Wont Stop Till We Surrender
1 The start of a new life.
Notas iniciais
Carol’s POV
Assim que pus meus pés no chão e me vi em um lugar totalmente diferente do que estava acostumada, suspirei e senti paz em meu coração. É, depois de anos, finalmente terei a minha paz. Ele não sabia onde me encontrar e demoraria um pouco até descobrir, mas, com tantas provas, provavelmente ele seria preso antes de me achar. O que era um alívio.
Peguei minhas bagagens e fui em direção à saída do aeroporto, onde havia alguns táxis esperando por clientes. Andei até um, onde o motorista – um senhor de cabelos e barba brancos – se encontrava encostado e, assim que me viu, pegou minhas malas para guarda-las no bagageiro. Entrei no táxi e dei o endereço.
“Park Lodge Hotel, Queensborough Terrace, London”
Park Lodge Hotel... É onde ficarei pelos próximos dias, até achar uma casa para morar... Estava perdida em pensamentos quando senti meu celular vibrar em um dos bolsos de minha calça jeans.
“Como você está? Chegou bem? Já estamos sentindo sua falta! Beijos, mamãe.”
Respondi a mensagem com poucas palavras e, assim que enviei, percebi que havia chegado ao hotel.
– Senhorita, chegamos! – O taxista se virou para trás, de modo que pudesse me olhar
– Obrigada! – Agradeci enquanto pegava minha carteira para pagá-lo
– Você é nova aqui? – O senhor tirou o sinto, ajeitando-se no banco
– Sim! Sou do Brasil! – Sorri – Quanto lhe devo?
– Nada, pequena. Não vou arrancar seu dinheiro em seu primeiro dia em Londres! Aqui, fique com meu cartão, quando precisar é só me chamar, menina! – Procurou algo em um de seus bolsos e logo me entregou um pequeno pedaço de papel com um número – A propósito, qual é o seu nome?
– Carolina. Carolina Miziara. Mas me chame de Carol, por favor! – Sorri amigavelmente
– Prazer, Carol! Sou o Paul. Paul Brooks!
– Obrigada pela ajuda, Paul! – Agradeci descendo do carro
– Imagina pequena. Qualquer coisa é só me ligar! – Disse tirando minhas malas do bagageiro.
Agradeci mais uma vez e entrei no hotel, em direção à recepção.
– Olá, tenho uma reserva no nome de Marcus Miziara, sou a filha dele, Carolina. – Disse estendendo minha carteira de identidade à moça que se encontrava do lado de trás do balcão; ela começou a digitar algo em seu computador e virou as costas, procurando algo em um pequeno armário.
– Aqui está, quarto 746, sétimo andar! – Sorriu entregando-me um cartão e batendo em um sininho, chamando a atenção de um dos empregados que, sorridente, veio até mim, pegando minhas bagagens para coloca-las em um carrinho. — Pode subir, suas malas serão transportadas até seu quarto pelo elevador de serviços. Espero que tenha uma boa estadia no nosso hotel e, se precisar, ligue na recepção! – Sorri, agradecendo e fui em direção ao elevador, já aberto. Apertei o botão do sétimo andar e, antes que as portas fechassem, um menino entrou sorrindo e assim que ia apertar o botão de seu andar, não o fez, vendo que já estava pressionado. Ele estava um pouco ofegante e estava com uma touca e óculos escuros que, assim que os tirou, pude perceber que escondiam um par de olhos extremamente verdes e hipnotizantes. Fechei os olhos e encostei-me em uma das paredes do elevador, tentando cessar minhas tonturas.
– Tem medo de elevador? – Dirigiu-me a palavra, com uma voz um pouco rouca e grossa.
– Claustrofobia! – Respondi abrindo apenas um de meus olhos e olhando-o.
– Ah sim... – Murmurou olhando para a porta que logo abriu. Saímos juntos e fui em direção ao meu quarto.
– Hm... 746 é aqui. – Murmurei indo em direção à porta – Tchau! – Sorri amigavelmente para o garoto antes de entrar.
Assim que entrei, vi minhas malas no meio da pequena sala que havia e resolvi tomar um banho. Fui em direção às malas e peguei uma roupa; assim que a escolhi, deixei a roupa em cima da cama e fui ao banheiro tomar um rápido banho.
Lavei meus cabelos, me enxaguei e logo saí. Enrolada na toalha, pulava e cantarolava uma música, indo até a cama. Me vesti (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=54219996), peguei minha bolsa, meu celular e o cartão do quarto e resolvi dar uma volta por Londres. Peguei o elevador de novo, e dentro dele estava o mesmo menino de antes, porém, agora acompanhado de um outro, baixinho, que usava boné. Lembrei-me de Paul e resolvi ligar para ele.
– Gosta de One Direction? – Perguntou o mais baixo, analisando a capinha do meu celular
– Sim, é uma banda realmente boa! Lá no Brasil todos os amam! – Dei uma risadinha que foi acompanhada pelos dois.
Peguei o pequeno pedaço de papel em minha bolsa e digitei os números em meu celular.
– Alô, Paul? – Perguntei assim que atenderam.
– Sim, quem fala?
– Ah, desculpe-me, é a Carol. Lembra-se de mim? Do táxi, há alguns minutos?
– Ah, claro, Carol! O que deseja, pequena? – Sorri
– Paul será que você pode me levar até o Hyde Park? Sabe como é, acabei de chegar em Londres e o tempo está bom, queria muito conhecer alguns lugares e como é aqui perto, achei que você poderia me levar...
– Claro que levo! Você está pronta? Estou na rua de trás do seu hotel, chego ai em segundos!
– Estou pronta sim, na verdade estou saindo de dentro do elevador, já estou no saguão principal! Espero-te na frente do hotel! – Ouvi-o assentir e desliguei
Dei um pequeno sorriso para os meninos, que assim como eu saíam do elevador, e atravessei o saguão em direção à saída. Avistei o táxi parando em frente à calçada e, sorrindo, corri para entrar no mesmo.
– Olá de novo, Paul! Obrigada por vir! – Dei um pequeno beijo na bochecha do senhor e voltei para o meu lugar, colocando o sinto de segurança.
– Oi pequena! – Sorriu meigamente, dando partida e indo em direção ao grande Hyde Park. Estava entretida em meu celular quando olhei para frente e reparei que no espelho do retrovisor havia uma foto de duas crianças e uma bela mulher.
– Quem são? – Apontei para a foto
– Essa é minha mulher e meus dois filhos, Tom e Doug!
– São lindos!
– Obrigado! – Olhou para trás, sorrindo. – Bom, chegamos!
– Obrigada, Paul! Quanto lhe devo?
– Nada pequena! Já lhe disse, não vou arrancar-lhe dinheiro! Estou lhe fazendo um favor! Não precisa me pagar nunca! – Sorriu sem mostrar-me seus dentes
– Mas Paul, eu faço questão! – Insisti
– Não menina! Não precisa! Agora vá conhecer Londres! Aproveite! E se precisar me ligue! – Virou para trás e piscou seu olho para mim. Sorri em resposta e abri a porta do carro sentindo uma pequena e gélida brisa atingir meu rosto. Sorri e coloquei de volta meus óculos de sol enquanto fechava a porta e acenava com a mão para Paul.
Estava andando distraída pelos lugares e tirando algumas fotos com minha câmera quando, sem querer, esbarrei em uma menina.
– Desculpe! – Exclamei, preocupada – Te machuquei?
– Não foi nada! Estou bem! – Sorriu em resposta enquanto desamassava sua roupa
– Prazer, sou Carolina! Carolina Miziara. – Levantei minha mão de modo que pudesse apertar a dela
– Eleanor Calder! – Dispensou minha mão e deu um pequeno beijo em minha bochecha e me abraçou. Assim que nos soltamos olhei em volta e percebi que estava perdida. – Está bem?
– Na verdade, Eleanor, acho que estou perdida! Estava dispersa, tirando fotos que nem percebi, exatamente, onde estava... – Sorri envergonhada
– Ah, você não é daqui? – Olhou-me curiosa
– Na verdade não, sou do Brasil...
– Bom, onde você está hospedada?
– Park Lodge Hotel, fica aqui do lado, só não sei exatamente onde! – Olhei-a na esperança de me ajudar.
– Ah, sei onde é! Quer uma carona até lá? Estou de carro! – Sorriu amigavelmente
– Se não for atrapa...
– Não, você não irá me atrapalhar! Tenho que ir em um lugar próximo a esse hotel! – Interrompeu-me guardando seu celular em sua bolsa. – Vamos?
– Claro! – Envergonhada segui-a até seu carro.
Uma semana depois...
Havia uma semana que eu estava em Londres e, graças a Deus, tudo estava bem. Eleanor e eu nos tornamos super próximas e ela havia me chamado para morar em sua casa. Meio receosa aceitei e logo levamos minhas poucas bagagens para sua casa. Já havia dois dias que morávamos juntas e estava sendo uma experiência ótima.
– Carol, o que acha de irmos a uma balada? Meu namorado e seus amigos estarão lá e eles querem te conhecer! – Sentou-se em minha cama, ao meu lado, acariciando meus cabelos.
– Ah Els! Estou com tanta preguiça hoje! Porque acha que ainda não saí da cama, hoje? – Sorri preguiçosa
– Vamos, vai?! Já são sete horas da noite, já está na hora de sair dessa cama! Sem falar que você quase não saiu de casa esses dias... – Olhou-me com olhar pidão.
– Que horas nós vamos?
– Combinei com eles de irmos ás dez horas...
– Ok, eu vou... – Encolhi-me na cama e dei dois tapinhas ao meu lado – Agora deita aqui e vamos assistir algum filme para o tempo passar logo! – Eleanor sorriu e deitou-se ao meu lado, cobrindo-se e olhando para a TV que passava um filme qualquer.
– Carol acorda!!! – Eleanor balançou-me e abri meus olhos
– O que? Hãn... – Murmurei
– Você pegou no sono! Já são nove horas, precisamos nos trocar! Vou tomar banho no meu quarto! – Beijou-me a bochecha e saiu do quarto.
Cocei meus olhos e levantei-me da cama, indo em direção ao banheiro. Liguei o chuveiro e entrei no box, deixando a água quente escorrer por meu corpo, relaxando meus músculos. Lavei meus cabelos e meu corpo e enrolei-me na toalha, indo em direção ao closet para escolher uma roupa. Deixei-a em cima de um pequeno sofá que havia no centro do quarto e sentei-me na cama, passando alguns hidratantes em meu corpo. Levantei-me e vesti-me (http://www.polyvore.com/wont_stop_till_we_surrender/set?id=54544620). Estava pronta e cheirosa. Olhei em meu relógio e vi que eram dez horas e oito minutos; já estávamos um pouco atrasadas. Peguei minha clutch e fui em direção ao quarto de Eleanor, que estava passando perfume.
– Está pronta? – Encostei-me na porta – Uau, Els! Você está linda!
– Obrigada, você também está! – Passou ao meu lado e, segurando-me pelo pulso, puxou-me em direção à garagem. Entrei em seu carro e partimos em direção à balada.
Em poucos minutos, Eleanor estacionou seu carro em frente à festa; era um lugar bem iluminado, com luzes de diversas cores e parecia estar cheio. Entramos rapidamente na festa e, segurando minha mão, Eleanor guiou-me no meio da multidão até um grupo de rapazes que riam felizes.
– Espera. One Direction? Ah meu Deus, você é a namorada do Louis! Como fui burra! Não acredito que não te reconheci! Porque não me contou antes? – Disparei a perguntar, parando-a no meio do caminho
– Desculpa, achei que tinha te dito! – Riu meigamente, fazendo-me rir junto. Voltamos a andar em direção aos meninos e a cada segundo que passava me sentia mais nervosa.
– Oi amor! – Disse Eleanor, selando seus lábios em um curto beijo com Louis. Assim que se separou, abraçou os meninos, um por um, enquanto eu não sabia o que fazer. – Meninos, essa é a Carol! – Abraçou-me de lado, fazendo todos me encararem.
– Olá! – Dei um sorriso tímido sentindo minhas bochechas esquentarem.
– Então você é a famosa Carol? Prazer sou o Liam! – Disse abraçando-me. Logo, os meninos fizeram o mesmo.
Sorri contente e comecei a dançar com os meninos.
– Vou até o bar, alguém quer algo? – Todos negaram e então Zayn olhou para mim – Vai querer algo, Carol?
– Você pode pegar algo sem álcool para mim? – Sorri vendo-o assentir e ir em direção ao bar. Niall e Harry vieram em minha direção dançando e rindo
– E então, Carol, soube que é do Brasil! O que te trouxe à Londres? – Perguntou Harry, olhando-me atento
– Bom... Tive alguns problemas no Brasil e meu sonho sempre foi conhecer Londres, então que lugar melhor para fugir do que essa bela cidade? – Olhei-o sorrindo
– E... Lá tem comidas boas? – Perguntou-me Niall
– Tem sim, Niall! Pode deixar que qualquer dia cozinho algo para você! A Els me fez de escrava! Faz-me fazer comida todos os dias para ela! – Fingi estar indignada e comecei a rir
– Não tenho culpa se ela cozinha muito bem! – Eleanor se intrometeu na conversa.
– Aqui está! – Chegou Zayn entregando-me um drink.
– Obrigada, anjo! – Sorri para ele e dei um pequeno gole na deliciosa bebida, continuando a dançar e conversar com os meninos, quando meu celular vibrou em minha bolsa.
“Você está linda com esse vestido e dançando desse jeito... Só não gostei desses garotos tão perto de você... Já contou a eles que você é minha e de mais ninguém?”
Olhei apavorada para os lados procurando o dono da mensagem, mas eu não o achava. Harry percebeu minha tensão e, preocupado, perguntou-me o que estava acontecendo. Antes que eu pudesse respondê-lo, meu celular tocou novamente. Número desconhecido.
– Eu te disse que iria te achar de qualquer jeito, querida! – Uma voz rouca ecoou por meus ouvidos assim que atendi o telefone.
– O que você quer? – Gritei devido ao alto som das músicas e desesperada
– O que eu quero? Você, já lhe disse! – Resmungou
– Me deixa em paz! Você já conseguiu destruir minha vida, não está satisfeito?
– Parece que você não entendeu, não é mesmo? Por acaso você quer ter o mesmo fim que seus amigos? Debaixo da terra? – Riu maleficamente
– Me deixa! – Gritei mais alto ainda e chorando. Assim que perceberam a tensão, todos pararam o que estavam fazendo para me olhar. Harry tomou o celular de mim e, nervoso, se pôs a falar
– Quem é? – Houve uma pausa, enquanto ele ouvia atentamente – Deixe-a em paz! Não vê que ela está acompanhada? – Disse irritado – O que ela é minha? Ela é minha namorada! Deixe-a em paz! – E então, desligou.
– Carol, quem era? – Perguntou Niall
– Ele... Ele é meu ex-namorado. Ele voltou! Ele voltou para terminar o que começou! – Tremi
– Como assim? – Era Harry, preocupado
– Ele é um psicopata! Ele matou meus melhores amigos e agora está atrás de mim! É por isso que fugi do Brasil! – Respondi desesperada.
– Ele disse que estava, literalmente, atrás de você e tem um cara nos encarando, não olhe agora! – Assim que Zayn terminou sua fala, Harry puxou-me e beijou meus lábios intensamente. – Ele já foi! – Falou em nossos ouvidos e Harry me soltou.
– Temos que ir embora. Agora. – Harry olhou para todos e começou a me puxar em direção à saída. – Louis vá com Eleanor no carro dela, eu iremos no seu. Nos encontramos na nossa casa, ok? – Louis assentiu e jogou a chave do carro para Harry que, juntamente dos outros, puxou-me para dentro de um carro enorme e preto.
Sentei-me no banco de trás junto de Niall e Liam, enquanto no motorista ia Harry e no passageiro Zayn. Voltei a chorar desesperadamente e senti os meninos me abraçarem.
– Não adianta mais! Ele já me achou, de novo. Tenho que ir embora daqui! Tenho que fugir para outro lugar! Não! Já sei! Vou facilitar as coisas! Vou deixar ele me encontrar e terminar tudo logo. E então dormirei em paz para sempre! – Desnorteada comecei a falar
– Pare com isso, já! – Gritou Liam. – Não vamos deixar você ir embora e muito menos deixar ele te matar. Nós vamos te proteger. Quer você queira ou não. Agora você é parte da “família” e não iremos te deixar na mão! – Nervoso, beijou-me a bochecha tentando me acalmar.
Notas finais
Beijosssss
Carol xx
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