Workaholic

46 Capítulo 46 — Estrutura/Epílogo.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕ Último capítulo... Será?

Capítulo 46 — Estrutura/Epílogo.

A festa continuou e Francisco não se separou de Gregório, mesmo enquanto reabastecia os aperitivos e pegava mais gelo. O gerente lhe ajudava com os afazeres de auxiliar do anfitrião e, enquanto arrumava tudo, não deixavam de conversar.

Receberam a companhia do aniversariante em alguns momentos e permaneceram próximos o restante da noite. Era bom estarem juntos e se sentiam bem, com os assuntos fluindo e as horas voando.

A maior parte dos convidados já tinha ido embora quando Augusto se aproximou do amigo e o cunhado, interrompendo-os:

— Fran, a gente exagerou na comida, mesmo dando para o pessoal levar, já não tem mais espaço na geladeira pra guardar aqui… Teria como você levar umas coisas lá pra sua casa?

— Posso levar sim, só não prometo devolver tudo. — Sorriu brincalhão.

— Tá bom, vou te trazer os potes. Vou pegar um pouco pra você levar também, Greg. — Augusto afirmou, se retirando novamente.

— Eu acho que já vou indo, então. — Gregório declarou, colocando as mãos no bolso.

— Foi legal conversar com você hoje… — Francisco afirmou, desviando o olhar por um segundo.

— Foi mesmo.

Permaneceram em silêncio por alguns segundos antes de Augusto voltar, quase sem conseguir segurar tudo, tentando equilibrar todos os potes nos braços. Francisco ajudou-o e Gregório também participou, dividindo o peso com ele.

— Eu te ajudo a levar. — O gerente indicou, já com os potes em mãos.

Francisco agradeceu e despediu-se do amigo, indo para sua casa, acompanhado de Gregório. Apoiou o excesso de coisas na perna para abrir o portão e entrou, ligando as luzes e indo para a cozinha com ele.

— Não repara a bagunça, tá? — Francisco riu baixinho, deixando as coisas sobre a mesa.

— Que bagunça? — O outro respondeu, sorrindo. — Sua casa é sempre arrumadinha, você é caprichoso.

— Ah, mas só porque você vinha me visitar. — Abriu a geladeira, organizando o interior para abrir o espaço. — Você pode ir me passando os potes? Os maiores, primeiro.

— Aqui. — Começou a entregar, por ordem.

— Obrigado. — Recebeu-os, abaixando-se na altura das prateleiras, enquanto arrumava tudo.

— Quer ajuda? — Ofereceu, enquanto ia entregando os próximos.

— Não, tá dando certo aqui. — Levantou-se. — Mais um.

— Aqui.

— Obrigado, foi tudo o que dava. Esses não couberam e como você precisa levar um pouco, são seus. — Finalizou e deu as últimas embalagens nas mãos dele.

— Tudo bem, eu levo. — Segurou-os, sorrindo. — Obrigado.

— Sabe? Você deveria vir mais pra cá, quer dizer, eu sei que faz tempo já que… você sabe, que a gente não conversa mais. — Sugeriu, fechando a geladeira.

— Eu acho que não seria uma boa ideia. — Protestou, vendo que o outro mudava a expressão. — Me desculpa, eu sei que você não queria ouvir isso e que você só queria ser educado, mas eu acho melhor não…

— Tudo bem, Greg. — Engoliu em seco, desfazendo o sorriso. — Fica tranquilo.

— Você não percebeu? — Gregório perguntou, preocupado.

— Percebi o quê? — Indagou confuso.

— O jeito que agem com nós dois. — Esclareceu, franzindo o cenho. — Eles nos olham estranho e colocam uma pressão desconfortável em cima da gente.

— É verdade… Eu só tento não ligar, mas isso é chato, mesmo. — Francisco assumiu, colocando as mãos nos bolsos da calça, desconcertado. — Me desculpa por isso.

— Não é sua culpa, nem minha. — Olhou por um segundo para os potes que segurava. — Mas eu não quero estragar tudo, nem piorar a situação.

— Eu entendo, de verdade. — O estudante forçou um sorriso, não querendo demonstrar seu descontentamento.

— Então, eu vou indo. Abre o portão pra mim? — Gregório desviou o olhar, pegando as chaves do carro do bolso.

— Sim, eu te acompanho.

Francisco suspirou, indo na frente dele, não querendo que ele visse a sua expressão chateada. A noite toda tinha sido boa, boa até demais, tendo que guardá-la apenas em sua memória dali em diante por conta das pessoas inconvenientes ao seu redor.

Apesar de abatido, concordava com Gregório e não queria que ele se sentisse mal, ficando triste por não saber quando o veria de novo e se ele também pensava naquilo. Basicamente cogitava qualquer coisa que pudesse desviar sua atenção do fato de que possivelmente não o veria de novo.

Abriu o portão e o levou até o carro, vendo-o colocar os potes de lado e ajustar o cinto de segurança. Gregório ainda mantinha a porta aberta quando Francisco abaixou-se para lhe dar um beijo na bochecha de despedida, envergonhado por aquilo, mas não arrependido.

— Chico. — Chamou-o, vendo que se aproximava novamente.

— Oi?

Gregório pegou-o de surpresa. Sem sequer pensar, apenas deixou-o mais próximo e o tocou na bochecha, roubando os lábios dele para si no mesmo instante. Francisco mal se lembrava do próprio nome quando se deu conta de que suas bocas se uniam e aproveitou para tocá-lo também, acariciando os cabelos do gerente com carinho enquanto seus olhos fechavam. Deixou que seus lábios brincassem despretensiosamente, não pensando em mais nada além daquilo.

Gregório conseguiu se recordar exatamente de qual era o gosto dele quando deixou que sua língua fizesse parte do beijo, queria dar a iniciativa para que ele visse que podia ir além. E embora tivesse receio do que ele estaria pensando, não carregava remorso algum pelo o que estava sentindo.

Francisco desceu os dedos para as bochechas dele, segurando-o em ambos os lados do rosto, afastando-se de mansinho e abrindo os olhos apenas para conferir se não estava delirando, acabando por encontrar uma expressão totalmente rendida do outro.

— Esquece tudo o que eu te disse agora pouco. — Gregório garantiu, rindo baixinho.

O estudante não evitou abrir um sorriso largo, gesticulando afirmativamente com a cabeça, mantendo seus rostos colados, sendo atraído para os lábios dele outra vez. Ambos fecharam os olhos e Gregório também aproveitou para voltar a tocá-lo no rosto, sendo agora o outro que deixava a língua fazer parte do beijo.

Francisco, mesmo que de olhos fechados, percebia as reações do mais velho, notando os suspiros dele enquanto explorava sua boca úmida e brincava consigo, mordiscando-o e o lambendo como costumava fazer há tanto tempo e que lhe dava saudade.

Um som alto de buzina pegou ambos de surpresa e Francisco afastou-se dele, rindo e indo para trás, fechando a porta do carro de Gregório ao notar que o carro que buzinou pedia passagem.

— Que susto! — O gerente assumiu, abaixando o vidro.

— Ainda bem que não é ninguém que a gente conhece. — Falou, próximo da porta fechada do outro, voltando a se abaixar. — Eu nem sei o que acabou de acontecer e teria que responder às perguntas dos outros.

— É verdade… — Gregório encarou-o, vendo-o se apoiar na janela aberta. — Eu também não sei o que acabou de acontecer, mas eu gostei.

— Eu também. — O mais novo sorriu, acanhado. — O que a gente faz agora? O que você quer fazer, Greg?

— A única certeza que eu tenho é que eu não quero deixar de te ver. — Assumiu, sentindo seus batimentos acelerarem.

Francisco levou sua mão para dentro do carro e entrelaçou seus dedos com os dele. Seu coração poderia pular para fora do corpo, de tão feliz que estava, sem ainda acreditar no que havia acabado de acontecer.

— Então a gente vai descobrir junto, porque eu também quero você comigo. — O estudante respondeu-o, agarrando a mão dele com mais força, convicto.

— No nosso tempo. — Gregório beijou seus dedos juntos. — Sem ninguém pra interferir dessa vez.

•••

Terça-feira, catorze de setembro.

— Feliz aniversário, Augusto! — Gregório foi o primeiro a dizer, levantando-se de sua cadeira e cumprimentando o cunhado.

— Feliz aniversário, querido! — Valquíria beijou-o no rosto, deixando uma marca leve de seu batom vermelho na bochecha do rapaz.

— Parabéns, Augusto. — Dante foi o último a dizer, de modo mais reservado, mas abrindo um sorriso educado ao cumprimentar o genro.

— Obrigado. — O aniversariante respondeu, tímido pela recepção dos sogros, indo para seu assento ao lado do noivo.

— Vem cá, minha mãe te sujou aqui, deixa eu te limpar. — Guilherme riu e aproximou-o, umedecendo o dedão com a saliva, antes de passar pela bochecha do loiro. — Prontinho.

Augusto não podia negar que estava ligeiramente desconfortável em ver os pais de Guilherme depois de tanto tempo. Eles eram boas pessoas, mas não podia negar que temia fazer ou falar algo indevido na frente deles.

Gregório observava o irmão e o cunhado de onde estava, percebendo que eles ficaram ainda mais tímidos quando Valquíria entrou no assunto que já sabia que seria o foco daquela noite.

— Ah, eu ainda não acredito que meu bebezinho vai casar… — Ela suspirou, parecendo nostálgica. — E que bom que estamos todos juntos aqui, temos que aproveitar esses momentos… E sabem do que mais? Eu e Dante estamos planejando dar uma desacelerada nas viagens, assim poderemos ficar mais tempo com vocês e ajudar com o que for necessário nessa preparação do casamento.

— Mãe… — Guilherme a repreendeu em tom brincalhão.

— Eu sei! Eu sei! Não vou me intrometer, mas eu amo casamentos! O que posso fazer? — Ela exclamou, sorridente.

— Mas que bom que vão poder ficar mais tempo no Brasil, pra variar. — O caçula voltou a dizer.

— É, agora que as negociações mais pesadas foram feitas, posso me dar ao luxo de descansar um pouco mais. — Dante explicou.

— Eu sei que eu já saturei o Gui com esse assunto, mas e quanto a você, Augusto, o que pensa sobre uma festa de noivado? — Valquíria quis saber, olhando para o genro. — Você não conhece o restante da família e seria uma boa oportunidade…

— Mãe, o Guto pode conhecer a família em qualquer ocasião sem ser o noivado. — O filho mais novo rebateu.

— Na verdade, eu gosto da ideia da festa, só precisamos definir os outros detalhes antes, não é, Gui? — Augusto forçou um sorriso, tentando não demonstrar seu nervosismo. — De qualquer forma, a gente pensou em algo reservado.

— Eu entendo, vou ter que deixar os meus planos para noivado e casamento pomposos para o Greg. — Ela falou, rindo enquanto olhava para o mais velho.

Embora soubesse que era brincadeira da parte dela, o gerente sabia que aquilo não seria impossível. De qualquer forma, era bom observar como ela tinha aceitado bem o fato de que fariam algo pequeno, percebendo que, apesar de insistente, Valquíria sabia dar o espaço que precisavam.

O jantar permaneceu agradável, enquanto agora os pais relembravam como foi o dia em que souberam que Guilherme estava noivo. Primeiro começaram a rir, achando que era algum tipo de pegadinha, para logo depois, Valquíria, em particular, começar a chorar emocionada.

Gregório sabia que Dante era um pai protetor e percebeu como ele ficou enciumado com a notícia, com medo de que o caçula não estivesse pronto para casar, mas nunca deixou de apoiar as decisões dos filhos e daquela vez não seria diferente.

Um pouco depois de fazerem os pedidos, Valquíria tomou a liberdade de começar um brinde, feliz por estarem todos reunidos e em uma situação tão especial.

— Ao Augusto. — A mulher ergueu a taça. — Eu estou muito contente em te receber na família, meu bem. Eu percebo como o Gui amadureceu assim que te conheceu e o quanto ele tá feliz. Ele descobriu uma vocação e aprendeu a ser mais responsável, também. Eu não poderia estar mais grata por ter um genro como você, bem-vindo à família, querido.

Todos brindaram e o aniversariante agradeceu as palavras carinhosas da sogra. Era bonito ver como estavam em sintonia, com Gregório tendo sonhado acordado por um momento com aquelas palavras da mãe.

Não pôde negar que se imaginou no lugar do irmão, Valquíria sempre foi exigente quanto aos namorados dos filhos e acabava por desprezar todos os pretendentes que arrumavam, sendo aquela uma situação inédita.

Ela mudou o jeito em que se referia ao Augusto e passou a ver com olhos mais bondosos as outras questões além do dinheiro. O que fez Gregório lembrar-se de como ela olhou para Francisco pela primeira vez, nada satisfeita.

O gerente deixou-se levar pela fantasia de estar naquela mesa, estando noivo daquele que poderia facilmente ganhar o coração de todos no mesmo ritmo em que roubava gargalhadas.

Seu peito apertou em um misto de saudade e lembranças boas, pedindo um minuto para todos os que estavam na mesa, se levantando da mesa. Foi para um local reservado e retirou o celular do bolso, fazendo uma ligação.

— Alô, Greg?

— Oi, Chico. — Sorriu no instante em que ouviu a voz dele. — Tô te atrapalhando?

— Não, eu tenho um tempinho antes de ir pra aula.

— Eu esqueço que você tá estudando, me desculpa. — Gregório passou a mão pela testa, envergonhado.

— Que isso, tá tudo bem. E logo tudo isso acaba, é meu último semestre… Só espero não pegar DP em nenhuma disciplina. — O mais novo riu.

— Bom, eu só queria falar que me deu vontade de te ver. — Confessou, envergonhado.

— Quando?

— Hoje seria muito ruim? — Ofereceu, tímido.

— Ah, hoje eu não tenho nenhuma aula livre e combinei de fazer umas correções da entrega do meu TCC com o meu orientador… Eu saio quase às onze de lá. — Francisco respondeu, suspirando.

— Tem problema se eu te pegar na saída e te der uma carona pra sua casa? Eu só queria te ver um pouco...

— Tem certeza? Se não for te atrapalhar, tudo bem, mas não precisa me buscar se não der.

— Eu só preciso te ver um pouquinho, se você deixar. — Gregório mordeu o lábio inferior com força, com medo de estar sendo invasivo demais.

— Tá bom. Te vejo lá mais tarde.

— Combinado, então. — Sorriu satisfeito, querendo saber qual expressão ele estaria fazendo no momento.

— Vou ficar te esperando.

Gregório voltou para o jantar e mal conseguiu se concentrar, apenas pensando em quem veria ainda naquela noite. Era engraçada a sensação de estar mantendo aquilo em segredo, se sentia um adolescente, mas era divertido sentir todas aquelas sensações de primeiro encontro.

•••

Eles se encontraram não só depois do jantar, como continuaram se vendo nos próximos dias. Gregório fez questão de buscar Francisco todos os dias após a aula, apenas se despedindo dele no portão, recebendo um abraço e um beijo rápido.

Levariam as coisas daquela forma e se sentiam bem assim. Era um romance ingênuo e puro, com encontros rápidos e ligações melosas, nada além disso. Estavam se conhecendo como devia ter sido desde o começo.

Francisco apenas tinha os fins de semana livres para organizar a casa e quando restavam algumas horinhas, se encontrava com Gregório, o que não parecia suficiente para sanar a vontade constante que tinham de se encontrar. Eram sempre esperas que pareciam não acabar mais.

Mês seguinte, sexta-feira, vinte e sete de outubro.

— Está entregue. — Gregório estacionou ao chegar na casa de Francisco.

— Obrigado, Greg. — Deu-lhe um selinho. — Não só por sempre vir me buscar, mas por ter me dado uma força hoje. Eu fiquei bem nervoso antes de apresentar o TCC pra banca.

— Não tem como não ficar, eu te entendo. — Sorriu carinhosamente. — Lembro de como foi minha apresentação, até passei mal.

— Eu tô muito feliz que tá dando tudo certo e principalmente por ter você aqui. Você foi incrível hoje ficando lá comigo. — Francisco retribuiu o sorriso, tocando-o no ombro. — E tem uma coisa que eu queria te perguntar.

— Pode falar, Chico.

— Então, tô planejando a minha formatura e é em dezembro ainda, mas queria saber se você vai poder participar…

— Eu adoraria.

— É que, só tem um problema… A minha irmã e a minha mãe vão, os meninos também, então até lá, você sabe, a gente teria que decidir em como falar para os outros sobre a gente, porque seria estranho você participar assim, sem mais nem menos. — Francisco tentou explicar, desconcertado. — É claro, se você não quiser ir por esse motivo, tá tudo bem…

— Eu quero ir. Quero ver você se formando e também quero que saibam que estamos juntos. — Buscou a mão dele, unindo seus dedos. — Assim como eu quero que você vá na inauguração da minha empresa semana que vem e, com isso, não vai ter como esconder mais…

— Parece então que esse é um momento decisivo, né? — Francisco engoliu em seco, antes de encará-lo. — Você tem certeza de que quer continuar? Não que eu não esteja gostando, na verdade, eu tô adorando estar saindo com você e passando um tempo juntos, mas você sabe o que já aconteceu e… Eu tenho medo de estragar tudo e estar me precipitando de novo e…

— Eu te amo, Francisco. — Interrompeu-o, olhando em seus olhos.

Gregório tinha muito mais coisas para falar, mas queria não só ver qual era a reação dele, como também, formular o que diria. Francisco ficou em silêncio, totalmente em choque, sem saber se sorria ou se dizia algo, parecendo em um misto de emoções, sem nada conseguir pronunciar, vendo o mais velho voltar a dizer:

— Eu percebi que eu te amo desde que eu me afastei de você. Até achei que teria como amenizar o que eu sentia, mas… — Gregório voltou a tomar iniciativa, segurando com carinho os dedos dele. — Não teve como, nunca deixei de pensar em você, Chico. Senti sua falta todos os dias…

— Você… — Francisco iniciou a pergunta, ficando sem fôlego, encarando-o, com os olhos brilhantes. — Você me ama mesmo?

— Muito. Eu te amo muito. — Reforçou, esperançoso. — Me desculpa por esperar tanto pra te dizer...

— Não, não se culpe pelo passado, Greg… — Tocou-lhe no rosto, unindo suas testas, olhando-o de perto. — Eu tô só me certificando de que eu não estou sonhando. Pode me beliscar?

Gregório riu baixinho, recebendo um beijo carinhoso em seguida, deixando-se levar pelo ritmo apaixonado do outro. Tocou os cabelos de Francisco enquanto era envolvido pelos lábios gostosos dele, não queria que aquele momento acabasse, mas precisava brincar com ele, dando-lhe um beliscão de leve no braço, fazendo-o interromper o beijo e rir.

— É, eu não estou sonhando… E eu nunca deixei de amar você também. — Francisco sussurrou, ainda próximo, vendo os olhos do outro se espremerem molhados ao abrir um sorriso sincero.

•••

Uma semana depois, três de novembro.

Gregório chegou para buscar Francisco para o dia do grande evento, inauguraria sua empresa e revelaria o namoro aos familiares e amigos presentes, tudo mudaria dali em diante.

Não precisou descer do carro para receber a companhia dele, com Francisco fechando a porta após entrar, dando-lhe um selinho.

— Tá pronto para ser apresentado oficialmente como meu namorado? — Gregório perguntou, abrindo um sorriso arteiro.

— Nasci pronto. — Riu baixinho, colocando o cinto.

O mais velho estava prestes a dar a partida quando ouviu uma notificação. Curiosamente, Francisco também recebia alguma mensagem ao mesmo tempo e ambos pararam para verificar os celulares.

Gregório sentiu um arrepio na espinha, acabando com todo o seu bom humor ao ver o remetente. Francisco também estava em choque, logo percebendo que ambos recebiam um e-mail da mesma pessoa. O mais velho quase não conseguiu falar, deixando o celular de lado, informando-o de quem se tratava, embora o outro já soubesse:

— É o… Otávio.

•••

— Eu tô com medo de ler… — Gregório abaixou o celular, suspirando.

— Eu também recebi um e-mail dele, vamos ler ao mesmo tempo, ok? — Francisco sugeriu, unindo suas mãos.

Gregório concordou e os dois permaneceram com os dedos entrelaçados e, com a mão livre, seguravam o celular. Francisco mudava a expressão ao mesmo tempo que lia, enquanto o outro mantinha a mesma feição, apenas deixando o aparelho de lado ao finalizar.

— E então? — Gregório quis saber. — O que diz no seu?

— Me fala o seu primeiro. — Francisco indicou, curioso.

— Basicamente, de todas as coisas que eu poderia imaginar que Otávio me diria, essa é uma das últimas da lista. — Riu baixinho. — Ele basicamente me mandou algumas fotos dele viajando o mundo com o Max, em comemoração ao trabalho, já que agora são sócios igualitários… Parece que as coisas vão bem com eles.

— Mas o que ele queria com isso? — O mais novo indagou, ligeiramente confuso.

— Fazer outro pedido de desculpas, basicamente. — Gregório informou. — Mas ainda não entendi direito o motivo de ele ter dito que ia “compensar” o que fez.

— Acho que isso deve ter a ver com o e-mail que ele me mandou. Olha. — Entregou seu celular para Gregório, que fez uma pausa para ler.

Com o título “eu disse que viado não era bagunça”, começou a ler cuidadosamente, logo percebendo que se tratava de um processo movido contra Fabrício Albuquerque e Humberto Albuquerque. Os dois estavam sendo denunciados por lavagem de dinheiro, alegando que o valor arrecadado pela igreja era usado em outros projetos pessoais de ambos.

— Chico, mas… — Gregorio falou após ler, sem entender.

— Sim, é a igreja do meu pai que ele está se referindo. Meu irmão e meu pai são os responsáveis principais por tudo isso, aparentemente. — Falou, ainda surpreso pela informação. — Eu já sabia que eles eram hipócritas, mas não imaginava que faziam esse tipo de coisa… Brincar com a fé das pessoas é desumano.

— E como ele sabia disso, Chico? Eu não consigo entender…

— No dia que ele me raptou, ele viu que eu estava brigando com alguém, aí acabei falando que era o meu irmão. — Francisco ergueu os ombros. — Meu irmão estava me humilhando e pelo que entendi, ele ouviu.

— Eu ainda acho tudo isso muito estranho, mas é o Otávio. Não quero nem tentar entender. — Gregório assumiu.

— Mas parece mesmo que ele quer se desculpar com a gente, o que é meio bizarro, mas pelo menos, parece que realmente não vai mais aparecer nas nossas vidas. — Francisco analisou.

— É, esse foi o único contato que tive com ele depois de todo esse tempo, então deve ser sério. — O mais velho informou, pensativo. — Assim espero.

— Acho que agora a gente finalmente vai ter um pouco de paz. — Francisco abriu um sorriso otimista. — Ah, eu já te disse que você tá lindo?!

— Você também tá, Chico. Vamos ser o casal mais bonito da noite. — Riu, indo lhe dar um beijo.

•••

Chegaram ao prédio comercial com um pouco de antecedência do horário que o evento começaria, não sabiam se já teria algum convidado, mas Gregório queria se certificar de que estaria tudo perfeito.

— Ok, primeira parte concluída, entramos com sucesso. — Francisco falou, ao lado Gregório no elevador. — Qual é o próximo passo?

— A grande entrada com meu namorado. — Segurou a mão dele, sorrindo.

Ao se encontrarem no andar alugado pelo mais novo empresário, passaram pela recepção, cumprimentando os fornecedores que finalizavam a arrumação da mesa de aperitivos e as decorações, enquanto a assessora contratada verificava tudo.

— Pelo que parece, ninguém chegou ainda, então vou te levar pra conhecer tudo. — Gregório afirmou, levando o rapaz consigo para o interior.

Ele apontou o espaço amplo com as estações de trabalho compartilhadas e, um pouco mais a frente, uma parede de vidro dividia a sala de reuniões, que ficava ao lado do escritório principal de Gregório.

— A decoração daqui é muito bonita, bem elegante. Você escolheu tudo ou teve ajuda? — Francisco indagou.

— Tive ajuda de uma ótima designer e antiga conhecida. Que, inclusive, já fechou contrato comigo. — Se gabou, abrindo um sorriso carismático.

— Ah, então você já tem a sua carteira de clientes? — O mais novo quis saber, andando pelo local com ele.

— Tenho sim, não são tantos quanto na JSM, mas aos poucos eu sei que vou crescer mais.

— E você não podia trazer alguns de lá com você?

— Se não fosse crime, poderia. — Riu baixinho. — Mas tá dando tudo certo e eu tô bem feliz que agora não tenho que me preocupar mais com reformas, instalações, além das compras dos mobiliários. Só preciso focar em não falir.

— Ai, que exagero! — Francisco gargalhou com ele, voltando a segurar sua mão em seguida. — Eu tô muito orgulhoso de você.

— Greg! — Ouviram uma voz familiar preencher o local.

Guilherme se aproximava acompanhado do noivo, exibindo um largo sorriso ao vê-los ali, indo em direção deles.

— Chegou cedo, Gui. — Gregório falou para o irmão, ainda de mãos dadas com o namorado.

— Oi… — Guilherme abaixou o tom de voz ao olhar para a intimidade do casal à sua frente e era como se seu rosto esboçasse um grande ponto de interrogação.

— Vocês dois por acaso estão…? — Augusto também percebeu, estranhando.

Gregório e Francisco seguravam a risada e deram um selinho na frente dos dois, ouvindo o escândalo que ambos fizeram em seguida. Guilherme agarrou o irmão com força e saltitou de alegria, fazendo-o rir pela sua inquietação, enquanto Augusto ainda olhava sem acreditar para o amigo.

— Eu sabia! Eu sabia! — O caçula exclamou, parando de pular.

— Sabia nada! — Augusto retrucou, rindo.

— Eu sabia que tinha visto um carro muito parecido com o do Greg na frente da casa do Fran, mas não consegui ver a placa pra confirmar!

— Porque eu não deixei. — O noivo completou. — Você tem que aprender a cuidar da sua vida e não ficar espiando pela janela.

— Ah, mas eu tô feliz, de verdade. — Guilherme mordeu o lábio pela empolgação.

— Há quanto tempo estão saindo? — Augusto quis saber.

— A gente começou a se encontrar logo depois do seu aniversário, Guto. — Francisco respondeu, vendo as sobrancelhas do amigo saltarem.

— Nossa! Então faz bastante tempo, quase dois meses!

— É verdade, mas a gente está oficializando o namoro hoje, então é por isso que estão sabendo só agora. — Gregório esclareceu, vendo a expressão entusiasmada do caçula.

Guilherme gritou outra vez, dessa vez puxando os dois ao mesmo tempo para um abraço, com Augusto entrando no meio.

— Parabéns! Eu amo muito vocês!

— Vocês sempre foram um casal lindo, felicidades aos dois. — Augusto também falou, se distanciando do abraço, ainda olhando para os dois de perto.

•••

Logo depois de todo o alvoroço de receber os amigos, familiares e clientes em potencial, tiveram o primeiro pronunciamento de Gregório aos convidados, expondo todo o trabalho que pretendia, com base em sua experiência e no que acreditava.

Fora o discurso, Francisco e Gregório não se separaram durante o evento. Se apresentaram juntos enquanto recebiam todos os conhecidos e os representantes, com o mais novo sendo tão profissional quanto o empresário.

Foi assim até o final da festa, com ambos se deslocando por todo o ambiente para garantir que todos fossem saudados. As horas se passaram e o evento foi ficando cada vez mais vazio, até se despedirem de seus amigos e os prestadores de serviço, que já haviam ido.

— Vamos embora? Ou você precisa fazer alguma coisa por aqui? — Francisco indagou, esticando suas costas em um alongamento.

— Vou só pegar meu celular, deixei ele carregando na minha sala.

— Tá bom. — Afirmou, seguindo Gregório ao escritório. — Eu já te falei que eu gosto do barulho que os sapatos sociais fazem?

— O rangido? — O outro indagou, rindo.

— Não, o barulho dos passos, mesmo. Principalmente nesses lugares chiques.

— Não tem nada de chique. É só o eco. — O empresário riu baixinho, chegando na sala. — Eu amo como você repara em detalhes assim, sabia?

— Eu sei que eu me surpreendo fácil, mas não é todo dia que eu uso sapatos assim. Hoje é especial. — Francisco rebateu, entrando na sala após ele. — Eu sei que eu já vi antes, mas a sua sala é literalmente o lugar mais bonito daqui.

— Eu pedi pra que ficasse bem aconchegante. — Gregório concordou. — Minha parte preferida é o cantinho do café. Se quiser um, fica à vontade.

— Eu já bebi bastante café hoje, mas vou vir aqui no meio da semana só pra usar suas cafeteiras. — Falou brincalhão. — E pra te ver também.

— Prioridades, é claro. — O outro riu e sentou-se, após tirar o celular da tomada. — Nossa eu tô um caco, poderia me deitar nesse tapete e acordar só amanhã.

— Esse tapete é bem fofinho, até eu quero deitar nele. — Francisco caminhou para perto da mesa dele, vendo um espelho grande na parede, perto de vasos decorativos. — Olha, era assim que eu devia estar vestido!

— O quê? — O empresário perguntou, sem entender.

— Naquele dia quando sua mãe me viu pela primeira vez! Era assim que eu devia estar! — Francisco se queixou. — Eu tava péssimo quando ela me conheceu, foi por isso que ela não gostou de mim logo de cara, achou que eu era desleixado, certeza.

— Relaxa, você viu que ela ficou feliz por nós hoje, isso é o mais importante. — Gregório garantiu.

— Pelo menos ela não me olhou com aquela cara de madame de novo.

— É, eu sei bem qual é essa cara! — Gregório riu com ele. — Ela consegue ser meio esnobe mesmo.

— É intimidador. — Aproximou-se dele, sentando em sua mesa.

— Mas meu pai te adorou logo de cara, Chico. Você causou uma ótima impressão. Inclusive, eu gostei de te ter ao meu lado enquanto eu recepcionava todo mundo. — Elogiou-o, indo com a cadeira para perto dele, tocando-o na coxa. — Você leva jeito com as pessoas…

— Eu só tentei ajudar. — Falou, envergonhado. — Espero não ter te atrapalhado.

— Não, você foi um ótimo assistente. Na verdade, foi até confundido com meu sócio, então você foi realmente muito bem.

— Gostei de ver todo mundo, principalmente a Olívia. Achei legal que ela vai começar a trabalhar com você. — Francisco lembrou-se. — Fazia um tempo que eu não a via, gosto muito dela.

— É, faz pouco tempo que eu fiz a proposta e fiquei feliz que ela aceitou. — Concluiu, logo abrindo um sorriso. — Se você viesse trabalhar aqui, poderiam se ver todos os dias.

— Ah… E essa seria a única vantagem? — Brincou, se levantando de onde estava apoiado, indo para perto dele.

— Bom, você poderia me ver também, mas eu acho que isso não tem nada de mais. — Riu abraçando-o enquanto permanecia sentado.

— Eu te já te disse que você tá incrivelmente gato hoje? — Colocou uma das pernas na cadeira dele.

— Já. Mas fala de novo. — Gregório pediu, rindo.

— Você tá um gato! Não tem como! Você fica um puta gostoso quando tá de social. Era por isso que eu… — Francisco interrompeu a frase para sorrir travessamente.

— Que você? — Gregório induziu a continuação da frase, vendo-o afrouxar o nó de sua gravata.

— Você tá pensando no que eu tô pensando? — Perguntou, maliciosamente.

— Em colocar os pés para cima e beber um litro de água? — O empresário estreitou os olhos, fazendo uma sugestão.

— Envolve colocar os pés para cima. — Francisco riu, erguendo uma das sobrancelhas, fazendo o outro sorrir envergonhado.

Gregório desceu as mãos para o quadril dele, encarando-o de perto, sem saber direito o que dizer, puxando-o mais, fazendo-o se sentar sobre seu colo, deixando as pernas abertas na lateral da cadeira.

— Olha, você sabe que eu falo essas coisas brincando, não sabe? — O mais novo disse ao se acomodar sobre ele.

— Tá tudo bem. — Aproximou-o mais, encaixando-o em seu colo. — Mesmo que não seja brincadeira.

— Eu sei que você tá cansado. — Francisco pousou as mãos sobre os ombros dele, lhe dando um beijo rápido. — A gente não precisa…

Gregório calou Francisco com um beijo apressado, agarrando o tecido da roupa dele com força. Subiu com as mãos para os seus cabelos, bagunçando-os enquanto sentia sua boca ser sugada em resposta.

O mais novo aproveitava agora para descer suas mãos pelo paletó dele, abrindo o suficiente para que ele entendesse o recado. O empresário se encarregou de tirar a peça sem desgrudar seus lábios, agora se ocupando em desabotoar o terno do outro.

Francisco também o obedeceu, retirando o blazer, voltando a tocá-lo, deslizando seus dedos para cima, indo do colarinho dele, até a altura de suas bochechas.

— Eu senti saudade disso… — O estudante sussurrou, com dificuldade de se afastar do beijo.

— Eu também. — Gregório abriu os olhos, encarando-o a centímetros de seu rosto.

— Você nem imagina o quanto eu me segurei pra não te agarrar assim...

— Imagino sim, não tá percebendo o meu estado? — O empresário riu baixinho, agarrando as coxas dele sobre seu colo, sentindo-o se esfregar no volume de sua calça.

— Você quer fazer aqui? — Francisco indagou, mordendo o lábio inferior.

Gregório gesticulou afirmativamente com a cabeça, puxando-o de volta para outro beijo daqueles. Pensava ser impossível ter ainda mais tesão na pessoa que já desejava há tanto tempo, mas descobriu um fogo que não se recordava de ter sentido antes.

O empresário sentia as mãos dele desabotoarem sua camisa enquanto permaneciam próximos pelo beijo. E a cada local que a mão dele entrava e tocava maliciosamente, sua pele queimava e perdia todo o juízo que ainda restava.

Francisco parecia saber bem o que fazer para abalar seu psicológico, ao mesmo tempo que parecia totalmente despretensioso. E o limite de sua sanidade, foi até o momento em que Gregório sentiu beijos suaves chegando de mansinho em seu pescoço, dali em diante, não falava mais por si, os objetos decorativos de sua mesa, antes tão bem posicionados, agora voavam para longe, sem sequer se preocupar se quebrariam ou se eram importantes.

Assim que liberou espaço sobre a escrivaninha, pôde puxar Francisco para cima dela. Não se aguentava em apenas tê-lo consigo, já se segurava há muito tempo e não poderia mais esperar, principalmente quando ele dava todos os sinais de que o queria da mesma forma.

Já estava sem camisa quando se ocupava em deixá-lo despido. Gregório não pensava no quanto aquilo era indevido, sem sequer perceber o momento que se ajoelhou para fazer o restante do que havia começado.

Sua boca tomava cada parte dele com todo o fôlego que tinha, Francisco sentia o peito pular, não só pela respiração acelerada, como a sensação boa em seu peito em se unir com ele novamente. Com pressa, já estavam pele a pele, sentindo o aroma de seus perfumes unir-se ao suor que emanava do calor de seus corpos.

Sacudiram a mesa, mal sabiam onde se apoiarem, sem saber se buscavam uma posição confortável ou se aproveitavam do sexo delicioso que estavam fazendo em cima da superfície dura e escorregadia. Francisco fincava suas unhas na coxa gostosa de Gregório enquanto o trazia para perto, não sendo capaz de se afastar totalmente, beijando-o a todo momento que estava dentro dele.

Se esfregavam e apertavam um ao outro, totalmente a sós e sem receio de que algum vizinho enxerido pudesse ouvir. O prédio todo era deles e faziam questão de aproveitar cada canto daquele escritório. Saíram da mesa, indo para a cadeira, depois encontrando o equilíbrio perfeito quando se renderam ao tapete felpudo do meio da sala.

No chão, os joelhos de Francisco tinham mais firmeza, podendo experimentá-lo em todas as poses que agora não tinham mais pudor algum em realizar. Queria vê-lo em todos os ângulos e não tinha combinação melhor do que poder tomá-lo da forma que desejasse e ainda ouvindo a voz dele chamando seu nome e os mais baixos palavrões.

Gregório nem mesmo pensava em que horas seriam, o relógio estava ao chão estirado, assim como ambos quando se satisfizeram, quase ao mesmo tempo. As roupas estavam amassadas pelos cantos e os dois se entreolhavam sorrindo com os olhos, nus sobre o tapete macio.

— Greg… Você disse que queria dormir aqui, né? — Francisco perguntou, ainda ofegante e rindo baixinho.

— Sabia que eu tenho uma coberta no armário? — Gregório sussurrou em resposta.

— Tá brincando? — O outro arregalou os olhos.

— Não tô. Você pega pra gente?

— Pode deixar. — Francisco deu-lhe um selinho antes de se levantar.

— Ah, também tenho escovas de dente novas no banheiro. — Gregório apoiou os cotovelos no tapete, levantando suas costas.

— Você por acaso tava planejando isso? — Francisco brincou, notando-o em um silêncio revelador. — Seu safado!

O empresário soltou uma risada alta, assumindo o fato, recebendo a companhia dele de volta no chão do escritório. Era impossível pensar em outra forma de terminar aquela noite incrível sem ter a companhia dele debaixo daquela coberta quentinha. E por fim, dormiram abraçados.

•••

Um mês e meio depois, sábado, dezesseis de dezembro.

Francisco havia acabado de se posicionar na fila dos formandos, já vestido da beca e capelo. Ajustou a faixa azul em sua cintura novamente, ansioso para o início da colação de grau.

Olhou para o auditório de longe, encontrando a fileira onde as pessoas mais importantes de sua vida estavam sentadas, sentindo seu coração acelerar ao ouvir uma música orquestrada tomar conta do ambiente.

Lembrou-se de tudo que passou até chegar ali, principalmente ao sentir-se realizado em todos os âmbitos de sua vida. Tinha concluído a primeira etapa dos estudos, desejando continuar a busca pela profissionalização, principalmente agora que tinha aceitado ser o braço direito de Gregório na empresa.

Estava impaciente quando ouviu os nomes de sua turma começarem a ser chamados, ocupando-se em se concentrar no seu caminho, lembrando-se sempre de sorrir.

— Francisco Vale Albuquerque.

Não foi somente o formando que se alegrou com sua vez, todos os que torciam por ele no auditório gritaram eufóricos. Gregório conseguiu um curto contato visual com Francisco no percurso, com ambos exibindo um ao outro seus sorrisos orgulhosos. Estavam repletos de alegria, admiração, e da certeza de que aquilo seria apenas o começo de uma jornada espetacular juntos.

Notas finais
A HISTÓRIA CHEGOU AO FIM, MAS TEREMOS CONTINUAÇÃO! Aproveite para ler minhas outras histórias enquanto a continuação não chega! E bom, não esqueça de deixar seu review, ficarei muito feliz em falar com cada um de vocês! Se acharem que a história merece recomendações, ficarei muito contente também! Até breve! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!