Without You!
59 Capítulo 58
Notas iniciais
nao tenho comentários nenhuns nesta fic e sendo assim vou parar de postar :C
Selena – És meu irmão, por isso faz alguma coisa de decente.
Eu – Pita, tomas um comprimido e vais com sorte.
Selena – Tudo bem –‘
Fui ao armário dos medicamentos, levei uma caixa para Selena e dei-lhe um copo de água. Ela agradeceu e tomou, acomodando-se no sofá.
Eu – Agora não me chateies.
Selena – Consegui manter-te ocupado. – Sorriu.
Eu – Olha lá, o Bill?
Selena – Já não o chamas de pai. – Murmurou cabisbaixa.
Eu – Ele não é meu pai, Selena. – Aproximei-me dela. – Como queres que o chame?
Selena – Sempre o chamas-te de pai. – Soprou – Porquê mudar as coisas agora?
Eu – Porque talvez… as coisas devam ser assim.
Selena – Tudo bem… — Encolheu os ombros,
Eu – Não sabes onde é que ele está?
Selena – Disse que ia à rua, nada mais. – Passou a mão pela cara – Não sei onde foi.
Eu – Acho que andam a tramar alguma. – Comentei. – Agora deixam-nos sempre sozinhos em casa…
Selena – A mãe já não é a mesma. Mas gosto de a ver assim, à parte de andar desleixada e de parecer não querer saber de nós, ela parece feliz.
Eu – Selena! – Exclamei – És um génio! – Levantei-me novamente e fui até ao telefone.
Selena – O que é que vais fazer?
Fiz sinal para ela se calar. Marquei o número da avó e esperei que alguém atendesse.
“ – Sim? – A voz rouca soou do outro lado do telefone.
Eu – Avó, sou eu, o Ryan. – Informei – Importa-se de chamar a minha mãe, sff?
- A tua mãe? – Pareceu espantada.
Eu – Sim, ela disse que ia para aí, ou não foi? – Encostei-me à parede e olhei a expressão de Selena.
- Er… Ryan…. – Gaguejou – A tua mãe neste momento… na está.
Eu – Foi onde?
- Às compras! – Relançou.
Eu – Então diga-lhe para me ligar quando chegar a casa.
- Liga-lhe para o telemóvel, talvez ela atenda.
Eu – Claro –‘
- Tens te portado bem? Como vão as coisas aí em casa, depois do que aconteceu? – Desviou o assunto.
Eu – Vão normais.
- E a rapariga? Já apareceu?
Eu – Não.
- Talvez seja melhor assim.
Eu – Sim, talvez.
- Alimenta-te! E toma conta da tua irmã!
Eu – Sim, eu tomo conta dela. – Olhei de lado para Haylay e ri-me.
- Pois bem, então até logo ou até amanha.
Eu – Mande cumprimentos ao avô.
- Ele também te está a mandar os. – Desligou”
Selena – Então?
Eu – Não está em casa.
Selena – A estas horas da noite? – Esbugalhou os olhos.
Eu – Ainda são 10h15, Selena.
Selena – Pois… tens razão. Ela talvez precise de espaço.
Eu – Ela anda feliz, como assim?
Selena – Ainda não reparaste? Nunca mais teve aqueles ataques de pânico com tanta frequência, está quase sempre a sorrir, anda desleixada com tudo e está-se sempre a esquecer das coisas –‘
*
- Ryan! – Abanou-me. – Ryan!
Abri os olhos sobressaltado, Bill estava à minha frente a fitar-me com o sobrolho arqueado.
Eu – O que é que fazes aqui? – Espreguicei-me.
Bill – Estavas a dormir no sofá. – Informou – Não é lá muito boa ideia.
Eu – Adormeci. – Admiti olhando em volta. – A Selena?
Bill – Já a fui deitar. Afinal o que andaram a fazer para adormecerem os dois no sofá. – Acendeu um cigarro e foi para junto da janela, abriu-a e espreitou para a rua.
Eu – Estávamos a ver um filme. – Abanei a cabeça – Que horas são?
Bill -5h da manhã. – Levou o cigarro à boca.
Eu – E só chegaste agora? – Soltei uma gargalhada seca. – Muito bem, estou a ver que esta família vai muito bem. – Disse sarcástico.
Bill – Ryan. – Olhou-me intensamente.
Eu – É verdade, o que é que vocês andam a fazer? – Falei um pouco mais alto – Estão a pensar por acaso nas consequências que os vossos actos podem vir a ter? Já pensaram na Selena? – Levantei-me. – Boa noite.
Bill – Ryan! – Chamou-me. – Eu preciso de falar contigo. – Atirou o cigarro pela janela. – Agora!
Eu – Não tenho nada para falar contigo, Bill. – Respondi arrogante.
Bill – Bill… — Repetiu num murmúrio. – Pois bem… — Comprimiu os lábios. – Acho que temos de ter uma conversa. – Alertou – O facto de não me chamares de pai, não –
Eu – Tu não és meu pai! – Interrompi – Porque haveria de te chamar de pai?
Bill – Um pai não é aquele que faz apenas o filho! – Fechou a janela com brusquidão. – Ryan. – Suspirou – Quem é que te educou? Quem é que esteve presente desde os teus primeiros momentos? Quem é que te pegou ao colo e sussurrou palavras carinhosas? Quem é que dormia contigo e com a tua mãe nas noites em que dizias ter medo? Quem te levou ao hospital inúmeras vezes? Quem é que te deu amor, Ryan? Foi o teu verdadeiro pai ou fui eu?
Estatelei ao ouvir as palavras de Bill. Ele tinha razão, por mais que me custasse admitir, Bill tinha razão.
Eu – Eu não tenho pai… — Tentei soar convincente. – O outro nunca foi meu pai. – Rangi os dentes.
Bill – Eu dei-te tudo o que pude, Ryan. Eu acreditei nas tuas mentiras apesar de saber tudo. Eu bem sei que foste tu que me estragaste o carro quando tinhas 13 anos. Eu sei que foste tu quem partiu a janela da casa da mãe do Georg a jogar basquetebol. Eu sempre soube de tudo, e o que fiz eu? Apenas sorri e deixei passar. Nunca me opus às tuas decisões, apenas quando achava necessário. Tu foste criado por mim e pela tua mãe! Parte da tua educação vem de nós.
Eu – Ocultaste-me estes anos todos que eu não era verdadeiramente teu filho.
Bill – Achei melhor, tanto eu como a tua mãe. Tu dirias ao teu filho que afinal não és o pai dele, mas afinal de contas não passas do tio que tentou proteger a adolescente grávida que foi abandonada e posta fora de casa?
Eu – Não sei. – Levei as mãos ao cabelo. – Eu não sei nada!
Bill – Conhecendo como te conheço, não dirias. Farias o mesmo que eu.
Eu – Não sei. – Abanei de novo a cabeça.
Bill – Ryan, eu amo-te como um pai ama um filho, só porque vieste a saber a verdade, não deves agir dessa forma.
Eu – Eu preciso de pensar…. – Olhei os seus olhos agora baços.
Bill – O que é que tu sentes por mim? – Aproximou-se.
Eu – O que sempre senti. – Encolhi os ombros.
Bill sorriu amavelmente. Abraçou-me fortemente. Fiquei momentos sem contemplar o abraço caloroso, mas depois, oh, depois abracei Bill com força e desejei que o tempo voltasse atrás.
Bill – És o meu filho. – Sussurrou beijando-me os cabelos.
Eu – O que me querias dizer?
Bill – É complicado. – Quebrámos o abraço. – Preciso que me apoies, não que me julgues – Sentámo-nos no sofá. – Isto é bastante delicado, Ryan.
Eu – O que aconteceu?
Bill – Sabes que as coisas não têm andado bem… — Assenti – Na verdade… er… eu e a tua mãe… nunca mais… nos procurámos como antigamente o fazíamos.
Eu – Sexo? – Fui direito ao assunto.
Bill – Exacto. – Consentiu – Não temos falado muito, sequer…e… isto deve-se ao facto dos pais da Ally terem aparecido de novo nas nossas vidas. O Tom sempre foi o amor da tua mãe, eu bem sei que ela nunca o esqueceu, mesmo estando comigo, eu sei que era com ele que ela sonhava e era ele quem ela desejava que estivesse ao seu lado. Eu não sei o que se passa com a tua mãe, não sei se anda novamente com o Tom, se está a passar uma má fase, não sei. Mas Ryan, eu… eu amo muito a tua mãe, mas não da mesma forma como amo a Sara, a mãe da Ally. – Disse com constrangimento na voz. – Ela sempre foi a mulher da minha vida.
Eu – Então… tu e a Sara estão a ter um caso? – Bill abanou a cabeça – Estás a trair a minha mãe, é isso?
Bill – A Isa sabe melhor do que ninguém que eu e a Sara nos amamos.
Eu – Já falaste com a minha mãe? Já pensaram que quem vai sofrer com isto é a Selena? Eu já sou maior de idade, posso muito bem trabalhar, ter uma casa e criar a minha família, mas… a Selena ainda só tem dezasseis anos.
Bill- A Selena é o que mais me preocupa. Tenho medo de ela não aceitar bem esta situação!
Eu- A Selena vai compreender, mas tambem vai sofrer. De um momento para o outro vai descobrir que afinal a familia feliz não passava de uma mentira!
Bill- Vou ter que ser eu e a tua mãe a falar com ela. O mais provavel é ela ir com a tua mãe. Alias o que vai acontecer é tu e ela irem viver com o Tom. A coisa que mais me vai custar é separar-me de vocês!
Eu- Não! Eu não vou viver com aquele sujeito, e a Selena, já pensaram na cabeça dela, de um momento para o outro vai ver a mãe com outro homem! Eu quero acabar o meu curso e ter a minha independencia, vou arranjar a minha propria casa. O que mais me preocupa é a minha irmã!
Bill- Isto não vai ser facil, tanto para vocês como para o Jonh e a Ally. Mas é o melhor para todos, senão for assim vai ser pior, não vai existir ambiente familiar, as nossas vidas vão ser um inferno!
Eu- Eu entendo, mas por favor façam-na entender isso tudo. Achas que o Tom vai querer levar os filhos com ele?
Bill- Se ele compreender como eu, nunca vai tirar os filhos da Sara, é mãe deles, como eu não vou tirar a Selena da tua mãe!
[Isa]
Eu – Chegámos… — Bufei.
Tom – Vai correr tudo bem. – Acariciou-me o rosto. – Se precisares de alguma coisa manda mensagem ou liga. – Beijou-me.
Eu – Claro. – Mandei-lhe um sorriso amarelo.
Tom – Promete-me que não te deixas ir abaixo. – Ergueu-me o queixo. Não respondi e fiquei a olhá-lo com a mesma expressão. – Isa… — Fez ar sério.
Eu – Contigo ao meu lado… — Murmurei baixo.
Tom sorriu e beijou-me, puxando-me mais para si.
Tom – Eu vou estar sempre ao teu lado, amor. – Beijou-me a cabeça. – Tens de ser forte, isto não é fácil para nenhum de nós, mas vamos conseguir.
Eu – hum hum – Abracei-o com força. – Eu tenho de ir. – Informei num tom baixo. – Já é tarde.
Tom – Eu vou falar com a Sara também. – Engoli em seco – Amanhã vens ter comigo aos escritórios?
Eu – Passo por lá antes de ir para agência, e ligo à Selena que vou um pouco mais tarde.
Tom – Tudo bem. – Beijou-me uma vez mais. Abri a porta do carro e saí caminhando até ao prédio. Olhei uma vez mais para trás, Tom fixava cada movimento meu. Acabei por entrar, vendo o carro seguir em frente. Suspirei e entrei em casa.
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