Tirei uma taça e afastei-me. Tom-Como vai a Selena? –Deu ênfase ao nome próprio. Eu- Não tens nada a ver com isso. — Dei um trago. Tom- Talvez tenha.-Seguiu-me. Eu- Não, não tens. – Fraquejei. As lágrimas de medo, pânico, dor queriam deslizar pelo meu rosto. Queria gritar ao mundo que o homem que me eu mais odiava e amava estava ali, à minha frente. Tom- Não me parece- Agarrou-me o braço. Eu- Não me toques! — Soltei-me tentando não mostrar nervosismo .-Os meus filhos não te dizem respeito. Tom- Filhos…- Repetiu. -Talvez um tenha a ver comigo. Eu- Não. — Contrariei irritada. Tom- Sabes… eu tenho poder e direito paternal- Começou por dizer com ar provocador.- Por isso… Eu- Olha- Coloquei a taça em cima da mesa- Renegar filhos também não é um acto muito… normal digamos assim. Tom- Estás sempre a usar o plural Isa. –Deu outro gole fitando-me – Terão sido mais que um? Eu- Não te diz rigorosamente nada. Tom- Não me digas que tiveste gémeos.-Soltou uma gargalhada seca. Eu- Oh, se tivesse não eram teus de certeza- Disse com azedume. Tom- Claro, tal como o filho que dizias que era meu, era do Bill. Eu- Não te admito!- Elevei o tom de voz. Tom- Eu é que não te admito. Eu- És um… arghh eu odeio-te que nem sei porquê que estou a perder tempo- Virei costas indo para fora do coliseu. Tom- Não vires costas.-Seguiu-me voltando a agarrar-me o braço. Eu- Se me voltas a tocar- Parei de andar- Eu grito.-Tom soltou-me. –Agora deixa-me em paz- Tentei manter a voz firme. Tom- Sabes o que é estares 20 anos a perguntar o porquê da tua namorada ter fugido com o irmão? Eu- Sabes- Voltei-me para ele tentando encará-lo – Tu não eras meu namorado — Informei contendo as lágrimas — Eu não fugi com ele, apenas saímos de Berlim sem vos avisar, porquê que o haveríamos de fazer? Vocês não nos eram nem são nada — Na minha voz notava-se um certo tom irónico e arrogante. Tom-Sempre esperei ouvir isso da tua boca. Eu- Ah sempre esperaste? – Fiz ar surpreendido — Oh Dr. Kaulitz, mas que maçada, andou a esperar por algo tão simples? Já podia ter dito e não se preocupe, eu não invado mais os seus célebres pensamentos pode ser? Tom- És tão cabra. Eu- Com todo o gosto Dr. – Olhei a minha pulseira bocejando – O Dr. Devia ter conversas mais interessantes, estou aborrecida. Tom- Prefiro não ter conversas com pessoas como tu. Eu- Oh, engraçado, eu também. Por isso passe bem e veja se tem um ataque cardíaco cedo sim? – Caminhei em sentido oposto. Tom- Custa-te ouvir as verdades, ao que parece — Seguiu-me com um passo apressado. Eu- Foda-se! – Gritei — Mas andas atrás de mim como se eu tivesse cio? Deixa-me em paz Tom! Não percebes que eu não consigo estar 1 metro de distância de ti sequer? Tu metes-me nojo e vontade de vomitar e sei lá mais o quê! Tom- Tu – Antes que pudesse dizer algo a voz de Bill soou por todo o coliseu, ele estava a falar para o público. Eu- Deixa-me em paz…- Murmurei num tom quase rouco. - Mrs. Kaulitz? –O segurança aproximou-se de mim – Vai entrar? – Olhei Tom de lado e segui o guarda que me levou para junto da multidão no qual observavam Bill a discursar. Bill- O que foi? – Puxou-me de forma a sentar-me no tapete ao seu lado. Eu- Um fim-de-semana sem o Ryan -Murmurei olhando as brasas da lareira. Bill- Oh- Abraçou-me — Isso até é bom… para nós- Riu-se. Eu- Ai existe um ‘nós’? Senhor Kaulitz, anda muito… adiantado. Bill- Sabes como é. Eu gosto de planear as coisas — Sussurrou-me mordiscando-me a orelha. Eu- Hum…- Estremeci – Posso dizer que eu não gosto de ter as coisas planeadas? -Sorri. Bill- Não — Virou-me para si e desviou-me o cabelo da cara. – Esta noite não podes. – Olhei o seu rosto iluminado pelas chamas. Eu- Esta noite? – Indaguei confusa. Bill- Eu… -Inclinou-se sobre mim e beijou-me rodeando a minha cintura com as suas mãos. – Eu queria… sentir-me mais perto de ti.-Disse embaraçado. Eu- Oh Meu Deus Bill!- Ri-me. Bill- O que é? Eu- Estás com falta de sexo – Soltei uma gargalhada. Bill- Não! — Disse de relance. Eu- Então tens ido às putas? Bill- Não! — Quase gritou. Eu- Ah bom… Bill- Estava à espera do momento para… pronto… eu e tu… Eu- Então este é o momento? — Questionei sorridente. Bill-Er… estamos sozinhos, numa casa… Eu- Oh Bill… — Parei de sorrir ao ver a sua expressão séria. – Estás mesmo a falar a sério? Bill- Eu queria… fazê-lo contigo. Eu- Mas… eu… -Bill beijou-me. Bill- Queria-me sentir em ti — Beijou-me novamente fazendo-me deitar sobre o tapete quente. Eu- Eu…-Olhei os seus olhos agora mais brilhantes do que nunca. Bill- Não estás preparada pois não? — Deixou-se cair sobre o meu peito abraçando-me com força. Eu- Eu quero-o fazer contigo… -Afaguei-lhe os cabelos. — Mas… promete-me que isto não vai estragar a nossa amizade. Bill- Claro que não- Olhou-me — Nada nem ninguém vai estragar o que nós temos. – Beijei-o com dedicação. Bill começou por percorrer o meu peito por baixo da camisola de lã, fechei os olhos, por momentos imaginei estar a fazê-lo novamente com Tom, com alguém que eu sempre quisera fazer, com alguém que me mudou como pessoa. Os lábios de Bill foram ao encontro da minha barriga, senti a minha roupa abandonar lentamente o meu corpo fazendo despertar fogo interior dentro de mim. « Fica comigo» Abri os olhos vendo Bill em tronco nu percorrer o meu corpo sugestivamente. Eu- Bill- Olhei-o a medo. Bill- Não queres? – Parou. Eu- Q-q-quero- Puxei-o para mim e beijei os seus abdominais. Continuámos em actos calorosos e ternurentos até que senti Bill entrar em mim, cravei-lhe as unhas nas costas gemendo de seguida. « Só tu é que me dás inspiração para escrever músicas –‘ » Arqueei as costas mordendo o lábio inferior. Eu- Tom…-Murmurei deixando-me descair para trás. Bill segurou a minha cintura e voltou a puxar-me para si movimentando-se cada vez mais rápido. Bill- Já me queres contar o que se passou? – Olhei o reflexo no espelho deparando-me com Bill abraçado a mim. Eu- Nada de relevante — Encolhi os ombros. Bill- O problema é eu conhecer-te tão bem -Virou-me para si. — O que se passou? – Acariciou-me o rosto beijando-me ao de leve. Eu- Estiveste com a Sara? – inquiri acomodando-me no colchão. Bill- Ela esteve lá quando fomos relatar alguns acontecimentos e ideias ao director. Eu- Eu vi o Tom… Bill- Viste? Eu- Estive com ele — Informei. Bill- E… ele falou-te? [ Ally] Ryan- Eu não te mereço!!- fazia festas na minha testa a pensar que ainda dormia. Eu- Quem decide isso sou eu!!- dei-lhe um beijo. Ryan- Não sabia que tinhas acordado!! Eu- Tenho que fazer que estou a dormir, para te ouvir dizer os teus verdadeiros sentimentos mais vezes!! Ryan- Mas isso eu já faço quando tu estás acordada!!- puxou-me para ele beijando-me de seguida. Eu- Eu acho que nunca ouvi!!- fiz ar pensador. Ryan- O que tu queres sei eu!! Eu- Não dizes, então também não digo!!- cruzei os braços, ele beija-me. Ryan- Amo-te!!- encostou a testa à minha. Eu- Também te amo muito, mais do que queria!! Ryan- Às vezes tenho medo do que sinto!! Eu- É novo para nós!! Ryan- Acho que acredito!!- olhei-o com carinho. Eu- Em quê? Ryan- Que existe a pessoa certa! Eu- Eu já desconfiava, mas agora tenho a certeza!! Ryan- Quero ficar contigo para sempre!!- entrelaçamos as nossas mãos. Eu- Queres? — Perguntei em gozo. Ryan- Ya, se for possível — Beijou-me de novo. Eu- Quem te viu e quem te vê Dr. Ryan. Ryan- Ah pois é, tu baralhas-me o sistema --\' Eu- Quando é que me fazes outra serenata?


Notas finais
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