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25 Ela se foi.
Notas iniciais
~James POV's
Exausto, e sem ânimo, saí do local da tragédia, indo direto para o hospital, louco para saber boas notícias sobre Sam. Me esforcei ao máximo para não desabar quando cheguei na sala de espera e vi Logan lá, parado, fitando um espaço vazio com lágrimas nos olhos.
– James ? Graças aos céus você chegou — se levantou esfregando os olhos.
– E aí? Como ela está?
– Ainda não trouxeram notícias, e Margareth ? Conseguiu alcançar ela ?
– Sim e não — respondi apreensivo.
– Como assim?
– Quando estava bem próximo à ela, o carro dela despencou de um penhasco.
– Meu Deus — disse cobrindo a boca com as mãos — e então ? O que houve ? Ela está bem não é ?
– Não sei, saí de lá quando os caras chegaram.
– Espero que nada de ruim aconteça.
Balançei a cabeça num gesto positivo. Mentir daquele jeito aumentava ainda mais aquela dor, mas eu não tinha escolha, não podia dizer isso a ele, à nenhum deles. Por esse motivo pedi aos policiais que fossem até a casa de Sam contar sobre a tragédia.
Alguns minutos mais tarde, um médico veio falar conosco, avisando que ainda tinham vários exames para fazer, e que devíamos ir para casa. Obedecemos, alegando e iríamos voltar logo.
~ Logan POV's
James chegou muito estranho depois dessa perseguição, e eu tinha quase certeza, que ele estava escondendo algo. Fomos para a casa de Sam, encontrar os outros, e esperar notícias sobre o acidente da Margareth. Logo na soleira da porta, Carlos já nos avisou que Kendall ainda não sabia o que tinha acontecido, resolvemos não falar nada a ele, mesmo James estando relutante à isso.
Uma hora mais tarde, a campainha do apartamento tocou, James se apressou em ir atender. Entraram três policiais atrás dele, com expressões condescendentes que não compreendi. James se juntou à nós no sofá e baixou a cabeça, senti um calafrio me percorrer a espinha, não contive minha ansiedade e fui direto ao ponto.
– Porque os senhores estão aqui ? — indaguei aos policiais, que estavam de pé à nossa frente.
– Viemos avisar sobre o estado da senhorita Margareth — um deles respondeu.
– Estado ? Como assim ? — interveio Kendall, apertando convulsivamente as mãos, seu nervosismo era evidente.
– Bom, as notícias não são as melhores...
– O que houve ? — Carlos interrompeu, se levantando impaciente.
– Ei, Los, se acalma — disse James segurando seu braço, engoliu em seco e se dirigiu aos policiais — Por favor, terminem a explicação.
O modo como James falou foi ainda mais estranho que suas atitudes, ele estava nervoso, e com um olhar de dor, talvez até culpa.
– Continuando, as notícias não são boas, e a pedido de seu amigo — indicou James — viemos avisar, com pesar, que infelizmente, Margareth faleceu.
As manifestações com tais palavras foram intensas, dolorosas. Kendall respirou fundo duas vezes e desmaiou aos pés de Bruna, Carlos caiu de joelhos no carpete roxo enquanto James segurava seu ombro e chorava baixinho, e eu, bem eu paralisei, incapaz de me mexer ou falar.
~ James POV's
Depois de toda aquela comoção, quando todos estavam o mais calmo possível, decidi ir ao hospital saber sobre Sam.
– Por favor, você poderia me informar sobre a paciente Samantha Romanoff? – perguntei na recepção.
– Samantha Romanoff – repetiu, digitou algo no computador e depois arregalou os olhos – Ahm, bem, quem é você?
– Ah, sim, sou James Diamond, namorado dela – respondi desconfiado.
– Certo, okay, hm, só um segundo — disse e virou-se para chamar um tal doutor Striker no autofalante.
Quando vi seus olhos esbugalhados e sua embolação com as palavras fiquei bastante preocupado, o que seria tão grave a ponto de ter que chamar um médico para falar comigo ?
– Senhor Diamond? – indagou um homem de meia idade com um jaleco de médico.
– Sim, sou eu, aconteceu alguma coisa?
– Preciso que seja compreensivo e tenha calma – respondeu com a voz condescendente.
– Doutor, eu não terei calma enquanto não souber o problema.
– Mais é preciso...
– Calma não é minha virtude, doutor, por favor, o que raios está havendo? – aumentei o tom de voz, completamente alterado pelo nervosismo.
– Certo, vou ser claro, a bala que atingiu o ombro de Samantha tinha veneno – despejou – sinto muito, mas ela não está resistindo, não estamos conseguindo curá-la.
– Como é ? – perguntei agarrando a gola de sua camisa.
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