Bill- Obrigado!!- fui até à minha mala buscar um calmante — O que estás a tomar?
Eu- Não é da tua conta!!- ele levanta-se e tira-me o medicamento da mão.
Bill- Valium, mas tu és tola, isto é muito forte, e ainda por cima tomas com café!!- eu tiro-lhe os medicamentos da mão.
Eu- Não tens nada a ver com a minha vida e se ando a tomar disto é porque preciso de me acalmar!!
Bill- Mas faz-te mal!!- voltou a tirar-me.
Eu- Tu até desejas que eu morra depressa!!- tirei das mãos dele e levei à boca e engoli com o café, sentei-me em frente à mesa dele.
Bill- Que foi!?
Eu- Nós não podemos repetir a gracinha!!
Bill- O de estar a comprometer o nosso emprego!?
Eu- Ela deu-nos uma oportunidade que todos invejam!!
Bill- E quê!? Nós somos mesmo a melhor dupla!!- ele estava concentrado no trabalho e a falar para mim ao mesmo tempo.
Eu- Mas para isso, temos que separar a vida profissional!- ele levanta a cabeça.
Bill- Então pára de me irritar!!
Eu- Tu é que me enervas!!
Bill- Tréguas!!- estendeu a mão e eu aceitei a custo.
Eu- Mas que seja bem claro que não deixo de te odiar!!
Bill- Vamos fazer a melhor colecção de sempre!!


Eu- Tom!!- disse-lhe ao ouvido e ele virou-se- Tommy!!- peguei numa rasta e fiz-lhe cócegas no nariz, ele coçou o nariz e voltou a virar-se — Rastamen!!- dei-lhe um beijo no peito descoberto e ele puxa-me deixando-me debaixo dele.
Tom- Bom dia!!- beijou-me o pescoço.
Eu- Manhoso!!
Tom- Tu é que tens uma bela forma de acordar uma pessoa!!- desceu as mãos até à minha cintura.
Eu- Estás cheio de apetite.
Tom- Acordar assim logo de manhã -Sorriu beijando-me de seguida.
As mãos de Tom entraram por dentro do meu top e procuraram estabelecer contacto com o meu peito. Estremeci. Os seus lábios desceram para o meu pescoço, acariciei as suas rastas à medida que sentia o meu top ser retirado lentamente.
Eu- Er... Tom- Sussurrei tentando ter uma respiração regular. Tom calou-me com um beijo caloroso e passou os seus dedos esguios pela minha fina pele fazendo-me arrepiar.
Tom- Não faço nada que não queiras — Mordeu o próprio lábio inferior beijando-me a barriga.
Gemi arqueando as costas, os lábios de Tom deslizaram ao longo das minhas pernas retirando-me os calções.
Puxei-o para mim de forma a unir de novo os nossos lábios, a língua de Tom percorrer bruscamente cada canto da minha boca enquanto que as suas mãos procuravam nudez.
“ Isa- Tens amigos para me apresentar? – Balbuciou ensonada — Quem?
Eu- Já vês — Ri-me.
Isa- São giros?
Eu- São — Encolhi os ombros.
Isa- Tenho de ver — Soltou uma gargalhada.
Eu- Nada de te fazer ao Bill. – Pedi no gozo.
Isa- Se eu soubesse quem era esse –‘
Eu- É o mais giro.
Isa- Já te disse que tinha de ver Miss Elly”
Fechei os olhos e quebrei a respiração ao sentir Tom entrar em mim, pressionei o seu corpo contra o meu à medida que tentava não pensar em mais nada do que o que se estava a passar.
“ Eu- Este é o Bill e o Tom, esta é a Isa– Apresentei.
Bill- Olá – Cumprimentou sorrindo.
Tom- Olá — Cumprimentou da mesma forma ao qual Rita acenou.
Eu- Apresentações feitas – Puxei-a para mim — E agora podemos ir dar uma volta?
Isa- Desde que seja para comer alguma coisa –‘
Tom- Ai gostas de comer? – Riu-se ao qual Bill lhe deu uma cotovelada — hey! –‘ Acho que era preferível seres comida – Murmurou levando a mão ao ombro.
Isa- Oo Isso também”
Olhei os olhos agora baços de Tom, o seu hálito fresco a embater na minha cara, a sua respiração entrecortada, os seus lábios a escassos centímetros dos meus.
Gritei.
Tom parou e deixou-se cair sobre mim abraçando-me com força.
Tom- Desculpa…. – Murmurou num tom ofegante.
“ Tom- Então e… conhecem-se há muito tempo?
Eu- Sim Tom –‘
Tom- São muito amigas?
Eu- Sim –‘
Bill- És mesmo chato, não digas que és meu irmão.
Isa- Mais novo?
Tom- mais velho — Corrigiu.
Bill- 10 minutos — Acrescentou.
Isa- Vai-me dar uma coisa má. São gémeos?
Eu- Exacto.
Tom- Mas eu sou o gémeo mais bonito.
Bill- Cabrão – Fez cara amuada.”
Acariciei-lhe o rosto, a sua cabeça deitada sobre o meu peito deixava-me numa situação de desespero.
Se tudo pudesse voltar atrás… então eu voltaria. Voltaria para o tempo onde eu era realmente feliz com a pessoa que eu realmente amava e que aparentava amar-me numa ilusão. Bill Kaulitz.
O silêncio reinou até ao infinito daquela quarto agora deserto, apesar de ser ocupado por dois seres distintos mas com algo em comum, estava em total vazio. A vida tinha desaparecido, tinha fugido para o refúgio de uma incógnita sorumbática e completamente inalcançável. Simplesmente, a vida tinha-se extinguido, tinha levado consigo… dois seres imunes que permaneciam deitados sem demonstrar qualquer tipo de reacção. Estavam vazios. Sem vida. Sem Bill e sem Isa.


Bill- Olha, vou almoçar — Vestiu o casaco e pegou na mala.
Eu- O que é que eu tenho a ver com isso?
Bill- Muita coisa — Colocou os phones nos ouvidos e saiu deixando-me completamente só naquele compartimento de arte.
Levantei-me, caminhei até à sua secretária e olhei os seus papeis juntamente com uma moldura, reconheci Isa, peguei em tal objecto mas antes que pudesse olhar para mais alguma figura umas mãos já tão bem conhecidas tiraram-me da mão tal fotografia.
Voltei-me. Era Bill.
Bill- Mexer nos objectos dos outros sem autorização é falta de educação sabias? — Colocou a moldura virada ao contrário em cima da secretária e abanou a cabeça — Não voltes a mexer nas minhas coisas — Pediu tirando uns papéis da gaveta — Eu também não ando a ver o que tu tens ou deixas de ter na tua secretária.
Eu- Só fui ver se era a –
Bill- Mesmo assim — Interrompeu. -Encontrei! — Tirou uma folha e sorriu orgulhoso. -Até já -Ia a sair mas voltou-se para trás -É melhor levar isto antes que tu faças alguma coisa --\' -Tirou a moldura do sítio e colocou-o dentro da mala.
Saiu deixando-me por fim... em completo isolamento.
Eu- Mas o que é que se passa comigo? Estou a dar em maluca!!- puxei o cabelo para trás e sentei-me na minha cadeira, fecho levemente os olhos.
- Liebe!!- sinto uns lábios a tocar nos meus.
Eu- Tom!?
Tom- Querias que fosse quem? — eu abraço-o com muita força — Que se passa!?
Eu- Preciso tanto de ti!!- ele acariciou-me os cabelos depositando um beijo na minha testa.
Tom- Vamos almoçar!!- saímos de lá entrámos no restaurante em frente.
Tom- Já me podes explicar o que se passa!?
Eu- É tudo Tom, é tudo ao mesmo tempo!! Depois que eles entraram de novo na nossa vida, o nosso casamento não é o que era, o nosso filho está a afundar-se e eu não consigo fazer nada, é este emprego que me está a matar aos poucos! Eu não aguento, Tom não aguento!!
Tom- Schhh, eu estou aqui vais ver que vai tudo passar!!- Beija-me a mão.
Eu- Eu quero voltar atrás quando os nossos filhos eram pequenos, quando o Jonh se vinha enfiar na nossa cama, quando eu passava noites em claro por causa deles!!
Tom- Queres sair deste trabalho, queres ir embora?
Eu- Eu não vou fugir, eu nunca fugi, sempre enfrentei os meus problemas!!
Tom- Sempre superámos tudo, isto é mais uma prova!!
Eu- Vamos para casa!!
Tom- Não queres voltar ao estúdio?
Eu- Não, esta manha foi dose!!- tomei outro comprido.
Tom- O que é isso que andas a tomar!?
Eu- São uns calmantes!!
Tom- Vamos embora então!! — fomos para o carro e durante o caminho senti-me bastante sonolenta.
Tom- Estás bem!?
Eu- Só preciso de um banho!!- chegamos depressa a casa.
Tom- Queres um chá!?
Eu- Não, só quero um banho!!- pousei a mala em cima do sofá e fui para o quarto onde entrei na casa de banho liguei a agua e despi-me, entrei na banheira, deixei os meus músculos relaxarem, pensei na confusão que ia a minha vida, até que sinto uma forte dor de cabeça e fica tudo escuro à minha volta, quero gritar mas não consigo o fundo começa a puxar por mim até que caiu na escuridão.

Acordo ao lado da banheira e vejo-me no fundo dela desmaiada ou até mesmo morta, vou até à sala e vejo o Tom sentado com as mãos a apoiar a cabeça depois vejo-o a abrir a minha mala.
Tom- Mas ela está maluca!? Ela anda a tomar desta merda e só hoje deve ter tomado uns 4!!- vejo-o a ir em direcção ao nosso quarto, abre a porta da casa de banho. — Sara, tu estás tola, tu andas...- a voz falha-lhe quando me vê no fundo da banheira sem reacção, corre até lá e mete-se dentro da banheira puxando-me para cima. — Vá lá Sara, não me faças isto!! — lágrimas brotavam das orbitas dele, ele pega em mim e enrola-me numa tolha, tenta todas as manobras de salvamento mas eu não reagia, pegou no telemóvel e chamou o 112.- Tu vais conseguir, tu vais sobreviver, eu prometo que nunca mais te deixo sozinha, por favor não me deixes!!- ele chorava agarrado ao meu corpo imóvel, ouvem-se as sirenes e a porta de casa abre-se deixando os bombeiros passarem!!- quem entra nesse momento é o meu filho.
Jonh- Pai o que se passa? Porque estás todo molhado!?- ele vê o meu corpo a sair da casa da banho e corre até mim. — MÃE!! Mãe , acorda!!- ele tenta acordar-me mas em vão, até que o Tom o agarra.
Tom- Calma!!- ele abraça-o.
Jonh- O que se passou!? Porque!?- ele chorava agarrado ao pai.
Tom- Ela não está morta, ela é forte vai resistir!!- os dois arrancaram atrás da ambulância. Eu fui assistida o mais rápido possível, deram-me choques quando o meu coração estava prestes a parar eu fui ter até onde o meu coração me chamava.
Jonh- O que se passou!?
Tom- Promete Jonh, promete que nunca mais voltas a dar desgostos à tua mãe, se ela ficar bem nunca mais voltes a cair no erro das drogas, ela sente-se culpada!!
Jonh- Mas ela não tem culpa, eu não a quero perder!!- começou a chorar outra vez.
Tom- Ela é a que tem menos culpa nisto tudo, durante toda a vida ela sempre esteve envolvida nos problemas dos outros e nunca teve culpa!!
Jonh- Ela desmaiou porque!?
Tom- Calmantes a mais, mas a pessoa que lhe fez isto vai pagar, e bem caro! Tenta dar o máximo de amor à tua mãe, é o que ela mais precisa neste momento, ela sente que está a falhar como mãe!!
Jonh- Eu vou fazer isso tudo, eu não a posso perder e ela nunca falhou como mãe, eu é que falhei como filho!!- senti-me a ser puxada para o vazio e ouço um bip irritante.

Notas finais
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