Wont Let Go
2 A garota da cafeteria
Parado em frente a mesa do foco da sua atenção, ele perdeu a respiração por alguns segundos, antes de finalmente dizer:
- Chocolate? — \"Chocolate, Yuki, não tinha mais o que dizer?\" — pensou consigo mesmo.
- Como? — disse a doce voz da loira que agora o encarava.
- O seu café é com chocolate? — \"Isso, boa escapada\".
- Não, por que?
- Porque é o que eu estava tomando e achei que estava com um gosto estranho, então quis ver se mais alguém percebeu o mesmo que eu.
- Infelizmente eu não, desculpe. — deu de ombros e voltou à leitura.
- Ah sim, está bem. — decepcionado com a péssima atuação, tratou de pensar em algo mais, ainda parado no mesmo lugar.
Foi então que viu a capa do livro da garota.
- Crepúsculo? Excelente livro! Quer dizer, ainda não li, mas vi o filme, e o filme sim, é excelente! — \"Mané!\" — difamando-se.
Percebendo a real intenção do cavalheiro à sua frente, com um sorriso, a moça fechou o livro deixando um marcador na página em que estava e deixou-o sobre a mesa.
- Gosta de filmes sobre vampiros? — indicando uma cadeira, convidando-o a se sentar.
- Mais ou menos, e você? — sentando-se, meio sem jeito.
- Também, mas prefiro livros. São mais emocionantes. Aliás, gosto de qualquer coisa sobre vampiros. — apoiando as mãos sobre o livro fechado.
- É mesmo? — disse o rapaz, que estava com os cotovelos sobre a mesa e com o queixo apoiado nos punhos.
- Sim, mas você não veio aqui para falar de livros, muito menos de café, não é?
As bochechas do moreno coraram como maçãs.
- Desculpe, eu não deveria ter vindo e nem ter o ouvido o Jas... — levantando-se, viu que o amigo já não estava mais lá, havia saído sem avisar.
- Não, está tudo bem. — tocou-o no braço — Pode ficar, gostei de você.
- Gostou mesmo? — retornando ao lugar onde ora sentara.
- Normalmente não dou confiança a estranhos, mas você me inspira confiança e sinto como se já te conhecesse... Como é mesmo o seu nome?
- Yuki. Prazer em conhecê-la... — estendendo a mão.
- Exo. — cumprimentando-o.
Durante a uma hora seguinte, os novos conhecidos trocaram informações sobre eles mesmos, gostos em comum e a vida cotidiana. E apesar da situação ter parecido meio estranha no começo, o baterista não parava de repetir a si próprio \"Obrigado, Jasmine\".
Fale com o autor