With you

15 I just did what the boy wanted


Notas iniciais
OiOi :3 já podem acalmar os corações :3 uheueheuheuehueh Antes de tudo, eu só queria agradecer a Cammy Soares pela recomendação A-MA-ZING :3 geeeeeeeeeeeeente, sério, que cute cara! :D eu fiquei pulando que nem uma retardada e a minha mãe fico tipo: "vc quer um psicologo, querida?" MAAAAAAAAAAAAAAANO, SEIS RECOMENDAÇOES VEEI, SEIS FUCKING RECOMENDAÇÕES *0* EU AMO VCS VEEI :3 gente, eu tava no power point dando uma ajeitada na capa e eu ia, tipo, escreve "With you" em cima e coloca "Laah Bane" em baixo numa letra mó bonitinha, mas eu sou meio nub e nn sei faze essas cosas, nn da pra escreve em foto veei! a caixa de mensagem nn salva jnto com a foto! enfim, a capa vai se assim msm u.u to falando demais, vai ler o capitulo! :3

POV Nico

– Tem certeza que você consegue carregar ele? — Nico perguntou olhando para Percy, que carregava Will em um dos ombros como se ele fosse um saco de roupas.

– Pode deixar, eu consigo. — Percy deu o primeiro passo e quase derrubou Will, se equilibrando no ultimo instante.

– Estou vendo. — Nico falou sarcasticamente e voltou a limpar o rosto de Will com uma toalha úmida.

Nico tinha trocado sua camisa preta por uma outra camisa preta que não estava manchada com seu sangue. Ele se trancou no banheiro enquanto Percy terminava de amarrar Will e limpou o rosto, ao olhar a si mesmo no espelho, ao ver os olhos vermelhos e inchados — tanto de chorar quanto dos socos -, ao ver as olheiras ressaltadas, as marcas de mordida e chupões no pescoço, imagens do sorriso psicótico de Will invadiram sua mente, ele não aguentou e vomitou, abraçando a privada com seus braços trémulos.

Levanta, para de ser tão fraco.

Agora ele limpava o rosto de Will, que pendia desacordado nas costas de Percy, e tentava não espancar o rosto a sua frente. Ele sabia que não era culpa de Will, mas aquele era o rosto de seu agressor, Nico não conseguia evitar que raiva e nojo o invadissem cada vez que o olhava.

Para,– ele se repreendeu. — esse é o Will, seu namorado, você gosta dele.

Nico fechou os olhos e respirou fundo, tentando pensar nos momentos bons que ele teve com Will, mas só o que ele via era o Will de olhos brilhantes, o batendo e tocando. Ele sentiu seu estomago revirar e sentiu vontade de vomitar de novo, mesmo que não tivesse mais nada em seu estomago.

– Q-que horas são? — ele perguntou tentando pensar em outra coisa.

– Quase meia-noite.

– E por que você invadiu o meu chalé à meia-noite? Não que eu esteja reclamando.

– Ah... — Percy pareceu sem graça por um instante. — Bom... eu... es estava... eu estava andando por ai e eu vi... — antes que ele terminasse de falar, a porta se abriu e Laura apareceu atrás dela. — Bom, eu vi ela. — Percy concluiu.

– O que aconteceu? — Laura perguntou alarmada.

– O que você está fazendo aqui? — Nico se irritou.

Essa garota me persegue, não tem outra explicação!

– O que você está fazendo aqui? — ela rebateu com as mãos na cintura.

– É o meu chalé!– Nico respirou fundo e forçou-se a se acalmar. — Não temos tempo pra isso, anda Percy. — Nico empurrou Percy de leve, não por que ele queria, mas por que estava muito fraco para empurra-lo de verdade.

O mais velho começou a andar, passando por Laura e saindo do chalé, andando em direção a enfermaria. Nico foi atrás de Percy, ainda limpando o rosto de Will.

– Uau. — Laura apareceu atrás dele. — Quem bateu no meu irmão?

– Ahn... Fui eu, desculpe. — disse Percy levantando a mão, mas logo a abaixou a voltou a segurar as pernas de Will.

– Como assim? O que aconteceu ali dentro? Por que todo mundo está com o rosto machucado?

– Por que você está aqui? — Nico perguntou aborrecido.

– Por que está tremendo?

– Por que você estava desmaiada na frente do chalé de Nico? — Percy perguntou, como se quisesse salvar Nico da pergunta.

– Por que bateu no meu irmão?

– Por que...

– Parem vocês dois! — Nico se irritou. — Vamos ter tempo de resolver tudo depois.

Na verdade, Nico não sabia se queria resolver tudo depois. Para isso, ele teria que falar o que aconteceu, e ninguém podia saber. Ele fechou as mãos em um punho, fincando as unhas na palma com força, forçando a si mesmo a parar de tremer, sem muito sucesso.

Eles entraram na enfermaria, Nico acendeu as luzes e viu que não havia ninguém ali. Percy andou até a cama mais próxima e deixou Will ali, depois se sentou cansado. Nico se dirigiu a um dos armários procurando alguma corda.

– O que está procurando? — Laura perguntou.

– Corda. Temos que amarrar Will. — Nico respondeu como se aquilo fosse obvio.

– Não vai achar cordas ai. Esse é o armário de remédios. Coisas como cordas e esparadrapos ficam naquele outro armário. — Nico viu com o canto dos olhos a garota indicar um lugar a alguns metros de onde ele estava. — Will não te ensinou isso?

– Não, não ensinou. — Nico caminhou com raiva até o outro armário e pegou duas cordas. Ele foi até a cama em que Will estava e jogou uma das cordas na cama. — Alguém amarra os pés dele.

– Por que? — Laura perguntou.

– Pra ele não sair! — Nico disse um pouco mais alto do que pretendia, sua voz tremendo de raiva.

– Por que está tão irritado? — agora Laura estava irritada também.

Nico ignorou a pergunta e passou a corda por cima do peito de Will e em volta da cama, imobilizando a parte de cima do corpo do loiro. O único problema foi na hora de dar o nó para prender a corda, suas mãos doíam e não paravam de tremer, dificultando as coisas. Ele continuou tentando amarrar a corda, mas suas mãos também não tinham muita força para dar um nó forte e apertado, ele ia ficar frouxo, Nico soltou um grunhido frustrado e irritado enquanto puxava as cordas com toda sua força. Ele sentiu sua garganta arder e uma vontade súbita de chorar, nem isso ele conseguia fazer. Se sentiu inútil.

– Deixa comigo. — Laura arrancou a corda das mãos do menor e deu o nó mais complicado que Nico já tinha visto, fazendo-o arquear os sobrancelhas. — Eu sou ótima com nós. — ela deu de ombros sorrindo.

– Tá, mas não precisava de tudo isso.

– Eu sei, eu só queria me exibir um pouco.

Nico bufou e revirou os olhos, não adiantava discutir.

– Tá bom então. — Nico a olhou nos olhos pela primeira vez naquela noite, ele estava tão preocupado em amarrar Will que não percebeu o olho vermelho e inchado da filha de Apolo. — O que aconteceu com seu rosto?

– Will me deu um soco. — ela disse com naturalidade e deu de ombros.

– Como assim? — Nico arregalou os olhos.

– Ok, agora é hora de esclarecermos umas perguntas básicas. Tipo: por que todo mundo aqui está com o rosto machucado?

– Bom, eu... — Percy começou a falar, mas Laura o interrompeu.

– Percy, sem querer ofender querido, mas eu meio que não estou ligando muito pro seu olho, então eu gostaria que Nico respondesse.

O maior franziu as sobrancelhas e abriu a boca em uma expressão indignada.

– Ah, me desculpe, eu...

– Nada contra você. — ela o interrompeu novamente. — Você é legal, é bonito, salvou o mundo várias vezes, todos devemos nossas vidas a você, blá-blá-blá e tudo mais sabe? E eu sei que deve ser difícil pra você perceber que não é o centro das atenções o tempo todo.

– Eu não... — Percy ficou na defensiva.

– Desculpe, eu realmente não tenho nada contra você, você é um cara legal. as é que Will meio que não gosta de você (na verdade ele te odeia), e nós meio que nos apoiamos bastante nessa questão de gente-que-gostamos e gente-que-não-gostamos, sabe? Eu mesma acho o Nico meio chato, mas meu irmãos gosta dele, então que eu posso fazer? Uma vez Will estava namorando uma garota do chalé de Hermes e...

– Laura. — Nico a interrompeu sem paciência. — Foco.

– Ah, desculpe. No fim ela acabou com uma cicatriz gigante na perna, ma isso não importa agora. E ai, quem começa?

– Você começa. — Nico se sentou em uma cadeira ao lado da cama, tentando ao máximo não olhar para Will. — Percy disse que você estava desmaiada do lado de fora do meu chalé.

– Ah é. Então, você foi dormir logo depois do jantar, nós ficamos, cantamos em volta da fogueira, e depois viemos pra cá e ficamos conversando. Aliás, você perdeu o solo de Will lá na fogueira, ele tem uma voz linda. — ela olhou para Percy que concordou com a cabeça. — Eu não sei como ele consegue dar um assovio tão terrível. Enfim, estávamos aqui conversando e percebemos que já era bem tarde, então Will disse para irmos para o nosso chalé. Eu disse que era melhor dormirmos aqui por que era perigoso sair sozinhos naquela hora, mas Will tem uma mania irritante de pensar que as coisas não são tão sérias assim e que as pessoas que são dramáticas demais. -ela bufou e revirou os olhos. — Claaaaaaaaro, por que eu só estava sendo dramática quando fui queimada quase até a morte! Aliás Percy, eu te agradeci por ter apagado aquele fogo? — ela olhou para o maior que negou com a cabeça. — Bom, obrigada, sério, muito obrigada. Então quando estávamos no meio do caminho pro nosso chalé, ele simplesmente deu meia-volta e começou a andar pra outro lugar. Eu fui atrás dele, perguntando aonde ele estava indo, mas ele não dizia nada. Aí quando eu vi que ele estava indo pro seu chalé eu comecei a fazer umas piadas sobre a vida sexual de vocês. — ela fez uma pausa, como se quisesse observar a reação de Nico antes de voltar a falar.

– E...? — Nico corou, irritado.

– Eu comecei a puxar ele, dizendo que você estaria muito fraco para transar e que como ele parecia bem animadinho, ia acabar machucando você, bom, de uma certa forma eu estava certa, não é? — Nico a lançou um olhar assassino, mas ela apenas sorriu, como se estivesse satisfeita. — Na verdade, ele não parecia animadinho, ele não parecia ter emoção nenhum, ficava andando em silencio, como um robô, foi sinistro, eu disse aquilo só pra irritar mesmo, sabe? Também falei coisas do tipo: "você vai esmagar ele, olha o seu tamanho!". Por que, não é por não, Nico, mas você é minusculo, com certeza seria o passivo, e também...

– Eu sou maior que você! — Nico corou violentamente, sentindo vontade de sumir nas sombras.

– Eu sou menina, eu posso ser baixinha, homens não. Homens tem que...

– Foco! — Nico a interrompeu de novo, respirando fundo para conter sua raiva.

– Ah tá. Bom, aí eu puxei ele, só que ele me puxou de volta e ele abriu os olhos (eu nem sabia que estavam fechados, por que estava escuto, né), e os olhos dele estavam brilhantes, tipo, florescentes, estavam muito lindos. Então, obviamente, eu fiquei olhando pra ele com uma cara de: "que merda é essa?", e ele me deu um soco e eu desmaiei. Quando o Will ficou forte assim? Eu não sei. Só sei que eu acordei depois com o Percy me chacoalhando e eu fiquei apontando pro seu chalé e falando "Will". Eu ainda estava meio grogue. Tem alguma ideia do que aconteceu? Aqueles olhos brilhantes... sei lá, é perturbador, cara.

– E o que você estava fazendo fora do seu chalé a essa hora, Percy? — Nico ficou feliz de transferir a conversa para outra pessoas.

– Ah, eu... eu estava... sabe, andando por ai... e eu vi ela caída no chão.

– "Andando por ai"? — Nico franziu a testa.

– É, sabe, tomando um ar fresco.

– Na frente do chalé de Hades? — Laura cruzou os braços.

– É. — Percy se encolheu sob os olhares de Nico e Laura. — Tá bom, eu admito. Eu não estava indo pro chalé 13, eu estava indo para a floresta, e de longe eu vi o seu corpo no chão, e eu fui ver o que era.

– Por que estava indo para a floresta?

– Ah, eu... eu gosto de... ficar na floresta. É legal. — demorou alguns segundos até Percy se render. Ele suspirou cansado. — Eu estava indo para o chalé de Atena e de longe eu vi Laura no chão e eu fui ver o que era, satisfeitos?

– O que você estava fazendo no chalé de... — Laura se interrompeu de repente, depois deu um sorriso malicioso. — Aaaaaaaah, entendi.

– Como sua noite romântica está se saindo até agora? — Nico perguntou em um tom amargo.

É como se tudo isso fosse só uma grande piada do universo.

– Não do jeito que eu esperava. — Percy admitiu.

– Qual era o plano? — Laura sorriu. — Por que você estava indo até o chalé dela? Não era mais fácil ela ir até o seu chalé? Sabe, você fica sozinho lá, não teria ninguém pra atrapalhar.

– Na verdade, esse era o plano dela. Mas eu ia ficar do lado de fora da janela para, sabe, fazer uma surpresa.

– Mas que fofo. — ela se virou para Nico. — Você podia ser mais fofo. Sabe, uma vez o Will estava namorando um filho de Afrodite, e...

– Laura, foco. — Nico estava se controlando para não estrangula-la naquele momento.

– Bom, só falta você, Nico. — Laura disse. — O que aconteceu?

Nico olhou para o corpo desacordado e imóvel de Will na cama. Ele viu os pulsos de Will amarrados nas costas e se lembrou da sensação de acordar sem poder mexer os braços, lembrou-se de como se sentiu indefeso, fraco, pequeno. E ele nem ao menos havia conseguido se salvar sozinho, odiava precisar de ajuda, odiava necessitar de outra pessoa, de depender de outro. Se Percy não tivesse aparecido, Nico não sabia o que podia ter acontecido.

Não, ele sabia. Sabia muito bem. Sentiu um arrepio percorrer sua espinha e um frio tomar conta de seu corpo.

– Nico? — a voz da loira o tirou se seus pensamentos, o moreno tirou os olhos de Will e viu que a garota o olhava com as sobrancelhas erguidas. — E então?

– Ele... — Nico fez uma pausa, pensando bem nas palavras. — Me... deu uns socos. — ele completou, tentando parecer indiferente.

– Só isso? — Laura olhou desconfiada. — E por que ele te amarrou?

– Ele... como você sabe que...

– Seus pulsos estão machucados. — ela apontou para as mãos de Nico. Seus pulsos estavam vermelhos e com um pouco de sangue, a marca da corda bem clara em sua pele pálida.

– Eu não sei por quê. — Nico mentiu. — Por que não buscamos Piper e então descobrimos?

– Piper? Por quê? — Laura franziu a testa.

– Pra interrogar ele. — Nico apontou para Will.

– Acha isso realmente necessário?

– Tem uma ideia melhor?

– Touché.

– Eu vou. — Percy se levantou.

– Espera — Laura ergue a mão. -, Annabeth ainda está te esperando?

– Ah, droga. — Percy passou a mão pelos cabelos. — Ela deve estar no meu chalé agora.

– Vai com ela. — Nico se levantou. — Inventa uma desculpa, fica com ela. Eu e Laura resolvemos tudo.

– Não, eu vou ajudar vocês.

– Percy, — Nico cruzou os braços. — eu te agradeço por ter me ajudado, mas é sério, a gente cuida disso.

– E ela não vai perceber que meu rosto está todo machucado?

– Então façam com as luzes apagadas. — Laura disse como se fosse óbvio. — Você não está tão machucado a ponto de não conseguir fazer, né?

– Ah, eu... — Percy gaguejou, enrubescendo.

– Laura, — Nico interveio. — nós temos que ter uma conversa sobre perguntas inconvenientes. Percy, — ele se virou para o moreno. — vá ficar com a sua namorada.

Percy pareceu querer discutir, mas Nico o lançou um olhar de "não, apenas faça o que eu disse", o garoto deu meia volta e saiu da enfermaria.

– O que realmente aconteceu, Nico? — a loira perguntou uns instantes depois que Percy saiu.

– Eu já disse. — ele respondeu seco.

– Por que há novas marcas de chupão no seu pescoço? — ela cruzou os braços e apontou com a cabeça.

Instintivamente, Nico levou a mão à nuca, sentindo aquela área um pouco dolorida.

– Não são novos...

– São sim. — Laura o cortou, depois apontou para algum ponto no pescoço do moreno. — Esse não é novo. Esse é. Tem vários novos aí.

– Você está se confundindo. — Nico respondeu amargo e olhando para o chão. — Eu vou buscar Piper, fique aqui com o Will.

– Por que tem marcas de dedos nos seus braços? No pescoço? Nas costas? Por que você está tremendo?

– Por que não cuida da sua vida?!– Nico gritou, fechando as mãos com força, tremendo de raiva.

– Por que está tão sensível? — ela apenas ergueu uma sobrancelha, como se estivesse esperando isso do menor.

– Vai se foder. — Nico se virou e caminhou pesadamente, ele só queria sumir dali.

Ele parou ao sentir uma mão em seu ombro.

– Eu vou chamar a Piper, fique aqui. E você devia por gelo no seu olho, se não vai inchar. — então ela saiu da enfermaria, sem dar a chance de Nico argumentar.

Nico ficou olhando para a porta da enfermaria por um tempo antes de se virar e perceber que estava sozinho com Will. Sozinho com Will. Ele fechou os olhos e balançou a cabeça para bloquear os flashes de imagens do sorriso psicótico de Will em sua mente.

Ao massagear suas têmporas, ele olhou novamente para os punhos machucados. Ele se virou e pegou esparadrapos, álcool, um pano limpo e uma pomada anti-inflamatória.

Ele se sentou na cadeira ao lado de Will. Ele queria sentar o mais longe possível do loiro, mas se repreendeu, dizendo a si mesmo para parar de ser um idiota medroso. Ele começou a limpar as feridas, colocando toda sua atenção naquilo e não se permitindo pensar em outra coisa.

Ele não sabia quando tempo havia se passado, ele enfaixou um pulso e antes que começasse o outro ele ouviu a voz de Laura na porta, ele se virou e viu a garota entrando com Piper ao seu lado, parecendo sonolenta e confusa enquanto Laura falava fazendo gestos dramáticos com as mãos e o corpo.

– ...Daí ela disse: "quem você pensa que é?". E eu disse: "eu pensou que eu sou eu, querida. E se você se atrever a aparecer na minha frente de novo eu vou esfregar essa sua cara de 'vadia-sem-bofe' no chão e depois eu vou te dar uns tapas, pra você entender que eu..."

– Ah... Laura? — Nico a interrompeu franzindo as sobrancelhas. — Do que você está falando?

– Da ex-namorada do Will com aquela cicatriz na perna.

– Você que... causou a cicatriz? — Piper perguntou um pouco receosa.

– Eu vou chegar lá. Daí ela disse:...

– Laura, agora não. — Nico se levantou e andou até elas. — Você explicou pra ela por que precisamos dela?

– Sim, Will não é o Will, blá-blá-blá...

– Uau. — Piper exclamou surpresa, olhando para Will com os olhos arregalados.

Nico se virou e sentiu seu corpo estremecer. Will havia acordado. Seus olhos florescentes encaravam Nico de forma perturbadora. Involuntariamente, Nico deu um passo para trás, se sentindo um idiota depois.

Will olhou para seu corpo preso na cama com o rosto inexpressivo e começou a se debater, tentando arrancar as cordas. Nico se forçou a ficar no lugar, fazendo de tudo para não recuar. Ele olhou para Piper tentando se manter indiferente.

– Obrigado por vir. — ele disse. — Você acha que pode...

– Claro Nico. — ela sorriu e tocou seu ombro. — Está tudo bem.

De repente, Nico relaxou. Ele se permitiu dar um pequeno sorriso e sentiu seu corpo bem mais leve.

Está tudo bem.– ele pensou. — Obrigado, Piper.

– Hey, eu vi o que você fez. — Laura sorriu e apontou para a filha de Afrodite. — Muito bom. Agora, quanto ao meu irmão...?

Ela não termino de falar, pois duas pessoas entraram na enfermaria naquele momento. Percy havia voltado, acompanhado de Annabeth, que exibia um olhar preocupado e confuso.

– O que aconteceu? — ela se aproximou olhando para todos ali, até que seu olhar parou em Nico. — Você está bem?

– Sim. — ele suspirou. — Está tudo bem, será que vocês...

– Meus deuses! — ela exclamou ao ver Will. — Então Percy estava dizendo a verdade?

– Por que eu mentiria? — Percy se aproximou cruzando os braços.

– Eu não sei. Isso é bizarro até para nós.

– Contou pra ela? — Nico cruzou os braços.

– Você não conhece a Annie? — Percy perguntou. — Como se eu pudesse simplesmente inventar uma desculpa e ela fosse acreditar.

– Ele tem razão. — Annabeth concordou.

– Por que seu apelido é "Annie"? — Laura perguntou de repente. — Não tem mais lógica ser "Anna"? Ou "Beth"? Ou pega o meio do seu nome... hum... sabe, "Nabe".

– "Nabe"? — Annabeth franziu a testa. — Hum... "Annie" é mais bonitinho.

– Não é tão bizarro assim. — Piper disse chamando a atenção de todos ali.

– O que? — Percy perguntou.

– Isso não é tão bizarro assim. Vocês se lembram de quando Leo foi possuído por aqueles espíritos e atacou o acampamento Júpiter?

– Vagamente. — disse Percy. — Leo não foi o único a ser possuído.

– Mas quando vocês foram possuídos, — disse Annabeth. — seus olhos estavam vidrados, não florescentes.

– Tem razão. Eu vou falar com ele. — Piper foi até Will, que havia desistido de escapar e voltado a encarar Nico. Ela se sentou na cadeira que Nico estava.

– Quem...

– Espera. — Nico a interrompeu. Todos na sala se viraram para ele. — Será que vocês podem sair?

– Sair? — Laura ergueu uma sobrancelha. — Até parece.

– Por favor. — ele abaixou a cabeça. — Só Piper fica aqui.

– Nico, — Annabeth começou. — nós...

– Vão embora!– o menor fechou os punhos com força, temendo levemente.

– Nico, acalme-se. — Piper disse com uma voz tranquilizadora. — É melhor vocês esperarem do lado de fora, gente.

– Até eu? — Laura perguntou. — É o meu irmão!

– Laura...

– E eu sou filha de Apolo, não é seguro pra mim ficar lá fora. Quer que eu seja queimada de novo? Você sabia que eu costumava ter cabelo? Está vendo as cicatrizes de queimadura? Acha que eu nasci com elas? E eu...

– Tudo bem, você fica. — Nico revirou os olhos. Ele sentiu sua cabeça latejar e seu rosto esquentar. Estava com medo do que Will podia dizer.

Percy e Annabeth deram meia volta e saíram da enfermaria. Piper se virou para Will, que em momento algum tinha deixado de encarar Nico.

– Quem é você?

Lentamente, a cabeça de Will se moveu e ele focou o olhar em Piper, quando ele falou, sua voz saiu triplicada, como se houvesse três dele falando ao mesmo tempo, mas ainda era a voz de Will. Só que era em um tom que Nico nunca havia ouvido antes: desprezo.

– Você sabe. — ele disse lentamente.

– Não foi isso o que eu perguntei.

– Você também sabe. — ele se virou para Nico. — Todos vocês me conhecem.

– Não foi isso o que eu perguntei.

– Eu sou o melhor filho de Apolo que já existiu. — ele disse pausadamente.

Nico sentiu um frio percorrer sua espinha.

– Octavian? — ele perguntou, mas sua voz saiu baixa de mais para qualquer um ouvir. — Octavian?

– ENTÃO VOCÊ SE LEMBRA DOS QUE ASSASSINOU! — Will gritou com sua voz tripla e voltou a se debater na cama, só que mais violentamente. — ASSASSINO!

Todos ali se assustaram e se afastaram, a cama começou a ranger, se mexendo para os lados à medida que Will se debatia. De repente Will parou e deixou a cabeça cair no travesseiro, soutando uma risada maligna, enlouquecida.

– Estamos pegando leve. — ele disse. — Estamos esperando. Quando atacarmos... vocês não terão chance. — ele se virou para Nico e voltou a rir.

– Pensei que você tinha acabado com esse cara. — Laura sussurrou para Nico.

– Eu o afastei. Sabia que ia voltar.

– Espíritos vingativos podem possuir pessoas?

– Bom, depois de tudo isso eu vou arriscar dizer que sim. — Nico respondeu cínico.

– Você vai deixar esse corpo. — Piper disse com uma voz firme. — E nunca mais vai voltar.

Will balançou a cabeça, rindo mais ainda.

– Você não me controla, sua idiota. Eu sou o líder! E eu vou ter a minha vingança!

– Quer se vingar de Nico também? — disse Laura. — Por isso foi atrás dele e bateu nele? De quem mais você quer se vingar?

– Bater? — Will franziu as sobrancelhas e se virou para Nico, rindo em seguida. — Entendi. Não quer contar a eles o que eu fiz com você? O que eu ia fazer? — Will se debateu, como se quisesse ficar mais perto de Nico, que sentiu um frio lhe invadir. — Eu só fiz o que o garoto queria.

– Calado. — Piper disse com tanto charme que faria até Laura calar a boca. — Você vai deixar esse corpo, e ir direto para os campos da punição.

– Você não...

– Agora! — Piper gritou.

Will desabou na cama, com os olhos fechados. Um silêncio terrível dominou o quarto. Piper foi até Will e levantou sua pálpebra, sua iris estava azul claro, como sempre foi. Eram os olhos de Will.

– É, isso foi divertido. — Laura quebrou o silêncio.

– O que fazemos agora? — Piper se virou para eles.

– Tem certeza que Octavian se foi?

– Ele se foi. — Nico disse baixo. — Eu posso sentir.

– Esse negócio de charme é bem legal. Não pode fazer isso com todos os espíritos?

– Espíritos vingativos são um dos espíritos mais poderosos que existem. — Nico disse, sem tirar os olhos de Will. — Piper é poderosa, mas não conseguiria afastar todos, há dezenas aqui. E não sabemos se Octavian se foi mesmo.

– O que? — as duas perguntaram.

– Ele se foi por hora. Ele pode voltar.

– Sinto muito não poder ajudar mais, Nico. — Piper abaixou a cabeça.

– Você ajudou muito, Piper. — Nico a olhou. — Obrigado.

– Você está bem mesmo? Ele...

– Eu estou bem. — ela a interrompeu. — Temos que desamarrar ele.

Depois disso, Will foi desamarrado e Laura cobriu seu corpo desmaiado com o cobertor. Piper voltou para seu chalé e Laura ficou na enfermaria com Will. Percy e Annabeth encheram Nico de perguntas, ele se limitou a dizer o básico, que era Octavian possuindo Will e que o garoto estava bem agora. Depois de muito discutirem, Nico voltou para seu chalé, mesmo sobre os protestos dos dois, recusando-se a passar a noite na enfermaria ou e qualquer outro lugar.

Ele caminhou até seu chalé e entrou, se sentindo pequeno naquele quarto escuro. Ele andou até a janela e a abriu, deixando a fraca luz de fora entrar. Ele olhou para sua cama. Olhou para as manchas de sangue no lençol e balançou a cabeça para afastar as lembranças, se sentindo irritado.

Não queria nem pensar no que ia acontecer quando Will acordasse, o verdadeiro Will, seu Will. O Will que Nico havia se apaixonado. Com certeza eles ficariam bem, certo? Iriam superar tudo aquilo. Não é?

Nico arrancou os lençóis no colchão com certa violência e os jogou no banheiro. Quando voltou, percebeu que o colchão também estava manchado. Ele o virou, mas não conseguiu se deitar ali Se sentiu um idiota por isso. Mas ele simplesmente não conseguia.

Ele deu meia volta e se deitou na cama fria de Hazel. Aconchegou a cabeça no travesseiro e se cobriu, encarando a parede, de costas para sua cama. Ele não conseguia parar de pensar naqueles olhos brilhantes. No que Octavian disse, no que ele fez.

"Eu só fiz o que o garoto queira"

"Nunca vou te machucar" - Nico se lembrou do que Will havia dito no outro dia e uma raiva caiu sobre ele, misturado com uma tristeza.

Nico já havia passado por muitas coisas, aquilo com certeza não era a pior, mas tinha algo de diferente, não foi a pior dor que já sentiu, tanto física quanto emocional, mas tinha algo de... intimo naquilo. Aquela sensação lembrou Nico do que ele havia sentido quando sua irmã morreu. Não era nada comparado à aquilo, mas a lembrança fez seu peito doer ainda mais.

Ele enfiou o rosto no travesseiro e gritou, sentindo uma lágrima escorrer no processo. Ele a limpou rapidamente. Não havia ninguém ali, mas ele não queria chorar, não queria se sentir mais... humilhado. Fraco. Pequeno.

Nico não conseguiu dormir. Não sabia que horas eram. Ele viu que a luz do sol entrou pela janela, iluminando o quarto. Mas ele não se importava, não queria sair da cama.

Ele ouviu uma batida na porta, mas ignorou. Ouviu de novo, e de novo, e de novo. Até que viu que a pessoa não ia desistir e se levantou. Abrindo a porta com uma cara de poucos amigos e se deparando com Laura ali.

– Lógico que é você. — Nico resmungou, mais para si mesmo do que para a garota.

– Bom dia, flor do dia. — ela sorriu. — Como está?

– Ótimo. — ele respondeu secamente.

– Que bom ver que está de bom humor. — Laura cruzou os braços. — Will acordou. Ele quer falar com você.

Notas finais
TAM TAM TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAM :3 suhahsuashaushausha nn me matem gente, eu recebi tanta ameaça de morte, vcs nn tem ideia, veio até gente falando q eu traumatizei a pessoa, ai eu fiquei tipo " .-. é minha filha, a vida nn é só doces e abraços, bem vinda a realidade!" ¬¬' mas, sério, eu fui ameaçada até com um pão, .-. um PÃO. querido leitor que me ameaçou com um pão, você sabe quem você é... you know who you are, bitch ù.ú comentários são bem vindos! favoritar a histoia faz bem e recomendar me faz agir como uma retardada feliz :3 Até o próximo!