Selena- Cunhadinha dou-te os meus sinceros parabéns!!- o Ryan dá-lhe um pontapé por debaixo da mesa- Au!! Bill- Ryan, pára de ameaçar a tua irmã quando ela tem razão!!- Ryan olhou o seu pai com um ar indignado, o que me deu uma certa piada. Eu- Tinhas assim tão má fama? Isa- Parece que alguém o fez mudar!!- levou uma garfada à boca. Ryan- Eu apenas gozei a minha vida!!- dei-lhe um estalo ao de leve no braço. Eu- Estas a dizer que já não a gozas comigo!!- ele abraçou-me só com um braço. Ryan- Nunca vivi tanto a minha vida!!- deu-me um beijo. Eu- Selena!! Bill- Não temos problemas desses!! Selena- Eles também andam sempre aos amasses!! Rita- Selena!! Eu- Não se preocupe em minha casa acontece o mesmo!! Ryan- Um dia destes temos que apresentar os nossos manos!! Eu- Vocês são muito... como é que eu hei-de dizer... Ryan- Iguais!! Selan- Depende!! Isa- De quê!? Selena- É bom? Bill- Selena!!- engasgou-se com a bebida. Eu- Sim Selena, o meu irmão tem uns olhos lindos, pratica futebol, e é extrovertido como tu!! Selena olhou-me num esgar Selena – Tem de ser rebelde. – Opinou. Isa – Uma rebelde já me chega. – Comentou rindo. Bill – Exacto. Selena – Tem piercings? – Ignorou os comentários dos pais. Eu – Não. Selena – Fraco. Ryan – Cala-te parva. – Levou uma garfada à boca. Bill – Bem. – Olhou-os. – Estamos à mesa. Pelo menos isso respeitem, para além disso temos convidados. Eu- Oh, não se rale com isso. Isa – É uma questão de boa educação Ally. – Disse amavelmente. Bill – Um dia, podemos é combinar um jantar com os teus pais. Ryan – E assim, a Selena via o Jonh. Selena– Yah! – Disse entusiasmada. Eu – É uma questão de falar com eles. Bill – De certeza que não iriam discordar. Penso eu. Eu – Claro que não! [Sara] Eu- Tom, vou arrumar o armário das guitarras!! Tom- Está bem!!- saiu do quarto e deu-me um beijo. Jonh- Pai, tu podias era dar-me uma, tens tantas!! Tom- Quando souberes tocar eu dou-te uma, mas das minhas não!! Jonh- Só tens três!! Eu- Mas é só para fazer feitio!!- abri o armário, e vi o pó que lá dentro havia. Jonh– Só não percebo porque é que não tocas se as tens. Tom – Perdi a vontade. – Constatou. Jonh– Nunca tocaste sequer. Tom- Olha, vê esse programa, parece ser engraçado. Jonh– Piada –‘ Eu – Não as queres levar para a arrecadação? Tom – Não! – Disse de relance. – Elas estão bem aí. Eu – Tudo bem – Tirei uma por uma e limpei o armário. Ao limpar um lado do armário. A peça de madeira soltou-se. Olhei para trás, Tom e Jonh comentavam um programa de televisão. Dentro do espaço, havia uma pequena caixa, tirei-a rapidamente. Tinha inúmeras folhas de papel por dentro. Abri uma. “ Far away” . Li as primeiras linhas. Guardei a folha de papel no bolso e voltei a guardar as coisas ao fim de limpá-las. Eu- Eu vou até ao quarto – Avisei entrando de rompante. Fechei a porta e encostei-me à mesma. Voltei a tirar o papel do bolso. Suspirei. Encarei a folha e desdobrei-a. A letra do Tom. Ganhei coragem . Suspirei de novo. Li. “This time, this place,

Misused, mistakes

Too long, too late

Who was I to make you wait?

Just one chance, just one breath

Just in case there\'s just one left

\'Cause you know, you know, you know... love you

I loved you all along

I miss you

Been far away for far too long

I keep dreaming you\'ll be with me

And you\'ll never go

Stop breathing if I don\'t see you anymore” A minha garganta queimava. Enquanto lia tais palavras, arfava o ar quente que se tivera instalado no quarto. Funguei o nariz limpando-o à manga do casaco e continuei a ler. “On my knees, I\'ll ask

Last chance for one last dance

\'Cause with you, I\'d withstand

All of hell to hold your hand

I\'d give it all

I\'d give for us

If anything give I won\'t give up

\'Cause you know, you know, you know I love you

I loved you all along

I miss you

Been far away for far too long

I keep dreaming you\'ll be with me

And you\'ll never go

Stop breathing if I don\'t see you anymore

So far away (So far away)

Been far away for far too long

So far away (So far away)

Been far away for far too long But you know

You know

You know

I wanted

I wanted you to say

Cause I needed

I need to hear you say

I love you

I loved you all along – “ Tom entrou no quarto olhando-me estupefacto. Tom — O que é que foi? Porque é que estás a chorar? Eu – É tudo mentira. – Solucei. Tom – O quê? – Indagou em pânico. Eu – O nosso casamento. – Murmurei. – Isto e as outras todas que estão no armário provam-no! – Mostrei-lhe a folha. Tom estava atónico, tirou-me o pedaço de papel da mão com brusquidão e olhou-me atarracado. Tom- Como descobriste? Eu- oh Tom não era dificil, sabes há quantos anos eu limpo aquele maldito armário!? À anos demais!!- fui até à sala. Jonh- Mãe!?Que se passa!? Eu- Toma!!- dei-lhe dinheiro. — Vai sair com os teus amigos, eu e o teu pai precisamos de ter uma longa conversa!! Jonh- Quando é que o pesadelo vai acabar? Eu- Jonathan agora não!!- ele bufou e saiu de casa, Tom entrou na sala ainda com a letra na mão. Eu- Agora nós!!- limpei rapidamente as lágrimas. Tom- Tu não tinhas nada que andar a ver as minhas coisas!! Eu- Ahahah, tens cá uma lata! Eu limpo a merda que tu fazes e tu ainda dizes que a culpa é minha por andar a encontrar lixo teu!!- o meu olhar era de pura raiva. Tom- Mesmo assim tu viste isto escondido!! Eu- Porque será que isso estava escondido!? Tu ainda gostas dela!! Tom- Não digas asneiras, sabes quantos anos estas letras têm!? Eu- Como é que eu sei que são antigas? Tu nunca a esqueceste!!- quase lhe gritei. Tom — E tu, algum dia esqueceste o Bill? Eu- Não te vou mentir! Sabes bem que ele foi o minha grande paixão, assim como a Isa foi a tua!! Mas houve momentos em que eu o esqueci momentos passados contigo, eu amo-te Tom, não da mesma maneira, mas o que eu sinto é amor!!- pérolas voltaram a rolar da minha cara. Tom- Sabes uma coisa, isto não significa nada, estas letras são antigas, têm anos, a Ally ainda não era nascida!! Eu- Então porque continuas a guardar!? Tom- Como tu bem disseste ela foi o meu grande amor, foram lembranças que ficaram!!- ele agarrou-me a mão — Queres saber uma coisa interessante!? Eu- Que foi!? Tom- Nestes quase 20 anos juntos, foi a primeira vez que me disseste “amo-te”, eu sei que é verdade, e sim eu também te amo, à minha maneira, mas amo!!- ele deu-me um suave beijo. Eu- Isto serviu para ainda nos manter mais unidos!! Tom – Já te disse que nada nem ninguém nos vai separar. – Afagou-me os cabelos. – Vamos ficar sempre juntos, independente das circunstâncias. – Deu-me um beijo na testa. Eu – Promete. – Pedi. Tom – Prometo. – Beijou-me. Eu- TOOM!!- estava em pânico e as dores não ajudavam. Tom- Que foi!?- veio a correr- É agora? Eu- Parece que sim!!- estava a contorcer-me. Tom- Calma respira fundo!!- a luz foi abaixo. Eu- TOOM!!- ele agarra-me a mão. Tom- Calma!! E agora o que é que eu faço!? Eu- Eu preciso de um médico!! Tom- Eu sei!!- gritou. Eu- Não grites comigo!!- também lhe gritei, ele deu-me um beijo na testa que estava bastante suada. Eu- Vai nascer!!- soltei um grito de dor, ele trouxe velas para o quarto. Tom- O que faço? Eu- Não posso ir de mota, não há telefone, vai ter que nascer aqui!! Tom- O que!? Eu- Calma Tom!!- tentava controlar a dor. Tom- Diz-me o que faço!!- agarrou-me a mão. Eu- Primeiro tira-me as calças!!- ele lá me tirou a s calças e ajudou-me a tirar a camisola de lã. Tom- E agora? Eu- Vai buscar uma bacia de agua quente, toalhas, e uma tesoura desinfectada!! Tom- Só isso? Eu- E pede a um vizinho que chame um medico ou uma parteira!!- soltei outro grito, sabia que ela estava para nascer, em cinco minutos o Tom regressou com tudo. Tom- E agora!? Eu- Agora ajuda-me a ter esta criança!! Tom- Eu sou advogado, não sou medico!! Eu- Não há tempo Tom, a tua filha quer nascer! Ahh!!- ele tirou o casaco e amarrou as rastas. Tom- Isto é tão nojento, disse quando se pôs em frente de mim!! Eu- Foi assim que tu nasceste!!- disse com esforço, ele enxugou-me o suor da testa, eu agarrava-me aos lençóis e fazia força.- Ahgrr!! Tom- Anda está quase!!- as suas mãos tinham sangue. Eu- AHH!!- ouviu-se um choro de bebé a romper o pouco silencio que existia. Tom- Conseguiste!!- sorriu-me da maneira mais carinhosa possível, cortou o cordão embrulhou a nossa bebé numa toalha e veio até mim com ela. Eu- Dá-ma!!- ele passou-ma e sentou-se ao meu lado. Tom- É tão perfeita!!- ela agarrava a mão de Tom, ambos tínhamos os olhos brilhantes a olhar para aquele ser pequeno com os olhos arregalados e do mais azul que existe. Eu- Mas ainda não tem nome!! Tom- Vai se chamar Ally!! Eu- Agrada-me!! Ally!!- olhei para ela, a luz acabou por voltar. Tom- Tenho de lhe dar banho!! Eu- Tornaste-te num parteiro profissional!!- ele levou-a e eu vi o cuidado com que pegava nela ao dar-lhe o seu primeiro banho, ouviu-se por fim as sirenes, levando-me a mim e ao meu rebento para um hospital. Silêncio. Estava sozinha em completo trabalho. Bill ainda não tivera chegado. Estava em completo silêncio. Oh como é bom trabalhar em silêncio, sem ninguém perto de nós, muito menos quem nós menos desejamos. Bill – Olá – Ouvi a porta bater. Olhei sobre o ombro e vi Bill colocar a mala sobre a mesa enquanto tirava o gorro. Voltei a olhar o esboço ignorando o seu cumprimento. Sentia-me a ser observada uma coisa que odeio.