Worldwide
49 Vivendo um sonho.
Notas iniciais
~Samantha POV's
– Estou falando que vamos fazer uma lua de mel, só que com nossos filhos também. Vamos fazer tudo o que uma família deve fazer, com tudo que temos direito, eu vou fazer com que seja perfeito. Então, aceita?
Eu não acreditava naquilo, aquela proposta não parecia nada real, e eu pedia em meu subconsciente para me despertar caso fosse uma pegadinha de minha mente. Nada. Pestanejei várias vezes, evitando que lágrimas viessem à cair pelo meu rosto. James me olhava ansioso, esperando uma resposta, enquanto eu permanecia no dilema de acreditar que não era um sonho, ou pedir para que o próprio James me beliscar.
– Me diga alguma coisa, por favor. — Sua voz era pura súplica.
– Eu...eu, não sei o que falar. — Respondi nervosamente. — Isso é verdade mesmo? Realmente estou aqui e você realmente me fez essa proposta? — Indaguei, olhando para todos os lados, procurando indícios de que fosse uma pegadinha, ou algo do tipo.
– Samantha...- Ele me chamou, mas continuei sem olhá-lo. — Samantha, ei, olhe para mim. — Pediu, segurando meus ombros. — Estou falando sério, eu fiz essa proposta sim, e estou esperando que você saia de seus pensamentos e me responda alguma coisa.
– Uma lua de mel?... James, até pouco tempo eu nem imaginava que fossemos nos reconciliar, e tudo o que eu queria era voltar para Londres e...
– Samantha, é para lá que vamos. — Interrompeu-me.
– Oi?
James respirou fundo: — Planejei uma viajem à Londres, assim poderíamos nos firmar novamente como casal, e nossos filhos ficariam mais à vontade, e você poderia se organizar para voltar definitivamente para Los Angeles. — Ele permaneceu sério, mas seus olhos denunciavam a alegria ao falar sobre seus planos para nós.
– Você...como? Você...- Gaguejei.
– O que você quer?
– Eu quero...te beijar. — Disse pulando em seus braços e juntando meus lábios aos seus.
Após o beijo, respondi-lhe milhares de sim até perder o fôlego. No fim da festa, nos despedimos de todos e os recém-casados rumaram para suas respectivas luas de mel. Enquanto James foi até sua casa para arrumar as malas, e eu rumei para meu apartamento, com meus pequenos e Catarina, para pegarmos nossas coisas. Estava tudo perfeito, e no fim da tarde, estávamos todos embarcando no avião com destino para Londres. Dentro do avião, Sophie e Bryan mostraram-se curiosos sobre James.
– Pluquê voxê veiu cum a zente? — Bryan o olhava, curioso.
– Vim passar as férias com vocês. — James sorria bobamente.
– Agola voxê é amigu da mamain? — Indagou Sophie.
– É sim meu amor, um grande amigo da mamãe. — Respondi para ela. — Agora acho que vocês deviam dormir, já passou da hora.
Sophie esticou os bracinhos e bocejou graciosamente, enquanto Bryan coçava os olhinhos.
– Quelu que o titio me coloqui pla durmi. — Exclamou Sophie, deixando à Catarina, James e a mim surpresos. Primeiro porquê ela nunca conseguia dormir sem que eu estivesse com ela, e segundo, porquê ninguém imaginava que já se sentia tão à vontade com James.
– Naum, ele é meu titiu plimeilo, quelo durmi cum eli. — Bryan fez bico.
James estava visivelmente emocionado, e tentava responder, mas só mexia a boca sem que nada saísse dela. Bryan e Sophie esperavam que ele respondesse, mas como não conseguiram nada dele, viraram-se para mim com as carinhas fechadas, exatamente igual à que James fazia quando queria algo. Ri e quando me preparei para dar uma resposta, James se adiantou.
– Os dois podem dormir comigo. — Respondeu com a voz embargada, e os olhos denunciavam sua vontade de chorar, mas seu sorriso deixava claro que era o choro mais alegre de sua vida.
Bryan e Sophie comemoraram e saltaram do meu colo para o de James, que parecia uma criança que acabara de ganhar um grande presente de Natal. Sorria bobo, e me olhava admirado enquanto os dois pequeninos acomodavam-se dentro de seus braços. Ali, com toda àquela alegria junta, percebi quanto tempo perdi, mas estava disposta à fazer valer o que estava por vir.
~Logan POV's
– Bruna! — Exclamei quando esta desfaleceu em meus braços.
Estava pálida, gelada. Segurei-a firme e a levei até a cama, deitando seu corpo imóvel lá. Senti sua respiração fraca e passei a tentar acordá-la de todas as maneiras que me vieram à cabeça. Dois minutos depois, quando pensei em ligar para a central do hotel e pedir ajuda, suas pálpebras tremeram e os lábios entreabriram.
– Logan? — Pronunciou fracamente.
– Oi meu amor, oi, meu Deus, que susto você me deu. — Segurei seu rosto delicado em minhas mãos. Ela sorriu.
– Bobo, nunca viu uma mulher desmaiar? — Falava pausadamente, ainda recuperando-se.
– Não deboche da mim. — Tentei soar zangado, mas meus lábios não contiveram um sorriso nos cantos de minha boca. — O que aconteceu?
– Só fiquei tonta, como eu disse, acho que foi todo àquele balanço do navio.
– Mas desmaiar não é um pouco demais? — Indaguei preocupado.
– Não, meu bem, já desmaiei antes, sou fraca mesmo para essas coisas. — Sorriu. — Pode se acostumar com isso.
– Para viver com você? Me acostumo até à comer capim, se você quiser. — Respondi e ela riu.
A partir dali, aproveitamos nossa lua de mel ao máximo, percebi que Bruna às vezes ficava um pouco grogue, mas ela alegava ser o clima, e as comidas exóticas, e eu acreditava nela, mesmo estando muito preocupado. Quando completou três semanas que estávamos naquele paraíso e tínhamos que voltar para casa, nenhum de nós dois queria sequer levantar da cama. Era triste saber que àquele sonho havia chegado ao fim, mas era excitante saber que eu voltaria para minha rotina normal, e agora teria uma esposa para estar comigo seja no que fosse.
Preferi que voltássemos para casa de avião, já que Bruna não se sentia muito bem em um cruzeiro. Durante toda a viajem ela esteve quieta, pensativa, e aparentemente um pouco apreensiva também. Temi que a nova vida que estávamos começando à intimidasse, mas não lhe pressionei, apenas aguardei que as coisas ficassem bem. E no que dependesse de mim, ficaria do jeito mais perfeito possível.
~Bruna POV's
Ao desembarcarmos do avião, Logan me examinou de todas as formas possíveis para ver se eu mostrava indícios de que passaria mal de novo, mas eu estava perfeitamente bem, então ri muito das rugas de preocupação que apareceram em seu rosto. Havia uma única coisa que estava me atormentando desde o casamento, essas tonturas. Já havia sentido tonturas, mas nunca tão fortes como essas. Temia que fosse algo grave demais, e por isso, quando ainda estava no Caribe, havia marcado uma consulta com um neurologista para àquela tarde, já que Logan havia me dito que teria que resolver umas coisas da banda. Fomos para o nosso novo lar, e brincamos de guerrear com comida, o que não deu muito certo, porquê a cozinha ficou um completo lixão. Quando começamos à limpar tudo, àquele cheiro do macarrão com queijo no ar me deixou enjoada, e tive que correr às pressas para o banheiro vomitar. Logan segurou meu cabelo para que não melasse, mesmo com meus protestos. Me recuperei e ele insistiu em discutir que iria ficar comigo naquela tarde, mas não aceitei de forma alguma que ele perdesse seus compromissos com a banda, também porquê queria ir ao médico sozinha. No fim, ele saiu para resolver seus compromissos, e pouco depois fui para o médico. Chegando lá, fui atendida quase de imediato, graças à falta de pacientes naquele dia. O médico me examinou bastante, e ao escutar minhas explicações pareceu divertir-se.
– Então, foi por isso que você veio, apenas? — Indagou segurando o queixo e com um dedo indicador apoiado em seus lábios que pareciam sorrir.
– Sim, porquê não é uma coisa muito comum, e eu achei que seria melhor procurar um especialista rapidamente.
Ele deu um sorriso bem aberto, e concluiu: — Creio que descobri o seu problema, mas não se preocupe, vou prescrever um remédio que vai tirar todas as suas dúvidas.
Não entendi o que ele quis dizer, e porquê parecia zombar de mim, mas peguei a receita médica, e fui diretamente para uma farmácia próxima dali. Queria resolver àquilo de uma vez por todas, e ficar boa para poder aproveitar meu marido.
~Logan POV's
Disse à Bruna que iria resolver umas coisas da banda e saí de casa. Mal sabia ela que nada havia para resolver, e que eu queria apenas enrolá-la. Fui até uma joalheria, comprei um maravilhoso e delicado colar de ouro, com um pingente de coração, para simbolizar o início da nossa família. Logo depois fui para a casa de Kendall, onde estavam todos os nossos amigos reunidos apenas aguardando para irmos até minha casa, era a hora. Chegando em casa com eles, todos animados, não a encontramos, tudo o que achei foi apenas um bilhete dela que dizia para que não me preocupasse, e que logo estaria de volta. Ficamos todos sentados à espera, quando finalmente escutei seu carro sendo estacionado e mandei que todos se organizassem.
Bruna abriu a porta de cabeça baixa, e olhar preocupado, o que me partiu o coração, mas assim que ela levantou seu olhar, e nos viu, todos gritamos um enorme "Surpresa", e seu sorriso mais deslumbrante brindou-lhe o rosto.
– Nem lembrava que era meu aniversário. — Dizia ela entre soluços enquanto abraçava todos no local.
Por fim, ela veio à meu encontro, sorrindo tão bobamente que minha vontade era mandar todos embora para que só nós dois comemorássemos. Comemos do bolo, salgados e doces que as meninas providenciaram para a festa. E minha Ninha não parava de chorar, o que já estava me deixando preocupado. Em um minuto de silêncio, aproveitei para saber o porquê de tantas lágrimas.
– Amor, porquê chora tanto?
– Ah, estou tão feliz, meu amor, que as lágrimas não param de cair. — Respondeu sorrindo. Neste momento todos nos olhavam. Ela estava de frente para mim, sentada à mesa como todos. Fixei meu olhar ao seu e perguntei novamente.
– Porquê chora tanto? Vi seu semblante ao entrar em casa, algo aconteceu?
Ela baixou a cabeça e chorou baixinho, sendo aparada pelas mãos de Sam e Thamires que estavam à seu lado. Me levantei, já exasperado de preocupação, e fui até ela.
– Me diz o que houve, amor? — Supliquei-lhe, colocando-a de frente para mim.
Seu suspiro foi pesado, ela enxugou as lágrimas, olhou em meus olhos e disparou de uma vez só e rapidamente: — Estougrávida!
– O quê ela disse? — Carlos indagou alto.
– Ela está grávida. — Repeti as palavras, ainda sem crer, mas com um sorriso extremamente grande no rosto.
Bruna ainda me olhava nos olhos, e ao ver meu sorriso, o medo que vi ali se extinguiu aos poucos, pois ela percebeu assim como eu que, eu com certeza, era o filho da mãe de mais sorte no mundo. Tinha me casado com a mulher perfeita, e agora ela me daria um filho, lindo filho, eu simplesmente não estaria mais feliz do quê naquele momento único. Segurei-a pela cintura, e a levantei da cadeira, beijando-a com todo o amor e gratidão que tinha no peito, enquanto nossos amigos comemoravam e aplaudiam nossa felicidade. Coloquei-a no chão, ajoelhei-me e entregue o colar que havia comprado para ela, que por pura coincidência, era realmente o símbolo no início de nossa família.
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