Ele a odeia. Foi ela quem o transformou nisso, pelo capricho de criar a própria matilha. Desde então, parecia achar que ele a pertencia.

“Você prometeu que não me soltaria.”

“Soltei o Lobo, não você.”

“Uma criança morreu.”

Ela desaprova. Os cabelos em uma trança enleada também cheiram a pinho fresco e sangue seco, mas ela não parece tão destruída fisicamente quanto ele.

“Acontece. Se não fosse ela, teria sido um porco, ou um bezerro. Morte é morte. Carne é carne.”

Enojado, ele não responde. Ela suspira:

“Perdi meu tempo com você. Alguns sempre serão presas, mesmo no corpo de predadores.”