Wont Let Go

16 Japoneses em Londres


A viagem prossegue sem problemas, tranquila, e depois de onze horas e meia de viagem, o avião pousa em Londres.

- Caramba, nem parece que viajamos. Olhem só as horas! — diz um eufórico Teru apontando para um grande relógio.

Apesar da diferença de oito horas entre Tóquio e a capital britânica, com o tempo da viagem, parece que se passaram apenas três horas e meia.

- Mas com certeza viajamos bastante, amigo. Senão eu não estaria tão cansado e todo dolorido. — Kamijo espreguiçava-se alongando o pescoço e os ombros.

- O que vamos fazer agora, gente? — Hizaki perguntou.

- Primeiro, procurar um hotel para nos hospedarmos. — respondeu Jasmine.

- E depois buscar Exo-chan. — completou Yuki.

Os membros do Versailles então, caminharam um pouco procurando um bom lugar para ficarem. Após algum tempo, se hospedaram aonde acharam que ficariam melhor acomodados.

- Esse lugar não parece muito limpo. — comentava Hizaki enquanto andava pelos corredores em busca do próprio quarto.

- Mas não podemos perder mais tempo procurando um melhor. Tem que ser esse mesmo! — contrapôs Jasmine.

- A chave do meu quarto não abre. Vou voltar à recepção para trocar. — disse Teru.

- Está bem, mas seja rápido e depois nos encontre no meu quarto. — Kamijo avisou.

Yuki fechou a porta quando todos, exceto Teru, já haviam se reunido no aposento do vocalista.

- Bom... — começou a falar — Como já sabemos, Exo está aqui em Londres e se casa em poucos dias. Sabemos também onde ela está, mas para executarmos o que foi planejado precisamos pensar melhor no que fazer... Alguma idéia?

- Durante o trajeto para cá... — pronunciou-se Hizaki, que teve a atenção dos ali presentes — Dentro do avião eu estava lendo um guia turístico e descobri que numa estrada, que leva a uma cidadezinha bem próxima, existe uma capela.

- E? — perguntou o baterista em tom de curiosidade e interesse.

- E seria melhor levarmos a sua namorada para lá. — continuou o guitarrista — Pois em uma igreja daqui poderia não dar certo.

- Porque chamaria mais atenção e não é isso que queremos. Bem pensado, Hizaki. — comentou Kamijo.

- Obrigado. — sorriu.

- Alguém tem que ir à casa onde Exo está para avisá-la do combinado. Mas não pode ser você, Yuki. — Jasmine falou.

- Eu sei, seria arriscado demais. Mas quem vai então?

- Ufa, cheguei! — Teru acabara de cruzar a porta e imediatamente todos os olhares se viraram para ele — Vocês não imaginam como foi difícil convencer o gerente a me dar outra chave e... Por que estão me olhando com essas caras?

\"Não acredito que me convenceram a fazer isso\", dizia Teru a si mesmo por baixo do casaco enquanto andava pelas ruas atrás de um táxi. \"Um japonês semi-analfabeto em inglês, em uma cidade onde — adivinha? — todo mundo fala inglês!\".

Apesar da dificuldade com o idioma, o guitarrista conseguiu pegar um táxi e pedir ao motorista que o deixasse a alguns metros antes do endereço certo. Pagou, agradeceu e seguiu a pé o resto do caminho. A intenção era a de ser o mais discreto possível.

Cobriu-se com o capuz e caminhou por alguns quarteirões até se deparar com uma simples, mas grande casa. \"É esse o lugar\", pensou. Ficou por alguns minutos apenas observando, tentando deduzir por trás de qual janela estaria a garota.

Cautelosamente foi para o quintal, se arrastando pelas paredes e se embrenhando pelos arbustos. Pegou algumas pedrinhas do chão e jogou a primeira contra uma janela do alto. Escondeu-se mais ainda sob o capuz, esperando ser confundido com a noite, quando alguém estranho abriu os vidros. Havia errado. Então jogou uma segunda pedrinha na janela ao lado da anterior. Dessa vez quem apareceu foi a bela moça de cabelos loiros.

- Psiu, psiu... — chamava Teru, escondido atrás de uma árvore.

Exo-Chika procurava, sem direção, pela voz que a chamava até notar os olhos claros do loiro em contraste com a escuridão.

- Teru? — disse espantada.

- Sim, mas fala baixo e venha até aqui, depressa. — sussurrava.

Pé ante pé, cuidando para não acordar alguém, a loira desceu as escadas e apareceu do lado de fora quando a porta dos fundos se abriu.

- Teru, o que faz aqui? — perguntou assim que chegou mais perto.

- Eu e os outros viemos aqui atrás de você. Como seria perigoso para Yuki, me pediram que viesse te ver. — falava baixinho.

- Yuki está aqui? — os olhos dela brilharam ao ouvir o nome do namorado.

- Sim, e ele estará a sua espera amanhã. — entregou a ela um papel com orientações — Estão aí a hora e o lugar. Por favor, vá! É muito importante.

- Vou tentar.

- Agora preciso ir. Não sei por que, mas sinto que podemos estar sendo observados. Até amanhã. — despediu-se com um abraço e saiu tão rasteiro quanto chegou.

Exo escondeu o bilhete sob o punho e andou de volta até a casa. Parou na metade do caminho, pois pensou ter visto um brilho em uma das janelas do andar inferior, mas imaginou que eram apenas vaga-lumes. Continuou o trajeto e a porta atrás de si se fechou.

Notas finais
Não foi dessa vez que ladyvalo deixou os leitores na mão! Desculpem mais uma vez, meus queridos... Tenho passado por problemas em casa, os ânimos à flor da pele, mas não se preocupem, porque já está tudo bem (ou quase). Espero que tenham gostado de mais esse capítulo, a história está na reta final. Não esqueçam dos reviews, e até mais! ^^