World Cup 2014 Brazil!
50 Quebra temporal! Talkshow! Explicações e recapitulando...
Notas iniciais
Interrompemos esta fic para uma quebra temporal.
Estamos saindo de 2014 e viajando para o futuro.
A fanfic que lê agora não é atualizada desde o dia 16 de Fevereiro de 2015.
Mas hoje… A autora lembrou a senha da conta.
Ano: 2024
Local: laboratório de criogenia
Fracas luzes verdes se acendem quando a porta é aberta subitamente. Uma figura de jaleco branco anda pelos corredores mal iluminados e assépticos do laboratório, cada passo era como uma nota que complementava o murmurar das máquinas trabalhando incessantemente, criando um ritmo arrepiante que ecoava pelas paredes solitárias. A figura para na frente de um dispositivo e digita a senha secreta para entrar na sala de criogenia.
As portas se abrem e uma névoa gelada cobre seus pés, mas a figura sequer treme. Entrou no local, onde se encontravam centenas de câmaras geladas, cada uma com um personagem diferente dentro. A figura caminhou até o fundo da sala, quanto mais longe ia, menos a luz chegava. Ali era o local que o tempo havia feito de casa, a poeira ocupava cada centímetro do espaço; as luzes piscavam; o mofo formava colônias; os motores velhos daquelas câmaras antigas continuavam a funcionar por puro capricho. E máquinas tem capricho? Bem, se não tivessem, provavelmente teriam cessado seu trabalho há muito tempo.
A figura suspira, a verdade é que mesmo se aqueles motores explodissem, seu murmurar não sairia da sua cabeça. Pelos últimos dez anos aquele som assombrou seus dias, ficando mais e mais alto, até se tornar insuportável. Seus olhos pararam em uma das câmaras. Hesita, então tira a poeira do vidro para encarar aquilo que mais temia…
Ao ver aquela face dormindo tão pacificamente, seu coração desacelera. Não sabia o que sentiria ao vê-lo, mas não esperava que seus olhos marejassem. Dez anos, se passaram dez anos. Ela, agora, era uma mulher. Havia crescido, vivido, sentido a passagem do tempo na pele. Ele não. Nenhum deles havia. Estavam congelados numa época onde o “Turn Down for What” era usado não ironicamente, palhaços assassinos aterrorizavam as noites, pessoas jogavam um balde de água com gelo em suas cabeças e ninguém sabia se comprava uma goiaba ou se pegava o ônibus. Talvez fosse melhor assim. Talvez fosse melhor abandoná-los, preservá-los na ignorância, num recorte romantizado de uma época mais simples, mas não menos caótica.
Arriscou limpar o vidro de mais câmaras, cada rosto familiar que via preenchia seu peito de sensações mistas, nostalgia, alegria, pena e… Seu rosto se contorce, sentindo a vergonha alheia arder por todo seu corpo enquanto as memórias vinham até ela. É por isso que não queria estar ali em primeiro lugar, aquele lugar a recordava da menina imatura que foi um dia, da criança remelenta e irritante que cometeu diversos erros e pisou na bola mais de uma dúzia de vezes.
Mas… Foi aquela menina que criou aquilo.
Ela era apenas isso, uma menina. Alguém que ainda estava aprendendo a ser alguém, imatura por definição. Não seria melhor celebrar toda sua vontade, sua criatividade e espírito? Ser um pouco mais gentil com a pequena autora que só queria se divertir?
No entanto, ela não criou tudo sozinha… Numa prateleira estava um humilde porta retratos com uma foto antiga de sua parceira criativa, aquela que tirou o projeto do chão e tinha tomado os primeiros passos junto a ela… Até que um dia ela saiu para comprar cigarro e nunca mais voltou. A mulher de jaleco suspira, “se eu tivesse feito as coisas diferente…”. Balançou a cabeça, não adiantava se arrepender agora, ela precisava agradecer os momentos que tiveram e apreciar seu trabalho. Em sua humilde opinião, as melhores histórias e piadas sempre foram da sua amiga.
Na prateleira também havia uma caixa. Um sorriso ilumina seu rosto ao encontrar nela cartas de diversas pessoas, algumas das suas favoritas tinham corações desenhados no envelope. Ficou lendo e relendo aquelas palavras por horas, não conseguiu evitar de sentir vergonha, mas a alegria que a preenchia era muito maior. Completos estranhos leram aquele trabalho e tiraram um tempo para deixar uma review e contar o que sentiam. Ela mesma sabia o quão difícil isso poderia ser, saber que aquele projeto era digno de comentários fazia seu coração flutuar de alegria.
- Pensando melhor… Essas pessoas tinham gostos duvidosos por ler esse treco… Deve ser coisa da época.
Ela suspira, então anda até um grande painel de controle, sopra a poeira dos botões e estala os dedos.
- Bom, agora foram mais de setecentas e cinquenta palavras escritas. Melhor deixar de enrolação!
Ela aperta botões e puxa alavancas rapidamente, não tinha perdido a prática mesmo depois de tantos anos, linhas de código voavam pelas telas então, com um último aperto de botão…
Um apagão… E o som de gás nitrogênio escapando de uma câmara se abrindo.
- Viva, minha criatura… VIVA!
Dentro da câmara aberta havia um jovem alto, de cabelos curtos e ruivos. Ele lentamente pisca e abre os olhos castanhos. Sentia frio e sua cabeça pesava, ele tenta dar um passo para frente e quase dá de cara com o chão, sendo salvo pela mulher de jaleco. O olhar do homem estava perdido, porém quando sua visão desembaça…
- A… AKI?! — ele arregala os olhos.
- RUAN! Me dá um abraço, mulequeeeee!! — ela dá um aperto de urso — Porra, guri, senti sua falta! Não sei porquê eu falei guri, nem sou sulista, hahaha!
- Que lugar é esse e-- ATCHIM! *sniff* p-por quê eu tô com frio?
- Malz, você acabou de ser libertado da câmara de criogenia depois de dez anos preso.
-…… É O QUE?????!!!!!
- Veste meu jaleco, o resto a gente conversa depois. Temos que descongelar o resto do povo!
- Mas--
- Você não quer ver o Jusé?
- Ele tá congelado também?!
Aki aponta para o aparelho ao lado e lá ele estava, a bela adormecida albina, dormindo tranquilamente. Ruan fica ao lado de Aki, pulando de nervoso enquanto esperava a máquina abrir. Jusé passou pelo mesmo processo, quase caiu no chão, mas foi salvo por Ruan, que o acolheu nos braços. Ele cobre Jusé com o jaleco para aquecê-lo e ficou acariciando o rosto dele com o polegar, temeroso que o amigo não acordasse. Pouco tempo depois Jusé abriu os olhos, suas orbes se encontraram com as de Ruan, eles estavam estavam tão próximos… Ou seja, Jusé mal acordou e quase foi de arrasta pra cima.
- R-R-RUAN?! — Jusé cora violentamente.
- Jusé! Que bom que você tá bem! — Ruan o abraça.
- E-e-eu tô… — seu coração estava a mil e ele retribui o abraço – Erm… O que tá rolando?
- Também não tenho muita certeza?
- Brr! Que frio! — uma garota de cabelos pretos aparece, ela olha para os dois e dá um sorriso malicioso. — Que bom que você tem seu namorado pra te aquecer, né, Jusé?
- QUE?! N-não é nada disso!
- K-kimiko, você tem umas ideias muito erradas sobre a gente. — Ruan desvia o olhar.
- Será mesmo errado~? — ela cantarola
- Kimi-chan! — um garoto de cabelos castanhos aparece e corre até Kimiko
- Makoto-kun! — eles se abraçam e corações preenchem o ar.
- Que lugar é esse e o que estamos fazendo aqui? — Makoto pergunta, assustado.
- Isso eu posso te responder! — Aki surge divando
- Erm… Quem é você? — Jusé pergunta
- N-NÃO! Já esquecestes da tua criadora?!
Jusé aperta os olhos e a encara.
- Aki?
- SIM!! Oh, que bom que lembrou de mim!
- Pergunta, por que você tá com uma foto da sua cara… colada na sua cara?
- Eita, nem tinha percebido. — Ruan diz.
- Como você não percebeu, besta?
- Eu estava entrando em pânico, com licença!
- É que vocês não podem ver meu verdadeiro rosto ainda… Porque eu…
VIM DO FUTURO!
*raios e trovões*
- Mas antes de responder às suas perguntas, vamos para um lugar melhor.
Aki tira um controle do bolso e aperta um botão, a sala inteira começa a tremer.
- Alguém aqui tem medo de altura? — pergunta e Makoto levanta o braço — Que pena.
O chão se abre, eles caem num trampolim gigante e são arremessados para longe.
Estúdio de gravação
Todos caem num sofá, Aki cai na sua cadeira de entrevistadora e luzes coloridas se acendem.
Aki: BEM VINDOOOS! Você está agora no MAIOR TALK SHOW DO BRASIL! O aclamado “Que Porra Tá Acontecendo?!”!!! *plateia bate palmas*
Ruan: Eita, até mudou o estilo de narrativa?
Aki: Esse é o talk show onde os convidados entrevistam o host! Hoje temos convidados especiais! São eles:
Ruan Vega, nosso locutor! E também nosso ruivinho idiota e sem-noção favorito!
Ruan: uau, eu sou idiota e sem noção? *gota*
Jusé Carlo, nosso outro locutor! Ele vive de cara amarrada mas juro que é uma boa pessoa!
Jusé: Eu não vivo de cara amarrada. *cruza os braços com uma expressão amarrada*
Kimiko Tamashiro, nossa fujoshi de plantão, ela pode te matar se quiser!
Kimiko: Que?! Eu sou tão boazinha! *esconde a faca*
Por último, o garoto tímido e fofo que na verdade é um fudanshi degenerado, Makoto Fuyuki!
Makoto: Aki-san, não me exponha assim…*vergonha*
Aki: Com todos esses ilustres personagens, começaremos nosso ilustre programa, o “Que Porra Tá Acontecendo?!”, com uma sessão de perguntas! Cada um dos convidados pode fazer uma pergunta para mim, quem começa? *levantam o braço* Ruan?
Ruan: QUE PORRA TÁ ACONTECENDO?!
Aki:...... eita, eu, erm, eu não tava esperando essa pergunta… ai, nem sei como responder. *começa a olhar os papeizinhos desesperada* ENTÃAAO… Meio que vocês ficaram congelados por quase dez anos porque eu nunca terminei de escrever essa fic. *joia*
Jusé: Quer dizer que era pra gente ter 29 anos, Ruan! Eu ainda me sinto tão jovem e cheio de vida!
Ruan: É, eu sinto vontade de tomar péssimas decisões e me arrepender no futuro!
Kimiko: Hunf, a única coisa que eu tô ouvindo é que você não se importa com a gente… *magoada*
Aki: NÃO É ISSO! Mas… olha, eu era literalmente uma criança quando tava escrevendo, eu já tava ficando sem ideia pra capítulo, de saco cheio de escrever, desmotivada e me sentindo muito pressionada. Aí eu pulei do barco.
Makoto: E por quê voltou só dez anos depois?
Aki: Eu nunca esqueci essa fic, mas era trabalho demais voltar. Aí veio 2024 e pensei: “não seria hilário se eu terminasse de escrever essa fanfic dez anos depois?”. Achei super conceito. E por isso vocês foram descongelados~
Daniel: E eu também!
Aki: Oxe, quenhé tu, criatura?!
Daniel: Fui criado pela Italiana Sonohrina Di Fainello nos seus comentários~
Aki: Ah é? Nossa, eram outros tempos mesmo… Foi mal por ter esquecido de vc, chuchu, haha. Na verdade eu tinha esquecido de todo mundo tirando o Ruan e o Jusé, mas ninguém pode saber.
Makoto: A gente conseguiu te escutar… *gota*
Jusé: Se você não quer mostrar seu rosto, como você pode provar que veio do futuro?
Aki: *limpa a garganta* Isso não é muito skibidi de você, Jusé. Negative aura. Meu sigma male rizz é maior que o seu Ohiogyatt.
Jusé: …Isso são palavras?
Aki: nem eu sei… *encara o horizonte* nem eu sei… *cof cof* Enfim, não tenho ideia de onde paramos da última vez que nos vimos. BRASIL, meus papéis!
Brasil entra dançando o passinho do romano e a audiência vai a loucura.
Aki: Uma salva de palmas para nosso querido país!
Brasil: É uma honra estar aqui!
Aki: Pena que hoje você é só meu assistente.
Ruan: Ah é, essa é uma fanfic de Hetalia, né?
Jusé: Ainda é? Achei que já tinha virado um slice-of-life original.
Makoto: Tinha tanta trama na salinha de narração que às vezes os países viravam segundo plano.
Kimiko: Os jogos nem eram interessantes mesmo *dá de ombros*
Aki: Vão continuar me julgando? Dá aqui minha fanfic *coloca os óculos* Vamos ver, no último capítulo…
Aki começa ler e vai definhando como uma uva passa.
Aki: ah…… ah é….
Makoto: Aki-san, você está bem?!
Aki: c-claro, ahaha… Vamos ler outro capítulo, talvez a qualidade seja melhor…
Começa a ler mas recebe dano até engasgar sem ar.
Ruan: Aki, é melhor parar!
Aki: e… eu to bem… t-talvez eu devesse ler esse, que é meu número da sorte…
Nem passa da primeira linha e falece de vergonha alheia.
Makoto/Ruan: AKIIII!!
Kimiko: Ótimo, vamos enterrar ela numa floresta e fingir que nada aconteceu. Depois disso, estaremos livres.
Jusé: E se sentirem falta dela?
Kimiko: Ninguém vai, mas qualquer coisa o Daniel usa as magias dele pra fazer todo mundo esquecer dela.
Daniel: Yey!
Aki: Aaaaaah! Seu bando de desalmados!
Brasil: Vamo agilizar o programa que eu ainda quero ver a novela!
Aki: Hah, é por isso que, o que tá no passado, tem que ficar no passado. *limpa a garganta* Tudo bem, vamos assistir à recapitulação, porque ninguém merece passar por esse inferno de novo.
Nos últimos episódios…
Jogos aconteceram e, surpreendentemente, o placar é o mesmo dos jogos da vida real. Brasil, Alemanha e Países Baixos passaram para as semifinais! Agora a batalha é entre Argentina e Bélgica!
O menino Brasil sofreu uma fratura preocupante na terceira vértebra da coluna durante um jogo contra a Colômbia (Colômbia jura que não foi ele, mas sim o Rússia. Ninguém conseguiu imagens desse ocorrido para provar). Será que nosso país se recuperará a tempo para as semifinais?
Ruan e Jusé continuam na mesma merda de sempre: pobres e morando debaixo da ponte, mas narrando os jogos da Copa e sofrendo para seu entretenimento. Enquanto isso Kimiko e Makoto continuam na sua missão de fazerem os dois locutores perceberem que se gostam.
Assim se encerra a recapitulação…
Aki: Obrigada, produção. Ai, tenho tanto trabalho pra fazer, tanto retcon pra pensar…
Ruan: Retcon?
Aki: De acordo com a Wikipedia, retcon é a “alteração de fatos previamente estabelecidos na continuidade de uma obra ficcional”. Ou seja, se eu quiser eu posso criar eventos que nunca aconteceram e enfiar no passado de vocês, ou remover coisas que não gostei.
Ruan: M-mas isso significa que você pode fazer o que quiser com a gente!
Jusé: Deus me livre! *faz o sinal da cruz*
Aki: Aqui, Deus e o Diabo tem o mesmo nome, então cuidado para quem você reza, garoto. *encara* *medo geral* Gente, relaaaxa, não vou mudar muita coisa, só umas besteiras pra história fluir melhor.
Makoto: Como por exemplo…?
Aki: Ah… Um pouco da personalidade de vocês, seus sonhos e ambições, medos, família, amigos e outros círculos sociais, sua aparência, sua infância, memórias, acontecimentos chave na história da sua vida, eventos importantes na fanfic, personagens previamente estabelecidos, a cidade onde moram, seu número de celular, CPF e código genético e espiritual.
Makoto:... Ou seja, tudo?
Aki: Não tuuuuuudo mas… Pelo menos vocês têm os mesmos nomes?
Kimiko: Se eu matar ela, quem me ajuda a esconder o corpo?
Jusé: *levanta a mão*
Aki: Ow ow ow, cadê o amor nesse grupo? Tô sentindo falta de um pouco de empatia e alegria aqui!
Kimiko: Não sei se você tem o direito de pedir mais empatia aqui.
Aki: Tô falano meu povo, não se preocupem! Nada vai mudar drasticamente! Inclusive, vou tentar manter o estilo do mesmo jeito que era em 2014!
Jusé: Isso é uma desculpa pra ninguém notar que você não evoluiu em nada mesmo depois de dez anos?
Aki: *lacrimejando* Olha aqui, eu não te dei permissão pra ferir meus sentimentos.
Makoto: T-tenho certeza de que você melhorou, pelo menos deve cometer menos erros gramaticais…
Aki: *chora inconsolavelmente*
Brasil: Sem tempo pra chorar, irmão, toca o programa.
Aki: Bem, mesmo com vocês sendo egoístas e ferindo meus sentimentos, eu ainda tenho uma surpresa!
Finlândia: *quebra o teto com o trenó* Ai! Puxa, não se fazem mais telhados como antigamente… Enfim, Feliz Natal a todos~! *entrega um saco vermelho para Aki e sai voando no trenó*
Aki: Exatamente! Já que é natal, eu tenho presentes~ Aqui, Brasil, esse brigadeiro é seu! Pro Daniel, um rolo de massa novinho! E pra tu, Ruan, um espelho!
Ruan: Haha, isso é uma indireta, é? *se olha no espelho* Ei, o que é isso na minha cara?
Aki: Sardas.
Ruan: Por quê?
Aki: É a sua nova insegurança.
Ruan: Por quê?
Aki: Porque sim. *entrega base da Virginia* Tó, se divirta.
Ruan: Quem é Virginia?
Aki: Não se preocupe com isso. Próximo?
*Brasil chega arrastando o Jusé*
Jusé: ME SOLTA! Isso é um absurdo! Um infringimento do meu livre arbítrio!
Aki: Calma, calabreso!
Brasil: *gota* Isso entrega a data que você tá escrevendo.
Aki: Entrega não, porque eu sempre estou absurdamente atrasada para as trends. Enfim, Feliz Feriado, toma aí, meu querido. *entrega uma esfera*
Jusé: que isso?
Aki: um trauma.
Jusé: eu não quero isso.
Aki: que pena.
*esfera se transforma num inseto que morde e se agarra nele*
Jusé: AAAAAAAAAAAA TIRA ESSA PORRA DE MIM!!! *balança o braço desesperado*
Aki: Depois o Ruan que é o escandaloso, né. Quem é o próximo?! Ah, Kimiko e Makoto… Pra vocês dois eu só tenho pouca coisa, mas nesse contexto é até que bom, certo? Tó aí uns probleminhas de leve pra vocês brincarem.
Kimiko: Eu nunca bati muito bem da cabeça, então nem ligo. Como você tá se sentindo?
Makoto: Sinto que sofri bullying na quarta série, mas no geral ainda sou o mesmo.
Aki: Tá vendo como eu sou bela e benevolente? Nada de ruim aconteceu~
*Jusé ainda gritando pela sua vida e rolando no chão*
Ruan: rapaz, tá certo isso? *melando a cara de base*
Jusé: PARA DE SE MAQUIAR E ME AJUDA CACETE!!!
Ruan: Eita! Já tô indo!
Aki: Ah, Ruan, é melhor você não fazer isso senão--
Ruan: AAAAAAAAAH!! POR QUE ESSE BICHO TÁ ME ATACANDO TAMBÉM?! *os dois gritando fininho e correndo pelo estúdio*
Aki: Uia, não esperava essa reação. Fascinante…*anota tudo numa planilha*
Kimiko: Mulher, você tem até uma planilha? O quão investida você tá nessa fic?
Aki: AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Um pouco só, Kimiko. *olho piscando* Eu literalmente passei o ano inteiro trabalhando nessa fic! O ANO INTEIRO!
Kimiko: O ano inteiro? Não tem mais o que fazer, não?
Aki: Não, eu sou desempregada.
*silêncio*
Aki: Vocês dois parem de me julgar. *segurando outro trauma* Hah, quer saber, cansei. Vamos para nosso próximo quadro de entrevistas!
E a nossa convidada de hoje não é ninguém menos que a linda, a maravilhosa, a divosa, a cheirosa:
MIKOTOMEDERELLA!
*Mikotomederella surge da fumaça, envolta de brilhos, e todos batem palmas*
Kimiko: Como conseguiu trazer ela de volta pra esse inferno?!
Aki: Eu pedi com carinho UwU
Ruan: MIKOOOO! QUE SAUDADES! *corre pra abraçar*
Makoto: Miko-chan!
Jusé: MIKO ME SALVA TE AMO MAIS QUE ESSA MONSTRA!
Aki: Haha! Vou pedir pro Daniel transformar vocês em batatas se não pararem com essa palhaçada~ *limpa a garganta* ENFIM, seja muitíssimo bem-vinda, Mikotomederella! *clap clap clap*
Miko: Obrigada gente!
Aki: Como você está nesse belo e magnífico dia?
Miko: Bem.
Aki: Ótimo! Já se passaram dez anos desde a última vez que nos vimos, é tão emocionante respirar o mesmo ar que você…!
Miko: Oxe? Mas a gente se viu onte--
Aki: DEZ ANOS *chora*
Ruan: Foram dez anos de muito sofrimento…
Miko: Que isso, gente… Eu só tava em cativeiro mas fui solta agora pra entrevista. Mas diga aí logo que eu tenho dez minutos antes de voltar a trabalhar.
Aki: M-mas o que é mais importante? Eu ou o seu trabalho?
Miko: É pra ser sincera ou--
Aki: VAAAAAMOS começar! Querida Mikotomederella, como anda sua vida?
Miko: Bem… Hãaa, cansada… Ermm… Muita coisa acontecendo… É isso aí. *joinha*
Aki: Vida típica de jovem adulto. E o que você acha de eu estar continuando essa fic?
Miko: *olha pro lado* Acho que isso é muuuuita hã, perseverança… Muita tenacidade, assim... É MUUUITA vontade de terminar uma coisa, assim, MUITA, muita vontade MESMO. Cê ama o que você faz ein, porque olha…
Aki: *encara* Por algum motivo não tô sentindo muita confiança e boa vontade nessas suas palavras, viu?
Miko: *pisca os olhinhos* Quem, eeeu? Não mano, eu acho incrível o seu trabalho porque, como você pode ver, eu já desisti completamente!
Aki: É, eu que sofri terminando esse treco…
Miko: Por isso mesmo, ou você é masoquista ou você realmente gosta do que você faz, viu…
Aki: Tá bom. Próxima pergunta! Começamos essa fic porque éramos viciadas em Hetalia, mas que tipo de obras você está consumindo recentemente? Olha, eu coloquei uma TV 4K na sua jaula, é bom você responder direitinho.
Miko: Agora estou vendo Dandandan. Minha obra favorita é Akatsuki no Yona, tanto é que eu tô comprando os mangás. Não tô vendo muito anime no geral, mas tô lendo um monte de manwha genérico, tipo “eu morri e apareci em outro mundo”, tô nessa vibe.
Aki: A vibe do escapismo, né.
Miko: Poisé *cara de sofrência*
Aki: Recomende três músicas para escutar enquanto você está voltando para casa no busão lotado.
Miko: Busão lotado? Bom, depende da vibe que você tá… Eu recomendaria as músicas do Creepy Nuts, elas tem uma vibe muito dahora, são boas pra descontrair. A trilha sonora de Honkai Star Rail é muito boa também, escutem! Principalmente se você tiver na hora do rush, se você estiver muito angustiado... E Voando pro Pará!
Aki: E É ISSO! Tem alguma mensagem final pro pessoal de casa?
Miko: Guarde o dinheiro do seu lanche porque um dia você vai precisar dele.
Aki: Sábias palavras. Agora pode voltar pro seu cativeiro. *entrega um mangá* *Miko se despede e some nas sombras*
End of the entrevista…
Kimiko: Uau, acho que essa foi a interação mais normal dessa fic inteira.
Aki: É, mas se fosse sempre assim não teria graça. Bom, tá dando o horário de mandar vocês de volta pra 2014… Mas antes de apagar a memória de vocês, o que vocês esperam de 2024?
Makoto: Agora que escutei a Miko falar de mangás, fiquei curioso! *olhos brilhando* Lançaram muitas obras boas? Acha que eu vou gostar?
Aki: Meu garoto, você vai amar, o futuro é pica!
Kimiko: Bom, agora que a história finalmente vai andar, eu tô esperando um final feliz, ein, Aki! E é bom fazer meu OTP ter o final que ele merece *aponta pro Ruan e pro Jusé e encara a autora com facas no olhar*
Aki: B-bom saber que pelo menos alguém vai estar torcendo pelos dois… Mas eu não deixaria minhas expectativas altas…
Kimiko: Não ouse!!!
Aki: Num disse nada…*sorriso du mal*
Jusé: *suspiro* Eu só quero sair daqui e voltar pra minha ponte… Espera, deixar de ser pobre seria uma boa também. E você?
Ruan: Sei lá. Acho que espero não ter que ser congelado de novo, ou ser congelado por menos tempo. *vira pro Jusé* Eu ainda tô sentindo calafrios, e você?
Jusé: *Desvia o olhar* *se segurando pra não rir*
Ruan: Oxe, que que eu fiz?
Kimiko: Pfft-- Acho que é porque você tá parecendo um boneco de cera derretido, com esse tanto de base no rosto.
Jusé: Não tô aguentando ver sua cara parecendo um bolo mal decorado, alguém tem um lenço? *segura o rosto de Ruan e começa a limpar*
Ruan: Ai! Jusé, você é muito bruto!
Jusé: Desculpa, é que é difícil tirar tudo isso. Sério, por que você colocou dois litros de base no rosto?
Ruan: Mmh, não julga! É a minha primeira vez fazendo isso, então seja mais gentil comigo… Ai, faz com carinho, Jusé…!
Jusé: *encara* Dá pra você parar de alimentar os rumores?
Ruan: Ein?
Kimiko: Não, não, continuem. *nariz sangrando*
Jusé: *termina de limpar* …Desde quando você tem sardas?
Ruan: Hã, desde agora… Tá muito estranho?
Jusé: Não tá tão ruim *cora* QUER DIZER, não tá! Não tá ruim! Nem um pouco, na verdade você tá muito bonit-- Erm! Quer dizer você tá-- Combina com você!
Ruan: Ah, valeu! *sorri inocente*
Makoto: Dez anos, dez anos e ainda estamos nisso… *chora*
Aki: Pra mim foram dez anos, vocês ficaram de boas no freezer, tem nem o que reclamar.
Brasil: Já estamos sem tempo, finaliza aí!
Aki: Acabamos por aqui, muito obrigada por nos acompanhar no “Que Porra Tá Acontecendo?!”.
Brasil: *lendo do papelzinho* Uau! Mal posso esperar pelos capítulos novos!
Aki: Eu também e não se preocupem, os capítulos estão prontos (pelo menos uma boa parte) então, a não ser que eu morra, essa fanfic termina em 2025! O que seria mais exato, porque eu ainda estava escrevendo em 2015. Quem sabe eu possa estender a fic até a Copa de 2026…
Todos: Não! Chega! Acaba com o nosso sofrimento logo!
Aki: Tá bom, então. Até o próximo capítulo, pessoal! E vocês, estão prontos?
Jusé: Prontos pra que?
Aki: Não se preocupem, só vai doer agora.
Aki revela uma máquina escondida na platéia, o RETCONIZADOR 2000. Ela aperta um botão e um raio sai dele e acerta os quatro.
Jusé: …Ué, mas não doeu nad--
*BONK*
*BONK*
*BONK*
*BONK*
Daniel: Prontinho~ *sorri com o rolo de massa na mão*
Aki: Valeu, não sabia como ia desacordar esse povo. Brasil, me ajuda a levar eles de volta.
Brasil: Nossa, o galo na cabeça deles tá feio.
Aki: Ah, vai passar. Aliás, por quê violência contra personagens ficcionais era tão comum nas fics antigamente?
Daniel: Em algumas, os personagens recebiam bolo, abraços e beijos dos autores e leitores.
Aki: Ah, deve ser só eu, então. Falando em leitores, se alguém estiver lendo essa bagaça… Olá, já falou com o seu psicólogo hoje? Não tem uma louça pra lavar, não? Ou você é muito corajoso ou muito maluco de estar encarando uma fic morta há dez anos, e eu não vou te aplaudir por isso.
Brasil: Rapaz, dez anos fizeram você ficar ignorante, né cara? Que isso Aki… Cê não era assim… Tenha calma, Aki.
E assim se encerra o Talkshow! Que aventuras esperam essa galerinha da pesada? Fiquem ligados, pois a nossa turminha vai aprontar poucas e boas nessa fanfic! Bebam água, durmam direito e não matem ninguém, nos vemos no próximo capítulo amiguinhos!
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