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3 Nate, a new friend ...
Notas iniciais
Carolinne ~
Acordei com a luz do sol refletindo no meu rosto. Abri os olhos com dificuldade, levantei da cama e me vi vestida com um conjunto de moletom cinza que ganhei do meu pai — adotivo, mas pai. Tinha esquecido que acordei com calor de madrugada e tomei um banho. Olhei para o pequeno relógio em forma de sapinho que estava em cima do criado mudo. 07h35min a.m
— Katie?! — perguntei para a garota que passava na minha frente, ela virou para mim e correu para um abraço.
— Nossa! Que saudade que eu senti da minha Chata favorita. — ela disse rindo
— Eu também, baixinha. — eu disse e fomos para a cozinha. Parecia que ela tinha feito o café da manhã, já que os garotos não estavam (ainda) andando pela casa.
— E ai, vai ficar aqui até quando? — ela perguntou pegando uma torrada.
— Até dia 26 deste mês e... — estava respondendo, mas quatro seres voavam para a mesa.
— O que aconteceu? — Katie perguntou assustada para os garotos.
— Gustavo nos quer às 8h00min na gravadora. — responderam em uníssono.
— Ah, não sei se vocês tem conhecimento, mas ainda existe a palavra “Bom Dia” — falei sarcasticamente.
— Bom Dia! — os quatro falaram de boca cheia. Argh. Eles comeram rápidos e depois correram para o Roque Records.
— Tem planos para hoje? — Katie perguntou.
— Não. Acho que vou ficar aqui mesmo e você? — perguntei.
— Daqui a pouco, estou indo para o apartamento do Dave, um amigo meu, e acho que eu vou para a piscina à tarde. E você vem comigo. — ela falou, ou melhor, implorou com aquela carinha do Gatinho do Shrek. Fofa. Quem não resiste a ela?!
—Okay, você venceu! Vou tomar banho e te encontro na sala em vinte minutos — falei indo para o meu quarto.
Separei um short azul e uma blusa branca de mangas compridas. Fui para o banho, lavei meus cabelos e fiquei uns dez minutos ali. Arrumei-me, penteei meu cabelo em uma trança de lado e calcei uma rasteirinha branca. Katie estava sentada no sofá mexendo no celular.
— Hey, vamos baixinha — eu a chamei.
— Fala isso, mas ao reparou que você é do tamanho da tampinha do seu irmão. — Brincou também. Saímos do apartamento e entramos no elevador, eu preferia a escada, mas a Katie não aceitaria. Subimos para o 3ª, onde o tal amigo dela morava.
Ele era loirinho, seus olhos eram castanhos amendoados, era centímetros maiores que Katie e tinha um belo de um sorriso.
— Oi Dave, esta aqui é Carolinne. — Katie me apresentou
— Oi Dave... — acenei
— Oi... — falou timidamente e abriu passagem para nós duas. — Nós, hoje, vamos jogar lá no meu quarto porque minha mãe comprou esse sofá enorme e não tem espaço. — falou.
— Então eu vim aqui para jogar?! — perguntei em um tom desafiador.
— Ela é irmã do Carlos, então não estranhe! — Katie brincou e depois fomos para o quarto, o jogo estava pausado. JUST DANCE 3. Eu sou fera neste jogo e ninguém ganha de mim, ou eu não me chamo Carolinne Garcia. Dançamos até um garoto loiro, alto e bonito chegar ao quarto.
— Dave, eu cheguei... E você é? — ele perguntou.
— Carol. Carol Garcia. — respondi.
— Nate. Nate Sullivan. — ele se apresentou e esticou a mão para cumprimentar e eu o fiz.
— Vocês podem ir conversar na sala — Katie me empurrou.
— Vamos?! — ele perguntou, aceitei. — E ai, conte-me sobre você. — pediu.
— Meu nome é Carolinne Hope Garcia, tenho 15 anos, sou irmã adotiva do Carlos Garcia. Moro em Minnesota e estou passando o mês aqui, sonho em ser uma estrela do pop.
— Eu sou Nate David Sullivan, tenho 16 anos, irmão do Dave, sou modelo. E o amiguinho do seu irmão: Logan Mitchell me odeia.
— Nossa! O Logan te odeia, por quê? — perguntei curiosa
— É que eu gostava da Camille Roberts, que na época era namorada dele, ele sempre foi ciumento e começou a me odiar. — ele explicou. Rimos tanto que até perdemos a hora, nem fomos mais para piscina. Trocamos os números de celular para nos comunicarmos.
— Tchau Katie e Srta. Garcia... — eles acenaram
— Até mais... — Katie acenou. Voltamos para o apartamento, abrimos a porta e havia um Kendall e um Carlos com uma carranca no rosto.
O engraçado era que o meu maninho parecia cansado de ficar nos esperando, ao contrário de Kendall, que começou a nos rodear procurando algum arranhão na irmã.
— Ué, o que foi? — perguntei pra Kendall, prendendo uma risada.
— Já são 17h30m, estão fora desde as 8h00m, não dão um sinal de vida qualquer e quer que eu fale o quê?! — ele brigou e voltou para o lugar onde estava antes. Carlos estava de braços cruzados e mandava um olhar de: “Eu quero sair daqui!”.
Katie estava um pouco assustada com a atitude do irmão e até se grudou do meu lado.
— Estou com medo do Kendall — ela sussurrou para mim.
— Como você sabe Katherine, mamãe não está aqui e ela disse que quando voltasse e tivesse um mísero arranhãozinho em você eu iria me ferrar. Castigo de uma semana! — ele apontou para o quarto dela.
— Mas Kendizzle... — ela tentou argumentar, mas ele a interrompeu:
— Quer que eu aumente para duas? — ele falou, ela correu para o quarto e provavelmente havia se trancado ali.
— O que foi vai me pôr de castigo também, Knight? Nunca imaginaria que você fosse capaz de tomar uma atitude dessas. Ela tem que aproveitar enquanto pode, se você quer que ela aprenda o certo, deixe que ela faça as burradas dela, porque ela vai ver que aquilo estava errada. Não sei se você sabe, mas essa é a graça da adolescência. — falei e fui para o meu quarto.
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