Wonderwall .
4 - Come one, come all!
Notas iniciais
hahaha. Ok, vou parar de falar (escrever, né) e vamos ao capítulo. ♥
POV Jimmy.
Estava concentrado enquanto passávamos o som, Brian e Zacky tinham escrito uma música,e nós queríamos tirar ela até amanhã... Porém Matt não pode vir por que a Val queria conversar com ele. CONVERSAR, aham. Conversar na cama, isso sim.
Então resolvemos ficar tocando Green Day, e ninguém estava muito animado com isso...
Brian estava concentrado enquanto solava, Zacky estava olhando atentamente e Johnny estava quase dormindo no sofá... Esse ensaio estava uma bosta.
Foi aí que ouvimos a voz da vizinha do lado, uma velha de uns 60 anos, que era mais louca que o Batman. Ela odiava tudo e todos, e quando a louca começou a gritar o Brian parou de tocar.
_MEU DEUS MENINA, SEU CABELO ESTÁ PEGANDO FOGO! ISSO É COISA DO CAPETA! VOCÊ PRECISA DE DEUS NA SUA VIDA, OU VAI FICAR IGUAL AO VIZINHO ENCAPETADO DAQUI DO LADO – eu dei risada e Johnny mandou eu calar a boca -.
_Desculpe, eu queria saber da onde essa música que estava tocando vinha... – reconheci a voz da vizinha daqui da frente.
_VOCÊ MERECE UMA SURRA, ISSO SIM! MENINAS DE DEUS NÃO FICAM NA RUA, VEM AQUI SUA PESTE! – a velha disse e todos nós abrimos a porta da garagem a tempo de ver a garota do cabelo vermelho correr da velha.
_PARA, SUA LOUCA! – ela disse enquanto a mulher segurava a camiseta dela e falava algo que parecia uma reza.
_VAI LÁ PARAR A VELHA LOUCA BRIAN! – falei.
Ele saiu trotando e pousou a mão no ombro da mulher.
_Senhora, deixe a garota em pa... – ele ia tentar falar, mas a mulher cortou ele.
_ESSA VIZINHA ESTÁ P-E-R-D-I-D-A! TODOS VOCÊS VÃO PRO INFERNO! – ela disse, e soltou a garota (Kat, esse é o nome dela!) e saiu andando para casa.
_Obrigada – ela disse, corando.
_De nada gata – Brian disse, provavelmente piscando.
A garota deu uma gargalhada.
_Gata? Que porra é essa cara, você ta me estranhando é? – ela disse, rindo.
Syn coçou a cabeça e começou a gaguejar.
_Deixa quieto – ela disse – eu só queria saber de que lugar vinha a música. Era da garagem de quem? – ela pediu.
_Do Jimmy, o cara mais alto. Bom, meu nome é Brian, mas pode de chamar de Syn. Aquele baixinho que é mais alto que você é o Johnny – Johnny deu um grito ‘hey’, e Brian continuou — o gordinho com um snakebite é o Zacky, e o cara mais bombado que estava rindo de você hoje de tarde era o Matt.
_Ah ta, prazer em conhecer vocês – ela gritou, acenando para nós.
Ouvimos uma buzina, e um carro prata estacionou parou do lado da Kat.
_Kat, quem é ele? – pediu um dos caras que estava na casa hoje de tarde.
_Esse daqui é o Brian, e ali dentro tem o Jimmy, Zacky e Johnny, eu vim “confraternizar” –ela disse, fazendo aspas com os dedos- com eles, até que uma velha louca me atacou. Ah garotos – ela disse, se referindo a nós- esse daqui é Josh, meu irmão, e o cara que está dirigindo é o Bob, meu outro irmão.
_Oi – todo mundo falou em coro.
_Então Kat, eu e o Bob vamos sair para uma balada e viemos ver se está tudo bem... Como vamos deixar você sozinha hoje, eu te trouxe um presente – Josh disse, rindo travesso.
_O que é? – ela disse.
Ele tirou uma garrafa de dentro do carro, que eu já reconheci como absolut.
_Não conte para o papai – os dois caras falaram.
_Eu AMO vocês, ela disse, colocando o tronco dentro do carro – vocês sabiam que eu precisava tomar uns goles para me adaptar aqui, né?
Eles riram.
_Até mais tarde, mana.
O carro deu partida, e ela se virou para nós.
_E aí, quem topa beber comigo? – ela pediu, rindo.
Nós quatro se olhamos e rimos. Ela parecia ser legal, então topamos mesmo Brian tendo sussurrado para mim depois que “a garota é muito estranha, ela parece um garoto”.
Ligamos para Matt, e ele e Val falaram que daqui meia hora chegavam na nossa garagem com mais bebida. Até lá, aquela garrafa ia morrer, coitada.
POV Kat.
Eu notei que os garotos se assustaram com a atitude dos meus irmãos e também com a minha. Mas poxa, eu não tenho culpa se eles sempre dizem que “você tem direito de fazer o que quiser” e também não tenho culpa se odeio ser tratada como uma garota normal.
Nós estávamos bebendo e conversando, os pais de Jimmy tinham saído, e eu descobri que os garotos são muito legais, Jimmy sempre ficava rindo de tudo e contando umas histórias hilárias, Zacky fazia uns comentários toscos assim como o pigmeu do Johnny (o que é? Eu sei que sou mais baixa que ele, mas tudo bem) e Brian ficava colocando duplo sentido em tudo que eu falava.Eu não me importava em ficar rodeada de garotos sem ter nenhuma segunda intenção, como a maioria das garotas. Eu fui criada por um pai e dois irmãos super liberais, eu é que não ia reclamar de ter que agüentar algumas piadas sobre baseball, e tal. Eu já estava bem tonta, e pedi para Zacky com a melhor cara de cãozinho que eu consigo fazer:
_Posso tocar um pouco na sua guitarra?
_Claro Katzinha – ele disse, rindo.
_Katzinha é o cu – respondi, rindo.
Levantei do sofá e cambaleei um pouco, passei a mão pelo rosto e peguei a guitarra com cuidado, me adaptei a ela e comecei o inicio de Welcome to the jungle, eu amava tocar essa música.
Todos eles cantarolavam, e eu continuei fazendo a base até a hora do solo, que mesmo feliz graças à garrafa, tirei de letra. Assim que eu acabei, pude ver que Matt tinha chegado junto de uma garota com os cabelos loiros escuros.
Cumprimentei ele e me apresentei, e dei um abraço rápido nela.
Começamos a conversar e tomar um pouco da cerveja que Matt tinha trazido, conversa ia e vinha, e Jimmy estava contando as histórias dos porres dele.
-... e aí meu pai me achou no telhado da casa da mulher louca ali do lado – Todos nós rimos, e eu contei o que ela fez tentando me exorcizar, Matt e Val riram horrores, e ela comentou:
_É bom ter mais uma garota gente boa por aqui, a maior parte das garotas são chatas e fúteis.
_Pois é, você também é um amor Val – falei, piscando meigamente. Que que tem se quando eu bebo eu fico amorosa? Hunf.
_Nossa, quanto amor! – Johnny disse – por que você não distribui esse amor com a vizinha louca?
_Não duvide que eu vou lá e danço bem louca na frente da casa só para ver ela pirar de novo, meu bem. – falei, brincando.
Foi aí que eu vi Brian arquear uma das sobrancelhas e me olhar, sorrindo travesso.
Merda.
Notas finais
xx,
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