Wobbs, o cereal killer [FLOWER]
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Wobbs é um cereal muito triste. Na sua caixa de cereal ele era o menos saboroso, o menos crocante. Ele era bem triste por isso, e em um dia ele começou a pensar em sua fuga.
Se eu conseguir cortar de alguma forma essa parede, vou escapar dessa prisão onde todos são melhores que eu...
Wobbs, o cereal, nunca passaria pela parede de papelão que era a caixa de cereal e também sua prisão... Ou passaria?
Nesse mesmo dia, Marta foi ao supermercado comprar sua comida do mês. Seu salário e o bolsa família, com certeza dariam certo. Caminhando por entre os corredores do limpo e e atrativo supermercado que fica na avenida menos movimentada da cidade, ela vê uma caixa de Sucrilhos, e sussura para si:
- Com o dinheiro que tenho, talvez dê para comprar algo para meus filhos... Eles vão ficar muito felizes! – E ela pega a caixa de papelão com essas imagens ilustrativas e chamativas que chamam tanto a nossa atenção quando passamos por as vitrines. Nesse momento. O que se passava dentro da caixa era o maior furdúncio que aqueles cereais já haviam presenciado; Glurt, o vendedor de bolhas de sabão que sempre tivera seus problemas com a embalagem e com o fato de Sucri falar que se ele vendesse água com sabão e canudos ele ia vender bem mais, mais Glurt dizia:
- Sucri, Sucri... Se eu vendesse água com sabão canudos eu ia ser vendedor de água de sabão com canudos, não bolhas de sabão! Eu só estou com um problema com a embalagem, mas é passageiro! – Sucri talvez não entendesse de vendas, mas Sucri entendia bem que um Glurt todo amassado na parede não estava mais vivo. Blask, o cereal poeta que passado o dia recitando seus versos onde fosse também não vendia nada (Todos ouviam os versos, mais ninguém comprava nenhum pelo simples fato que era mais fácil ficar simplesmente ouvindo.) foi o primeiro a propor o enterro quando o balançar acabou.
- Eu acho melhor mesmo – Ouvia-se da multidão
- Vamos lá!
- Enterrar!
- Mas onde?
- Como assim?
- Não tem espaço!
- Por quê?
- O chão é parede!
- Ahn... E agora?
Quando o silêncio se instalou na multidão, Wobbs teve aquela excelente ideia:
- Que tal fazermos um buraco na parede e jogarmos?
- Não acho que ele ia gostar... – Fala Sucri
- Já sei! E se fizéssemos um buraco e colocarmos ele para fora?
- Isso! Excelente ideia! Que inteligente! – Ouviam-se os gritos da multidão, enquanto Wobbs ficava bolado.
- Usarei minha faca! – Falou Jeff, o açougueiro.
- Eu faço o corte – Falou Wobbs pegando a faca, fazendo o corte e jogando fora o pobre porém rico Glurt
Marta enquanto pagava pela conta, não ouvia a missa que o padre Carpem fazia
Notas finais
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