Without Rain...There Is No Rainbow.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
3º Capítulo
– Sam…- disse ele suspirando e me abraçando – Tudo irá ficar bem. Limpa essas lágrimas…eu vou ajudar você.
“Obrigada Chaz.” – foi tudo o que eu pensei naquele momento. Ele estava sendo tão querido.
– Desculpe, eu não costumo chorar…- disse, me largando do abraço e limpando as minhas lágrimas.
– Eu não queria dizer isso…pode chorar, não tem problema. Você já está sendo forte há muito tempo. – disse ele fazendo sinal para eu me deitar com a cabeça nas suas pernas. Eu assim o fiz e ele começou brincando com o meu cabelo enquanto eu desabafava e chorava tudo o que eu não fiz este tempo todo.
Nós adormecemos mesmo ali.
– Filho, chegamos…O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!
– Mãe, pai? Vocês não iriam voltar só de tarde? – disse Chaz ainda meio confuso enquanto eu tentava abrir os olhos e encarar a realidade.
– JÁ É DE TARDE CHAZ...QUEM É ELA? – disse, provavelmente, sua mãe ainda gritando. Eu só queria um buraco para me esconder pois a senhora estaria a pensar coisas menos próprias.
– O nome dela é Samantha e ela precisa da NOSSA ajuda. Pode parar de gritar e ouvir, por favor? – disse Chaz realçando a palavra ‘nossa’.
– Sim, desculpe querida. Então…qual é seu problema? – perguntou a mãe de Chaz olhando para mim com um sorriso.
Chaz me apoiou…e se os pais deles não me apoiassem? Chaz tem apenas 16 anos, tal como eu. Só nós dois não conseguimos resolver o meu ‘problema’…ao qual eu chamo ‘minha vida’. Olhei para ele que sorriu quando nossos olhares se cruzaram, incentivando-me a falar.
E então aconteceu. Eu contei sobre minha difícil infância, eu contei sobre o orfanato, eu contei sobre a perseguição…é, eu contei TUDO.
O seu pai havia-se sentado no sofá que estava livre, junto à mãe de Chaz apenas para ouvir minha história. Quando terminei eles apenas se levantaram e me abraçaram. Eu retribuí o abraço, sempre tentando limpar minhas lágrimas que faziam questão em cair dos meus olhos. Sua mãe me sussurrou:
– Minha pequena, tudo se irá resolver. Nós os três te iremos ajudar. – Logo depois ela desfez o abraço e me deu um beijo na testa. Foi em direção à cozinha seguida pelo pai do Chaz. Provavelmente iriam falar…falar sobre mim e sobre tudo o que eu contei.
– Viu, tudo vai correr bem. – disse ele, o menino que me ajudou…o menino que eu abracei de seguida, sussurrando um ‘eu te adoro’.
...
E assim foi…tudo correu bem. A mãe de Chaz em conjunto com o seu pai decidiram me adotar. Todos sabemos que todo o processo de adoção demora e claro, eu ainda não pertenço oficialmente à família, mas os pais de Chaz conseguiram que eu ficasse vivendo com eles mesmo sem a conclusão do processo. Eu não compreendo quase nada sobre este tema…sendo esta a razão de minha explicação ter sido medíocre né…
Bem, dois meses passaram desde que eu encontrei Chaz ou Chaz me encontrou a mim (fica ao gosto de cada um). Nós nos consideramos irmãos. Eu o adoro como eu adoraria um irmão mais velho e ele me adora como se eu fosse sus irmã mais nova, pelo menos é o que ele diz e ele não iria menir para mim, né?
Eu me lembro da nossa reação retardada quando nós soubemos que iríamos viver juntos.
FLASHBACK on*
– Chaz, vamos jantar…estou com MUITA fome. – supliquei dando ênfase na palavra ‘muita’.
– Calma Sam, estou quase ganhando. – disse ele sem retirar o olhar do ecrã da televisão.
Mais uma vez ele estava jogando X-Box e nossa…como eu detesto os momentos em que ele está jogando essa porcaria.
– MENINOS, NÃO VOU CHAMAR MAIS NENHUM DE VOCÊS PARA VIR JANTAR! – gritou a mãe de Chaz.
– Eu avisei! Agora sua mãe está chateada. – disse revirando os olhos.
Eu adoro a Mrs. Somers, mas coitadinha…ninguém merece ter um filho como Chaz. Ele esgota a paciência de qualquer santo…nossa.
*Eu havia vindo passar o dia com Chaz e sim, o processo de adoção estava já decorrendo, mas eu ainda era obrigada a estar no orfanato.
Chaz desligou a X-Box e enrolou os cabos com os comandos e colocou-os por baixo da televisão. Veio até mim e me abraçou. Eu retribui o abraço e ouvi ele a sussurrar um ‘adoro-te pequena’. Eu apenas sorri instantaneamente.
Descemos os dois em direção à cozinha rindo das coisas estúpidas que Chaz fazia.
– Pensei que vocês dois não viriam jantar. – Mrs. Somers apressou-se a dizer.
– Desculpe, mas Chaz é que tem toda a culpa. – disse eu desviando o olhar para Chaz e dando uma leve risada.
– É, eu conheço o meu filho. – disse a mãe de Chaz com o olhar pousado nele e sorrindo.
– Vocês duas me tratam muito mal. – disse ele se fazendo de chateado e se sentando na mesa.
Eu me sentei de frente a Chaz e a sua mãe se sentou numa das pontas da mesa, de frente ao seu marido.
– Amor, conta a novidade para eles. – disse Mr. Somers falando para sua mulher com um enorme sorriso no rosto.
– Novidade? – perguntou Chaz levantando o olhar do seu prato que ele resolveu encher por completo com comida.
– Conto agora? – perguntou Mrs. Somers ao pai de Chaz, ignorando a pergunta deste. Eu apenas ri da cara retardada do meu ‘irmãozinho’.
Mr. Somers afirmou abanando a cabeça positivamente enquanto colocava uma garfada de arroz na boca. A mãe de Chaz sorriu. Eu e Chaz não estávamos compreendendo nada, daí a nossa cara de idiotas no momento.
– Meninos…a Sam irá VIVER AQUI CONNOSCO! –exclamou Mrs. Somers com um sorriso enorme e quase gritando as últimas palavras.
– O QUÊ?! – perguntei ao mesmo tempo que Chaz. Nós os dois estávamos com cara de retardados…nós não estávamos acreditando. Era um sonho.
– É verdade! – concluiu Mr. Somers gargalhando. – Podem festejar.
Eu e Chaz…sim, tivemos reações muito retardadas que se seguiram de risos por parte de toda a família.
FLASHBACK off*
Eu estava neste momento com um sorriso parvo no rosto, relembrando alguns dos momentos mais estúpidos que eu e o Chaz passámos nestes dois últimos meses. Incrível como o teto do meu quarto vira uma tela de cinema quando estou pensando.
A campainha da casa retirou-me dos meus pensamentos fazendo-me voltar, outra vez., para a realidade.
– CHAAAAAAAAAZ, VAI ABRIR! – gritei eu para Chaz, que estava no seu quarto.
– PORQUE É QUE NÃO VAI VOCÊ? – gritou ele para mim, abrindo uma discussão.
Enquanto discutíamos quem ia abrir a porta, a campainha continuava a tocar freneticamente.
– CHAAAAAAAAZ, VOCÊ É IDIOTA. ACHA QUE É ALGUÉM PARA ME VER? EU NÃO CONHEÇO NINGUÉM AQUI, ESQUECEU? – gritei irritada. Pensavam que eu e Chaz não discutíamos? Enganaram-se. Somos praticamente irmãos e claro que discutimos por vezes como tal, mas…nos adorámos muito um ao outro.
Senti alguém abrir minha porta do quarto e meu olhar pousou em Chaz.
– Já vou abrir, princesinha. – falou ele sarcasticamente e saindo no mesmo instante em direção à porta principal.
– Garoto irritante. – murmurei.
Ouvi a porta abrir e pelo que eu percebi, Chaz ficou contente ao ver a pessoa. Os dois estavam muito contentes, é de salientar. Talvez fosse um dos seus amiguinhos do secundário…que se dane.
Coloquei os headphones nos ouvidos e liguei o mp4. Assentei o volume no máximo e recostei a cabeça na almofada.
CHAZ POV on*
Sam consegue ser muito irritante por vezes. Eu estava jogando X-Box quando ela começa gritando comigo para eu ir abrir a porta.
– PORQUE É QUE NÃO VAI VOCÊ? – gritei em resposta.
Eu sabia que não ia dar em nada estarmos a discutir enquanto alguém tocava freneticamente à campainha, eu sei que a Sam é demasiado teimosa e que não iria abrir a porta. Provavelmente ela estava perdida em seus pensamentos, como sempre. Não sei em quê que ele tanto pensa, nossa.
Levantei-me do pequeno sofá que havia no meu quarto e ainda ouvi a Sam a gritar.
– CHAAAAAAAAZ, VOCÊ É IDIOTA. ACHA QUE É ALGUÉM PARA ME VER? EU NÃO CONHEÇO NINGUÉM AQUI, ESQUECEU?
De certa forma ela tinha razão. Provavelmente quem quer que fosse não era para ela mesmo. Enquanto percorria o corredor de casa decidi entrar no quarto de Sam para a provocar.
– Já vou abrir, princesinha. – falei sarcasticamente, fechando a porta no mesmo momento. Ouvi ela murmurar algo, mas não dei importância.
Desci a escadaria e finalmente rodei o puxador da porta da entrada.
– JUSTIN?! – exclamei ainda surpreso.
– Eu mesmo, Chaz! – disse ele dando uma leve risada.
Nos cumprimentámos com aquele movimento de mãos e dedos que costumámos fazer. Nossa…estou a ficar com a cabeça cheia de expressões da Sam.
Nos sentámos no sofá da sala.
– Ganharam? – perguntei.
– Ops, infelizmente não. – disse entrelaçando os dedos no cabelo. – O Chaz, aquele garoto idiota, não foi connosco. – disse ele gargalhando.
– Garoto idiota é você. – disse dando um leve soco na sua barriga.
Ele riu.
Eu pertencia à time de basquete, na qual Justin era o capitão. Nos três meses de férias de Verão sempre havia uma competição entre as times de basquete de Ontário. Apenas ganhámos uma vez durante os três anos que participámos.
No secundário, pelo menos onde eu estudava, existiam os grupinhos das várias atividades que a escola proporciona…imensas. A diretora faz questão que os seus alunos disfrutem da maior diversidade de atividades, pois acha muitíssimo importante que todos nós pratiquemos desporto. Além disso, Sam precisava de colher uma atividade.
– Depois tenho que falar com Sam. – pensei alto enquanto eu e Justin disputávamos sobre a vitória no joguinho da X-Box.
– Chaz, você está bem? Deu numa de falar sozinha e murmurar nomes de raparigas? – disse ele gargalhando.
– Cala a boca idiota. – falei.
– Sam…onde está a Sam? – falou ele sarcasticamente e rindo cada vez mais alto.
– Quem falou meu nome? – disse uma voz feminina.
Oficial, Sam estava no meu quarto.
CHAZ POV off*
Notas finais
VAMOS FESTEJAR, O JUSTIN APARECEU NESTE CAPÍTULO! YAAAY. kkkk
mereço reviews neste capítulo ? :*
Fale com o autor