Notas iniciais
Boa Leitura, espero que gostem!

P.O.V. James

– Mas cara, pensa bem. É Brasil! Vai ter mulher bonita! — Carlos tentava me consolar, mas a verdade é que eu não queria.

Eu sei que no Brasil tem muitas fãs e tudo mais, mas eu não queria queria ir. Sabe quando você não esta bem? Então. Eu estava assim. Acho que é porque eu estava sozinho há muito tempo. Sei lá, parece que eu não encontrava ninguém interessante ou bom o suficiente para mim. Eu sei, sempre fui o cara que pega uma e logo troca por outra, mas agora, eu estava carente. Por algum motivo eu não queria apenas ficar com uma garota e amanha esta com outra, não eu queria mais. Eu queria uma garota que me entendesse, que ficasse comigo por quem eu sou, não apenas por eu ser o James Diamond, mas por eu ser o James Diamond Chet. Sabe, muitos só veem um rosto bonito em mim mas eu queria que alguma menina nesse mundo realmente gostasse de mim, de quem realmente sou. Agora porem terá dois shows no Brasil para fazer. Uma semana na américa do sul, mas minha vontade de ir era Zero. Acho que toda essa All Over Again Tour Mundial tinha me cansado. Sem falar no desafio em Londres. E agora Carlos queria mais uma aventura. Eu não estava com cabeça para isso. Mas fazer o que? Eu tinha que ir de qualquer jeito, se não o Gustavo me mata. Arrumei minhas malas naquele ânimo. Até Logan estava mais agitado que eu. Brasil. É, acho que ai vou eu.

[...]

Depois de uma longa e cansativa viajem chegamos no aeroporto. Tinha muitas fãs ali e logo um sorriso apareceu em meu rosto cansado. O amor e carinho das fãs são os nossos maiores motivadores. Algumas choravam, outras estavam com camisetas com escritos tipo: " Logan I Love You" " Kendall You is My Life" " Carlos, you is my american Latin" e uma que me chamou atenção: " James? Call me Maybe?"

Eu ri com aquela camiseta e joguei um beijo no ar para a garota que para minha surpresa desmaiou.

Os meninos me olharam e Logan, by Text-Enhance\">claro, tinha que disser:

– Isso não vai prestar... — Ele disse e andamos by Text-Enhance\">rápido saindo dali.

Em um momento em que andávamos virei-me de costas ainda andando, até que bati em algo e cai.

Quando olhei, não era algo e sim alguém. Nem tive tempo de falar nada e a menina já me xingou.

– Seu Idiota! Não olha por onde anda? — Olhei para sua camiseta e o chão. Ela provavelmente ia tomar um café, mas ele caiu sobre sua blusa sujando-a toda. A menina olhava para baixo, para blusa e passava a mão, mas a sujeira já estava feita.

– Oh, me desculpe. Posso te ajudar? — Me ofereci enquanto via meus amigos parados apenas de boca aberta.

Assim que proferi tais palavras a menina levantou os olhos da camiseta e olhou para mim, diretamente em meus olhos. Sabe quando parece que você levou um choque? Então, eu tinha essa sensação em meu corpo. Ela abriu um sorriso sarcástico:

– Ah, Big Time Rush. Não, obrigada! — Falou ríspida e saiu com sua mala esbarando em nós.

Os meninos se viraram ao mesmo tempo e eu apenas vi ela sair, sem ao menos virar para trás.

– O que...? — Carlos começou mas parou.

Eu olhava-a distante dirigir-se a um local que pelo que eu entendi da placa seria um local de limpeza ou algo assim.

– Esperem! — Falei e fui atras da menina.

Eu devia me desculpar com ela, mas também perguntar porque dela ter agido daquela forma.

Ela não gosta de nós? Da nossa banda? Não, eu não ia deixar isso assim.

Fui até onde eu a vi entrar e entrei também. Assim que entrei vi ela tentando limpar o café passando um pano molhado.

Ela percebeu minha presença e levantou os olhos, bufando logo em seguida.

– O que você quer? — Ela disse ríspida novamente passando o pano pela blusa.

– Eu vim pedir desculpas. — Falei observando-a. Seus traços, seu rosto. O modo como ela passava o pano inutilmente tentando limpa sua blusa.

– Já pediu, agora pode ir. — Ela disse erguendo seus olhos porem não olhando a mim.

– Por que você esta agindo assim comigo? Por que disse com tanta repulsa o nome da minha banda? — Perguntei olhando em seus olhos.

– James Diamond. Um super popstar mesquinho de uma banda chata. — ela disse seria.

Fiquei boquiaberta. Nunca ninguém jamais tivera coragem de dizer aquilo assim.

Porem, logo ela começou a rir. Arqueei minha sobrancelha ela parou por um pouco.

– James, me desculpe. Serio. Eu estava apenas brincando. — Ela disse rindo um pouco ainda.

– Brincando? — Perguntei confuso.

– Sim. Olha, eu não sou uma Rusheeer mas gosto de vocês. Só me irritei pelo fato de você ter manchado minha blusa favorita — ela disse apontando para a blusa a qual ela vestia — e também, por que aquele café estava muito quente, queimando-me. Me desculpe. Não quis ofender vocês, só me irritei! — Ela disse piscando os olhos.

– Ah, mesmo assim. Me desculpe. Se quiser posso comprar outra blusa pra você ou... — Ela me interrompeu.

– Não precisa, obrigado. Alias, eu tenho que ir. Me desculpe o mal-entendido James. — Ela disse saindo daquele local.

– Hei, espera. — Falei e ela parou. — Qual é seu nome? — Perguntei.

Ela virou se brevemente me olhando com um meio sorriso.

– Thaize, Thaize Bittencourt. — Ela disse e saiu.

Fiquei ali parado por um tempo. Seu nome ecoava em minha mente. Thaize. Thaize.

Sai do transe e fui até uma pia que havia naquele local e joguei um pouco de água em meu rosto.

Eu tinha que acordar. Vamos falar a verdade: em um país imenso como o Brasil e um aeroporto grande assim, quais as chances de eu revê-la novamente?

Basicamente, NULAS.

Sai dali e encontrei os meninos pegando as malas.

Kendall me olhou e arqueou a sobrancelha. Resolvi falar logo.

– Ela estava brava porque manchei sua blusa favorita e porque o café estava queimando a pele dela. Mas ela não tem nada contra a banda. — Falei.

Carlos e Logan me olhavam com uma cara do tipo: o.O

Eu apenas ri.

– Só isso? Achei que ela fosse uma hater que nos odiasse! — Kendall disse.

– Não, ela disse que não é Rusher mas gosta e respeita. Só que eu manchei a camiseta favorita dela e o café estava queimando ela, por isso ela se irritou. — Contei.

– Ta, chega! Vamos pro hotel porque eu quero comer e me divertir! Cara, sabiam que as melhores bundas..

... Estão no Brasil? — Carlos disse fazendo cara de safado. Eu apenas ri. Depois o pegador sou eu ainda!

– Não começa Carlos! — Logan disse dando um tapinha em sua cabeça.

– Cães! Vamos! — Gustavo apareceu do nada no chamando.

Fomos até a porta do aeroporto e ali um carro nos esperava.

Durante todo o trajeto eu ficava pensando na menina, Thaize. As conversas ao meu lado eram coisas alheias a mim.

Descemos do carro, já em frente ao hotel e ali tinha muitas fãs gritando, algumas chorando. Era bonito de ver esse carinho. Nos dirigimos até elas e demos autógrafos e tiramos fotos. Até Gustavo novamente nos chamar.

P.O.V. Thaize.

– O que? Pai! Por que você não me contou? — Comecei a andar de um lado ao outro daquela sala.

– Calma Thaize, eu não te disse nada porque queria te fazer uma surpresa! — Meu pai disse segurando o riso.

A muito tempo eu perdi minha mãe. Não, não foi em acidente ou algo assim. Ela simplesmente foi fazer uma viagem e nunca mais voltou.

As vezes ela liga para meu pai, mas para mim? Parece que ela esqueceu que tinha uma filha aqui quando se foi. Isso dói muito. Desde então moro apenas com meu pai. Daniel Bittencourt, um dos maiores donos de Hoteis do país. Sempre me dando tudo o que quero e o que eu preciso, coisa que minha "mãe" nunca me fez.

– Quando eles vão chegar? — Perguntei.

– Chegar? — Ele olhou pela janela e abriu um sorriso. — Eles já estão lá em baixo.

– Eu não vou descer assim! — Falei apontando para minha roupa. Ainda toda manchada de café.

– Como você fez isso? Era só pra me esperar no aeroporto não precisava tentar se matar queimada! — Ele disse dando uma risadinha.

– Não teve graça pai. — Falei e soltei a respiração que eu nem notara que estava presa.

– Vai até seu quarto e se troque rapidamente. Eu te espero! — Ele disse.

Virei-me e sai do seu quarto.

Eu e meu pai morávamos no hotel. Em um dos melhores andares, o que nos disponibilizava uma vista magnífica para vários pontos turísticos da cidade, porem ele tinha seu quarto, eu tinha o meu.

Abri minha porta e adentrei ao cômodo. Peguei um vestido preto simples, entrei no chuveiro e tomei um rápido banho, apenas para tirar o café que havia grudado em meu corpo.

Sai, vesti o vestido e fiz um coque frouxo em meu cabelo. Passei um gloss em meus lábios, apenas, e voltei para o quarto de meu pai.

– Hummm, vestido bonito! — Ela disse segurando em minha mão, guiando-nos até o elevador.

Sabe aquele nervoso? Então. Eu estava nervosa. Como eu ia encarar aqueles meninos de novo?

A vinte minutos atras eu quase briguei com James, sem falar que fui extremamente rude com a banda. E agora, meu pai fazia questão de irmos pessoalmente dar as boas vindas a eles.

Resolvi afastar isso da minha cabeça.

Chegamos ao Hall de entrada e eles estavam na recepção, provavelmente pegando as chaves de seus quartos.

– Olá senhor Gustavo! — Meu pai chamou-o logo o homem virou se e cumprimentou meu pai, e nesse mesmo instante, o quarteto virou-se também. E naquele instante, meu corpo levou um choque Quando os olhos de James encontraram-se com os meus.


P.O.V. Narrador


O menino não podia acreditar. Ela! Era ela, ali em sua frente! Seu coração batia acelerado e seus olhos brilhavam, mesmo que ele não pudesse ver.

A menina estava calada. Não sabia como agir após ter "falado mal" deles. Ela conhecia e sabia que era uma banda maravilhosa, porem na hora perdera a cabeça e acabara por sendo rude com os pobres rapazes.

– Ahn, meninos é um prazer imenso conhecer vocês. Essa é minha filha Thaize. Ahn, Thaize, porque não mostra o hotel pros meninos enquanto eu converso aqui com Gustavo? — O pai da menina disse fazendo a menina dar um pulo de susto.

Ela olhou para seu pai suplicando em silêncio que não fizesse isso, mas fora em vão.

A menina soltou um suspiro pesado.

Jamais imaginara a si mesma numa situação assim.

– Venham meninos! — Ela disse abrindo um sorriso que ela sabia que não era forçado. Ela afastou-se do hall e saiu para uma área onde ficava a piscina. Logo parando.

Os meninos pararam também logo atras dela. A menina virou-se e juntou toda a coragem que tinha para se desculpar agora com todos os meninos. Ela entendia que seria muito ruim e desagradável se durante aquela semana toda o clima ficasse ruim.

Até porque, durante todo esse tempo eles seriam vizinhos. Seu pai havia reservado aos meninos os quartos que ficavam no mesmo andar que os seus. O que tornaria bem provável que se vissem todos os dias.

– Meninos, antes de tudo, eu gostaria de pedir desculpas. Sei que a primeira impressão que vocês tiveram de mim não foi muito boa, então quero pedir desculpas. É que a minha camiseta favorita foi manchada e aquilo estava me queimando. Me desculpe. Eu não sou daquele jeito e não quero que pensem que todos os brasileiros são assim. — A menina disse olhando para os meninos mas ela evitava olhar nos olhos de James, pois estes estavam lhe davam calafrios em seu corpo, e outras sensações que a menina não saberia explicar.

– Tudo bem Thaize, James já nos contou. Não tem problema não. Só cuidado com os cafés! — Kendall disse abrindo um sorriso amigável e lindo, diga-se de passagem.

Carlos abriu os braços e a menina não exitou em abraça-lo.

Ela não era uma super-fã mas sabia aproveitar os momentos e os braços de Carlos eram extremamente convidativos. A menina abraçou-o apertado.

– Muito prazer em conhece-la Thaize! — O menino sussurrou enquanto a apertava em seus braços.

– O prazer é meu Carlos! — Ela disse sorrindo.

– Hum, então você se queimou? — Logan disse abraçando-a também.

– Só um pouquinho na hora. Não vai ficar marca, não se preocupe. — Ela disse ao garoto.

– Menos mal, não é James? — Kendall disse abraçando a menina e deixando um beijo carinhoso sobre sua bochecha.

– Engraçadinho. — James deu a língua.

A menina deu uma breve olhada para James e continuou seu trajeto.

– Hei, e eu? Não ganho abraço de boas vindas? — James choramingou.

A menina exitou por um segundo, mas logo voltou e abraçou o garoto.

– Achei que nunca mais eu iria te ver Thaize! — Menino sussurrou para a menina que estremeceu levemente.

– Então? Vamos? — Kendall chamou-os quando sentiu o clima ali pesar.

[...]

Durante todo o trajeto, Thaize evitou ao máximo olhar nos olhos de James mas sentia aquele mesmo choque de antes, quando ele chegava perto dela ou lhe fazia uma pergunta.

A menina queria entender o que estava acontecendo com ela, mas era difícil. Jamais sentira ao assim ou nem mesmo parecido, o que era estranho. E ela não podia contar com uma mãe para conversar ou algo assim. Nem tinha amigas pois sempre que alguém aparecia, era somente para se aproveitar da garota. Então ela tinha que se manter assim. Quieta.

Ela mostrou todo o hotel e suas áreas aos meninos já que eles ficariam ali por uma semana. Logo após mostrar tudo procurou por seu pai, mas não obteve êxito em suas buscas.

Desistindo assim, levou os meninos a seus quartos e ela foi repolsar em seu próprio quarto.

Deitando-se na cama a menina ao fechar os olhos, podia ver, mesmo em escuridão, os olhos do garoto que mais cedo quase a queimara com o café quente.

E lembrando-se daqueles olhos a menina adormeceu, sem perceber, deixando um sorriso no rosto enquanto dormia.

Do outro lado da parede, rolando na cama de um lado ao outro, James tentava apenas esquecer um pouco da garota que rodeava sua mente sem sua permissão.

Por que ela sempre o evitara durante a tarde, e até mesmo quando eles foram jantar. A menina o evitara, nunca olhava em seus olhos ou algo assim. Era estranho, e esses pensamentos povoavam a mente do rapaz arrancando-lhe o sono, fazendo-o relembrar todo o dia que teve. A forma como conheceu a menina, como ela o pegou dizendo que ele era apenas um cantorzinho. O sorriso e a rizada que ela dera logo após a brincadeira, e até mesmo o abraço que ela lhe deu aqui no hotel.

James não podia negar que sentia-se mexido com a garota, mas ele não podia alimentar tais sentimentos.

Quais as chances? As reais chances?

Ela: Brasileira.

Ele: Americano.

Ela: Filha de um dono de hotel.

Ele: Cantor.

Sem falar no fato de que ele não sabia o que a menina sentia. E isso o afligia, e muito.

O melhor seria esquece-la. Mas como? Ela estava ali, do outro lado da parede. Todos os dias se veriam, tornaria-se difícil de ele esquece-la.

E só de pensar nisso, James sentia seu coração contrair-se.

Como ele podia ter-se apaixonado tão facilmente? Não. Ele não podia! Mas quem pode controlar o coração?

Ele sabia melhor do que ninguém que não é fácil isso.

Então ele teria que lutar. Não para esquece-la, mas sim para conquista-la.

Pensando nisso, James finalmente adormeceu.

[...]


Notas finais
E Então?
Amanha, possivelmente posto o resto!
por favor: COMENTEM!
Se gostou da historia a ponto de querer que outros vejam o trabalho dessa "escritora" Favoritem, recomendem e principalmente: Deixem reviews!
Beijos
xx