Wonderland With You
3 The Mad Queen
Notas iniciais
Eu sei que sou uma autora desnaturada, mas peço paciência porque abandonar a fic eu jamais irei ook?
Geeeeente minha primeira irmãzinha nasceu essa segunda, olhem que fofinha: http://sphotos-a.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/313774_447929998605814_1932550837_n.jpg
Ela tem olho azul *--* depois vou tentar tirar uma foto dela com olho aberto... adivinhem o nome dela... ALICE!!
O monstro avançava cada vez mais veloz em nossa direção, e Malfoy desacelerava o passo cada vez mais cansado. Acordando de meu choque temporário eu percebi que agora era uma boa hora para sair dos braços do loiro oxigenado.
- Pode me soltar! – eu berrei batendo nas costas de Malfoy. Ele me colocou no chão desajeitadamente, meio correndo e meio tentando parar.
Ambos corríamos o mais depressa que podíamos e já estávamos arfando e suando. Os gêmeos já haviam sumido. Por mais que se atrapalhassem com os próprios pés, conheciam a floresta e seus atalhos, ou assim imagino.
Não havia nem sinal do adorado ratinho de Scorpius e cada vez mais o monstro estava mais próximo.
- Por aqui! – Malfoy berrou me puxando pela mão para outro lado, logo em seguida me empurrando de uma forma nada delicada dentro de um buraco de uma árvore, entrando logo em seguida.
Aquele bicho aterrorizante parou em frente ao buraco e minha respiração ficou falha, mas por sorte Malfoy calculou o espaço corretamente e a besta não conseguira entrar lá, mesmo após tantas tentativas.
O lugar era extremamente apertado, e eu estava assustada, então não me importei muito em envolver os meus braços ao redor do corpo de Scorpius e ele também não pareceu se importar em retribuir.
O meu corpo tremia, e algumas poucas lágrimas descia pelo meu rosto.
- Calma, vai ficar tudo bem, nós vamos achar uma maneira de sair daqui, sei que vamos... – Scorpius disse me abraçando mais forte, mas eu sabia que ele estava tão assustado quanto eu.
Aquele país não parecia mais tão maravilhoso assim...
- Já podem sair daí se quiserem, mas vocês não parecem estar tão desconfortáveis assim – um gato se projetou no buraco na nossa gente. Ele era todo listrado nas cores lilás e preta, com um sorriso de orelha á orelha, seu corpo era de certa forma surreal parecendo nada além de fumaça.
- Como sabemos se podemos confiar em você? — Scorpius perguntou com uma expressão tão feroz em seu rosto que eu só o vira dessa maneira durante os jogos de Quadribol.
- Vocês estão em um país diferente, com pessoas diferentes... não estou pedindo para confiarem em mim – o gato respondeu dando piruetas no ar.
Eu e Scorpius nos entreolhamos com uma resposta estampada em nossos olhos: vamos sair.
Saímos um pouco receosos de lá, mas já não havia gêmeos, ou monstro, ou rato, apenas um gato falante.
Scorpius pegou em minha mão. Posso apostar como ele não estava ciente de seus próprios atos, assim como eu não estava dos meus já que eu permiti entrelaçar nossos dedos.
- Venham comigo – o gato disse desaparecendo e reaparecendo no ar alguns metros á frente.
- Aonde vai nos levar? — perguntei com a voz firme, a voz que sempre amedrontou meu irmão, meus primos, e até mesmo Scorpius Malfoy.
- Oras, aonde todos os visitantes devem ser levados. Vou leva-los até o Chapeleiro Maluco – ele respondeu com um sorriso divertido novamente sumindo e reaparecendo metros á frente.
Ouvi o estilhaçar de alguma porcelana seguida de algumas risadas maníacas. O gato disse que já estávamos perto da casa do Chapeleiro Maluco e pelos sons que eu estava ouvindo, não duvidava disso.
Já era pelo menos a quarta porcelana que eu ouvia se estilhaçar e a vigésima risada maníaca que preenchia os meus ouvidos. Não tinha certeza se devíamos confiar em um chapeleiro maluco, mas não tínhamos muitas opções.
Finalmente pude ver o chapeleiro sentado na ponta de uma comprida mesa de madeira que estava do lado de fora de uma casinha. Ao seu lado estava uma lebre com uns olhos saltados e uns tufos de pelos caindo, e do seu outro lado estava o ratinho que há algum tempo atrás Scorpius estava babando.
Fomos nos aproximando lentamente enquanto o gato já estava ao lado do chapeleiro.
- Eu trouxe os visitantes para você chapeleiro, mas se fosse você não ficaria muito tempo com eles, a rainha já até mandou o famoso Bandersnatch atrás deles.
- Não importa, ela não é a verdadeira rainha e além de tudo está louca! – o chapeleiro retrucou com as suas pupilas dilatando-se significativamente.
No segundo seguinte o gato já não estava mais lá, mas também não voltou a aparecer.
- Então vocês são Rose e Scorpius... Dormindongo me falou sobre vocês – o chapeleiro disse apontando em direção ao “ratinho de Scorpius”.
- Sim, e você deve ser o chapeleiro – eu respondi um pouco tímida com Scorpius em meus calcanhares.
O chapeleiro deu sua risada maníaca e eu resolvi interpretar aquilo como uma confirmação.
- Vocês querem chá? — a lebre perguntou jogando uma xícara de chá em nossa direção, e se Scorpius não tivesse empurrado meu corpo ao chão, eu seria a primeira pessoa na história da humanidade á ficar sem cabeça por culpa de uma porcelana.
- Fiquem à vontade podem se sentar – o chapeleiro nos disse e – tinha que ser loiro – Scorpius sentou-se pegando uma fatia de pão e comendo logo em seguida.
Aquele lugar estava repleto de loucos, como ele pode simplesmente aceitar a comida deles? Bom, pelo menos até agora ele não morreu envenenado e se ele com essa imunidade baixa ainda está vivo, acho que não deve ter problema eu tomar uma xícara de chá não é mesmo?
Sentei-me ao seu lado e peguei uma xícara, mas quando comecei a colocar o chá dentro este vazou com um furo que havia no lado esquerdo. Bufei irritada depositando a xícara de volta na mesa.
- Então quer dizer que a rainha já está atrás de vocês? — o chapeleiro perguntou com o olhar distante como se estivesse relembrando os bons tempos.
- Ao que tudo indica... – Malfoy respondeu mastigando de boca aberta. Será que ele nunca vai aprender a ter bons modos?
- Quem é essa rainha? Por que você disse que ela não é a verdadeira rainha e é louca? — perguntei tudo disparadamente. Já não bastava estar em lugar desconhecido, não precisávamos de uma falsa rainha louca nos procurando.
- Já faz alguns anos desde que ela se proclamou rainha. Ela era adorada por todos, e eu inclusive apoiei sua coroação. No entanto com o passar dos anos o poder a tomou e seu reinado não passou de miséria. Agora ela é uma rainha energúmena, irresponsável, cruel, desinibida... – ele começou a perder o controle de suas palavras e o seus olhos ficaram escuros como a noite.
- CHAPELEIRO! – a lebre e o ratinho do Scorpius berraram ao mesmo tempo fazendo com que este voltasse ao que podemos chamar de o seu normal.
- Me desculpem isso sempre acontece quando falo da rainha – o chapeleiro disse um pouco envergonhado com sua postura – mas dizem que o seu reinado está prestes a acabar, e assim esperamos que seja... devem tomar cuidado com o que dizem, pois seus guardas caminham pela floresta silenciosamente, assim como seus espiões, e quando menos esperamos...
As pupilas do chapeleiro novamente se dilatarem, mas dessa vez estavam em um ponto fixo. Sem que percebêssemos estávamos rodeados por cartas de baralho vermelhas. Mas essas tinham cabeça, pernas, mãos, braços e seguravam lanças, espadas e usavam capacetes.
Mãos seguraram os meus braços e os de Scorpius e começaram a nos arrastar. Eles pouco se importavam se estávamos nos debatendo ou não, apenas continuavam a nos arrastar silenciosamente floresta adentro.
Sabia que a lebre, o chapeleiro e Dormindongo não tinham condições de nos ajudar, o número de cartas de baralho armadas era muito maior...
Caminhamos por um bom tempo em silêncio até chegarmos em frente á um lindo palácio com rosas vermelhas, brancas e azuis o cercando.
Levaram-nos para dentro do castelo até um grande salão repleto de animais estranhos, mais cartas de baralho armadas e pessoas que aparentavam ser normais. Mais ao fundo havia uma linda mulher usando um vestido azul trabalhado e dificilmente detalhado que realçavam seus olhos.
Fizeram com que nos ajoelhássemos de forma bruta em frente ao seu trono:
- Como se chamam? — ela perguntou ríspida.
- Scorpius e Rose, vamos ter a honra de saber o seu nome? — Scorpius perguntou sarcasticamente logo em seguida levando uma bofetada de um dos guardas.
- Sou Alice Kingsley, rainha do País das Maravilhas e vocês devem me tratar como tal.
Notas finais
Qualquer erro que vocês acharem na fic peço que me avisem para a leitura de vocês ficar cada vez melhor!!
Então é isso, espero mesmo que tenham gostado...
Beijos ♥
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