World Of Dolls
6 Capítulo 6 - Começo da aventura.
Notas iniciais
– MICHAEL??!! – Gritei em pânico. Eu disse que ele era um serial killer MUAHAHAHAHAHAHAHA (?).
– O que você quer, menina escandalosa? – Fitou-me sério. ÔH MEU!! EU TENHO NOME, SABIA?? E É – Ana Maria Goiabada- BIANCA!!
– COMO ASSIM O QUE EU QUERO?! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?!
– Apenas meu trabalho e é bom você não interferir. – Continuou sem expressão. AAh que trabalho legal esse, em? Porque andar com um machado na mão e matar pessoas é um trabalho super normal! Quem nunca?
– VOCÊ NÃO VAI MATAR A MENINA, NÃO É? — Perguntei indignada.
– Mas é claro que vou.
– VOCÊ ESTÁ LOUCO!! PORQUE ESTÁ FAZENDO ISSO?
– Eu já disse caramba!!! É meu trabalho! São ordens!
– ORDENS DE QUEM?! — Continuava gritando, e abraçava a menina que estava paralisada e muda.
– Eu não tenho que dar explicações a você! Então saia do caminho, e pare de gritar.
– NÃÃÃÃÃO!!! – O rosto da garota estava ensopado de lágrimas desesperadas.
– Você não tem dó dessa menina??! Não se importa que vá matá-la?!!
– É o seu fim mais justo. Ela fez coisas que não deveria ter feito. – Ele se aproximava, enquanto ergueu o machado em mãos, me encarou com o canto dos olhos. – Saia. Agora.
– EU VI! – Gritei. Eu realmente não obedeço às ordens dele...
O moreno fixou o olhar em mim, parando de se mexer.
– Viu o que? – Perguntou atento.
– Eu vi... Acho que uma aparição... Há um ano.
– O quê? Você disse que não havia visto nada antes!
– E-eu achei que fosse apenas um delírio, mas ao me lembrar do que você falou aquele dia, pensei em relatar a você...
– Vou levá-la até minha líder. Ela saberá o que fazer com você. – Fechou as pálpebras, guardando o machado em suas costas. – Vamos.
– Hã? Agora? – Levantei-me.
– Não! Na próxima geração! – Foi irônico, revirando os olhos.
Comecei a segui-lo em uma distancia segura. Não sabia mais do que ele era capaz de fazer. É, mãe... Talvez eu demore mais do que numa simples voltinha. Fomos em direção a floresta. Perto do lugar onde tive a aparição. Não fazia ideia da onde ficava essa líder, porque só se via mato e arvores. A folhagem arranhava minha pele, e isso já estava me incomodando. Parem pra pensar, está quase escurecendo eu estou sendo levada por um psicopata para o MATO e não vejo nenhum sinal de vida. Ou seja, fui enganada e me ferrei. ÊÊÊÊÊH!!!
POR FAVOR! NÃO FAÇA NADA COMIGO!
Continuamos andando até que ele para em frente a uma grande e grossa arvore e retira um pedaço da madeira que já estava cortada como se fosse uma porta, dando origem a uma passagem.
– Entre. – Mandou.
Encarei-o completamente atônica com os olhos esbugalhados.
– Olha... Eu acho... Que é melhor... Eu voltar pra casa... Hehe. – Disse tentando sair de fininho, mas ele me segurou pelo pulso e me empurrou para a passagem.
Caí com tudo em um chão áspero. Ao levantar o olhar, vi que não estava mais naquela arvore e sim numa rua de pedras que levava para uma grande mansão de cores escuras e nas laterais da rua, havia varias casas brancas e pequenas, e pessoas com o mesmo sentimento nos olhos que Michael estavam andando, conversando, e nos encarando. Levantei-me ainda fitando a paisagem, quando me virei para trás a procura do moreno, ele saíra da arvore grossa que eu supostamente também saí. Mas como existia esse lugar sendo que me lembrava perfeitamente que não havia nada atrás da mesma antes? Magia?
– Siga-me. – Ordenou.
Assenti em silêncio e o obedeci, caminhando logo atrás.
Entramos por uma enorme porta de madeira pintada de preto, na qual nos levou para o salão principal seguido de uma escadaria de dezenas de degraus. Subimos, e caminhando pelos corredores, o garoto parou em frente a uma porta não muito grande, assim que abriu, pode-se ver uma sala de reunião com um grande lustre no teto, e pessoas desconhecidas sentadas em cadeiras acolchoadas envolta de uma mesa comprida de vidro e na ponta traseira dela, uma mulher de cabelos negros presos num coque com as mechas da frente soltas e olhos azuis claros vestia uma armadura prateada.
– Ora, nossa convidada chegou. – Aproximou-se. – Muito bem, Michael. Então essa é a garota?
– Sim, eu suponho. – Respondeu se ajoelhando. Eitcha!
– É com certeza, eu consigo ver a semelhança.
– Do que vocês estão falando? Ou melhor, o que está acontecendo? – Intrometi.
– Bem, vejo que você está desesperada por uma explicação, então lhe responderei todas as suas perguntas. – Apoiou-se na mesa.
Nesse momento avistei um cara alto e forte sentado perto de onde estávamos com um cabelo que me lembrou a juba do Rei Leão. Não aguentei e dei uma pequena risada. A mulher me encarou friamente.
– Qual a graça?
– Ah nada... Prossiga. – Congelei.
– Muito bem. – Respirou fundo. — Digamos que o que você viu, só você pode ver.
– Então, teoricamente, é uma alucinação.
– Não, é um aviso. Sua família tem uma maldição desde gerações passadas. Quem a amaldiçoou foi mulher que eu mais odeio, Elza. Você só poderá quebrar essa maldição se a matar. — Explicou.
Espera aí!Deixa ver se minha mente compreendeu. Eu tenho que matar a Elza que amaldiçoou a minha família DESDE GERAÇÕES PASSADAS?? OLOKO MEU! ENTÃO ELA TEM QUANTOS ANOS?! VINTE MIL POR ACASO?!
– M-matar?? — Disse assustada com aquela palavra. Não sou nem capaz de matar uma barata.
– Sim.
– Mas porque ela amaldiçoou a minha família?
– Porque uma geração de sua família roubou dela a boneca sagrada, que não sabemos nada a respeito. Elza é a chamada Mestra das bonecas, porque ela dá vidas as que cria. Sabemos que roubaram sua boneca sagrada e a esconderam, porque se Elza a tivesse em seu poder, traria muitos prejuízos, o que também não sabemos nada respeito. — Deu uma pausa. — E assim ela amaldiçoou vocês, então quando alguém fizer 35 anos morrerá esfaqueada por uma de suas criações que chamamos de B.As, Bonecas Assassinas.
Quase tive um ataque do coração ao lembrar que minha mãe tinha 34 anos. Estava presa em meus pensamentos quando a moça da armadura disse por fim.
– E aquela sua visão, era um aviso que o dia da próxima vitima se aproxima.
Coloquei minhas mãos sobre a boca, absorvendo todas aquelas informações.
– Então toda minha família que chegou a fazer 35 anos morreram, e assim minha mãe que tem 34 , eu e minha irmã quando fizermos teremos o mesmo fim?
– Sim.
– E quem é você e o que tem haver com toda essa história?
– Eu sou Beatriz sou a líder do grupo "Os Matadores", que um dia eu era uma grande amiga de Elza, que me traiu, e por isso quero o fim dela, e só você pode mata- lá. Já que foi obra de suas magias, ou seja, o feitiço ficara contra a feiticeira. — SE A ELZA TEM UNS 20.000 ANOS E A BEATRIZ ERA A AMIGA DELA! MEU DEUS! OUTRA VELHOTA! Mas bem conservada, que creme será que ela usa?
– Os matadores??? — Perguntei em pânico.
– Sim, somos psicopatas, trabalhamos por comissão e conseguimos tudo o que queremos. Este grupo foi fundado devido à vontade de vingança. Todos os que trabalham aqui tiveram algum passado doloroso no qual se recusam a aceitar. Aqui eles podem realizar seus desejos com minha ajuda e em troca fazem o que eu ordeno. Mas não se preocupe, não precisa nos encarar assustada, não iremos matar você já que eu quero ter um trato.
– Trato?!
– Sim... Você quer matar Elza para acabar com a maldição, certo?
– H-hum.- Assenti.
– Eu estou querendo acabar com a vida dela há anos, com ajuda de outras pessoas da sua família, mas todos falharam, todos morreram. Eu deixarei o Michael para ajuda-lá na jornada, então espero poder contar com você... Bianca... hahahahahahahaha– Deu uma risada amedrontadora que eu até dei um pulito de cabrita assustada e logo em seguida estendeu a mão para o acordo ser feito, e eu a apertei.
– Ótimo! Acordo finalizado. – Disse vitoriosa, e virando se para trás. — Ah e só uma coisa, não irrite o Michael. Ele tem pavio curto e é uns dos melhores membros do grupo e... Pode causar uns "pequenos" ferimentos em você, mas nada que poderá matá-la. Mas pode causar um "pouquinho" de dor, sabe? hahahahahahahaha — Deu outra de suas risadinhas.
AI MINHA NOSSA SENHORA APARECIDA! ACUDE-ME!! Perdoe-me por todos os meus pecados, de não cantar o hino nacional, de rir da cara do meu amigo quando ele leva um tombo, por jogar sem querer um extintor na cabeça da minha vizinha, pelas as milhares de formigas e insetos que eu já matei, por queimar a feijoada da festa em família no domingo, no qual levei um baita de galo depois, e outras coisinhas. Amém!
Continua...
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