Without You!
4 Capítulo 4
Eu- Pois, não és tu que vais estar a olhar para ele todos os dias a todos os minutos. Tom-Pois não, mas não te vai fazer diferença, ele é passado... Eu- Passado-Murmurei. Tom- Um passado que já esquecemos há muito tempo!! Eu- Se fosses tu a ir trabalhar com ela como ficavas!? Tom-Não interessa-Afastou-se. Eu-Interessa sim!-Pressionei. Tom-Já acabaste o trabalho hoje não já?-Chamou o elevador. Eu-Tom, ainda não me respondeste! Tom-Não há nada para responder. Eu- Ah sim, falas para eu resolver isto como se fosse a coisa mais fácil do mundo e tu como reagirias? Tom-... Eu- Responde-me!! Tom- Não sei!! Provavelmente não aceitava o trabalho!! Eu- E isso é o que? É para eu não aceitar o trabalho? Tom-Faz como tu entenderes. Eu-É so virar costas é isso? Tom-O que é que queres que eu faça? Que vá lá e diga: Olhe a minha mulher só aceita o emprego se o sujeito tal não estiver incluído em tal prestação. É isso? Lamento, o meu trabalho não é fazer peditórios. As portas do elevador abriram-se e entrámos. Eu- E depois ficas de mau humor é? Tom- Tu é que ficaste nervosa, quando pensaste na ideia de o voltar a ver!! Eu- Eu estou nervosa!? Tu é que te estás a passar!! E eu não preciso de favores teus!!- caminhamos em direcção ao carro. Tom- Então não pedisses opinião!! Eu- Então, está decidido eu vou trabalhar com ele!!- ele pára de andar e olha muito serio para mim. Tom- Estavas mortinha por fazer isso!! Eu- Não Tom, tu dizes que não decides nada e depois ficas assim! Tom- Faz como entenderes!! Eu- Eu não vou para a Versage!! Não ia aguentar ver essa cara todos os dias antes e depois de ir trabalhar, isso e a desconfiança que ia haver. Tom- Tinha motivos para desconfiar!? Eu- Sabes perfeitamente que não!!- entramos dentro do carro. Tom- Então pronto-Ligou o carro. Eu-Falasse nalguma coisa relacionada com Tom- Vamos mudar de assunto -Interrompeu. -Não estou com paciência para discussões. Eu -Tu é que puxas a discussão. Tom-O culpado sou sempre eu, claro, o Tom é sempre o culpado de tudo.-Virou na rotunda. Eu -Poupa-me -Encostei-me à janela do carro olhando o exterior. Tom- A que horas chega a Ally? Eu- 17h!- disse sem olhar para ele e com voz fria. Tom- Vais ficar assim muito tempo!? Eu- Eu sou assim desde que nasci!! Tom- Sara, pára de ser infantil!! Eu- Não estou com cabeça para discutir!! Tom- Ficas toda nervosa quando se fala no passado!!- eu olhei-o nos olhos. Eu- Pára o carro!! Tom- Estás tola!?- eu abro a porta. Eu- Pára o carro ou eu salto!!- ele parou e eu saí com ele atrás de mim. Tom-Onde é que vais? Eu-Para casa!-Ripostei. Tom-Sara!-Agarrou-me o braço-Volta para o carro, temos esta conversa em casa. Eu- Eu vou a pé ou apanho o metro, obrigada pela preocupação sim? Tom- Pára de fazer figuras, está toda a gente a olhar Eu-Desde quando é que te preocupa o que os outros dizem? Ah! Já sei, desde que pediste à outra para abortar, ou estou enganada? Tom-Estou no carro-Voltou para o veículo. Acordei com um barulho irritante vindo da janela « é ele.» Levantei-me, abri a janela e vi Bill a tremelicar na varanda. Bill-Estava a ver que não-Beijou-me entrando para dentro do quarto. Eu-Estavas aí há muito tempo?-Envolvi o seu pescoço com os braços. Bill-O suficiente para me dares calor-Beijou-me encaminhando-me para a cama. Eu-Tu és sexo maníaco ou alguma coisa assim do género? --\' Bill-Não-Riu-Porquê? Eu-Porque...-Olhei em direcção à porta. Mãe-Passa-se alguma coisa Sara? Eu-Er... não! Mãe-Ouvi um barulho, pareceu-me vir daí. Eu-Fui à casa de banho-Informei enquanto Bill me beijava o pescoço. Mãe-Vê se dormes. Eu-Tudo bem. Bill-Vais dormir Sara?- Gozou. Eu-Depende das circunstancias-Acariciei-lhe o rosto. Bill-Hum?-Arqueou o sobrolho. Eu-Ai Bill-Ri-me. Bill-Hoje, fazemos à minha maneira.-Puxou a camisa de dormir para cima deslizando as mãos pelas minhas pernas Eu estava encostada à parede da sala — Tu ainda a amas!!- ele vira-se para mim e vejo o seu punho vir na minha direcção mas passa ao lado da minha cara fazendo balançar os meus cabelos e indo em direcção à parede, o meu olhar estava petrificado, nunca pensei que ele mudasse tanto. Tom- Desculpa!!- a sua voz implorava clemência, os seus olhos começavam a ficar vermelhos, e algumas lágrimas brotaram, mostrando arrependimento, também eu chorava bastante, as minhas mãos foram ao encontro da face dele, e juntei as nossas testas. Eu- Calma Tom, nem eu própria te reconheço!!- O seu olhar desceu, as suas mãos vieram ao encontro da minha cara, fazendo -me festas. Tom- Eles não nos podem fazer isto, eles não nos vão destruir!!- a minha mão levanta o seu queixo e ele dá-me um beijo que mostrava o seu perdão.
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