World Cup 2014 Brazil!

51 Entre razões e emoções e as paredes de uma caverna sem saída


Notas iniciais
Capítulo com foco nos personagens originais! Esse é um dos vários capitulos q dedico pra desenvolver o relacionamento do Ruan e do Jusé (pq eu sou obcecada por eles e n sei ser concisa). Se vc não se interessar, pode só ignorar e esperar o capítulo dos jogos, eles acontecem com pouca interferência da história dos meus personagens. Já faz tanto tempo que esses dois não veem a luz do dia que achei melhor focar neles só pra lembrar quem eles são. É a minha primeira vez escrevendo algo romântico então to meio ansiosa de postar isso kk, mas eu já escrevi tanto que não tem como abandonar o barco agr. Aproveitem!

Era um dia de jogo normal. Daniel alegremente comia uns docinhos japoneses que ganhou de Kimiko enquanto admirava a paisagem de cima do Estádio. Saber usar magia era ótimo, porque ele basicamente podia fazer o que quisesse com zero consequências, ou quase isso. Sempre tinha uma autora para limitá-lo… Antes que pudesse cair numa crise existencial, seu celular tocou.

- Alô Daniel? Cadê o Ruan e o Jusé?! — Kimiko fala com medo na voz.

- Ah, levei eles pra um lugar isolado, como você pediu. Acho que estão no subsolo…

- ACHA?! Criatura, era pra você inventar uma desculpa e levar eles pra uma sala vazia, um quarto de hotel, um resort em alto mar! Se eles morrerem lá a gente tá fudido, cadê eles?!

- Ops…


Caverna

- Jusé, acorda! — Ruan dá um tabefe no homem e o acorda no susto — Vamo continuar andando!

- Hã? Q-que? Andando…? Espera, que lugar é esse, o que tá acontecendo?!

- A gente tava aqui pra procurar a pulga de estimação do Daniel, lembra?

- Ah… Mas não estávamos lá no Mané Garrincha?

- No começo, sim. Aí a gente foi andando pelo estádio até acharmos uma escada em espiral, que nos levou até um bunker secreto, cheio de artefatos estranhos. Aí, enquanto explorávamos o local, você viu uma baratona, saiu correndo, tropeçou e caiu numa alavanca, que fez abrir uma cratera em baixo da gente e então caímos numa caverna. Ficamos andando sem rumo até achar um portal, que nos levou até a quarta dimensão, e só não morremos pelo conhecimento proibido porque seres superiores tiveram piedade de nós. Eles nos trouxeram de volta, apagaram nossas memórias e agora estamos aqui.

- …O que é a quarta dimensão?

- Exatamente! Vem, temos que achar uma saída antes que a gente morra de fome!

- B-bem já faz umas horas que desaparecemos, não é? Provavelmente já enviaram a polícia atrás da gente, logo estaremos a salvo!


Muitas horas depois…

- “Querido diário, já faz sete dias que estamos presos nesta caverna. Nossa última refeição foi um restinho de pipoca murcha e um espetinho de lagartixa, agora estamos famintos. Tive que beber minha própria urina para não desidratar, já que o Jusé é uma falsiane das mais paraguaias e não me ofereceu uma gota de água potável da garrafinha dele!

- Escreve aí também que não fui eu quem dei a ideia de você beber isso, você mesmo fez por vontade própria.

- Achei que ia morrer, tá?!

- Eu saí por dois minutos pra procurar água e quando voltei você já tinha… Quer saber, esquece, não quero lembrar disso… — Jusé segura a ânsia de vômito. Ruan apenas revirou os olhos.

- E quem te garante que essa água não tá contaminada, ein? Sei nãaao… Barriga d’água se pega assim… — disse num tom dissimulado (Aki: sim eu li Dom Casmurro, como notou?)

- Não tô te obrigando a nada, pode continuar bebendo seu xixi. — respondeu e tomou um refrescante gole da sua deliciosa água cristalina.

- …Dá um pouco de água?

- Toma, só não encosta a boca.

- Você acha que foi uma má ideia ter seguido aquele rato branco até esse buraco?

- Ruan, não tinha rato nenhum. Você comeu um cogumelo suspeito, ficou doidão e saiu correndo achando que tinha um rato branco nos guiando pro País das Maravilhas.

- Hehehe, fiquei doidão mesmo. *le bob marley começa a tocar*

- Para com isso, essa fanfic não faz apologia às drogas! *tapão*

- Ai! Só pra você saber, as minhas opções eram você ou o cogumelo. Você bem que daria um bom ensopado, mas poupei a sua vida pra comer um cogumelo brisado.

- Nem vem colocar culpa em mim, eu ainda avisei pra não comer aquele treco.

- Eu não como faz uma semana, dá um tempo…

- Se você não come nada eu também não, idiota. Nem por isso eu vou sair por aí comendo cogumelos suspeitos.

- Aaah, tá bom! Da próxima vez que eu estiver perdido no meio do nada, morrendo de fome e de sede, eu vou tirar a minha enciclopédia de cogumelos do bolso pra poder analisar o que eu posso comer ou não! – Ruan fala, sarcástico

- Porra, você fica mesmo chato quando tá com fome…

*silêncio tenso*

- Olha… As coisas parecem difíceis mas a gente vai sair daqui, não perca as esperanças. — Jusé força um sorriso – Erm… Pense como uma partida de futebol, às vezes as coisas parecem perdidas, mas, de repente, o time consegue virar o placar! Não desanima, a gente vai sair daqui.

- É… Acho que sim. — Ruan sorri e agarra a mão do albino — Se estivermos juntos, podemos fazer qualquer coisa. Quer dizer, já passamos por umas loucuras nesse mês, acho que podemos sobreviver a mais essa. Vamos sair daqui!

Eles jogam as mãos pro alto gritam, com suas esperanças renovadas! Viva o poder da amizade! Um segundo depois o estômago de Ruan ronca. Os dois se entreolham, Ruan tinha um brilho esquisito no olhar.

- Hã? P-por que tá me olhando assim?

- Eu tava brincando antes mas… Você… Parece delicioso…

- Oi???

- Desculpa, Jusé. Mas se um de nós tem que se sacrificar pro outro poder viver, eu prefiro sacrificar você.

- E a nossa amizade?!

- Seja meu amigo e se sacrifique por mim!

- EU TE ODEIO!! PARA DE MORDER A MINHA PERNA!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!


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Depois de andarem por mais sei lá quanto tempo, pararam perto de um rio com uma água cor verde radiação. Ali parecia um ótimo lugar para descansar e comer a outra lagartixa que encontraram. Depois do rango, começaram a conversar para passar o tempo.

- Lembra daquela vez que a gente pulou o muro do vizinho pra pegar uma bola e ele tava com um pepino enfiado no--

- Acho que você já deve ter contado essa história umas cinco vezes hoje. Eu lembro como se fosse ontem e gostaria muito de esquecer.

- Ah. Conta alguma coisa que eu não saiba, então.

- Que você não saiba…?

- Ei, sabia que eu já fiz teatro? — Ruan diz.

- Você? Como isso aconteceu?

- Foi quando eu mudei de cidade. Escola nova, queria me enturmar, acabei indo pro teatro. — ele coça a nuca. — Mas nunca interpretei nada. É que eu inventei de querer dar um mortal pra trás, que nem um cara do grupo, só que não deu certo, eu caí do palco e destruí parte do cenário. Aí me baniram da peça e eu tive que consertar tudo sozinho…

- Pfft. Bem feito. — Jusé riu — Falando nisso, faz tempo que eu não assisto a uma peça… A última vez foi com uma namorada na época... — pensou alto, e automaticamente se arrependeu.

- Inclusive, você nunca me fala sobre essas histórias! — Ruan colocou o indicador na fuça de Jusé. — A gente é amigo ou não? Vai me falar quem era essa aí ou vou ter que caçar no facebook?

- É um relacionamento passado, pra que você tem interesse? — perguntou, indignado. Ruan apenas deu de ombros.

- Só tô curioso.

- Ótimo, vai morrer curioso.

- Coooontaaaa! Vai ficar só entre a gente e a caverna!

Jusé balançou o corpo, desconfortável com a situação, mas Ruan insistiu tanto que acabou abrindo o bico.

- Foi uma menina que eu fiquei por um tempo, a Lari, mas ela era areia demais pro meu caminhãozinho. Eu gostava dela, mas também era tímido demais. Era um desastre, então não durou muito. Lembro que só de segurar a mão dela eu ficava vermelho…

- Aw, que fofo! Eu quero te ver apaixonado! — zoou.

- Acredite, você não quer ver isso. *gota* Eu era outra pessoa, muita vergonha alheia…

- Ei! Quer dizer que você tinha vergonha de segurar a mão da menina, mas agora vive secando mulher bonita no trabalho? *olhar julgador*

- S-são outros tempos, me deixa! *gota*

O som da água corrente preencheu o vazio da conversa. Ruan ficou olhando o reflexo verde do rio se mexendo nas paredes calcárias enquanto pensava. Se inclinou para trás, apoiando o corpo com os braços. A verdade é que não sabia porque as pessoas pareciam colocar tanta importância em assuntos de amor, mas…

- Será que eu mudaria muito se me apaixonasse um dia?

Jusé olhou pro amigo como se ele tivesse dito que o sol congelou.

- Você nunca se apaixonou?

- Não, nunca.

- … Nunca mesmo?

- Por que tá duvidando?

- Na minha cabeça, você é daqueles que se apaixona fácil e quebra a cara depois. — Jusé fala — Pensando bem, você deve ser idiota demais pra se apaixonar. Nem uma quedinha por alguém?

- Quer dizer… Erm… Como você descobre que gosta de alguém?

- Bom… Primeiro, você começa a achar que essa pessoa é a mais atraente do mundo. Você não consegue parar de pensar nela, seu coração bate forte, você fica feliz mas também nervoso por nada e começa a agir que nem um idiota perto dela… É um sentimento muito específico, mesmo que você tente negar, é impossível não perceber que você está apaixonado…

À medida que falava, uma sensação estranha tomava conta de seu peito, era como se as palavras que saíam da sua boca clareassem uma névoa dentro de si. Pouco a pouco a ficha foi caindo. Foi então que virou a cara, seus olhos se encontraram com os de Ruan…

Sentiu o coração falhar uma batida. Estaria mentindo se dissesse que nunca foi cativado pelo olhar do amigo. Nas primeiras horas da manhã ou fim da tarde, quando a luz, tingida de vermelho e dourado, batia nos seus olhos castanhos, Jusé conseguia ver surgir o brilho do mel puro cobrindo sua íris, iluminando seu rosto e harmonizando com os tons quentes de seus cabelos. Nessas horas, Jusé queria parar tudo que estava fazendo para apreciar aquela obra de arte doce e efêmera.

Mas não precisava da luz do sol para o encanto fazer efeito. Às vezes gostava de olhar só por olhar aqueles olhos grandes e cheios de vida. E às vezes, quando aqueles olhos estavam concentrados em si, Jusé sentia um sorriso bobo surgir em seus lábios, e tudo parecia ficar bem…

No meio da sua contemplação, decidiu que não se importaria se o mundo inteiro fosse tingido do mesmo tom de sépia dos olhos de Ruan.

- ALOOOOOOOOOOO!!

- O-O-OI?! *sai da fantasia purpurinada em itálico* F-foi mal, viajei!

- Nossa, tô ficando doido. Por um momento eu jurava que tava tocando uma música romântica por aqui… — Ruan olha desconfiado pros lados, depois volta para Jusé — Então, sobre estar apaixonado… É só isso?

- A-AH, B-BEM, ACHO Q-QUE SIM, HAHA! — disse, nem um pouco nervoso (contém sarcasmo)

- Hmm, então nunca me apaixonei. — deu de ombros — Bom, nunca liguei pra essas coisas mesmo.

Ruan se levantou para procurar uma saída, enquanto isso Jusé estava ocupado surtando. Seu rosto queimava e seu coração batia forte. Será que estava doente? Tinha que ser isso, porque… Ruan era seu amigo, ele não deveria sentir essas coisas pelo seu amigo! Jusé era Hétero (com H maiúsculo), ele teve uma namorada e, mesmo focado em narrar os jogos, ele ainda arranjava tempo para admirar umas tchutchuquinhas nas arquibancadas.

Tudo bem que hora ou outra ele também arranjava tempo só para olhar Ruan e ficava completamente besta com a beleza dele, e simplesmente amava passar cada segundo perto dele, e sentia ciúmes toda vez que Ruan narrava os jogos com outra pessoa, e seu corpo já reagiu de formas duvidosas perto dele e ele queria que os momentos que estavam juntos durassem para sempre, e os olhos dele, o sorriso, tudo em Ruan era tão…

- Puta que me pariu… Não, não, puta merda…!

Estava sendo um hipócrita, não estava? Depois daquela conversa, todos os pontos finalmente se ligaram, tudo que ele sentia por Ruan se encaixava perfeitamente na definição de “amor”. Lembrar que aquele era o mesmo cara que bebeu o próprio mijo fazia o amor de Jusé morrer um pouquinho? Sim. Só não o suficiente para deixar de agonizar de tanta confusão. Refletiu e refletiu, usou a força de todos os seus três neurônios e assim, Jusé finalmente entendeu o que estava acontecendo!

Ele era Hétero. MAS com fortes tendências homossexuais por Ruan.

Satisfeito com a conclusão genial, ficou contemplando o riacho enquanto admirava sua inteligência avantajada. Simplesmente uma mente digna de um prêmio Nobel! Continuava sendo muito hétero, a única coisa que o desestabilizava era estar cara a cara com Ruan, principalmente quando ele olhava no fundo dos seus olhos e segurava em seus ombros e--

- JUSÉEEEEEEEEEEEEEEE PELO AMOR AOS PASTÉIZINHOS DE BELÉM, ACORDAAAAA!!!!!!!!!! — ele pega o amigo pelos ombros e o balança.

- OoOoOoQqQqQqUuUuEeEeE?????

- JUSÉ!! Cê tá bem??!! Eu tava falando com você e você nem me respondia mais!

- A-Ah… D-desculpa, o que você queria falar?

- Enquanto você brisava, aquele rato branco voltou e me levou pra uma passagem secreta! E não, não comi nenhum cogumelo dessa vez. Acho que podemos sair daqui!

- C-certo… Entendi, vamos sair daqui…

- Sério, cê tá legal? — Ruan se aproximou e tocou em sua testa, comparando suas temperaturas – Não ficou doente, né?

- N-N-N-NÃO!! CLARO QUE NÃO, EU TÔ BEM!!!

- Mas o seu rosto tá vermelho, e você tá quente…

- SÓ VAMOS SAIR LOGO DAQUI!!

Seguiu Ruan até o lugar. Ele se sentia estranhamente autoconsciente de tudo… Das batidas fortes do seu coração, o formigamento das suas mãos, sua respiração curta... Mas isso só confirmava sua teoria incrível! Talvez ele devesse virar um psicólogo e ajudar outras pessoas a descobrirem as verdades de seus corações. Da próxima vez que perguntassem, você é hétero? Ele saberia responder muito articuladamente: ele era hétero com fortes tendências homossexuais por Ruan………………………………………

ESPERA, MAS ISSO AINDA SIGNIFICA QUE EU GOSTO DELE!!!”

- Tchanam! Aqui a passagem! O que acha?

- EU NÃO SOU GAY POR VOCÊ!!

- Que?

Porra!”

- I-i-isso é o nome do mangá que o Makoto tá lendo! Nomezinho esquisito né? Hahaha! E-enfim, vamos logo!

Jusé empurrou Ruan na frente, eles entraram num largo corredor mal iluminado, era difícil se mover por ali, mais de uma vez tropeçaram no terreno irregular. Avançaram por um tempo e pararam de andar quando o corredor se dividiu em duas passagens. Um frio percorreu as costas do albino.

- E agora, por onde vamos? — Jusé sussurrou.

- Hmm… — Ruan fechou os olhos, tentando localizar o som do ratinho — Vamos pela direita! Ou será que isso é a esquerda? Que droga tá muito escuro, perdi todo o senso de direção! Ok, só me segue, Jusé... Jusé?? JUSÉ???? JUSÉ CADÊ VOCÊ MEU DEUS NÃO ME DEIXA EU NEM SEI PRA QUE LADO É A DIREITA ALGUÉM ME AJUDA EU TO PERDID--

- Aqui do seu lado *pokerface*

- QUI SUSTO XESUS AMADO!!

-Pfft-- Eu nem saí do lugar, besta! Que foi, tá com tanto medo assim?

- M-medo? Claro que não! — Ruan retruca, indignado. — Mas acho melhor a gente ficar mais perto pra não se perder.

Ruan disse e segurou a mão de Jusé. Aquilo o ajudou a se acalmar, enquanto isso Jusé estava falecendo de vergonha.


Castelo

Finalmente chegaram numa alta escadaria de pedra. Subiram os degraus com cuidado e pararam num corredor, iluminado apenas pelo fogo trêmulo de tochas. Pareciam estar dentro de um castelo antigo, obras de arte e detalhes em ouro decoravam as paredes do local. Espiaram através das grandes janelas, porém encontraram apenas a escuridão do outro lado. Todas as portas ali pareciam trancadas, menos uma… Ao abri-la encontraram um quarto simples com um caixão negro no centro.

- Isso… Não deve ser bom sinal. — Jusé engole seco.

- Quer sair correndo e fingir que não estivemos aqui?

Porém, a porta se trancou atrás deles. Tentaram desesperadamente abri-la, até que escutaram um barulho: o caixão se mexeu. Os dois se abraçaram, tremendo como bezerrinhos recém-nascidos. Algo gemeu de dentro do caixão. A tampa leeentamente se abriu, uma mão pálida saiu, então uma cabeça, depois um homem inteiro… Com olhos vermelhos e presas enormes.

- Quem são vocês…?

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!! UM VAMPIROOOOOOOO!!!!!!!

- SEBO NAS CANELAS!!! SALVEM-SE QUEM PUDER!! LOCUTORES DESESPERADOS E CRIANÇAS PRIMEIRO!!!

Os dois corriam em círculos em volta da sala enquanto o homem os observava, confuso demais para dizer algo. Poucas voltas depois, eles deram um encontrão e caíram no chão.

- M-moço, se for para matar alguém, mata ele primeiro, viu? — Ruan fala e usa Jusé de escudo

- É o que?!

- Você já é pálido que nem uma folha de papel A4, não vai fazer diferença se você virar um vampiro!

- VOCÊ TEM SANGUE DE BARATA EIN!! NÃO ACREDITO QUE EU ME APAIXONEI POR Um egoísta…..……. — ele tampa a própria boca – E-esquece, moço me mata primeiro por favor!!

- O que? Eu não entendi essa última parte, Jusé!

- Não era nada importante! Me mata logo Seu Vampiro, antes que eu mesmo me jogue pela janela!!

- Por que você faria isso?!

- Eu não sou um vampiro. — o estranho interrompe.

- Que?

O homem se espreguiçou e saiu do caixão. Olhando bem, ele não parecia ser um vampiro (só se for um daqueles vampiros de filme adolescente).

- Meu nome é Romênia. O que fazem no meu castelo, intrusos barulhentos?

- N-nós narramos os jogos da Copa no Brasil e…

- Ah, Brasil! — a nação acenou com a cabeça — Acho que vocês encontraram uma passagem secreta lá, não é? Eu pratico magias e me teletransporto até o Brasil de vez em quando para tirar umas férias. Vem, vou levar vocês de volta.

Romênia os guiou pelos corredores do castelo, alegremente contando a história do local por onde passavam. Sem notarem o ratinho os seguia. Romênia sorriu para o pequeno e, num passe de mágica, o roedor se tornou uma criaturinha de asas, que voou para longe. Subiram algumas escadas e pararam na frente de uma porta grande de madeira.

- Esse é o portal que vamos usar para voltar ao Brasil.

- Beleza, vamos-- EITA A PORTA ABRIU SOZINHA?!

- Fascinante! Ela só abre sozinha com o poder do amor verdadeiro…

- A-amor verdadeiro? — Jusé ficou mais vermelho que um tomate.

- LOL, brincadeira, ela é automática.


Uma viagem doida depois…

- Caraca muleque, tamo no Brasil mesmo!

- Jusé! Ruan! Ainda bem que eu achei vocês!

- DANIEEEEL!!! *chora desesperado*

- HÁ QUANTOS ANOS!! *chora desesperado 2*

- q?

- Como vão a esposa e os filhos?

- Como vão os netos da Kimiko e do Makoto?

- Já temos carros voadores?

- Há quantos anos vocês estão nos procurando?!

- Dez anos… — Daniel muda sua aparência para a de um velho — Estamos em 2024!

- NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

- LOL, zueira, ainda é 2014.

- q?

- Vocês ficaram desaparecidos por duas horas. Perderam todo o jogo da Argentina contra Bélgica, aliás.

- Ué, mas a gente não acabou de narrar Holanda e Costa Rica? Argentina e Bélgica acontecia antes…

- Deve ter sido algum problema com o espaço-tempo. Às vezes mexer com magia dá nisso, anomalias temporais são bem comuns. — Romênia fala despreocupado

- Anolamias temporais?! *raios e trovões*

- A-NO-MA-LI-A, Ruan. Isso é grave? Como resolvemos?

- Ah, sei lá. É só seguir com a sua vida e esquecer que essa inconsistência aconteceu, geralmente resolve.

- T-tá…

Todos se despedem e o trio volta para a salinha. Enquanto isso Romênia permanece ali por um tempo, refletindo enquanto olhava para o seu relógio de bolso.

- Estranho… Achei que era mesmo 2024.

E assim a aventura acaba, os locutores voltam para sua vida normal, mas algo havia mudado, e a relação deles nunca mais seria a mesma…


Notas finais
YES! ALGO ACONTECEU! N achei esse o melhor capitulo do mundo, ele é mais utilitário q qqr outra coisa, mas ainda assim gostei de como saiu. Acabei pegando algumas referências de coisas que aconteceram nos capítulos antigos pra construir o que acontece com o Jusé aqui, e acho que consegui amarrar os pontos de forma OK. Assim, tem muita coisa que escrevi antes que agora não considero oficial, mas eu não podia só desconsiderar TUDO que escrevi (eu podia sim). Aí fui fazendo trabalho de detetive e BLAM, consegui costurar uma história coerente (espero) pros personagens. Queria MUITO escrever uma dissertação sobre esse capítulo mas tô morrendo de dor de cabeça, então vai ser só isso. Tb queria ter postado esse cap ontem mas aconteceram imprevistos, mas pelo menos ele ta aqui hoje! E o que será agora desses dois, ein? Veremos nos próximos capítulos!