Wont You Save Me?

24 Capítulo 24 - Presente


Notas iniciais
Meninas, vocês querem me matar, ÓBVIO. Isto é: se alguém ainda for ler a continuação de WYSM.
Meus motivos talvez não sejam os mais convincentes, mas eu os contarei.
Durante essa minha extensa ausência eu estive trabalhando num shopping. E vocês devem imaginar que quem trabalha em shopping mal tem tempo de respirar.
Eu também passei por problemas pessoais que não convém contar aqui.
No momento eu estou desempregada e é por isso que estou aqui postando, rs. Espero que entendam, de verdade.
Os reviews que foram respondidos são os reviews de janeiro que eu consegui responder enquanto não trabalha. Eu vou tentar responder todos, mas não prometo.
Eu posto WYSM numa comunidade de fanfics do Justin e tenham certeza de que lá também está sem posts assim como vocês estão.
Enfim, leitoras novas sejam-bem vindas, meu anjos! Desculpem pelas boas-vindas atrasadas, mas é que tava realmente difícil pra mim.
Muuuuito obrigada por todos os reviews.
Boa leitura ♥

– Amor. – Justin me chamava no sonho. Sorri em resposta. – Amor.– Chamou novamente.

– Oi? – Resmunguei.

– Amor, acorda. – Disse.

Um vinco de dúvida surgiu em minha testa. Cocei meus olhos e os abri. Justin não me chamava no sonho. Ele estava tentando me acordar. Espreguicei, mesmo deitada e virei, olhando-o.

– Por que tá me acordando cedo? – Reclamei.

– Para de reclamar. – Falou revirando os olhos. – Tenho um presente pra você. – Sorriu.

– Um presente pra mim? – Me sentei, ficando animada. Justin assentiu. – O que é? – Perguntei curiosa.

– Você só vai saber se sair dessa cama e vir comigo. – Instigou-me.

Levantei da cama num pulo e fui para o banheiro.

– Prepara o café? – Gritei do banheiro.

– Sim, senhora. – Respondeu-me.

Tomei um banho rápido e corri para o quarto. Vesti uma regata verde escura e um short jeans vinho. Penteei meus cabelos e os prendi num coque frouxo. Calcei o primeiro par de chinelos que vi e fui para a sala. Justin preparava panquecas.

– Vejo que seus dotes culinários melhoraram. – Elogiei e caçoei-o ao mesmo tempo.

– Melhor que você com certeza eu estou. – Respondeu presunçoso.

– Prepotente.

– Chata.

– Estúpido.

– Fedorenta.

– Te amo.

– Te amo.

Justin apagou o bocal do fogão e eu corri, pulando em seu colo e cruzando minhas pernas em suas costas e meus braços em seu pescoço.

– Você emagreceu. – Observou.

– Está dizendo que eu era gorda? – Semicerrei os olhos.

– Estou dizendo que você era e é gostosa.

– Ah, disso eu já sabia. – Dei de ombros, egocêntrica.

Gargalhamos de nossas babaquices.

– E então, vamos comer logo? – Perguntou.

– Vamos.

Deslizei por sua roupa e desci, pousando os pés no chão.

Ajudei Justin a por a mesa e nos sentamos para comermos. A panqueca estava realmente boa. Bebemos suco de laranja e depois desfizemos a mesa. Lavei a louça enquanto Justin falava ao celular. Enxuguei minhas mãos no pano de prato e fui pegar o mói com as chaves, mas Justin me impediu.

– Você não precisa mais disso. – Disse.

– Hã? – Perguntei não entendendo o que ele quisera dizer.

– Esquece, vamos logo. – Puxou-me pela mão quase me fazendo tropeçar.

– E a porta vai ficar aberta? – Lembrei-o.

– Eu tenho a minha chave, lembra? – Justin mostrou sua chave e trancou a porta. Descemos, indo para a garagem, saindo com o carro e pegando um caminho cujo qual eu não estava reconhecendo.

– Para onde estamos indo? – Indaguei sem conter a curiosidade.

– Você já vai descobrir. – Respondeu sem tirar o olho da estrada.

Bufei, indignada. Para que tanto suspense?

O carro virou num condomínio. O cara que estava fazendo a segurança da portaria perguntou a Justin onde ele estava indo e Justin o respondeu. O portão abriu e adentramos no condomínio. Não demorou muito e Justin parou o carro, desligando-o. Franzi a testa, descendo do carro.

Justin tirou do bolso um mói diferente com chaves que eu não conhecia e abriu um portão de ferro médio a nossa frente.

Entramos num terreno que tinha um gramado de um verde incrível por toda a sua extensão. Mais a frente havia uma casa e ao redor tanto da casa quanto espalhado pelo terreno havia árvores, arbustos e plantas. A casa era pequena, simples, porém linda. Justin pegou em minha mão esquerda, colocando ali o mói com as chaves. Ele apontou para a casa e disse:

– É sua.

– Como é? – Esganicei.

– Esse é o presente. Essa casa é sua. Aliás, tudo que tem aqui é seu.

– Mas...? – Aquilo era fascinante. Eu estava paralisada, simplesmente não sabia o que fazer. Resolvi andar e abri a única porta de entrada e saída da casa. Logo que se abria a porta tinha a cozinha, juntamente com a sala de estar/jantar. No canto direito da sala havia uma escada caracol que levava para o segundo andar. Não quis subir, preferi ficar ali.

– Por que você fez isso? – Indaguei, virando-me para Justin.

– Por que eu não queria que você passasse os dias que te restam naquele apartamento. O apartamento é grande, mas aqui é melhor, é mais arejado. Seus pulmões precisam sentir um ar puro. Eu sei que a casa é pequena e simples, mas o terreno é grande. Eu pensei em comprar uma casa maior, mas sei lá, quando eu olhei pra essa casa eu vi você.

Abracei-lhe forte.

– Você é a melhor parte de mim. – Declarei.

– Idem.

– E agora? Minha mobília não vai dar aqui, quero dizer, ela toda. – Disse eu alarmada, dando fim ao abraço.

– Pra que tanta coisa? É só trazermos o suficiente e pronto. E quanto ao resto, nós damos um jeito. – Abraçou-me pela cintura, fitando-me nos olhos. Sorri e acenei com a cabeça, concordando.

Bastou um telefonema e Justin conseguiu o frete. Fechamos a casa, voltando à entrada da mesma e entramos em seu carro, rumo a meu apartamento. Decidimos no caminho que hoje mesmo já nos hospedaríamos na casa nova.

No caminhão do frete havia dezenas de caixas de papelão. Colocamos dentro delas algumas roupas, louças, entre outros utensílios básicos, mas importantes.

As caixas foram colocadas no caminhão junto com o sofá e o colchão.

O caminhão nos acompanhou até chegarmos a casa. Já tendo tudo retirado de seu interior, o caminhão voltou para buscar os eletrodomésticos.

Demorou cerca de 7 horas para tudo chegar à nova casa. Dissemos ao pessoal do frente que não precisaríamos deles para nos ajudar a arrumar a casa. Queríamos fazer tudo do nosso jeito.

– E então? – Perguntou Justin.

– Mãos a obra, chefe. – Gargalhei.

– Mãos a obra. – Repetiu.

Arrastamos algumas das caixas para a cozinha e sentamos no chão, abrindo uma por uma, mas nos lembramos que antes de guardar qualquer coisa, tínhamos que limpar a casa.

– Ah, não. Não agüento nem dar mais um passo. – Reclamou Justin.

– Ai, Jus... Hm, então porque não limpamos só o segundo andar? Só pra não colocar o colchão no chão sujo e amanhã limpamos aqui embaixo, hein? – Envolvi-o passando meus braços por seu pescoço.

– Ok, ok, você venceu.

Dei um pulo, comemorando e fomo para o segundo andar com um balde cheio d’água, uma vassoura, um limpador para uso geral e dois panos de chão.

Ao olhar para o meu lado direito logo que chegamos ao segundo andar, percebi que aquele quadrado no canto era o banheiro. E que o quarto ocupava toda a extensão do segundo andar, exceto pelo pequeno espaço do banheiro.

– Essa casa é tão...

– Pequena? – Arriscou Justin.

– Não, aconchegante. – Corrigi-o.

Justin sorriu, assentindo. Demos início a nossa faxina. Dentro de vinte minutos e havíamos terminado. Descemos com as coisas da limpeza e para levar o colchão de casal para o segundo andar foi um grande sacrifício, mas conseguimos.

– Vou pedir uma pizza, tá? – Perguntou Justin, pegando o celular.

– Espera. – Pedi. – Temos que tomar banho, né?

– Ah, hm, é. Mas eu não sei se o chuveiro dessa casa tá bom. Esqueci de pedir pra checarem.

Não estava frio. Pelo contrário, uma brisa gostosa invadia a casa. Tive uma idéia.

– Aqui tem mangueira, certo? Pra regar as plantas, sabe...

– Tem, atrás da casa, eu acho. Ou na frente, sei lá. Por quê?

– Vamos lá fora. – Puxei-o pela mão. Lá fora, as luzes externas iluminavam o grande gramado que nos cercava. Um pouco a nossa frente, havia uma espécie de cano, mas que mais parecia um gancho, e ali, pendurada no cano estava a borracha. Tirei-a dali, puxando-a o mais longe que consegui.

– Tira a roupa. – Disse a Justin.

– Como? – Esganiçou.

– Tira a roupa. – Repeti. – Vamos tomar um banho de mangueira.

– Lindsay, você bebeu?

– Não. Eu bem que queria, mas... tira a roupa! – Mandei.

– Ok, já vou tirar. Relaxa.

Justin tirou sua blusa, sua calça e seu tênis e os jogou em cima do banco que ficava na entrada da casa. O olhei de relance. Ele estava encolhido, com os braços a frente do peito, usando apenas uma boxer vermelha. Dei a mangueira para ele segurar e me despi, ficando apenas com o meu conjunto de roupa íntima preta. Caminhei de volta ao cano e abri o registro. Voltei até onde Justin estava e tomei a mangueira de sua mão. Ele ainda estava encolhido. Virei o esguicho da mangueira em sua direção, molhando-o. Pego de surpresa, Justin estava de boca aberta e engasgou-se com a água. Gargalhei de sua situação. Justin ficou revoltado e arrancou a mangueira de minhas mãos, jogando água diretamente em meu rosto. Corri, fugindo, mas ele veio atrás de mim, gritando como uma criança. Me virei, erguendo as mãos, como sinal de redenção. Justin tentou parar de correr, mas não conseguiu, nos colidimos, colando nossos corpos molhados.

– Eu nunca beijei na chuva. – Disse Justin sem desviar seus olhos dos meus. – Sei que não está chovendo, mas podemos fingir que está. – Ele riu e ergueu a mangueira com uma mão, deixando-a acima de nossas cabeças. Arfei, ansiosa para sentir seus lábios. Colamos nossos narizes, logo em seguida colando nossos lábios. Envolvi seu pescoço com meus braços e depois subi minha mão por sua nuca, agarrando seus cabelos e o puxando ainda pra mim. Sem dúvidas esse fora o melhor beijo que demos. Havia amor, redenção e intensidade de ambas as partes. Seus lábios pareciam encaixar-se aos meus perfeitamente. Era tão mágica aquela sensação... pena que por pouco tempo.

Justin segurou em minha cintura e me virou, fazendo-me andar de costas. Abri um olho e vi que ele também estava com um olho aberto, mas nossos lábios ainda continuavam juntos. Gargalhamos ao mesmo tempo, terminando o beijo. Justin soltou a mangueira no chão e fechou o registro. Agachou-se um pouco, pegando-me no colo.

– Hã, nós nos casamos? – Perguntei enquanto ele andava comigo nos braços.

– Não oficialmente, senhora Bieber.

Levei uma mão à frente de meus seios e sorri, lisonjeada.

Justin bem que tentou subir a escada comigo em seus braços, mas era algo que nada dava pra fazer. Sem opções, desci de seu colo e subi. Justin não chegou atrás de mim. Enquanto o esperava olhei para o carpete abaixo de meus pés, havia uma poça d’água ali. Só então percebi que estava encharcada. Justin surgiu, trazendo três toalhas. Peguei uma e me enxuguei, porém minhas roupas íntimas continuaram molhadas.

– O jeito é ficar pelada. – Disse Justin de uma forma maliciosa.

– Pois é. – Concordei, ficando nua.

Justin olhou para mim de relance e num segundo de distração minha ele já estava ao meu lado, me agarrando, levando-me em direção ao colchão.

Caí no colchão com Justin em cima de mim. Observei que seu sorriso passou de brincalhão para malicioso. Seus lábios logo percorriam por meu pescoço, causando-me descargas elétricas. Justin roçou seu corpo ao meu, descendo aos poucos. Ele deixava um rastro de beijo a cada vez que descia. Agarrei-lhe pelos cabelos e o puxei, mas isso não o fez parar. Ele estava decidido a continuar.

– Justin.

– Hum. – Gemeu.

– Para. – De nada adiantou.

– Justin, para!

Sua boca já estava próxima de meu umbigo quando parou.

– O que foi? – Perguntou com uma expressão desnorteada.

– Você... você não tem nojo de mim? – Perguntei enojada.

– Hã? – Justin saiu de cima de mim, sentando-se a meu lado. – Nojo de você? Por que deveria?

– Por que eu sou doente, Justin.

– E daí? Você é maluca?

– Não, sou sensata.

– Sensata? Não, você é louca. Você tem nojo de você?

– Não.

– Então.

– Mas eu sou eu.

– Lindsay, entenda que eu te amo. Jamais vou ter nojo de você porque você é portadora de uma doença. E por sinal é uma doença que não transmite vírus. Que tipo de pessoa teria nojo disso? Céus! Deixe de ser tão perturbada.

– O Justin de alguns meses atrás. – Resmunguei.

– Exato. O Justin de alguns meses atrás ele não existe mais. Agora só existe o Justin que ama a Lindsay independente do que ela tenha.

Sorri em resposta.

– Podemos continuar de onde paramos? – Sorriu.

– Sim... Mas antes eu queria fazer uma coisa.

– Que coisa? – Perguntou curioso.

– Você já vai descobrir. Mas vou logo avisando que não tenho experiência com isso.

– A prática leva a perfeição. – Seu tom de malícia era evidente.

Sentei e empurrei Justin pelos ombros, o deitando. Sentei sobre Justin, tendo ele entre minhas pernas. Fui abaixando aos poucos sua boxer. Olhei para ele rapidamente e pude ver que ele já sabia qual era a minha intenção. Por fim Justin já estava sem cueca. Agachei-me um pouco e então pus em prática o que tinha em mente. Justin sibilou, se contorcendo e agarrou meus cabelos. Aquilo não durou mais que dois minutos, no entanto me fez perceber que qualquer homem é submisso ao sexo oral.

Num instante eu estava deitada com Justin abrindo um pouco minhas pernas. Logo que sua língua tocou em meu ponto fraco puxei-o pelos cabelos e com a mão livre apertei o colchão. Arquei minhas costas, contorcendo-se, mas isso não pareceu atrapalhar Justin, pelo contrário, isso o instigou ainda mais.

Passando-se alguns minutos, cedemos às tentações e nos rendemos entregues ao amor.

Remexi-me no colchão, espreguiçando, bocejando e finalmente abrindo os olhos. Olhei para o lado, e ali havia um Justin pelado dormindo de boca aberta.

– Uuh. – Falei enquanto meus olhos percorriam por seu corpo. Sentei com cautela para não acordá-lo. Saí do colchão pisando na ponta dos pés. Peguei uma toalha que estava no corrimão da escada e enrolei-me nela. Desci, chegando ao primeiro andar. Caminhei até a cozinha, mas não pude fazer nada naquele cômodo. Tudo ainda estava sujo. Subi e coloquei uma roupa qualquer. Desci novamente e sentei-me no sofá. Cruzei meus braços a frente dos seios, descruzei-os. Cruzei as pernas, descruzei-as. Pus os pés em cima do sofá, os pus no chão. Deitei, sentei. Bufei, entediada.

– Bom dia. – Finalmente, pensei.

– Bom dia. – Sorri, virando minha cabeça para vê-lo. Ele já tinha posto as calças.

– Por que não me acordou?

– Não era preciso. – Dei de ombros.

– Tem algo em mente?

– Como assim? – Perguntei sem entender.

– Tipo, o que vamos fazer agora?

– Comer. – Gargalhei.

– Ah, claro. – Justin sentou-se ao meu lado, pousando sua mão em minha coxa. – E depois?

– Preciso ir ao mercado. – Constatei lembrando que não havia nenhuma comida nos armários.

– Vamos ao mercado. – Corrigiu-me.

– Acho melhor você não ir, sabe? Pode chamar bastante atenção.

– Até quando vamos esconder que estamos juntos?

– Até quando for necessário. Você namora a Selena, lembra?

– Não mais.

– Desde quando “não mais”?

– Desde aquele dia que você foi pro hospital.

– Ah. Ok. E ela sabe disso?

– Ela não é idiota.

– Tá. Acho melhor você falar isso pelo menos pro Scooter.

– Só depois de irmos ao mercado.

– Justin...

– Lindsay...

– Você me dá nos nervos. – Cerrei os punhos, fechando os olhos.

– Também te amo. – Passou seu braço por sobre meus ombros, cheirando meus cabelos.


Notas finais
Próximo capítulo: Justin discute com Scooter e o estado de Lindsay se agrava.