Workaholic
31 Capítulo 31 — Excitação.
Notas iniciais
Capítulo 31 — Excitação.
Francisco também retirou seus sapatos, sentado ao lado de Gregório, que subitamente o abraçou, agarrando-o pelo quadril. O estagiário surpreendeu-se, mas respondeu ao gesto, distribuindo beijos rápidos e pouco intervalados, indo do pescoço do gerente até suas bochechas, fazendo-o rir alto com as cócegas em meio aos carinhos.
— Ei, Greg…
— Fala, Bentinho.
— Então… — Riu baixinho. — É que eu gostei de conhecer seus amigos, principalmente a Gabi, que é tão importante pra você.
— Eu também gostei de te ter comigo hoje.
— Espero ter passado uma boa impressão pra todo mundo...
— Com certeza passou. — Gregório afirmou. — Sabe aquela hora que você foi pegar uma bebida para mim?
— Sei.
— Então, a Gabi veio e sussurrou que havia gostado muito de você, isso sem nem mesmo te conhecer direito.
— Imagina quando a coitada descobrir que eu sou um palhaço. — Francisco riu com ele.
— Aí ela vai te adorar. — Sorriu, vendo-o envergonhado.
— Espero que sim. — O estagiário disse, ainda esboçando um sorriso tíimdo.
— Vem cá. — Puxou-o para um beijo delicado.
Cobriu aqueles lábios com os seus, movimentando-se vagarosamente, sentindo o gosto da festa ainda presente na língua dele, sugando-a, revivendo o sabor dos drinks que há pouco beberam. Teve uma vontade súbita de tocá-lo, descendo a mão por suas costas, sentindo os dedos de Francisco também se atreverem a tocá-lo.
Gregório se afastou sutilmente do beijo e levou seu rosto para a curva dos ombros dele, beijando-o naquela região tão desprevenida e sensível. Sentiu o corpo do rapaz estremecer, parecendo entregar-se àquele gesto, com o gerente sentindo sua coxa ser agarrada pela mão dele no mesmo instante.
Se entreolharam de modo sugestivo, onde Gregório aproveitou o momento para sussurrar em seu ouvido uma proposta irresistível. Francisco aceitou no mesmo instante ao ouvir a voz dele em um tom tão provocativo, não negaria ir para o banho com ele, aquilo era um de seus maiores desejos.
Juntaram-se em um abraço desajeitado, indo à suíte do gerente e em seguida, ao banheiro dela. Francisco, abraçado com ele pelas costas, colou o corpo dele ao balcão da pia, prendendo-o ali, friccionando seu volume rígido sobre a região avantajada da parte de trás do corpo dele.
Gregório riu, sentindo a vontade absurda dele, percebendo que ele estava duro com apenas alguns beijos. Não que também não estivesse excitado, mas o estagiário conseguia ser pervertido em dobro.
Francisco subiu com suas mãos para debaixo da camisa dele, acariciando-o, enquanto mordiscava suavemente o pescoço do gerente, que observava tudo pelo espelho. Abria botão por botão, trocando olhares com ele pelo reflexo, até que a camisa fosse colocada ao lado. Agora as mãos do estudante desciam para o cinto de couro que o executivo usava, afrouxando-o.
O gerente soltou um gemido baixinho quando aquelas mesmas mãos escorregaram para dentro de sua calça. Ainda por cima da roupa íntima, Francisco agarrou o volume que queria sentir, provocando-o apenas por alguns segundos, distribuindo beijos no ombro desnudo à sua frente.
Sorriu ao sentir a pele dele se arrepiar, parando o que fazia para deslizar a calça dele para baixo. Propositalmente, agachou, com o pretexto de somente pegar a peça do chão, no entanto, a real intenção era para morder e beijar aquelas coxas carnudas que tanto lhe excitava.
Ouvia as risadas dele, deliciando-se com aquela visão, não conseguindo evitar a vontade de cravar seus dentes naquele bumbum arrebitado. Não se segurou, mordendo com um certo nível de força aquela região e em seguida ouviu-o reclamar.
— Ai!
— Desculpa, não resisti. — Francisco abriu um sorriso desajeitado. — Te machuquei?
— Tá tudo bem, foi mais o susto. — Falou, agora ficando de frente para ele, olhando-o ainda agachado.
Com aquela resposta, o estagiário abriu um sorriso safado e brincou com o elástico da cueca dele, apreciando a expressão ansiosa que ele esboçava. Puxou vagarosamente o tecido para baixo, revelando o membro que tanto queria ver, com sua boca salivando no mesmo momento.
Encarou-o enquanto o massageava, com Gregório excitando-se, tanto pelos movimentos dele, quanto pela expressão pervertida que ele carregava. O gerente teve que segurar-se melhor na borda do balcão que estava encostado, pois suas pernas bambearam quando Francisco levou todo seu membro para o fundo de sua boca.
O estudante forçava sua garganta contra o pênis de Gregório, vendo-o mal aguentar-se em pé e ouvindo seus gemidos baixinhos, não estava satisfeito apenas com aqueles grunhidos, queria ouvir a voz dele expressando todo o prazer possível. Continuou lambuzando-o e ocasionalmente olhando-o por cima dos cílios.
Gregório não se continha, ainda agarrado ao balcão, jogando a cabeça para trás, com ele agora acelerando. Francisco teve o que queria quando protegeu-o dos dentes e estreitou os lábios contra a glande dele, ouvindo-o gemer abertamente, arrepiando-se com aquele som.
Com uma expressão ainda mais pervertida, Francisco retirou-o de sua boca, lambendo-o toda sua extensão, brincando um pouco mais com a cabeça do pênis, percebendo que mais uma vez as pernas do executivo tremiam.
Ouviu-o implorar baixinho para parar, nem um pouco convincente, com Francisco sendo impiedoso, contornando-o com os lábios e encarando-o, vendo que ele agora abaixava a cabeça e mordia o lábio inferior com força, para tentar impedir que os gemidos escapassem. Também cerrava os olhos, sentindo seu membro ser sugado completamente por aquele rapaz maldoso, que não o libertava, sabendo que muito provavelmente se desmancharia dentro da boca dele.
— Chega… — Tocou levemente os cabelos do estagiário, arrumando-os para trás.
Francisco movimentou-se lentamente para tirar o membro de sua boca, sentindo a mão dele em seu rosto enquanto deixava de chupá-lo devagar, deixando beijos estalados na glande, libertando-o finalmente. Ao levantar-se, agora era as pernas do estudante que ficavam frouxas, por ter passado os últimos minutos suspenso apenas na ponta dos pés.
Gregório já estava completamente nu, então tratou de também deixá-lo da mesma maneira. Levou suas mãos ao quadril do rapaz, puxando a barra da camiseta dele para cima, observando-o terminar de remover a peça sozinho, apreciando o abdômen recém-revelado. Desceu com as mãos do tórax até o cós da calça dele, repetindo o gesto que recebeu mais cedo, abrindo o botão e zíper, deslizando seus dedos para dentro da calça de Francisco.
Ao sentir as mãos do gerente apalpá-lo, teve liberdade para retirar o restante de sua roupa, então Francisco segurou no cós da calça e puxou-a para baixo. Estava enganado quando pensou que talvez o gerente queria fazer suspense para remover sua roupa íntima, vendo-o mal esperar que tirasse a calça, para puxar sua cueca para baixo.
Francisco riu baixinho com aquele gesto, jogando ao lado as peças que estavam amontoadas em seus pés, para assim abraçar Gregório, levando o braço detrás de seu pescoço, colando seus corpos nus e agarrando-se em um beijo atrevido, deixando suas mãos correrem soltas. O gerente arrastou-o para dentro do box, procurando o registro do chuveiro com os olhos fechados, ainda em meio ao beijo, deixando que a água caísse sobre eles.
Afastaram-se e sorriram, tirando os cabelos molhados grudados de suas testas, trocando poucos selinhos enquanto sentiam suas partes íntimas rígidas se tocarem. O executivo foi o primeiro a pegar o sabonete líquido, despejando o conteúdo sobre sua mão, levando ao tórax de Francisco, que sentiu o produto gelado contrastar com sua pele.
Desceu seus dedos pelo abdômen agora escorregadio do estagiário, observando a expressão deliciosa que ele esboçava, não aguentando e puxando-o para outro beijo. Gregório mordeu o lábio inferior dele, puxando-o levemente para si, roubando aqueles lábios em um beijo suave e breve, enquanto sentia sua bunda ser agarrada pelas duas mãos dele. Enquanto seu traseiro ainda era agarrado por ele, Francisco se afastou do beijo, lhe encarando.
— O que foi, Chico?
— Nada. — O estudante abriu um sorriso brincalhão. — Preciso ter um motivo pra agarrar sua bunda?
— Não. — Soltou uma risada.
— Então eu vou continuar. — O rapaz agarrou com mais força as duas bandas, roçando seu membro no espaço vago entre as pernas dele.
Francisco observava o sorriso levemente tímido dele, adorava aqueles olhos verdes estreitos quando ele sorria, se derretia todo com a expressão adorável que Gregório conseguia ter. O curioso era que mesmo que já tivessem trocado intimidades outras vezes, em alguns momentos percebia que ele ainda aparentava carregar um pouco de vergonha, o que fazia o estagiário querer morder e apertar suas bochechas coradas todas as vezes.
— Vem, deixa eu terminar de te esfregar. — O gerente riu, pegando uma esponja de banho, ensaboando-a e levando-a ao corpo dele.
Observou cada curva que sua mão dava ao descer o abdômen liso de Francisco, atentando-se a cada parte, apreciando aquela visão. O rapaz então ficou de costas e assim Gregório levou a esponja, dos ombros dele, até o fim de sua coluna, observando as partes baixas daquele corpo, que também chamava sua atenção.
Ainda esfregando, desceu para as coxas dele, deslizando a esponja em suas pernas, ensaboando-as por completo e tornando a subir, com ele virando-se em sua direção. Gregório foi abraçado de surpresa, sendo atacado com milhares de beijos em seu rosto e bochecha, não conseguindo segurar os risos, com Francisco soltando-o de seus braços depois de ele parecer sem fôlego de tanto rir.
— Posso? — Francisco indagou, indicando a esponja que estava nas mãos dele.
— Fica à vontade. — Entregou-a.
O executivo notou a ansiedade dele, sentia o desejo dele emanando, era tanto que chegava a doer, se sentindo um pouco mais retraído com os olhos constantes do rapaz sobre si. Seu tórax foi tomado pela esponja e a mão delicada dele, sendo ensaboado suavemente, fechando os olhos e suspirando, para em seguida encará-lo.
Trocaram um sorriso sincero enquanto os movimentos lentos da esponja percorriam todo o corpo do mais velho. Francisco já nem pensava na excitação que sentia, somente ficava cada vez mais embasbacado por ter a oportunidade de ter um momento como aquele.
— Você é tão lindo… — Enfatizou, em um sussurro.
— Qual parte? — Gregório inquiriu, sorrindo timidamente.
— Você todo. — Agarrou o quadril dele. — Seu corpo todo... Jesus! Você não tem noção do quanto você me deixa doido!
O estagiário notou que ele desviou o olhar por vergonha, rindo sem graça. Foi então que trouxe o rosto dele para perto, beijando suas bochechas até encontrar com seus lábios. Suas mãos se misturaram em meio às espumas, apreciando aquele beijo molhado e quente ao mesmo tempo. Tocavam seus cabelos encharcados e massageavam-se, aprofundando o beijo com suas línguas.
O gerente afastou seus corpos apenas o suficiente para descer seus dedos pela pele dele, chegando a parte que desejava tocar, tomando o membro dele entre seus dedos, movimentando-o devagar, vendo-o mais uma vez esboçar uma expressão pervertida.
Francisco grunhiu, tratava de demonstrar com seus atos que estava se sentindo bem, suspirando e murmurando o quanto adorava quando a mão dele tocava-o. Gregório sempre o tocava de modo tímido e sutil, parecendo receoso com cada gesto, mas sincero.
Mesmo elogiando-o constantemente, parecia não conseguir quebrar aquele constrangimento de Gregório, então aproximou-o para outro beijo, nunca enjoaria nunca daqueles lábios. Sugou-os vagarosamente para si. Ainda sentindo a mão dele mover-se mais abaixo, Francisco sentia que ele pressionava seu membro, fazendo-o gemer contra o beijo, tornando cada vez mais difícil ficar em pé.
O gerente queria ouvir mais daqueles sons, estava tão acostumado em não gemer, que nunca antes havia parado para pensar no quanto poderia ser gostoso não se importar se por algum acaso, os vizinhos ouvissem. Beijava a boca do rapaz e mordiscava sutilmente os lábios de Francisco enquanto sua mão se movia atrevidamente abaixo.
Quando sentiu que Francisco precisava apoiar-se na parede, decidiu libertá-lo, abandonando o estímulo com suas mãos e puxando-o para um abraço debaixo da água morna. Aconchegou-se no pescoço escorregadio dele e somente aproveitou por alguns segundos a massagem que a água corrente fazia em suas costas, com o contraste da mão dele percorrendo o caminho contrário, subindo até seus cabelos.
O estagiário depositou beijos no pescoço dele, sentindo-o contrair de leve. Riu baixinho com o corpo dele remexendo-se, dando a ideia de acabarem logo aquele banho. Terminaram de se lavar e foram ao quarto, enxugando-se no meio do caminho.
Francisco não deixou que o executivo sequer cogitasse em se vestir, queria-o sobre a cama e quando conseguiu isso, ficou sobre o corpo dele, beijando-o apaixonadamente. Esfregava seus membros excitados, loucos para se saciar. E quando viu que o corpo dele parecia mais do que pronto para continuarem, parou.
Gregório foi abandonado sobre o colchão, logo olhando para o estudante para ver até onde ele iria, acompanhou-o com os olhos e viu que Francisco pegava a mochila que trouxe e a abriu para pegar o que procurava. Já sabia o que era quando o rapaz voltou para a cama, com a expressão de uma criança arteira.
O estagiário colocou o lubrificante e o preservativo ao lado, jogando-se sobre o corpo dele, lotando-o de beijos por todo seu corpo. Gregório ria e observava as gracinhas dele, pensando no quanto ele, em coisas tão simples, conseguia fazê-lo tão feliz.
Francisco sorriu ao ver a iniciativa dele, atentando-se à expressão levemente tímida do gerente quando ele abriu as pernas para lhe dar liberdade. Foi àquela região, descendo esfregando o rosto pelas coxas grossas dele, chegando até onde mais queria, com beijos estalados.
Os pingos gelados que escorriam dos cabelos do estagiário caíam sobre o ventre de Gregório e o fazia contrair. Tais pingos que desciam conforme a cabeça dele abaixava, chegando a ter o contraste dos fios encharcados com o membro que latejava, sentindo o gelado na pele quando a sua parte mais sensível foi tocada.
Francisco conseguiu roubar-lhe um gemido apenas com um toque sutil de sua língua, vendo-o arquear as costas, estando extremamente entregue a ele. Pressionou sua língua ali embaixo, notando o ponto rosado se contrair seguidamente, vendo que Gregório não estava aguentando mais tanta provocação.
O estagiário beijou sua entrada com toda sua vontade, esfregando seu rosto pela cavidade e beijando tudo ao seu alcance, lambuzando-o por completo, provocando-o impiedosamente. O gerente murmurava e gemia, apertava o travesseiro enquanto sentia os dedos dele brincarem e apertarem sua pele, ao mesmo tempo que a língua dele dançava pervertidamente naquela área.
O executivo queria logo se saciar, seu membro fervia e a região onde ele lhe provocava, pulsava. Francisco percebia pelos gemidos manhosos, que Gregório queria tanto quanto ele, decidindo não provocá-lo por mais tempo.
Ambos estavam loucos e quase não pensavam direito quando sentiam-se assim, mas Francisco, apesar de sempre desejá-lo, toda vez sentia-se um pouco receoso ao estar prestes a tomar posse daquele corpo que tanto ansiava. Sua responsabilidade pesava, tinha que sempre tomar o maior cuidado possível e se esforçar para que tudo fosse perfeito, aquele homem merecia isso.
Ergueu-se e alcançou a boca de Gregório, saboreando os lábios dele, parando para imaginar, se pelo beijo, ele conseguiria sentir o próprio gosto da região mais deliciosa de seu corpo. Roubou a língua dele, enquanto mantinha as pernas dele em seu quadril, esfregando suas partes íntimas e suspirando entre os espaços do beijo.
Francisco pegou ao lado do corpo dele o que precisaria, colocando uma quantidade generosa, mas não exagerada de lubrificante, espalhando por seu dedo para que conseguisse penetrá-lo. Fixou seus olhos na expressão que ele faria, abrindo mais o bumbum dele e, com cuidado, encaixou seu indicador vagarosamente.
O gerente gemeu baixinho, seu desejo era tanto que aquele dedo era claramente insuficiente para o que tanto queria. O rapaz moveu por pouco tempo seu indicador, apenas para certificar-se de que ele estaria bem preparado, parando ao ver que ele estava pronto.
Francisco sentiu seu coração bater mais forte ao ver Gregório sentando-se na cama, demonstrando que, daquela vez, colocaria a camisinha nele. Abriu um sorriso com aquele gesto, percebendo que a cada vez, ele parecia menos envergonhado consigo.
Mesmo que ainda parecesse que Gregório estava receoso, ele não deixava sua timidez inibir o que queria, o preservativo foi colocado pelas suas mãos trêmulas, que também espalharam o lubrificante sobre o membro envolto já em látex.
O executivo sentia-se um pouco tímido pelo olhar constante do rapaz, estava nervoso, mas não de um jeito ruim, pois o estagiário era tão carinhoso, que tirava todo o receio que pudesse ter. Assim deitou-se novamente e puxou-o para outro abraço, não demorando para ser recebido com beijos intensos. Gregório o queria tanto que faltava implorar, mordia o próprio lábio com força, enquanto via-o abrir melhor as suas pernas e puxar seu quadril para cima.
Gregório mudou a expressão para o contrário do que estava esboçando, agora abrindo sua boca e cerrando seus olhos, deixando um gemido longo escapar, sendo penetrado de modo deliciosamente lento. Abriu os olhos e admirou o sorriso que Francisco carregava, o olhar dele era tão apaixonante, que não tinha como não se entregar. Se sentia seguro.
Francisco envolveu-o em outro beijo, com seu quadril parado, para que o corpo dele se acostumasse um pouco mais consigo antes de começar a se movimentar. Mordiscou os lábios macios do gerente e desceu para o pescoço dele, encaixando seu rosto na curva de seu ombro ao mesmo tempo que dava o primeiro sinal de que continuaria, rebolando devagar para encaixar-se mais nele.
Agora levantava o quadril e descia, com seu membro escorregadio adentrando o apertado canal de modo delicado. Gregório apertou os dedos contra as costas de Francisco, emitindo um som gostoso de prazer próximo ao ouvido dele, sentindo mais uma vez, o quadril dele encaixar-se no meio de suas pernas, em um vai e vem despreocupado, tinham a madrugada inteira.
Gregório desceu suas mãos, deixando-as sobre o traseiro do estagiário, para acompanhá-lo nos movimentos. Sentia a respiração quente do rapaz contrastar com os cabelos molhados que pingavam sobre seu pescoço, era inevitável, seu corpo todo se arrepiava e não conseguia segurar os gemidos, deixando um som mais alto sair de sua boca.
Francisco levantou a cabeça, não demorando a tomar os lábios dele para si novamente, sentindo as mãos dele em seu quadril, empurrando-o para baixo. Deleitava-se com os grunhidos dele enquanto penetrava-o em meio ao beijo, afastando-se para poder ver qual expressão ele fazia.
As mãos do gerente subiram para seus cabelos molhados, puxando-o mais uma vez, querendo roubar sua boca, ao mesmo tempo que agarrava-o com suas pernas, como se quisesse demonstrar que queria muito mais. Seus lábios se esfregavam conforme o ritmo das estocadas aumentavam e as gotas dos cabelos do estagiário caíam.
Os pés de Gregório que estavam cruzados atrás de Francisco, chacoalhando em meio aos movimentos que ficavam ainda mais rápidos. Tentava segurar-se para suas pernas não escorregarem, mas mesmo que levasse suas mãos ao dorso do rapaz, o quadril dele movia-se rápido a ponto de suas pernas não se sustentarem.
Com isso, Gregório abriu as pernas, apoiando os pés ao colchão, vendo que nesse momento, o estagiário sentia-se um pouco mais livre para abaixar-se para roubar um beijo rápido. O rapaz deslizou as mãos pelo abdômen abaixo do seu, descendo e agarrando com firmeza as duas coxas dele, entrando naquele corpo deliciosamente apertado com ainda mais vontade.
Francisco soltou um gemido que desestabilizou o executivo por completo, estava agora curvado sobre ele e com suas coxas grossas em suas mãos. O rapaz conseguia ouvir os suspiros dele abaixo de si, mas não se contentaria apenas com aqueles gemidos tímidos, queria deixá-lo louco.
Largando uma das coxas dele, movimentou-se um pouco mais calmamente, para sincronizar seus movimentos com sua mão livre, que agora massageava o membro de Gregório, enquanto o penetrava. Pressionando o pênis dele com seus dedos, conseguia ver exatamente a expressão dele mudando, as pálpebras dele fechavam e ele jogava a cabeça para trás e grunhia manhosamente.
O gerente apertou o travesseiro com ambas as mãos, seu corpo todo era tomado por sensações constantes e delirava. Arqueava suas costas e quando percebia que gemia alto, tentava se conter.
Francisco era presenteado com todas aquelas expressões deliciosas dele, além dos gemidos que acabavam com seu psicológico. Não aguentava mais manter-se naquele ritmo lento, então demonstrou que iria mudar a intensidade.
O estagiário parou de masturbá-lo para agarrar suas coxas mais uma vez, afastando-se do corpo dele, praticamente sentando na cama, tendo aquela vista irresistível abaixo de si. As pernas dele estavam envoltas em seu quadril quando afundou seu pênis na entrada estreita, mordendo o próprio lábio com força para não soltar um palavrão pelo prazer, com seu membro sendo apertado pelo canal que se contraía.
Gregório queria que ele estivesse perto para poder abraçá-lo, mas agarrava-se aos lençóis em meio às ondas de prazer que corriam loucas pelo seu corpo. Jogando mais uma vez a cabeça para trás quando seu corpo começou a chacoalhar por conta dos movimentos fortes.
Francisco fechava os olhos enquanto se movimentava, suspirando e penetrando-o aceleradamente, sentindo o corpo dele o engolir. Não sabia se era por ele estar contraindo, mas ele parecia mais estreito, o que dava uma dificuldade extra para penetrá-lo.
Nunca antes invadiu o corpo dele daquela forma, não sabia se deveria ou não continuar tão vigorosamente, só sabia que estava tão entregue, que se continuasse, iria facilmente se desmanchar dentro daquele canal deliciosamente apertado.
Quando abriu os olhos e olhou para a expressão dele, não viu o que procurava. Ele já não gemia como antes e sua expressão parecia um misto de desconforto com algo mais. Desacelerou com pressa, curvando seu corpo para aproximar-se.
— O que foi Greg? — O estagiário indagou, preocupado.
— Nada. — Sorriu, acariciando os cabelos dele, dando-lhe um beijo.
— Então por que essa cara? — Insistiu. — Me fala, tá doendo? Tô te machucando?
— Você pode passar um pouquinho mais de lubrificante? — Gregório perguntou, envergonhado.
— É claro que sim! — Saiu de dentro dele ao mesmo tempo que lhe dava beijos estalados na bochecha. — Por que não me falou antes?
— Não tinha necessidade…
— Não tinha necessidade? A sua cara de dor de agora pouco dizia outra coisa. — Francisco falou, rindo baixinho.
Deitando-se ao lado dele, passou uma boa quantidade de lubrificante em seu membro, puxando-o para um beijo em seguida. Deslizou as mãos para o quadril dele, sentindo suas curvas e ao chegar em suas coxas, puxou uma delas para cima de si. Queria convencer Greg a ficar sobre seu corpo, mas percebeu que ele travou, parecendo estar pensativo.
— Ei… — O estagiário sussurrou, ainda segurando uma das pernas dele sobre si. — Vem cá.
— Como você quer? — Gregório perguntou.
— Quer vir por cima? Assim você pode fazer o que for mais gostoso pra você.
— Não sei, eu acho melhor não. — O gerente respondeu, envergonhado. — Não vou saber fazer direito.
— É só fazer o que tiver vontade, que vai ser uma delícia pra mim. — Francisco sussurrou próximo ao ouvido dele, sem perceber que ele tinha se arrepiado.
Convencido, o executivo colocou-se por cima dele. Não era uma pose que costumava fazer, então se sentia meio desajeitado antes mesmo de se sentar. Gregório sentia a glande dele roçar em meio ao seu traseiro, esperando uma resposta para o que deveria fazer, mas ao notar que Francisco não iria forçá-lo a nada, Gregório teve que dar a iniciativa.
Levando uma de suas mãos para o pênis dele, o encaixou em si, Gregório estava envergonhado, mas sua vontade era muito maior que a timidez, então apenas continuou. Não conseguiu evitar gemer baixinho ao senti-lo entrar, tendo que descer seu quadril vagarosamente até estar totalmente sentado nele.
O estagiário soltou um suspiro acompanhado de um gemido rouco, agarrando as coxas dele, admirando-se totalmente com o ponto de vista, era a primeira vez que o via naquela posição e era mais sensual vê-lo daquele ângulo do que imaginava.
Era perceptível que os gestos do gerente eram um pouco engessados, ele parecia ter receio de cada movimento que fazia. Mas conforme o quadril dele se movimentava, ele ia destravando a vergonha que sentia, conseguindo até mesmo rebolar sobre ele.
Francisco reparava em cada mínimo gesto, olhava para as expressões dele e em seguida para baixo, vendo-o se sentar desinibido. O conjunto da imagem de suas mãos agarradas ao quadril dele enquanto ele se movimentava, formava uma fotografia mental que tinha certeza de que não conseguiria esquecer.
Gregório, definia o ritmo que queria sentir, não muito lento, nem muito rápido. Estava delirando e esforçava-se para não gemer alto demais. Suas pernas tremiam pelos movimentos e também pelo prazer, sem deixar de se sentar sobre ele sem parar.
Apoiou ambas as mãos aos ombros do rapaz, dando impulsos com o corpo e ouvindo o som dos baques de seu bumbum contra o corpo dele. Deliciava-se com a expressão abaixo de si, o estagiário fechava os olhos e agarrava-se ainda mais ao seu corpo, grunhindo e gemendo baixinho, também parecendo arquear suas costas, repleto de prazer.
Gregório parou com os curtos pulos para melhor sentar-se nele, cavalgando com movimentos de vai e vem, rebolando sobre o membro escorregadio, sem conseguir segurar os gemidos mais altos, estava livrando-se totalmente do constrangimento, não pensando no que ele pensaria de si se fizesse tudo o que mais tinha vontade.
Não bastando aqueles estímulos, o gerente levou sua mão ao próprio membro, tocando-se, masturbando-se no ritmo em que movia seu quadril, jogando sua cabeça para trás e deixando suas costas totalmente eretas enquanto sentava com vontade, chocando sua bunda contra o membro que pulsava dentro de si.
Francisco, que se contorcia embaixo dele, notava a velocidade com que ele masturbava-se, parecendo estar totalmente imerso em seus próprios sentidos. Não conseguia explicar, era simplesmente maravilhoso poder vê-lo entregar-se tão verdadeiramente às próprias vontades, sendo a primeira vez que percebia aquele instinto livre nele.
Francisco agarrava-o com mais vontade, seus dedos afundavam naquelas coxas deliciosas, suas mãos moviam-se no ritmo que ele cavalgava, enquanto ouvia os barulhos das estocadas e os gemidos enlouquecedores de Gregório. Estava ficando cada vez mais próximo de seu limite e ao mesmo tempo que queria gozar, queria prolongar aquela sensação gostosa.
O executivo estava com as bochechas coradas, indecifráveis para o rapaz, que não sabia se era por ele estar com vergonha, ou se a vermelhidão era por conta dos exercícios intensos. De qualquer modo que fosse, o suor na testa dele e as expressões safadas que ele fazia, compensavam qualquer coisa.
Gregório continuou com seus movimentos, mal percebendo a velocidade que sua mão estava quando sentiu um calor subindo, fazendo com que soltasse um gemido alto e longo. Nunca em sua vida quis soltar um palavrão em meio ao sexo e aquela era a primeira vez que fazia isso.
Aumentou o baque de seus corpos e jogou a cabeça para trás, tornando a pular com vontade, com o fogo subindo ainda mais pelo seu ventre, nem sentia mais sua mão, movendo-a rapidamente e segurando outra palavra obscena para focar no líquido que liberava, escorrendo pela sua mão e também caindo sobre o abdômen de Francisco.
Respirava cansado, movendo seu quadril, somente parando de rebolar quando percebeu que o rapaz também estava totalmente ofegante. Via que ele exibia um sorriso pervertido, mostrando que também havia chegado ao seu ápice.
O estagiário puxou-o para um beijo, com suas línguas se encontrando e se atacando no mesmo momento. Aos poucos iam recuperando o fôlego e assim permaneceram grudados, somente afastaram-se quando seus corpos pareciam mais calmos, normalizando suas respirações. O gerente pegou um lenço no criado-mudo ao lado para limpar sua mão e também o abdômen sujo de Francisco, que em seguida livrou-se do preservativo cheio e voltou para a cama.
O executivo puxou-o para deitar-se novamente, aconchegando-se nos braços do rapaz, recebendo beijos em sua testa. Ouvia os batimentos do outro em meio ao abraço e nem sequer se preocupava com que horas eram, somente queriam aproveitar o momento.
O gerente sentia carícias em seus cabelos e assim olhou para ele, vendo-o sorrir e lançar um olhar carinhoso, que apesar de sereno, demonstrava que queria dizer algo. Ficaram em silêncio por mais alguns segundos e quando Gregório mal imaginava, sentiu seu corpo ser tomado por um arrepio gelado quando Francisco sussurrou:
— Eu te amo...
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