Notas iniciais
oii lindas, desculpem a demora. :s
espero que gostem. (;

[…]

- Chaz, posso? – perguntei abrindo a porta do seu quarto. Ele estava deitado em sua cama com a cabeça enterrada na almofada. – Chaz…- disse suspirando. – Me conta o que está acontecer com você…

- Não está acontecendo nada. – disse rude. Sua voz estava sendo abafada pela almofada e eu ouvia pequenos soluços. Chaz estava chorando. Sentei-me em sua cama e comecei mexendo no seu cabelo.

- Você sabe que eu te adoro, mas não gostei que me tivesse deixado num colégio que eu não conhecia. – disse gargalhando.

Senti ele dando uma leve risada.

Logo ele se virou ficando com os seus olhos fixados no teto, agora já sem lágrimas.

- Sabe, a minha vida é um inferno…

- Miranda? – perguntei receosa.

- Essa garota é perfeita, sabe? – ele esboçou um sorriso. – Mas…ela pertence a uma família rica…

- É, eu reparei. – disse gargalhando.

- E autoritária. Os seus pais não querem de modo algum que ela namore um bolseiro, pelo que são até contra à existência de bolseiros no colégio…

Quando ele falou isto, ele transpareceu uma tristeza misturada com um ódio intenso tão grande…

Ele se levantou e dirigiu-se à janela grande do seu quarto, ficando de costas para mim.

Eu não sabia o que falar…

- Eu e Miranda temos algo, nos gostámos, mas ela tem medo…medo da reação de sua família se souber que nós dois temos uma relação. Ela tem medo de dar um passo em frente…

- Vocês estão namorando? – perguntei com a voz baixa.

- Neste momento não, mas houve uma altura que estivemos muito próximos. Seu pai soube e veio falar comigo…

- Te dizendo que não queria você perto de Miranda…certo?

- Sim...EU JÁ DISSE-LHE JÁ QUE ELA NÃO PRECISAVA DE TER MEDO…QUE EU IA CUIDAR DELA, PROTEGÊ-LA... – disse ele exaltando-se.

Eu fui a té Chaz e abracei-o por trás tentando acalmá-lo.

- “People throw rocks at things that shine, and life makes love look hard”! – murmurei sorrindo. Senti ele esboçar um meio sorriso.

Eu não gostava de ver o Chaz triste. Eu o considero como meu irmão, mas o considero mais como um melhor amigo.

Ele se virou para mim e me abraçou. Eu retribui o seu abraço.

- Desculpa ter-te deixado no colégio…- disse ele desfazendo o abraço.

- Não faz mal. – disse sorrindo.

- Você veio sozinha? – ele perguntou.

Eu sorri…Eu me lembrei das mãos quentes do Justin na minha cintura, das palavras que ele sussurrou no meu ouvido, do seu sorriso, dos seus olhos, do beijo que ele depositou na minha bochecha me fazendo corar quando já havíamos chegado em minha casa.

- Samantha, quem veio com você? – perguntou ele, provavelmente reparando no sorriso parvo que eu deveria ter na minha cara.

- Hum, o Justin me ofereceu carona. – disse rapidamente.

- Eu disse para ele não ficar em cima de você…- murmurou um pouco irritado. – Sam, o Justin não é o tipo de rapaz que trata as raparigas da melhor forma, sabe?

Eu sei…

É mais uma das que está sofrendo por amor porque um deles te usou e deitou fora?” — as palavras pronunciadas por Ryan quando me viu procurando por o Justin.

A imagem de o Justin e a Clarice saindo da arrecadação me veio também à memória.

- Chaz…não se preocupe. Vou para o meu quarto, você fica bem? – perguntei a Chaz com um meio sorriso.

- Fico. – disse ele vindo até mim e depois depositando um beijo na minha testa.

SAM POV off*

JUSTIN POV on*

- Bem, obrigada pela carona. – agradeceu Sam com um sorriso quando o carro havia parado em frente da casa do Chaz, agora sua casa.

- Bem, mas eu quero algo em troca. – respondi sério.

- Algo em troca?! Você não disse que ia cobrar…

Enquanto ela me xingava, eu me inclinei até ela rapidamente e depositei-lhe um beijo fofo na bochecha.

- Desculpa se não avisei que ia cobrar um beijo seu. – disse mostrando um sorriso.

Senti ela a corar e dei uma leve gargalhada. Ela ficava linda quando ficava envergonhada, mas não comentei. Ela abriu a porta do carro e saiu murmurando um adeus. Fiquei vendo ela enquanto esta entrava em casa.

Logo arranquei o carro que desfrutava de um leve rasto de perfume da Sam.

[…]

- OII AMOR! – gritou minha mãe quando ouviu eu abrir a porta da entrada. – A MÃE ESTÁ AQUI NA SALA!

- Oii mãe. – disse me dirigindo até ela que estava deitada no sofá e logo depositei-lhe um beijo na testa.

- Como correu o seu dia, Justin? As turmas são as mesmas? – perguntou ela.

- Normal…- respondi. – Sim, são basicamente as mesmas.

- Basicamente as mesmas?

- É, apenas entrou uma nova garota. – disse sorrindo instantaneamente me lembrando da Sam.

- Estou vendo…- disse ela gargalhando. Provavelmente ela reparou no sorriso parvo que minha cara transparecia.

SORRISO PARVO?! QUE SORRISO PARVO?!

- Não há nada para ver. – disse rapidamente. – Vou tomar um banho.

- Já mando a Brenda lhe levar um lanchinho ao seu quarto…ainda falta algum tempo para o jantar e você deve estar com fome. – disse ela olhando para o seu relógio.

Brenda era uma antiga empregada de família. A palavra ‘família’ torna-se irónica quando apenas vivo eu, minha mãe e meus avós nesta enorme casa. É, apenas falta o meu pai…mas assim eu sinto que não existe família.

- Certo. – disse me afastando e subindo as escadas.

Abri a porta do meu quarto e atirei o meu blusão para cima da cama.

Escolhi umas calças desportivas e uma t-shirt e fui pegar um duche.

Deixei a água lavar meus pensamentos…

“Porque é que o perfume da Sam não me sai da cabeça?”

SAM POV on*

O Chaz tinha razão…o Justin apenas usa as raparigas. Mas eu não conseguia de deixar de pensar em tudo o que aconteceu hoje...nos seus olhos, no seu sorriso que eu achei o mais lindo de todos, nas suas mãos na minha cintura, no beijo que ele me colocou na cara e que me fez corar.

“Sam…você não pode perder seu tempo a pensar no capitão de basquete do colégio, que usa e abusa das raparigas. Você será a única que irá cair em tudo isto...”

- Amor…- disse a mãe abrindo a porta do meu quarto.

Eu não conseguia dizer ‘minha mãe’ ainda…porque sentia que de alguma forma eu estava trocando minha verdadeira mãe por isso apenas a chamava de ‘mãe’, como se fosse o seu nome verdadeiro...dá para entender?

- Vamos jantar pequena. – falou com um sorriso.

- Estou indo. – disse me levantado e a abraçando de lado.

Notas finais
gostaram? mandem review e não se esqueçam de divulgar. (;