Workaholic

44 Capítulo 44 — Arbítrio/Proximidade.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 44 — Arbítrio/Proximidade.

Francisco arrumou sua mochila, colocou-a nas costas e pegou a chave de casa. Verificou se a porta estava fechada antes de sair e enquanto trancava o portão, percebeu uma movimentação que parecia estar vindo da casa de Augusto. Foi até lá, vendo o amigo tirar o carro da garagem, correndo até ele.

— Oi, Guto!

— E aí, Fran? — Augusto abriu o vidro. — Você está saindo? Quer uma carona?

— Eu ia te pedir isso agora, estou indo pra facul.

— Entra aí, eu te deixo lá.

— Valeu. — Francisco tirou a mochila das costas, sentando-se ao lado do amigo. — Pra onde você tá indo?

— Você não vai querer saber. — Augusto afirmou, apertando o controle para fechar o portão.

— Ué? Por que não?

— É que envolve o Greg.

— Ah, eu não ligo, pode falar. — O ex-estagiário afirmou. — Mesmo com toda essa doideira que aconteceu, eu já superei ele. Também não guardo rancor.

— Ah, é? — O amigo segurou a risada. — Vou fingir que acredito.

— Tudo bem, você não precisa acreditar em mim.

— Bom, eu estou indo para o hospital. — Augusto afirmou, prestando atenção às ruas

— Você não ia pousar para a cirurgia só amanhã? — Estranhou a informação.

— Sim, só amanhã a noite, mas eu vou para lá porque o Gui tá preocupado, o Greg tá internado.

— Internado?! O que aconteceu?! — Arregalou os olhos, preocupado.

— Ele desmaiou, provavelmente porque ele está sem comer há uns dias, Gui disse até que ele está mais magro. — Afirmou, olhando rapidamente para o amigo antes de voltar a atenção ao trânsito.

— Mas como assim? Ele tá bem?!

— Olha lá o senhor “já superei”. — Augusto brincou com a reação exagerada dele.

— Não posso estar preocupado com o Greg, agora? — Levantou uma das sobrancelhas.

— Eu só estou enchendo o seu saco. — Provocou. — Bom, pelo o que o Gui disse, estão examinando ele, mas não deram certeza de nada.

— Mas é grave?

— O Gui espera que não.

— Eu também. — Sussurrou. — Mas por que será que ele não tava comendo?

— Isso ainda é meio confuso pra mim… — Augusto concluiu, sem saber o que responder. — Ah, inclusive, você comentou pouca coisa comigo semana passada, mas o que você e o Greg conversaram?

— Só aquilo que eu te disse, ele pediu desculpas pelo o que o Otávio fez, ficamos em um silêncio constrangedor, falamos um pouco mais do ocorrido e aí eu me despedi dele. — Afirmou resumidamente.

— Só isso, não teve mais nada?

— Sim. — Francisco respondeu, erguendo os ombros.

— É estranho, porque no dia que você sumiu e eu estranhei que a sua casa estava aberta, o Gregório te ligou, disse que precisava muito falar com você. Ele não te disse nada de importante, mesmo?

— Não, nadinha.

— Que estranho, de início até achei que ele queria falar sobre o seu estágio, talvez algo sobre seus documentos, sei lá, ele parecia meio ansioso pra falar com você. — Continuou dirigindo, pensativo. — Não falaram nada além disso? Ou vocês conversaram e você não pode me falar?

— Não tô escondendo nada. É sério. — O estudante riu. — O Greg não disse nada, ele parecia bem envergonhado.

— Não é pra menos, eu também não saberia como agir se isso acontecesse e fosse minha culpa. — Augusto riu baixinho. — Vai ver, ele desistiu de falar depois do que houve.

— Será? — Francisco encarou o amigo por um segundo.

Augusto notou o silêncio do amigo em seguida, dirigindo e percebendo que ele parecia pensativo, era incomum ver Francisco tão sério.

— Fran…

— Oi?

— Você não quer ir ver o Greg? — Perguntou, vendo-o surpreender-se com a sua pergunta. — Vem comigo.

— O quê?

— Depois eu te levo de volta.

— Não, não precisa... — O ex-estagiário respondeu, sem graça.

— Eu sei que você quer ir. Tô mentindo?

— Eu só me pergunto de como ele deve estar agora… — Olhou para a janela do carro, constrangido.

— E então, você não quer mesmo ir?

Não conseguiu resistir, aceitando o convite e indo com o amigo para lá. Francisco e Augusto chegaram ao hospital e encontraram Guilherme sentado em uma das poltronas da sala de espera, com as mãos no rosto e bufando de impaciência, o que não mudou ao ver os recém-chegados.

— Tudo bem, amor? — Augusto questionou, ficando ao lado da poltrona e se abaixando.

— Não. — Guilherme respondeu, tomando fôlego. — Ele simplesmente desabou em cima de mim, ainda não sei o que aconteceu e nenhum médico veio me informar ainda.

— Há quanto tempo estão aqui? — Questionou Francisco.

— Chegamos há vinte minutos. — Guilherme olhou no relógio. — Eu sabia que eu devia ter conversado com ele mais cedo, teria evitado pelo menos parte disso.

— Ei, a culpa não é sua. Ele também poderia ter vindo falar com você antes. — Augusto tentou acalmá-lo.

— Eu não sei, não sei mesmo. Olha o ponto em que nós chegamos… O Greg não quer comer, só pensa em trabalho… Ele definitivamente não tá bem. — Lamentou-se o mais novo.

Guilherme tinha dentro de si o conhecimento de que não era mais forte que Otávio, mas se o visse novamente, seria capaz de dar-lhe uns bons socos sem pensar duas vezes.

— Alguém está acompanhando Gregório Souza Montenegro? — Uma médica baixinha perguntou, na saída do corredor.

— Eu! — Guilherme respondeu apressadamente. — Eu sou irmão dele. Está tudo bem?

— Felizmente, seu irmão não corre risco de vida, mas desmaiou por conta de uma hipoglicemia. Também está gravemente desidratado. Temos suspeita de que esteja com anemia, mas precisamos do exame de sangue para confirmar. — Relatou a doutora. — Pode me dizer o que aconteceu?

— Ele é viciado em trabalho, a suspeita é que ele passou vários dias sem comer ou dormir. Eu não estava em casa nesses dias. — Contou o rapaz.

— Ele vai ficar internado sob observação por alguns dias, tomando soro e se alimentando adequadamente. — Disse a médica. — O plano de saúde dele cobre isto, então, não se preocupe. No momento, estão fazendo os últimos procedimentos de emergência, mas quando terminarem, estarão autorizados a vê-lo.

— Obrigado. — Guilherme respondeu enquanto ela se afastava.

— Nem mesmo água ele bebeu nesses dias. Isso é bizarro. — Augusto assustou-se.

— Só de pensar já dá fome e sede. — Comentou Francisco, recebendo um olhar crítico do amigo, mas percebeu que Guilherme não deu muita atenção a isso.

— Pior que falar disso me lembra que eu ainda não comi nada. — Disse Guilherme. — Estava tão preocupado com o Greg que não coloquei nada pra dentro.

— Quer ir na lanchonete aqui em frente, comer alguma coisa? — Questionou Augusto.

— Não posso, preciso esperar ele acordar e dizer pra ele que está tudo bem, provavelmente ele vai acordar sem entender nada. — Objetou Guilherme.

— Eu posso ficar e avisar. — Ofereceu-se Francisco, torcendo para que suas bochechas não estivessem tão vermelhas quanto ele imaginou que estariam. — Eu não sou exatamente um rosto estranho, não é?

Augusto segurou seu riso, mas sorriu, percebendo as intenções do amigo. Guilherme deu de ombros e aceitou a proposta. Ele e Augusto se despediram, prometendo voltar em pouco tempo e o ex-estagiário por ali ficou, esperando pacientemente.

•••

— Sabe, Gui? Eu não quis falar nada na frente do Francisco, mas ainda fico me perguntando no que será que o Greg tinha pra falar pra ele…

— Olha, eu tenho as minhas suspeitas… — Falou, chegando com o namorado na lanchonete. — Lá em casa, um pouco antes do Greg desmaiar, ele parecia estar surtando, mas me disse uma coisa que me pareceu muito sincera…

— O quê?

— Ele disse que o Otávio fez ele perder tudo o que já amou e que fez ele feliz, mas eu sei que ele não estava falando de mim… Aí eu pensei um pouco e não é difícil chegar à conclusão de que ele ainda gosta do Fran. — Assumiu, pensativo, encontrando uma mesa para se sentar.

— Você acha mesmo, Gui? O relacionamento dos dois foi bem rápido e precipitado. A gente não enxergou isso antes… — Augusto reafirmou, sentando-se ao lado dele.

— Eu sei, mas eles tinham muita química, isso você não pode negar. Os dois se completam de um jeito que eu nem sei explicar… Eu sei que o Greg tá muito machucado agora e precisa de tratamento e muito cuidado, mas eu sei que o Francisco poderia ajudar. — Guilherme observou, fazendo o namorado esboçar um olhar de preocupação.

— Eu não sei, fico com medo de ele se magoar de novo. Ele amava mesmo o Greg, quer dizer, ainda o ama, mesmo que negue. — Informou. — Mas no que você tá pensando?

— Não é como se eu quisesse forçar a barra entre os dois como eu fiz naquela época, mas sei lá, seria bom pro Greg ter o Fran por perto, ele tá muito sozinho e daqui a pouco eu vou estar ocupado cuidando de você…

— Não que eu discorde, mas será que isso não acabaria prejudicando ainda mais os dois? Porque se resta algum sentimento entre eles, eles não vão conseguir lidar com uma amizade de forma tão simples. — Augusto raciocinou. — Um deles vai sair magoado se o outro não retribuir. Eu sei que o Greg tá bem mal, mas o Fran já passou por muita coisa…

— É. Eu sei… — Guilherme suspirou. — Acho que o jeito é ir levando as coisas e ver como vai ser. Eles já são bem grandinhos pra isso.

— Exatamente. — Augusto concordou.

— Com exceção de que eu preciso encontrar um bom psicólogo para o Greg, do jeito que ele é teimoso, não vai fazer isso. — O mais novo riu baixinho. — Tirando isso, o resto ele pode decidir o que vai fazer com a própria vida.

— Você é um bom irmão, Gui. — Acariciou a mão dele sobre a mesa. — E um namorado incrível, sabe disso, né? Não é à toa que eu quero me casar com você.

— Quer casar comigo, é? — O outro abriu um sorriso sugestivo.

— É, um dia… — Falou, brincalhão.

— Poxa! Achei que ia me pedir agora! — Fingiu indignação, fazendo o outro rir alto.

•••

Alguns minutos depois, uma enfermeira veio informar que Gregório já estava pronto para receber visitas, mas que ainda estava adormecido. As mãos de Francisco estavam frias, mas suavam enquanto ele seguia a mulher em direção ao quarto. Não sabia qual seria a reação de Gregório ao vê-lo caso acordasse, nem mesmo sabia porque quis tanto vê-lo, mas era tarde demais para voltar atrás.

Entrou no quarto que ele estava, sem saber quando Guilherme chegaria, mas ficaria por ali por quanto tempo precisasse. Se aproximando da cama para vê-lo, vendo-o inerte, com olheiras profundas e a barba maior que o habitual. Ele não parecia bem cuidado como sempre, mas em sua opinião, ainda estava bonito, muito bonito.

Parecia errado estar ali, era estranha a sensação de ter cortado o vínculo com ele. Gregório tinha entrado na sua vida há tão pouco tempo e agora estavam distantes, como se nada tivesse acontecido entre eles.

Já estava habituado com a rotina no outro emprego, mas nada se comparava com as manhãs de antes, quando podia vê-lo todos os dias e deixar sua imaginação correr solta. Sonhou tanto que um dia conseguiu o que tanto queria, mas com o preço caro demais para pagar.

Olhou as mãos dele na lateral da maca e por um momento desejou que ainda fosse seu namorado para poder tocar seus dedos e passar confiança para ele, mesmo que estivesse dormindo. Seu peito apertava em vê-lo naquele estado, Gregório parecia realmente mais magro e imaginava o que ele estaria sentindo para chegar ao ponto de não querer se alimentar e nem se cuidar direito.

Antes mesmo que pudesse caminhar para a poltrona ao lado, percebeu que o globo ocular dele parecia inquieto sob a pálpebra, esperando em pé até vê-lo abrir os olhos.

— Oi, boa noite. — Francisco sorriu para Gregório, dando um passo à frente.

— Francisco? — O gerente piscava várias vezes, coçando os olhos com dificuldade. — O que está acon… Onde eu tô?

— O Gui te trouxe às pressas pra cá, você não se lembra de ter desmaiado?

— Eu não estou conseguindo pensar em muita coisa agora, para falar a verdade. — Tentou sentar-se. — Eu estou sonhando, não estou?

— O quê? — O ex-estagiário riu baixo. — Não, não está.

— Eu tô confuso, que estranha essa sensação. — Gregório respirou fundo, olhando tudo ao redor.

— Além de confuso, o que você tá sentindo? Tá com alguma dor? Quer que eu chame alguém?

— Não. — Respondeu, olhando para os olhos preocupados do rapaz.

— Não está com dor ou não quer que eu chame ninguém? — Francisco riu, esclarecendo melhor a pergunta.

— Os dois. — Afirmou, com um pequeno sorriso no canto de seus lábios.

— Bom... — Francisco tentou disfarçar a vergonha com aquilo. — Assim que eu cheguei, soube que você desmaiou por hipoglicemia, é verdade que você não estava comendo direito?

— É verdade… Eu fiquei meio fraco quando o Gui tava em casa. E isso tudo por um tempinho sem comer, eu já fui mais forte. — Gregório brincou, tentando passar otimismo em sua fala. — Antes eu conseguia trabalhar por horas a fio sem ter mal-estar, mas estou ficando velho.

— Não acho que o seu problema é a idade. — Rebateu. — Você só precisa de férias, de se desligar um pouco.

— Nunca antes na minha vida fiquei sem trabalhar, então isso seria impossível pra mim. — Gregório assumiu, forçando um riso baixinho. — Até quando eu tirava férias, resolvia as coisas do trabalho por telefone, não conseguia me desconectar.

— Entendo, mas isso não parece muito bom pra saúde. — O ex-estagiário falou, indo para a poltrona, ligeiramente envergonhado, sem saber direito como prosseguiria o diálogo.

O corpo de Gregório ainda estava fraco, mas estava mais desperto que antes, conseguindo conversar normalmente com Francisco. No entanto, não conseguia encontrar palavras para puxar assunto, sem saber que ele também lutava internamente para saber o que falar.

— Ah… O Gui foi comer alguma coisa com o Augusto e ele pediu pra eu avisar quando você acordasse. — Francisco voltou a falar, agora sentado, olhando para o chão. — Quer que eu vá ver se ele chegou?

— Não precisa… Quer dizer, se você quiser ir fazer alguma coisa, tudo bem… — Gregório respondeu, sem também conseguir encará-lo.

— Eu posso te fazer companhia enquanto isso. — Francisco levantou o olhar, sentindo suas mãos suarem.

Gregório apenas sorriu, tomando coragem de olhar para ele, desviando o olhar quando ele retribuiu, sentindo seu coração acelerar, sem conseguir conter sua agitação interna por ter a presença dele ali.

Francisco mal sabia para onde olhar, olhando para os próprios pés depois de admirar a sala bem arrumada que se encontravam. Pensava em como começar sua próxima fala, até ouvir a voz de Gregório.

— Eu preciso mesmo me desculpar com você…

— Greg, não. — Interrompeu-o. — A gente não precisa falar disso agora.

— Eu não estou doente, Chico. — Riu fracamente, se envergonhando ao tê-lo chamado pelo apelido. — Eu posso muito bem falar do que aconteceu.

— Tem certeza? Você não precisa… — Sentiu o coração apertar dentro do peito, com medo do que ele diria.

— Eu sei que foi tudo a minha culpa e eu não consigo esquecer… Eu sei que eu não falei mais com você depois daquilo, mas não foi por falta de remorso… Eu juro. — Suspirou, percebendo a movimentação dele ao seu lado, vendo-o se levantar.

— Greg, tá tudo bem. — Falou, agora ao lado da maca. — Eu assumo que eu pensei muito no que aconteceu. E no dia, eu realmente não queria falar nada pra você porque eu realmente fiquei bem mal, claro, não tinha como não ficar...

— Você ainda tá bravo comigo?

— Não tô, não. — Sorriu inocentemente, fazendo os batimentos do outro se intensificarem mais uma vez.

Gregório agradecia por não ter um monitor de acompanhamento ao lado, pois caso tivesse, ele facilmente entregaria o quanto estava sentindo-se mexido com a presença dele ali.

— Que bom… — Encarou os olhos brilhantes do mais novo, controlando a vontade de tocar a mão dele, que segurava a lateral da maca. — E como você tá lidando com tudo isso?

— Ah, eu tive medo, mas confesso que agora não tenho mais… Eu não sei se isso pode parecer besteira pra você, Greg, mas eu acredito muito em Deus. Eu sei que eu critiquei muito meu pai e o meu irmão pela falsa religiosidade deles, mas não significa que eu não dê importância a isso, entende? E eu realmente acredito na proteção divina… — Revelou, seriamente. — E se eu fui salvo por você, então não estou totalmente errado, no fim das contas. Eu tenho um anjo da guarda.

O peito de Gregório se aqueceu com a última frase dele, com aquela sensação boa subindo e fazendo seus olhos lacrimejarem. Francisco era um ser humano precioso e apenas queria poder abraçá-lo naquele momento, mantendo aquele desejo para si, apenas sorrindo em silêncio, se esforçando para conter a vontade de chorar.

— Obrigado por ter me encontrado, Greg. — Francisco continuou, encarando-o, vendo seus olhos avermelhados. — Eu não sei o que poderia ter acontecido se você não chegasse lá naquele dia… Até mesmo me lembro de você me protegendo nas suas costas.

— Ainda bem que não aconteceu nada pior, não é? — Gregório forçou um sorriso.

— Mas caso acontecesse, você teria levado um tiro por mim. — Reforçou, vendo o mais velho desviar o olhar.

— Era o mínimo que eu podia fazer, Chico. — Não conseguiu segurar outra vez a vontade de chamá-lo pelo apelido, encarando-o timidamente.

Gregório apenas queria dizer o que estava sentindo, mas de nada adiantaria, já que não podia cogitar estragar a vida dele novamente e, se permanecesse nela, ele apenas sofreria mais. Não merecia alguém tão iluminado como Francisco e mesmo que seu coração não se contivesse com a mínima proximidade dele, tinha que deixá-lo fora de sua vida.

Embora o rapaz estivesse lhe fazendo companhia, Gregório ainda sentia falta dele. Sentia saudade do seu Bentinho e de como ele lhe fungava quando o abraçava e o fazia rir; sentia falta do beijo dele e do seu olhar safado quando iam ao quarto, absolutamente tudo nele lhe fazia falta.

Os dois se entreolhavam em silêncio, como se conversassem por telepatia e adiassem o fim daquela conversa. Apenas queriam evitar, o quanto conseguissem, um possível adeus.

•••

Francisco se despediu de Gregório assim que ouviu Guilherme bater na porta para entrar. Indo para o corredor, encontrando-se com Augusto do lado de fora, que deixou que o namorado fosse ver o irmão sozinho, puxando o amigo para conversar.

— E aí, Fran? Do que conversaram?

— Ah, nada demais. — Ergueu os ombros.

Augusto não sabia se acreditava naquela resposta, mas queria dar a privacidade que ele precisava, até porque não sabia se aquele assunto seria sensível demais para o amigo. Ainda estava curioso para saber qual era a relação que ele e Gregório teriam no momento, mas tinha que respeitar o espaço deles.

— Entendi… — Falou, um pouco decepcionado. — Quer que eu te leve pra casa agora? Ou vai ficar mais um pouco?

— Eu fico mais um pouco com vocês e mais tarde eu vou. — Francisco sorriu, simpático.

Augusto continuou ao lado de Francisco, enquanto Guilherme ficava na sala com o irmão por um tempo, até outra pessoa chegar apressada na recepção para vê-lo.

•••

— Gabi! — Gregório surpreendeu-se com a chegada da amiga.

— O que tá aprontando aqui, hein? — A mulher bem-humorada riu, indo em direção a maca.

— Gente, vou deixar vocês conversando e volto depois. Me chamem se precisarem. — Guilherme informou.

— Tá bom, Gui. — Gregório confirmou, vendo-o sair da sala.

— Ei… — Gabriela abaixou-se na sua altura, dando-lhe um beijo na bochecha. — Como você tá? O que tá sentindo agora?

— Ah, eu tô bem… — Ergueu os ombros, vendo uma carranca se formar no rosto da amiga. — Na verdade, não sei nem porque tenho que ficar aqui em observação, já até posso voltar pra casa.

— Gregório. — Falou seriamente. — Fala sério, vai. Você até pode estar bem agora, mas o que o Gui me disse do que te levou a ser internado me preocupou demais… Eu sabia que você gostava de trabalhar, mas não imaginei que fosse mesmo um workaholic. Isso é perigoso, Greg.

— Calma, não é nada demais, foi só um susto, prometo que vou me alimentar melhor daqui em diante… — Tentou amenizar a situação.

— Não, você não entendeu, não é esse o ponto. — Ela reforçou, pegando a mão dele. — Você precisa de ajuda, sabe disso, não sabe?

— Eu sei, Bibi, mas eu… Você tem que entender a minha situação, você sabe bem o que aconteceu. — Entristeceu-se. — Só hoje o Gui me perdoou pelo que eu fiz… Sem contar de todas as outras coisas que eu me arrependo… Eu só quis esquecer de tudo isso por um momento e trabalhar sempre foi o que me distraía de todo o resto.

— Mas você não podia assistir um filme e se entupir de sorvete como qualquer pessoa normal? — Ela brincou, conseguindo roubar uma risada baixinha dele. — Mas eu suponho que um dos seus arrependimentos veio te ver aqui hoje…

— Você viu o Francisco lá fora? Ele ainda não foi embora? — Perguntou, esperançoso.

— Vi sim. E do jeito que você perguntou por ele agora só me confirma o que eu tava pensando. — Ela debochou. — Mas eu achei que vocês não estavam se falando mais.

— Eu me desculpei com ele hoje, naquele dia ele estava estressado demais pra me ouvir, então…

— Se desculpou pelo o que aconteceu com o Otávio ou sobre terem terminado?

— Não vou nem responder essa pergunta. — Riu, vendo-a lhe mostrar a língua.

— Eu sei que você gosta dele, dá pra ver, tá estampado na sua cara, igual aos outdoors que você faz.

— Você sabe que trabalhar com publicidade não significa exatamente fazer outdoor, né?

— Você entendeu. — Ela falou, roubando outro riso dele.

— Aí, Gabi, só você pra me fazer rir agora.

— Eu tô preocupada com você, de verdade. — Ela massageou a mão que segurava. — Por favor, dê uma pausa, não quero te ver doente.

— Eu vou dar, prometo. — Sorriu carinhosamente.

— E eu vou ser a pessoa que vai se certificar de que você não está pensando em trabalho enquanto deve estar descansando. — Ela assumiu. — Só confesso que fiquei meio chateada de não ser a primeira opção do Gui…

— O quê? — Gregório quis entender.

— O Gui deixou claro que vai precisar cuidar do namorado dele agora que ele vai passar por uma cirurgia e tá com medo de você ficar sozinho por esses dias. Soube que o nome do Francisco foi citado antes do meu, uma sacanagem, porque eu te conheço a mais tempo…

— Então o Francisco só tá aqui por que o Gui pediu?

— Não, o Francisco nem ficou sabendo dessa decisão dele. Veio pra cá porque quis, mesmo.

Gregório não pôde evitar abrir um sorriso ao ouvir aquela frase, com Gabriela também não podendo ignorar a expressão apaixonada do amigo.

— Olha, sabe mesmo o que você precisa? De viajar… você poderia tirar umas férias e a gente poderia ir junto, que tal?

— Até que não é uma ideia ruim, nossa última viagem juntos já tem anos.

— Eu sei, a gente tem que aproveitar, antes que você se case e me abandone de vez. — Atuou dramaticamente.

— Me casar com quem, sua doida? — Falou, rindo pela frase da amiga.

— Não sei… — Ela comprimiu os lábios em um sorriso sugestivo. — Só digo que ele tá lá fora ainda…

— Gabi! — Repreendeu-a, fazendo-a soltar uma gargalhada gostosa.

— Eu tenho culpa que o menino tá lá fora te esperando? E pela sua carinha, você tá caidinho por ele, também. — Ela alfinetou-o. — E ninguém mandou ser lindo assim, os homens fazem loucuras por você! Quem me dera arrasar corações a ponto de um ex-namorado doido fazer uma declaração insana de amor pra mim, com direito a sequestro e tudo…

— Você vai pro inferno, sabia? — Meneou a cabeça negativamente, com ela rindo ainda mais alto.

•••

— Ai, me parte o coração deixar o Greg pra trás… — Guilherme suspirou, após chegar à casa do namorado.

— Calma, logo ele vai sair de lá. Ele já está bem e os exames estão normais, isso é o que importa. — Augusto abraçou-o por trás, pousando a cabeça sobre o ombro dele.

— E só de pensar que amanhã você vai ser internado… — Pousou as mãos sobre as dele, em cima de sua barriga. — Ah, não sei nem se eu vou conseguir pregar os olhos hoje.

— Mesmo se conseguisse, eu não vou te deixar dormir. — Sussurrou, beijando a curva de seu pescoço. — Eu quero aproveitar o meu último dia antes da cirurgia com você.

— Você ouviu o médico, nada de relações, né? — O mais novo brincou, virando-se de frente para ele.

— Não foi isso que ele disse. — Agarrou-o pelo quadril. — Ele disse que eu deveria evitar, mas ele não disse que você não poderia usar esse seu corpinho lindo pra me agradar…

— Ah, então a parte de evitar fazer esforço físico você não ouviu? — Guilherme riu, sendo atacado por beijos por todo o rosto. — Que conveniente, né?

— Eu não mereço uma boa despedida? — Fez beicinho, fazendo o outro rir. — Eu tô com saudade, já faz tempo…

— É verdade, faz mesmo. — Sorriu, sentindo os toques atrevidos dele. — Também tô com vontade, mas tenho medo de te machucar.

— Não vai, não… — Fungou no cangote dele, ainda presenteando-o com beijos por onde quer que passasse com sua boca. — Faz comigo…

Guilherme não conseguiu segurar um grunhido teimoso que escapou ao sentir uma leve mordida em seu pescoço, sentindo seu quadril ser puxado, deixando ser levado por ele até o quarto. Suas roupas foram tiradas pelas mãos ousadas do namorado, sendo deitado na cama apenas de cueca, apreciando o momento enquanto se deixava levar pelo outro.

— Eu nem quero pensar que vou ter que me resguardar depois da cirurgia… — Augusto falou, sentando sobre o colo dele, tirando a camiseta que usava.

— Não pensa nisso, não… — Guilherme pousou ambas as mãos ao quadril dele, abrindo o botão da calça jeans dele e descendo o zíper.

Augusto ficou de pé, com pressa para tirar as peças de roupas que faltavam, também puxando a roupa íntima do namorado. Viu-o rir com o seu desespero, enquanto deitava-se ao seu lado, puxando-o para um abraço safado, sentindo a pele quente dele contra a sua.

— Você é tão gostoso, Gui… — Deslizou as mãos pelas costas lisas do mais novo. — Como é que você consegue ficar cada dia mais bonito, hein?

— Ó quem fala. — Riu, beijando e fungando o pescoço dele, sentindo-o se arrepiar.

— Vem cá, senta em mim. — Puxou a coxa dele para cima de seu quadril.

— Nossa, mas já? Que pressa é essa? — Guilherme brincou, sentindo o membro dele cutucar sua barriga. — Eu sei que você não tá se aguentando, mas espera um pouquinho, eu quero te provocar…

— Tá bom… O que você quer fazer? — Encostou os cotovelos no colchão, encarando-o com um sorriso pervertido.

Guilherme não respondeu, devolvendo o olhar depravado, mordendo o próprio lábio enquanto se ajeitava sobre ele, descendo o suficiente para alcançar a região dilatada, percebendo a ansiedade dele pelos suspiros que ouvia, esperando pelo seu próximo movimento.

Augusto semicerrou os olhos ao ver o namorado abaixar-se mais, com ele deslizando a língua por toda a extensão de seu pênis, lambendo suas veias de forma deliciosamente lenta. Não conteve um gemido longo, sentindo um arrepio percorrer sua espinha ao ter a boca dele o envolvendo por completo.

O mais novo engoliu o que conseguia, tornando a voltar a cabeça para trás antes de baixá-la novamente, fazendo o namorado estremecer. Saboreou todo o contorno que quase se derretia em sua boca, sentindo as mãos dele pousarem em seus cabelos. Guilherme continuou a mover-se, com ele acompanhando seus movimentos, enquanto o acariciava.

Pôde ouvir um barulho leve de incômodo do namorado, quase um engasgo quando seu pênis tocou-lhe na garganta, sentindo-o forçar sua cabeça contra seu membro, querendo ir além do que conseguia. Augusto sequer lembrava do seu próprio nome ou quanto tempo tinha passado, de tão gostoso que o boquete estava.

Guilherme recuou e limpou os lábios com a costa da mão, abrindo um sorriso arteiro ao ver que o namorado ainda parecia atônito pelo oral recebido. A primeira ação de Augusto foi levantar as costas, com ele ainda acima de seu corpo e puxou-o para perto, roubando sua boca com pressa, agarrando sua pele enquanto o namorado sentava-se sobre seu colo.

— Deita aqui, Gui, pra eu poder te retribuir. — Sussurrou para ele, vendo-o sorrir.

— Hoje você só vai receber… — Guilherme respondeu, empurrando-o para deitar de volta na cama.

Augusto lambeu o próprio lábio, se admirando pela visão do corpo do mais novo, que ainda sobre seu colo, buscava o lubrificante na mesa de cabeceira. Fincava suas unhas nas coxas dele, mal se aguentando em esperar, com pressa de estar dentro do corpo dele.

Guilherme alcançou o tubo na gaveta e voltou a atenção ao mais velho, roçando seu bumbum contra a região que pulsava de desejo. Riu baixinho ao notar que ele soltou um gemido manhoso com aquele gesto, apertando ainda mais suas pernas.

— Calma aí, seu safado… — Riu da inquietude do outro, dando espaço para poder lambuzar o membro dele com o produto.

Augusto sentia o contraste da temperatura gelada do lubrificante contra seu pênis, que parecia queimar e apenas crescer com a massagem gostosa que recebia. Já não se continha mais, apenas esperando o momento que ele o livraria logo daquele sofrimento de esperar.

— Gui… — Resmungou, cansado da demora.

— Você tá apressadinho, demais. — Observou a expressão dengosa do outro, sentindo os dedos dele subirem para a sua cintura.

— Por favor… Eu quero. — Arfou, vendo que ele se ajeitava sobre seu corpo, levando os dedos lubrificados para atrás do próprio corpo, se preparando para começar.

— Calma… — Agarrou o pênis dele com sua mão, esfregando a glande lambuzada em sua entrada. — Me fala o quanto você quer…

— Muito! — Afirmou, erguendo o quadril em uma tentativa falha de penetrá-lo.

— Não, não, não. Não vale trapacear. — Guilherme provocou, abaixando o rosto para lhe beijar, sentindo-o sugar sua língua com vontade, levando as mãos para seus cabelos, sentindo-o puxar ligeiramente os fios.

Augusto demonstrava todo o seu desespero para continuarem, não poderia aguentar por muito mais tempo, estava prestes a explodir de tesão e o queria logo, beijando-o em um pedido de socorro para satisfazer sua necessidade.

— Pobrezinho. — Guilherme sussurrou, contra seus lábios. — Você quer muito, né?

— Uhum… — Murmurou em resposta, sentindo o quadril dele escorregar contra seu corpo, se encaixando aos pouquinhos.

— Assim?

As mãos de Augusto agarraram com força o quadril do namorado, sentindo o bumbum dele chegar até a base de seu pênis, já tendo entrado nele por completo.

— Gui! — Gritou, jogando a cabeça para trás.

Guilherme sentia-o estremecer enquanto começava a se movimentar, cavalgando de mansinho sobre ele. Tocou-o no tórax, descendo e arranhando seu abdômen enquanto sentava e tornava a subir.

Sua pele também era marcada pelas mãos do mais velho, com os dedos dele pressionando a lateral de seu corpo, como se o guiasse nos movimentos, não deixando de se deliciar a cada vez que seus corpos se chocavam.

Augusto tentava controlar a respiração, o que era uma tarefa difícil visto que o namorado sabia exatamente o que fazer para acabar com seu psicológico. Guilherme rebolava devagar e o encarava convencido, tendo noção de que era talentoso no que fazia.

Não ligavam para a altura dos gemidos quando se entregavam e o mais novo conseguia ser ainda mais escandaloso, se curvando sobre ele e segurando na cama para acelerar os movimentos. Estava perto o suficiente de Augusto para que ele ouvisse seus gemidos ao pé do ouvido, com ele se deliciando não só de cada sentada que dava, como de sua voz safada enquanto aproveitava todas as sensações.

— Tá gostando? — Guilherme perguntou, colado em seu corpo, aproveitando para mordiscar sua orelha.

— Nossa, demais… — Augusto subiu com suas mãos para as costas livres dele, para abraçá-lo.

Aproveitou para puxar o mais novo, roubando seus lábios, ao mesmo tempo que ele continuava a cavalgar, dando-lhe um beijo desajeitado. Não resistiu e estapeou o bumbum arrebitado dele, ouvindo-o rir baixinho, voltando a dizer:

— Gostoso!

Guilherme sentiu uma pontada gostosa invadindo seu interior quando foi tocado em um ponto específico próximo a entrada, voltando a desacelerar o ritmo por alguns segundos para aproveitar mais daquele toque, com a glande dele quase escapando quando voltou a se sentar.

Se remexeu sobre ele, endireitando suas costas, se distanciando de Augusto, agora se masturbando enquanto tinha-o dentro de si. Era tentador ouvir os gemidos dele ao mesmo tempo que masturbava-se e montava em seu colo.

Queria deixá-lo louco abaixo de si, mas focava agora em sua própria ereção, movimentando o seu membro já todo babado da lubrificação que vazava de tanto desejo. Guilherme apoiava os pés na cama, conseguindo, dessa forma, impulso para sentar com mais força.

A respiração de Augusto se entrecortava no ritmo que ele descia e subia, sentindo todo o canal estreito dele engolir seu membro com apetite. Fora a vontade de gozar logo, a velocidade dele estava tão viciante, que não queria que ele parasse, poderia ficar o resto da vida apenas ouvindo os barulhos das suas partes íntimas colidindo.

Sentia todo o corpo de Guilherme tremer sobre o seu, se esforçando para manter os olhos abertos para conseguir admirar o namorado no auge das expressões mais vulgares que só ele fazia.

— Eu tô quase… — O mais novo indicou, continuando a saltar sobre ele, movimentando sua mão ainda mais rápido.

Deslumbrou-se da visão dos olhos dele se espremendo, percebendo que ele mordia o lábio inferior com força. Viu o abdômen do mais novo começar a se contrair ao mesmo tempo que liberava o primeiro jato, que agora sujava sua barriga.

Guilherme perdeu a força nas pernas, parando de se movimentar, tentando recuperar o fôlego, rindo baixinho ao notar a bagunça que tinha feito. Se esticou para pegar o pacote de lenços na gaveta já aberta, limpando o corpo do namorado em seguida.

— Desculpa, eu sujei o seu lençol… — Guilherme se abaixou para lhe dar um selinho.

— A carinha de safado que você fez compensou. — Augusto brincou, fazendo-o rir.

— Que pose você quer agora? Ou quer continuar assim? — Perguntou, rebolando, ainda com ele dentro de si.

— Fica de quatro pra mim? — O loiro indagou, vendo o outro concordar.

Guilherme se levantou com cuidado, vendo o namorado se ajoelhar na cama, esperando que ele se ajeitasse. O mais novo arrebitou o quadril, apoiando o antebraço na cama, ficando confortável enquanto sentia as mãos do outro pousarem nas laterais da sua cintura.

— Se precisar de mais lubrificante, me fala. — Augusto afirmou, acariciando e abrindo as duas partes carnudas para enxergar o ponto escondido.

Empurrou seu corpo ao sentir-se encaixado em sua entrada, recebendo um pouco de resistência dos músculos da região, esperando um pouco antes de continuar, voltando a se movimentar ao tê-lo novamente relaxado.

Nunca se enjoava de estar dentro dele, adentrando todo o percurso estreito com calma, notando cada sinal que ele demonstrava. Queria se certificar de que ele estava confortável, sabendo que aquela posição ia mais fundo e tinha medo de machucá-lo.

— Posso ir mais rápido, Gui? — Indagou, acariciando-o nas coxas.

— Não sei nem o que tá esperando… — O outro provocou.

— Ah, é? — Indo para a frente num impulso, roubando um grito do namorado.

— Mais… — Pediu manhoso, com a voz abafada pelo travesseiro.

Augusto abriu um sorriso satisfeito e fincou novamente seus dedos no quadril que tanto amava segurar. Puxou-o contra seu corpo outra vez, também levando seu abdômen em um vai e vem apressado.

Guilherme arqueou as costas por um instante, voltando a abaixar-se, se entregando totalmente, não conseguindo controlar os gemidos enquanto era fodido com pressa, tendo que segurar-se na cama para não se desequilibrar.

O mais novo apertou os lençóis, sentindo uma gota de baba escorrer pelo canto de sua boca, molhando a fronha. Estava salivando de tanto tesão, com a vontade de gozar crescendo, fazendo com que voltasse a se tocar, levando uma das mãos para o meio de suas pernas, tendo que se apoiar com um dos braços.

Augusto ainda chacoalhava o corpo do namorado enquanto via que ele se ajeitava para começar a se masturbar, deixando a visão do corpo dele ainda mais irresistível. Apertou a pele dele e aumentou a velocidade, ouvindo a coxa dele bater contra seu quadril repetidamente.

Guilherme respirava em intervalos cada vez mais curtos, deixando os gemidos escaparem enquanto era puxado com força pelo outro. Sentia os dedos aumentando a pressão em suas laterais, se sentindo ainda mais excitado ao ouvir os suspiros e sons do mais velho, cada vez mais frequentes.

— Gui! Você quer... dentro? — Perguntou-o, com dificuldade, ainda em meio aos movimentos.

— Uhum… Não tira, não! — Pediu ofegante, movimentando sua mão no mesmo ritmo que ele invadia seu corpo.

Outro arrepio gostoso subiu pelo quadril do mais novo, enquanto sentia uma sensação quente em seu interior, com o membro do namorado pulsando ao mesmo tempo que os movimentos eram bruscamente diminuídos.

Augusto se movimentava devagar, sentindo suas pernas fraquejarem, se afastando, aos poucos retirando-se de dentro dele. Segurava nas laterais do bumbum dele, vendo o líquido escorrer enquanto saía.

— Eu nunca vou me cansar de ver isso, acho que é a coisa mais sexy que eu já vi. — Abriu um sorriso pervertido, com Guilherme deitando-se de barriga para cima.

Ao vê-lo deitar, notou que ele havia acabado de gozar pela segunda vez, exibindo sua mão e pênis lambuzados, enquanto mantinha as pernas abertas, deixando escorrer o que ainda tinha em seu interior, arfando para recuperar o fôlego.

— Retiro o que eu disse, essa é a coisa mais sexy que eu já vi. — Augusto corrigiu, antes de deitar sobre ele, lotando-o de beijos.

— A gente definitivamente precisa trocar esse lençol. — Guilherme falou rindo, enquanto sentia os carinhos em seu pescoço.

— Talvez depois de sujar ele mais um pouquinho… — O loiro sugeriu, fungando o perfume gostoso dele.

— Mais? — Arregalou os olhos.

— É, mais. — Augusto confirmou, segurando as laterais da coxa dele, colocando-as atrás de seu corpo.

Guilherme soltou uma gargalhada gostosa, enlaçando-o também com os braços, sentindo-o ocupar sua boca com mais beijos. Mal dando tempo para se recuperarem antes de voltarem a chacoalhar a cama.

Notas finais
Últimos capítulos! (ノ◕ヮ◕)ノ