo que não se lembrasse nitidamente. O garoto sempre queria se lembrar mais.
Aquelas eram suas primeiras horas com dezenove anos. E tudo o que passava por sua cabeça era que ele realmente pensava que ele não conseguiria chegar até aquela idade. O menino que sobreviveu sempre achou que morreria quando a guerra acabasse. Que seu propósito no mundo era somente destruir Voldemort e então ele também estaria acabado, e não mais existiria.
O menino não soube direito como, mas ele acabou adormecendo no jardim sob a luz da lua. Sonhara com seus pais, Sirius, Fred, Tonks e Remus. Sonhara com o pequeno Teddy e que tudo estava bem, tudo estava em seu devido lugar.
Acordou nas primeiras horas da manhã e quando abriu os olhos assustou-se com a proximidade do rosto de George do seu.
— Qual é Harry, meu rosto nem é tão feio assim. – o Weasley falou risonho e ajudou o menino a se levantar. – A propósito, feliz aniversário.
Os dois caminharam juntos para dentro da casa e o moreno logo recebeu um abraço apertado de Molly e de Arthur, sorriu para os dois e se sentou aproveitando o café da manhã ao lado dos Weasley.
Durante as próximas horas do dia Ron e Hermione desceram, cumprimentaram a todos e abraçaram ao melhor amigo levemente, lhe entregando um embrulho vermelho. Granger sorriu para ele e levou a caneca de chá até seus lábios, tomando um gole ao mesmo tempo que observava Harry abrir, desajeitadamente, o presente.
O aniversariante deu um doce sorriso ao ver um pequeno álbum de fotografias de todos aqueles que fizeram e faziam parte de sua vida. Folhou até observar uma foto de si com os outros dois companheiros, riu levemente e levantou o olhar agradecendo-os e fechou o álbum em seguida.
Assim que o moreno terminou seu café ele decidiu subir para tomar banho e trocar suas roupas, mais tarde visitaria Andromeda e Teddy e depois o tumulo de seus pais.
Os pés de Potter subiam dois degraus por vez, ele não queria encarar Ginny.
Após a guerra eles não reataram. A ruiva queria saber se ele não teria outra loucura momentânea e terminaria com ela, mesmo que fosse para protege-la. Ginevra sabia que proteger sozinha, ela não precisava que o menino que sobreviveu tentasse fazer isso, só queria que ele permanecesse e lutasse ao seu lado.
Mas não fora isso que ele teve. O antigo casal parou de frente um para o outro. A ruiva deu um pequeno sorriso para ele e se aproximou, os lábios dela foram até a bochecha dele e minutos depois se distanciaram, seus olhos o encararam e ela umedeceu os lábios. – Feliz aniversário, Harry.
O menino de cabelos castanhos e bagunçados sorriu de maneira boba ao vê-la descer as escadas rapidamente e fechou os olhos. Quando os abriu uma coragem repentina veio ao encontro. – Ginny.
A mais nova dos Weasley voltou e subiu alguns degraus até ficar de frente a ele, encarou-os atentamente enquanto ele fechava as mãos de forma nervosa e fez uma careta para ela, fazendo-a rir levemente.
— O que foi, Potter? – perguntou divertida ao vê-lo nervoso.
— Fico feliz que meu nervosismo te deixe alegre. – murmurou levemente irritado ao que ela deu os ombros e o encarou.
— Sabe, eu não tenho todo o tempo do mundo...
— Queria que você soubesse que o que tivemos e o que eu quero que tenhamos... Vale a pena lutar por isso. – o rapaz despejou rapidamente olhando para seus próprios pés.
A ruiva deixou um sorriso tomar conta de seus lábios ao que sua mão encontrou o queixo de Harry, fazendo-o levantar a cabeça e encara-la.
— Eu sei, Harry. – riu levemente e selou seus lábios vagarosamente.
[...]
Potter tinha Teddy em seu colo e ria do menino de cabelos azuis quando ela sentou-se ao seu lado, novamente. Ginny tinha um prato com um pequeno pedaço de bolo e levou-o até a boca do pequeno Lupin, que a fez soltar um riso por vê-lo ter o cabelo passando do azul para o roxo ao mastigar falsamente a massa doce do bolo.
A paz que o moreno sentia ao vê-la brincar com o afilhado e até mesmo o ânimo ao conversar com Luna, mesmo quando não entendia do assunto, era aquilo que fazia-o ter a certeza que valia a pena lutar pela ruiva. E tê-la de volta no dia de seu, o fez sentir-se feliz e inteiro, pela primeira vez depois de todos os outros dezenove anos. E tudo o que ele desejou aquela noite no momento em que soprava as velas no topo do bolo era que ela permanecesse, para sempre ao seu lado.
Harry soube após o terceiro contato, comemorando seu aniversário, dos seus lábios com os dela que era ela. E não havia como ser outra pessoa. Mesmo que ela denominasse a si mesma de tempestade, Ginevra Weasley era sua calmaria.
Notas finais
Desculpem qualquer errinho!
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see ya, xx.
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