Without You!
54 Capítulo 53
Notas iniciais
estou muito triste :(
ninguem comenta :s
os leitores aumentam a olhos vistos mas os comentarios nao :x
comentem sff :)
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Comemos enquanto trocávamos sugestões e interesses diversos.A minha mente queria-se refugiar num certo ponto e eu sabia-o, melhor do que ninguém, onde era esse ponto. Eu – Vou… sair. – Informei enquanto vestia o casaco. Selena – Vais onde? Eu – Vou ter com uma amiga minha. – Menti. – Não devo demorar. – Depositei-lhe um beijo nos cabelos e saí. Bill – O que estás a fazer? – Sobrepôs a mão sobre o meu ombro e olhou para o lado de fora da jannela. Sorri, depois continuei a ver a chuva cair sobre o chão, sobre os carros, sobre as pessoas. Eu – Quem é que telefonou? – Ignorei a sua pergunta e voltei-me para ele. Bill – A directora da escola… — Murmurou. – O Ryan está no gabinete da direcção, temos de ir lá. Eu – O quê? – Arregalei os olhos. – Porquê? O que é que ele fez? – Peguei no casaco e vesti-o desajeitadamente. – Bill! Bill – Calma. – Ele riu-se. – Sabes como é o rapaz. – Aproximou-se de mim e desviou-me o cabelo da cara. – Orgulhoso demais. – Beijou-me. – E violento. – Fez um esgar. Eu – Eu não consigo educá-lo, Bill. – Murmurei. – Eu sinto que falhei, ele – Bill – Schh. – Sobrepôs o indicador sobre os meus lábios. – Estás completamente errada. – Enrolou o dedo no meu cabelo. – Foste, e és óptima. Olhei a sua expressão. Talvez pela primeira vez, o meu cérebro parou e raciocinou tudo lentamente, apreciou de facto como era o Bill para comigo, após estes anos todos. Ele era definitivamente… especial. Bill – Vamos. – Deu-me a mão, entrelaçou os dedos nos meus, abriu o guarda-chuva e levou-me pela rua até à escola de Ryan. Stefan – Estás com melhor cara. – Comentou risonho. Eu – Er… sim. – Menti. Stefan – As coisas, como estão a ir? Eu – O Ryan volta hoje para casa. – Admiti. Stefan – E sentes-te preparada para teres a tal conversa com ele? – Franziu a testa. Eu – Claro. – Observei de novo cada traço do gabinete. Stefan – E o que lhe vais dizer? – Suspirei. Eu – O que te deu na cabeça, Ryan Taylor? Ryan – Kaulitz. – Completou gozão. Bill – Ryan! – Pronunciou num tom audível. Ryan – O que foi? – Continuou a andar como se nada fosse. Eu – Queres provar alguma coisa a alguém a teres este tipo de comportamento? Ryan – Quero a minha guitarra de volta! – Constatou. Bill – Tens de dar provas em como a mereces. Ryan – Eu disse que me podiam tirar tudo, menos a minha guitarra. – Deu um pontapé numa pedra da calçada. – Ah! – Exclamou olhando-nos. – Onde pára o meu skate? Eu – Está no teu quarto –‘ – Entrámos dentro de casa. Ryan – Então eu vou andar agora de – Bill – Está a chover, Ryan. – Fechou a porta. Stefan – Um amigo meu está lá fora. – Voltou a sentar-se. Eu – Ah, então… — Levantei-me. – Se calhar damos esta consulta como que acabada. Stefan – Achas que está acabada? – Franziu a testa. Eu – Estamos aqui há 3 horas, no mínimo, Stefan. – Ajeitei o casaco. Stefan – Tudo bem. – Acompanhou-me até à porta. – Se precisares de alguma coisa liga, ok? Eu – Claro. – Assenti. – Obrigada. – Agradeci. Stefan abriu a porta. Saí e dirigi-me para os elevadores. Stefan – Tom! Como correu a viagem? – Estremeci. Olhei para trás e vi Stefan a cumprimentar o Tom Kaulitz. Carreguei vezes sem conta no botão para chamar o elevador na esperança que ele não me reconhecesse. Stefan – Passa-se alguma coisa, Isa? – Abanei a cabeça. Tom – Isa? – Ouvi passos atrás de mim. Ryan – Desculpa… — Murmurou num tom rouco. Eu – Ryan. – Voltei-me – Não tens de pedir desculpa. – Sorri e puxei-o para mim. – Apenas… — Comecei por lhe afagar os cabelos. – Quero que sejas tu próprio. Não que sejas o Mike que os outros querem que sejas, entendes? Ryan – Então… — Envolveu os braços na minha cintura. – Se eu fizer isso, vocês devolvem-me a guitarra? Eu – Claro. – Anuí. – Para quê que nós queremos a guitarra, se nem eu ou o teu pai sabemos tocar? – Ele sorriu estridentemente. Ryan – Realmente… — Brincou com o piercing. Selena – Hey! – Apareceu na sala. – A mãe é minha! – Gritou. Ryan– Isso querias tu. – Arqueou o sobrolho. Selena – Tudo bem, eu fico com o meu pai. – Abraçou-se a Bill que trazia inúmeras pastas na mão. Ryan– Também é meu. – Provocou. Bill – Chegamos para todos –‘ Eu – Vou arrumar o quarto. – Os braços de Ryan deixaram de envolver a minha cintura, e sentou-se no sofá. Tom – Espera! – Agarrou-me pelo braço. Eu – Não tenho nada para falar contigo. – Olhei a sua figura completamente ensopada pela chuva. Tom – Nós temos... de falar. – Soltou-me. Eu – Já dissemos tudo o que tínhamos de dizer um ao outro. – Abri a porta do carro e sentei-me. Tom – Não. – Impediu-me de fechar a porta. – Não te vou deixar fugir outra vez. Eu – Eu não vou fugir. Simplesmente vou para casa. – Olhei-o. – Acho que devias fazer o mesmo, os teus filhos devem estar à tua espera. – Arquejei e fechei a porta com brusquidão. Coloquei o cinto, rodei a chave do carro, Tom permanecia a olhar-me. Bufei. Um estalido fez me alertar, estava sem gasóleo. Eu – Scheisse! – Bati no volante. – Por favor… por favor…. – Pedi enquanto tentava ligar o carro. Desisti. Parei de agir e deixei-me ficar sentada, a ouvir a chuva a cair sobre o carro, a vê-la escorrer sobre o vidro do mesmo. Tom – Eu levo-te a casa. – Abriu a porta do veículo repentinamente. Eu – Porquê? – Indaguei num sopro. Tom – O quê? – Inclinou-se e tirou-me o cinto. Encolhi-me. Eu – Porquê que estás a fazer isto? – Peguei na mala, tirei as chaves do carro e saí, trancando-o de seguida. Ele não respondeu, abriu a porta do carro dele e fez sinal para eu entrar. Hesitei. Tom – Então? – Sentou-se. Sentei-me no banco ao lado do dele e suspirei. Eu – É na – Tom – Eu sei. – Ligou o carro. – Amanhã vens buscar o teu carro, ou assim. – Arrancou. Olhei o lado de fora da janela e encostei a cabeça à mesma. –A Ally desapareceu. – Meteu a segunda. Olhei-o, Tom olhou-me de relance, pouco depois voltou a prestar atenção à estrada. – O Rya precisa do teu apoio. – Prosseguiu. – Ele sabe que tu andas no psicólogo? – Mudou para a terceira. – Importas-te de falar? – Olhou-me por momentos. Eu – Não. – Respondi roucamente. – O Ryan está magoado comigo por causa de tudo isto. – Fechei os olhos. – Duvido que queira o meu apoio agora. Tom – Claro que… quer. – Contornou uma rotunda. – Eu estive com ele… — Abri os olhos. Eu – Com o Ryan? – Tom abanou a cabeça. – O que é que lhe disseste? O que é que ele te disse? Tom – Ele pensa que tu… me traíste com o Bill, é por isso que tu e ele fugiram. Ele viu um dos nossos vídeos. O Ryan sabe que eu e o Bill somos irmãos. – Engoli em seco. Aquela ideia tinha-me deixado apavorada. O Ryan, o meu filho, não podia achar aquilo de mim, não de mim ou de Bill que sempre fizemos de tudo para o fazer feliz. Ele não podia achar aquilo, sequer. Eu – Para onde me estás a levar? – Inquiri nervosa. – Tom! Tom – Nós precisamos de falar. – Continuou a olhar a estrada. Eu – Pára o carro. – Pedi. – Pára! – Ele continuou a conduzir como se nada fosse. Tentei abrir o carro. Estava trancado. – O que é que vais fazer? Tom – Agora que vos encontrei, não vou deixar que desapareçam de novo da minha vida. Eu – Quem? O que é que estás para aí a dizer? Tom – Tu e o Ryan. Eu – Tom, não digas coisas absurdas, tu tens família, eu tenho família, o Ryan não te olha como pai! Tom – Eu é que sou o pai dele… eu sinto, quando falo com ele. – Olhou-me. – Ele é meu filho, não pertence ao Bill. – Argumentou. – Ele é como eu. – Acelerou ainda mais. – Tu e o Ryan são a minha família de verdade. Eu – Tom… — Sussurrei. – Tu tens filhos com a Sara, viveste anos com ela, não comigo. Tu não quiseste ter família comigo. – A garganta arranhou – Tu não quiseste o Ryan. – Continuei – Por isso não digas que nós somos a tua família, porque tu não nos quiseste, só estás a dizer isso porque a tua filha desapareceu e precisas de conforto. Tom – Eu preciso de ti de novo. Eu não vou esconder isto outra vez. Eu amo-te e é contigo que quero ficar, não – Eu – Tu amas a Sara – Aproximei-me dele. – Tu não me amas. – Contrariei. – Podes ter amado, Tom, mas agora – Tom – Diz-me que não me amas! – Falou autoritário. – Diz! – Fitou-me Eu – Eu… — Calei-me. Tom – É o momento para resolvermos tudo, não o deites fora. – Voltou a olhar a estrada enquanto resmungava para si. Eu – Tu magoaste-me. Tu magoaste-me muito, Tom. Eu fiquei sei ninguém, os meus pais puseram-me fora de casa, tu não querias ficar comigo e com o Ryan. Tom – Eu queria. – Intercalou – Se não tivesses ido embora, por esta altura estávamos juntos, com o Ryan e com mais filhos. Mas estávamos juntos. Eu – Mas eu fui embora. Tom- Chega de falar no passado, já passou há muito tempo. Agora apenas quero viver o que me resta e de preferência com quem realmente amo! Eu- Achas que é assim!? Nós- apontei para mim própria e para ele- Ambos temos família, filhos e outros companheiros!- Tom solta uma gargalhada irónica. Tom- Tanto tu como eu sabemos perfeitamente que a Sara não esqueceu o Bill, e o Bill, sou capaz de apostar que ainda a ama!- calei-me, o silencio instalou-se vi-o a concentrar-se novamente na estrada. Entramos numa aldeia onde não existia muita população. Eu- Para onde me levas, Tom Kaulitz? Tom- Já vais ver! Eu- Eu quero voltar para casa, quero abraçar o meu filho, quero pedir-lhe perdão, quero que ele volte a desabafar comigo! Tom- Eu quero que ele saiba! Eu- De que falas?-perguntei confusa. Tom- Tu sabes, eu quero contar ao Ryan a verdade, quero que ele saiba que sou pai dele. Eu- Ele não vai aceitar, ele vai odiar-te, Tom! Pior, ele vai odiar-me ainda mais! Tom- Ele não te odeia, apenas está magoado. Eu-E com razão, também eu estou farta destas mentiras, destes enredos! Quem me dera que o tempo voltasse atrás!- senti o carro parar e Tom a destrancá-lo. Tom- Chegámos! Está na hora de mudarmos, está na hora da verdade!- Saí do carro, à minha frente estava um grande portão. Eu- O que é isto? Tom- Já vais ver!- Tira um molho de chaves do bolso e abre o grande portão preto, já enferrujado. Eu- OMG, é...linda!- á minha frente tinha uma mansão enorme já a precisar de obras, mas mesmo assim a beleza continuava nela, com uma escadaria à entrada, era uma casa antiga, rústica, como eu sempre quis, no sossego do campo, sem confusões, sem stress.- Compraste esta quinta só para me mostrares? Tom- Não, era dos meus avós, não é habitada há muitos anos! No inicio o meu sonho era reconstrui-la e vir morar aqui contigo. Mas esse sonho morreu, não valia a pena reconstrui-la sem ti ao meu lado.- pegou na minha mão — Vamos entrar, ainda tens que ver as traseiras!- correu comigo atrás, parecíamos de novo aqueles adolescentes tontos e perdidamente apaixonados. Eu- Está a precisar de umas obras! Tom- Eu quero arranja-la, mas não vou mudar nada, gosto dela assim, os quartos são enormes, a cozinha é linda! Eu- E estou a ver que o salão nem se fala! Tom- Então tens que ver o salão de festas!- encaminhamo-nos para lá e era realmente impressionante, notava-se um piano coberto com um lençol, ao lado tinha uma harpa antiga, os candeeiros eram enormes de cristal, agora sem brilho. Eu- Não sabia que a tua família possuía esta relíquia! Tom- Desde miúdo que amo esta mansão! O Bill não gosta muito dela, ele prefere coisas modernas, ele gosta da cidade e da praia!- olhei-o.- Que é? Pode ter passado muito tempo, mas ainda conheço o teu marido!- arrepiei-me quando ele disse aquela palavra. Eu- Não me querias mostrar as traseiras?- passamos pela cozinha, realmente era linda, antiga com uma grande mesa no centro, tinha o típico fogão de lenha, mas também possuía um fogão a gás antigo, saímos pela porta das traseira, onde tinha uma pequena varanda, os meus olhos brilharam, as trepadeiras taparam as colunas, tinha um banco tipo baloiço, a impedir as ervas daninhas de entrar, ao fundo tinha um regato que se ouvia bem a agua a correr, uma fonte existia no meio do pomar, realmente era o sitio perfeito para se criar uma família, e se calhar era onde eu teria vivido estes anos. Tom- Gostas? Eu- Estou sem palavras Tom, a quinta é magnífica, só me admiro não a teres reconstruído!
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