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5 Cursed Be The Logan
Notas iniciais
Carolinne ~
Já era sexta-feira e não conseguia falar com Nate. Estava na sala junto com Katie, quando o toquezinho do MSN® alertou nova mensagem.
Hey, Carol. Desculpe-me não dar noticias esses dois dias, mas a agencia marcou uma viagem inesperada para Nova York e não deu para falar com você. Estou chegando a Palm Woods às 16h00 de hoje, an... Quer sair comigo? Xoxo, NS.
— Ele me convidou para um encontro! — eu comecei a pular no sofá.
— Sério?! Vamos escolher a roupa, só pergunte aonde ele quer lhe levar. — ela instruiu.
Eu aceito, mas aonde você quer me levar? Xoxo, CG
Um restaurante perto de Palm Woods: Chez Fancee. Encontro-te 20h00m no saguão. Xoxo, NS
— Vai me levar ao Chez Fancee — falei e corremos para as minhas malas. Optei por ir com um vestido preto com pontas de renda e um salto nude.
(...)
Já era 19h00m, resolvi tomar banho. Admito que ele fosse um pouco longo, saí do banheiro. Arrumei-me, fiz uma maquiagem leve e calcei o sapato. Peguei minha bolsa-carteira e pus 100 dólares junto com o meu celular.
— O Logan já saiu para o seu encontro com Annie do 3J... — Katie falou entrando no quarto.
— E o que eu tenho a ver com o encontro do Logan com a sei lá sabe quem?! — perguntei dando uma última arrumada no cabelo.
— Só queria te deixar com ciúmes — ela disse derrotada. “E conseguiu!” completei mentalmente.
— Não adiantou — menti
— Onde a senhorita pensa que vai vestida deste jeito? — Carlos perguntou pausando o jogo.
— A um encontro — respondi
— Com Nate Sullivan... — Katie completou e eu revirei os olhos.
— Hey! — James levantou do sofá. — Acontece que você deveria sair comigo, porque eu sou o rostinho bonito. — ele falou dançando as mãos ao lado do rosto. Eu dei uma risadinha.
— Mas acontece que este rostinho bonito ainda não me chamou para sair. — eu sorri. Credo, eu não acredito que eu disse isso. Dei um beijo no rosto do meu maninho, do Kendizzle e do Jay...
— Me desejem boa sorte! — eu disse.
Quando cheguei ao saguão, vi Nate mexendo no celular sentado no sofá. Acenei e ele veio até mim.
— Pronta? — perguntou
(...)
Passeamos pela cidade e depois fomos para o restaurante: Chez Fancee. Estávamos conversando sobre nossos dotes culinários quando o meus olhos vagaram pelo grande restaurante, até parar na entrada. Logan estava junto com uma garota de pele clara e cabelos loiros, talvez fosse a tal garota do encontro: Annie. Mas por que eu estou me importando com ele?
“Não se importe com quem não se importa com você...” — lembrei-me da voz da minha velha amiga.
Os dois passaram por nós, eu me senti enjoada. Eu sabia que Nate estava me chamando, só não sabia sair deste transe.
— Então, vai querer Ravióli de Cogumelos? — ele perguntou pondo o cardápio em cima da mesa.
— É uma boa escolha... — respondi. Ele fez os pedidos e voltamos ao nosso assunto. Depois que o jantar chegou comemos tranquilamente, o difícil foi ver o casalzinho junto próximo a nossa mesa. Um garoto começou a tocar piano e cantar uma música lenta, casais mais velhos ia para o meio do salão, cada um pegava o embalo da dança facilmente.
— A dama gostaria de dançar? — Nate perguntou estendendo a mão. Aceitei sorrindo. Fomos para o meio do salão e começamos a dançar, não estranhei nem um pouco quando ele começou a se aproximar de mim, apenas deixei-me levar.
— Cara, cê tá louco? — Nate gritou, ao ver a camisa dele completamente molhada eu mordi meu lábio inferior, eu não poderia perder a classe, não nesse restaurante. Olhei para o lado e vi o que mais temia: Logan estava com uma taça na mão, ele ria do Nate. Provavelmente ele teria feito aquilo de propósito.
— Logan! — o repreendi, fui em direção à mesa e peguei minha bolsa. Fui embora sozinha, a pés mesmo, o restaurante não era longe de Palm Woods, mas as probabilidades de eu ser assaltada ali perto eram as maiores.
Cheguei a Palm Woods e havia vários adolescentes chegando do trabalho, talvez. Entrei no saguão e fui rendida pelo Bitters, que estava vestido com um pijama de carrinhos, hilário.
— O que a senhorita está fazendo? — perguntou.
— Boa noite, Bitters. — ignorei indo em direção à escada. A vontade era de matar o primeiro que aparecesse, mas esperaria até o Logan chegar. Toquei a campainha várias vezes até o James abrir a porta.
— Aconteceu alguma coisa? — ele perguntou esfregando seus olhos amendoados.
— Seu melhor amigo estragou tudo. – eu disse andando de um lado para o outro na sala, ele se sentou no sofá e começou a acompanhar o meu movimento.
— Eu disse que era para você sair com o meu rostinho bonito — ele dançou as mãos ao lado do rosto.
— Isso não está ajudando, James! — eu disse.
— Boa noite, Hope! Ah, se vocês se matarem, não faça muito barulho. — ele riu e entrou no quarto.
23h00; 23h30; 23h59... Estava encostada na parede ao lado da porta esperando que ele chegasse, ouvi o barulho da fechadura e me preparei. Vi a porta abrindo, o peguei pela orelha e levei-o até a sala.
— Ai, ai, ai! Minhas orelhas são sensíveis. — ele reclamou a esfregando.
— Você ficou maluco? Por que você fez aquilo? — perguntei
— Ah, qual é? Não posso mais me divertir, não? — perguntou sorrindo e se jogando no sofá.
— Pode, mas não com ele. Afinal, você só não gosta dele porque ele gostava da sua namorada, quer dizer, ex-namorada. Mas sabe, ela deveria ficar com ele, por que ele é maravilhoso e como...
— Então quer dizer que você gosta dele? — perguntou surpreso.
— Que foi tá com ciúmes? — perguntei usando a mesma frase que ele (CAPITULO dois)
— Por que, se eu estivesse? Algum problema? — ele semicerrou os olhos.
— Sim teria. Quem foi que jurou que nuca iria ficar com uma garota como eu? Gorda e feia?! Ah, lembrei, foi você! — e meu sangue ferveu só de lembrar.
Flashback.
Estava tudo indo normal naquela grande escola, fora que James e Logan ficavam zoando comigo. Mas eu tinha certeza que quando eu terminasse a sétima série, conseguiria entrar em outra escola e me livraria daqueles dois.
Fui para o jardim que ficava atrás da escola, quase ninguém o frequentava e eu ficava feliz, era o único lugar em que eu vivia em paz.
— Carolinne? — James perguntou, praguejei mentalmente por ele ter aparecido ali.
— Que foi vai me bater agora? — perguntei olhando fixamente para o meu livro de física no qual eu tentava me concentrava
— Você gosta do Logan? — ele perguntou sentando ao meu lado.
— Por que você está perguntando isso? Vai usar contra mim mais tarde? — perguntei me ajeitando na grama úmida.
— É sério, acho que ele gosta de você também, só não gosta de demonstrar. No estacionamento, ele vai comigo, então você pode ir lá e falar tudo o que sente, ele vai se declarar também. — ele falou e foi embora, eu realmente fiquei surpresa.
Passei o dia todo inquieta pensando no que James me disse e fiz. Logan me humilhou a forma mais cruel que pôde, James armara tudo para que Logan falasse tudo aquilo. Eu fiquei muito mal, tive que ser internada, parei de comer e quase morro de desnutrição.
Flashback fim.
— E sabe o que eu fiz Mitchell? — perguntei depois de falar tudo o que aconteceu há anos. Fui até a cozinha, abri a gaveta dos talheres e peguei uma faca, voltei para sala e fiquei de frente para ele.
— Não faz isso Carol! — ele gritou assustado.
— Eu fiquei em depressão por meses, depois de tudo o que vocês dois fizeram pra mim eu os perdoei. Mas continuam do mesmo jeito. — eu falei e por fim fiz um corte no meu pulso direito e depois no esquerdo. Meus olhos se encheram de lágrimas, mas foi um alivio. Vi o sangue escorrer pelas minhas mãos, eu estava enfraquecendo e já tinha plateia. Os garotos me olhavam assustados e Katie olhava Logan decepcionada.
Kendall me carregava no colo, nem parecia ligar se o meu sangue manchava sua roupa branca. Carlos procurava alguma coisa na cozinha para me ajudar, as lágrimas saiam cada vez mais e estava doendo muito. Nunca mais tinha feito isso e se não fosse por ele, nunca mais teria feito.
— Por que você fez isso? — ele perguntou me colocando na cama.
— Eu não gosto de lembrar — espremi os olhos.
— Fica aqui, vou ver quem vai fazer seus curativos. Okay? — ele falou colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e foi para fora do quarto. Caí no sono, pouco depois senti algo gelado no meu pulso, mas não abri os olhos por precaução, com medo do que visse. Deu-me um beijo na testa e sussurrou:
“Desculpe-me” — acabei dormindo.
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“Não importa onde eu esteja, mas sempre estarei com você pequena Hope...” — a mulher que estava com o rosto coberto por um capuz disse apertando o narizinho da bebezinha que estava em eu colo.
“Você sabe que um dia terá que contar toda verdade a ela...” — mamãe respondeu.
“Eu estou perto, Brooke e Jennifer disseram que você pode contar com elas e eu posso ajudar também.”
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Acordei assustada, talvez tivesse gritado e... Eu não aguentava mais este sonho. Sentei na cama, abracei meus joelhos e apoiei minha cabeça neles. As lágrimas estavam ali novamente, tentei ligar os pontos, mas só o que eu sabia era que a Srta. Diamond e a Srta. Knight conhecia a minha mãe biológica.
— Pesadelo maninha? — Carlos perguntou quando colocou a cabeça para dentro da porta.
— Ahãm... — disse e ele veio até mim, deitei a minha cabeça em seu colo e ele começou a acariciar meus cabelos.
— É o mesmo sonho, uma mulher “misteriosa” me entrega para nossa mãe. — choraminguei.
— Não chora, um dia vamos saber quem é ela. Agora vamos dormir. — ele disse bocejando. Ajeitamos-nos na cama e voltei a dormir tranquilamente.
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