WolfHill

15 Capítulo 14 -Witch


Notas iniciais
Olha quem voltou? Euzinha. Sentiram saudades? Vai sonhando Amanda. Antes que vocês queiram me matar eu vou explicar o motivo da demora. 1 - Eu tirei férias, uma semana sem escrever. 2- Atualizei algumas histórias que pretendo postar. 3 - Comecei duas histórias novas. 4 - Carnaval 5 - Fiquei sem luz ontem. Ia postar ontem o capítulo. Já estava prontinho, porém... Cadê a luz? Enfim, foi isso. Mil desculpas. Roxy Hale RR Chase Emily S2 Invisible Girl Serial Killer MaryDiÂngelo Semideusadorock Eu amo vocês. E sim MaryDiÂngelo, casaremos um dia. Acho que é só isso. Kisses Bom Capítulo

—Detenção?! -Perguntamos juntos.

—Sim. No sábado. -Eu suspirei e passei a mão pelo rosto. -Pode ir senhorita Grace. -A Thalia levantou da cadeira bufando e saiu da sala. -Nico.

—Pode pular a parte do sermão. -Ela suspirou. -Olha, não foi nada demais, okay? Não precisa se preocupar.

—Ni…

—Não significou nada. Pode…

—Nicholas! -Ela me cortou. -Não entrei naquela sala por acaso. -Ela suspirou e passou a mão pela nuca. -Eu senti algo, algo forte emanava de lá.

—Desde quando bruxas sentem o desejo alheio? -Ela me encarou. -Desculpe.

—O que eu senti não foi desejo. -Ela me olhou por alguns segundos. -Foi algo mais forte.

—Tudo bem. Eu não preciso disso. -Me levantei e segui até a porta, porém, no meio do caminho eu não conseguia mais me mover. -Odeio bruxas. -Sussurrei.

—Não odeia, não. -Ela parou na minha frente. -Eu acho melhor você contar a Poseidon. -Eu revirei os olhos.

—Foi só um beijo.

—Para vocês. -Eu suspirei e a olhei.

—Talvez, eu goste da Grace, mas não é como se eu a amasse.

—Tem certeza? -Revirei os olhos e voltei a me sentar.

—Quer contar a Poseidon? Ótimo. Mais cedo ou mais tarde ele iria acabar descobrindo. -Afundei a minha cabeça nas minhas mãos. Ela ficou em silencio por alguns segundos, e eu tinha certeza que me observava.

—Não está se referindo ao beijo, está?

—Não. -Eu a olhei. -A trilha que os caçadores encontraram. Fui eu. -Ela arregalou os olhos. -Todos os dias eu espero todos dormirem e vou até a casa da Thalia. Volto ao amanhecer quando sei que Poseidon acorda.

—Por que vai até lá?

—Não sei. Mas tenho que ter certeza que ela está bem. Que está protegida. -Desviei o olhar. -É ridículo não é? Quero proteger a pessoa que quer me matar. -Acabei rindo.

—Não é, não. -Eu a olhei. -Você a ama. Pode ainda não saber disso. Mas ama. Posso sentir.

—Isso é ridículo. -Eu revirei os olhos. -A quanto tempo ela está na cidade? Três meses? Quatro?

—Quase quatro. -Ela pareceu pensar. -A quanto tempo está tendo esses… Surtos? -Ela parecia medir as palavras. -Como os que teve no banheiro?

—Desde que ela chegou.

—Seja lá quem for que esteja atacando você, quer que a Thalia veja. -Ela pareceu pensar. -Mas por que? Já estamos em guerra. Se ela descobrisse que você é um lobo, tentaria matar você, o que provavelmente causaria a morte de um dos dois.

—Não mataria a Thalia. -As palavras saíram antes que eu pudesse impedir.

—Mas ela mataria você?

—Não sei. Acho que sim.

—Não faz nenhum sentido. -Ela disse por fim. -Eu preciso pensar.

—Estou dispensado, Diretora? -Ela fez um aceno com a mão. -Obrigado.

P.O.V Thalia

—O que você quer? -Perguntei.

—Você me pediu para descobrir o que era aquela erva. -Eu a olhei. -Posso saber onde conseguiu? -Eu cruzei os braços. -Era Açafrão e Sálvia. -Eu franzi o cenho.

—Açafrão?

—Açafrão, Sálvia, um pouco de latim, algo que seja ingerido, e você tem uma simples poção de cura. Simples e não muito forte, normalmente tira a dor e fecha ferimentos simples. -Eu assenti, algo nos olhos dela me fez desconfiar.

—Héstia, o que está escondendo de mim?

—Nada. Já disse tudo o que sabia.

—Você não sabe mentir. -Ela suspirou.

—Usar açafrão para cura. -Ela ela olhou para os lados. -Isso é antigo. Clãs antigos de bruxas faziam isso.

—Então quer dizer que é uma bruxa poderosa.

—Sim.

—Mas…

—As bruxas só praticavam isso quando não eram bruxas completas. Então, faziam isso porque não tinham poder suficiente para curar uma pessoa ou mais, com sua magia.

—Não tinha feito a iniciação?

—Exatamente. -Eu assenti. -É tudo o que eu sei.

—Assim eu espero. -Peguei a chave em cima da mesa.

—Aonde você vai?

—Ver uma bruxa.

Estacionei o carro na frente da lanchonete e olhei para o local, como eu suspeitava ela estava lá sentada lendo um livro, o café na mesa, os óculos escorregando, os cabelos loiros presos, e é claro, os olhos acinzentados atentos as palavras.

Saltei do carro e entrei na lanchonete. Ela ergueu os olhos e abriu um pequeno sorriso quando me viu, retribuí ao sorriso. Caminhei até a mesa e me sentei de frente para ela, que não disse nada, apenas voltou a ler o livro. Peguei o seu café e bebi um gole, percebi que ela realmente estava entretida com o livro, derramei o café propositalmente sobre o meu colo e levantei rapidamente praguejando.

—Thalia. -Ela se levantou alarmada. -Você está bem?

—Estou. Só tenho que limpar isso. -Apontei para a minha calça molhada.

—Eu te ajudo. -Ela marcou o livro e me seguiu até o banheiro.

Assim que passamos pela porta eu tranquei a mesma, sabia que estaríamos sozinhas. Ela me olhou e franziu o cenho, eu cruzei os braços e a encarei. Ela não parecia entender nada do que estava acontecendo. Retirei o pequeno frasco do meu casaco e coloquei-o sobre a pia. Ela arregalou os olhos e deu um passo para trás, me olhando assustada.

—Thalia… Eu… Eu… -Ela abriu e fechou a boca algumas vezes até que fechou os olhos por alguns segundos e me olhou. -O que me entregou?

—Dianthus Caryophyllus. -Ela cobriu a pulseira com a mão. -Soube que as bruxas carregavam Cravo consigo para se prevenir de captura ou enforcamento. -Ela suspirou. -Acredite em mim, não funcionava. -Os seus olhos brilharam de raiva.

—O que você quer?

—Por que me curou? -Ela piscou algumas vezes antes de responder.

—Você é minha amiga, e estava toda quebrada. -Ela deu de ombros. -Da próxima vez eu deixo você sentir dor.

—Não terá próxima vez. -Ela engoliu em seco e olhou para o frasco sobre a pia. -Ou será que terá? — Abri o franco e vi que ela se afastou ainda mais de mim. -Raiz de Mandrágora. -Disse olhando para a ela. -Acaba sendo engraçado. As bruxas usam raízes, ervas, e tudo o que a natureza oferece à seu favor, mas uma raiz pode matá-las.

—Precisa do meu sangue para poder me matar.

—E quem disse que eu vou matar você? -Eu cruzei os braços. -Você vai me levar até Poseidon. -Ela arregalou os olhos. -Ou então eu vou matar você, e sei que vai ser fácil, já que você ainda não passou pela iniciação.

—Culpe o seu pai por isso. -Ela rosnou.

—E então… Como vai ser?

—Thalia, eu ainda não passei pela iniciação, mas ainda sou uma bruxa. -Ela ergueu uma das mãos e no segundo seguinte o espelho ao meu lado explodiu. Me joguei no chão para me proteger, quando iria me levantar ela estava ao meu lado. -Somnum (Durma).

Abri os meus olhos lentamente. Não reconheci o local em que estava, o teto de madeira me fez franzir o cenho. Me sentei rapidamente e olhei em volta, paredes de madeira, um carpete escuro e gasto estava esticado no chão. Haviam três camas além da minha, uma grande mesa de madeira próxima a parede a minha esquerda, atrás da mesa havia uma estante cheia de potes contendo ervas dentro.

Retirei o cobertor fofo e confortável de cima de mim e desci da cama. Podia sentir que estava sem minhas facas, praguejei baixo. Retirei o meu cordão e o segurei esticado com as duas mãos. Caminhei até a porta, mas quando fui abri-la alguém o fez antes, me escondia atrás da porta e prendi a respiração.

—Eu não sabia o que fazer, e você...-Ela parou de falar assim que viu a minha cama vazia. -Cadê a Thalia? -Antes que qualquer uma das duas pudesse se mover, eu passei o meu cordão pelo pescoço da Di Ângelo, que engasgou e levou as mãos ao pescoço. -THALIA!

—Onde eu estou?!

—Está… Está…

—Me responde Annabeth! -Apertei o cordão com mais força, a Di Ângelo se debatia em meus braços.

—Thalia, solta a Bianca. -Eu a encarei. -Estamos na minha casa, okay? Suas coisas estão na mesa, eu só coloquei lá, porque fiquei com medo de você se machucar. -Ela suspirou. -Agora, solta a Bianca.

—Primeiro você vai me levar até Poseidon.

—Eu não posso! -Olhei para a Di Ângelo. -Thalia, eu não posso!

Antes que eu pudesse dizer algo, alguém me jogou contra a parede. Eu arfei e o olhei. Dava para perceber que ele estava muito irritado. Não era para menos, eu estava enforcando a irmã dele. Eu estaria querendo matá-lo se fosse com o Jason, mas ele não parecia tão irritado assim.

—Annie, me dá cinco minutos. -A Annabeth assentiu e saiu carregando a Di Ângelo. -Por que sempre a Bianca?

—Hora certa, lugar errado. -Ele bufou e revirou os olhos.

—Eu disse para a Annie que você iria descobrir. -Ele disse. -Malditos caçadores. -Eu arregalei os olhos.

—O que… Como… Espera! -Ergui a minha mão. -Como você sabe?

—Vocês não são nada discretos. -Eu revirei os olhos.

—O que faz com uma bruxa?

—Primeiro, a Annie é minha amiga, segundo e daí que ela é uma bruxa?

—Bruxas são perigosas. -Ele revirou os olhos.

—Ah, claro. A Annie vai sair por aí matando todo mundo.

—Não confio em nenhum deles. Avisa para a Annabeth manter distância. -Caminhei até a mesa e peguei as minhas facas, peguei a minha jaqueta e abri a porta. -E você seria esperto se fizesse o mesmo. -Avisei olhando-o sobre o ombro.

Vi que a porta dava para a floresta, só havia aquela casa ali no meio do nada. Tive a estranha sensação de estar sendo observada, olhei para trás e vi que a Annabeth me observava da varanda. Balancei a cabeça em negação e corri para floresta.

Eu não tinha ideia de onde estava, mas continuava a correr sem rumo. Parei quando senti algo gelado escorrendo pelo meu rosto. Não podia me deixar chorar ali. Limpei as minhas lágrimas rapidamente, mas não adiantou, mais lágrimas rolaram pelo meu rosto. Encostei-me em uma árvore e deixei as minhas lágrimas escorrerem.

Abri as pulseiras em meu pulso e olhei para as cicatrizes. Retirei a faca do meu coturno e a passei por cima de uma das antigas cicatrizes, faziam meses que eu não tinha uma recaída. Mas descobrir que a Annabeth era uma bruxa me fez perder o chão. Ela foi a primeira pessoa que eu confiei em anos, e descobrir que ela era uma bruxa, simplesmente, acabou comigo.

—Olá, Thalia. -Eu olhei em volta e não vi ninguém, achei que estava ficando maluca. -Já faz um longo tempo. -Eu olhei em volta novamente, ainda não via nada.

—Quem está aí?

—Você sabe quem eu sou. -Eu me levantei rapidamente.

—Se soubesse não estaria perguntando. -Eu continuava a olhar para as árvores a minha volta, estava escuro, eu não conseguia ver quase nada. -QUEM ESTÁ AÍ?

—Você sabe quem eu sou. -Algo se chocou contra mim com força e me fez “voar”contra uma árvore. Soltei um grunhido e me levantei novamente. Fiquei de costas para a árvore, saquei as facas no cós da minha calça e fiquei em posição de ataque.

—Como posso saber quem é você?

—Por que eu estava lá. -Ele sussurrou no meu ouvido. Todo o meu sangue gelou, meu coração disparou e eu arregalei os olhos. -Eu sei o que aconteceu. -Girei o corpo tentando esfaqueá-lo, mas ele já havia desaparecido.

—Como poderia estar lá? -Fui jogada contra uma árvore que deveria estar a pelo menos seis metros de mim. Acabei deixando as minhas facas cair, uma ficou no chão, e a outra voou em minha perna. Eu gritei, retirei a faca e comecei a fazer pressão com a minha mão. -Quem é você?

—Eu sou o seu pior pesadelo. -Ele segurou o meu rosto enquanto falava, me obrigando a virar o rosto. Ele parecia um sombra. Eu sentia o meu coração bater acelerado em meu peito, mas não podia me deixar ter medo. Ele riu contra o meu rosto. -Eu ainda lembro dos gritos dela. Eu o olhei, a única coisa que eu pude ver foram os olhos castanhos.

—Foi você. -Tudo começou a fazer sentido. Ele abriu um sorriso de canto e segurou o meu rosto com força. -Por que?

—Aquela maldita teve o que mereceu. -Ele apertou a minha coxa me fazendo contorcer. -E você também terá. -Gritei quando senti dois dedos dentro da minha ferida. -Sua mãe fez o mesmo. Ela era fraca, assim como você. -Ele retirou os dedos da minha ferida. -Ela implorou para eu não machucar você. -Ele riu. -Você já estaria morta a muito tempo, se não fosse aquele maldito garoto. -Ele passou os dedos sujos de sangue pelo meu pescoço e busto. -Mas pode ter certeza que eu vou fazê-la sofre tanto quanto a sua mãe sofreu. -Ele aproximou o rosto do meu pescoço, eu instintivamente me afastei. -Zeus terá mais uma em sua lista.

Antes que qualquer um dos dois pudéssemos falar algo o puxou, algo não, alguém. Mesmo de costas eu pude reconhecê-lo. Seus punhos estavam cerrados, seus músculos retesados, e eu podia sentir a raiva que emanava dele. Pela primeira vez em toda a minha vida, eu nunca fiquei tão feliz em ver uma pessoa, e ao mesmo tempo fiquei com medo dela.

—Nunca mais encoste nela. -O homem que estava escondido nas sombras riu.

—O herói resolveu aparecer. -O Di Ângelo olhou em volta. -O destino de vocês já foi escrito a muito tempo. -Ele respirou fundo e então correu até mim.

—C-C-C-Como… Como...Como…

—Shiiii…-Eu engoli em seco. -Eu vou te tirar daqui.

—Di Ângelo…

—Está segura agora, Grace.

Notas finais
Mais um pedacinho do prólogo... ISSO NÃO SIGNIFICA QUE A FIC ACABA DEPOIS DA ÚLTIMA PARTE DO PRÓLOGO. Antes que vocês queiram me matar, o capítulo não teve HOT por um simples motivo... EU ESTOU COM UM BLOQUEIO PARA ESCREVER HENTAI. Não é mentira. Estão ficando horríveis. Por isso eu não escrevi ainda, eu juro que estou tentando com todas as minhas forças, e assim que sair eu posto um especial. Ah, e será Jasiper. Antes que eu esqueça, HOT Thalico está um pouco distante. Pelas minhas contas só depois do capítulo 20. CALMA! Não me matem ainda. Vou compensá-los eu prometo. Acho que é só isso... Ah! Claro! Para não perder o costume perguntinha para vocês. Quantos anos vocês acham que eu tenho? Sejam boazinhas. Kissus Tia Amanda