With You I'm Born Again
6 The "almost-kiss"
Point Of View, Percy.
– Eu quero uma missão. — digo entrando na Casa Grande.
– Estamos ocupados, Johnson.– Dionísio diz levando o olhar para uma garota sentada numa cadeira qualquer. Se não me engano era a namorada de James.
– Tudo bem, Sr. D. — ela se levanta.
– Me desculpe. — sussurro. Ela faz que sim com a cabeça e estende sua mão.
– Giovana. Namorada do James. — ela esboça um sorriso.
– Percy. Namorado da Annabeth. — retribuo o sorriso. Pude notar o riso que ela segurou. — Até mais. — disse enquanto ela saía.
Ouço o barulho da porta e volto a dizer.
– Eu quero uma missão.
Quíron vem em minha direção.
– Percy, você não acha que...
– Não. Eu não acho. — digo o interrompendo.
Sr. D franzi o cenho.
– Porque?
– Porque, o que?
– Porque diabos você quer uma missão? Não posso te dar uma sem motivos.
Suspiro antes de falar.
– Eu tive um sonho. Com a Bessie.– digo. — Com o Ofiotauro.
Eles trocam olhares, o que me deixa nervoso.
– O que você sabe sobre o Ofiotauro, Percy? — Quíron pergunta na maior delicadeza que um centauro possa ter.
– O suficiente.
Flashback ON
Meu pesadelo começa quando Nico Di Ângelo atravessa os portões para o Palácio de Hades. Ele carregava com uma de suas mãos uma gaiola coberta por um pano preto, e com a outra arrastava um saco preto. Um saco bem grande.
– Conseguiu? — Pergunta Hades. Nico faz que sim com a cabeça.
Uma mulher surge na escuridão.
– Você tem certeza de que isso é seguro? — Perséfone diz.
– Claro que é. — Hades tira a gaiola das mão de Nico, com um olhar de admiração.
– Mas e se... — ela volta a dizer mas é interrompida.
– Cale-se! — ele leva o olhar para Nico e tira o pano preto que cobria a gaiola, revelando Bessie. Tentei gritar, mas minha voz não saia.
– Pai... — Nico abaixa a cabeça. — Fico contente por conseguir o que queria, mas...
– Mas o que? — A expressão de Hades muda.
– Ele me viu e não tive outra alternativa... — Ele tira um corpo do grande saco preto mas antes que pudesse identificar quem era, acordo com alguém batendo em minha porta...
Flashback OF
Depois de ter terminado de relatar meu sonho eles se entreolham novamente.
– O que Hades quer com Bessie? — pergunto.
– Algo grande está por acontecer Percy. — Quíron diz, nervoso. — Algo muito grande.
– E como sempre, eu não vou poder saber o que é, certo?
Ele faz que sim com a cabeça.
– Você saberá no decorrer da missão.
– Isso quer dizer que eu tenho uma missão? — digo, me animando.
– Rachel está te aguardando, Peter Johnson. Vá antes que eu desista.
***
Quando me aproximei da caverna, achei que seria como o sótão; escuro, sombrio, frio ou qualquer coisa do tipo, mas Rachel provou que só é preciso um pouco de tinta e algumas mobílias caras para deixar o lugar melhor que meu próprio apartamento. Entrei na caverna e dei de cara com Rachel sentada em um sofá, comendo uns biscoitos. Quando me viu, deu um grito.
– PEEEEEEEERCY! — disse me cumprimentando com um abraço tão apertado que achei que iria explodir ali mesmo. Senti o cheiro do seu shampoo de manteiga de cacau e abri um sorriso.
– Sabe, eu não quero ser conhecido como "O menino que morreu esmagado com um abraço do Oráculo" – digo rindo e ela me solta de imediato, com o rosto corado.
– Desculpe.
– Tudo bem. — me sento no sofá e como um biscoito. — Caverna bacana.
– Obrigado! — ela faz um gesto bem estranho, que não pude saber se ela estava tendo um colapso nervoso ou se estava dançando. — A que devo essa visita?
Minha expressão muda.
– Vim receber minha profecia. Ela se senta do meu lado.
– Oh não. Eu te odeio Percy.
Antes que pudesse perguntar o porque, Rachel dobrou o corpo para a frente, como se alguém a tivesse socado. Então ela se aprumou e seus olhos brilhavam com um tom verde, de serpente.
Quando ela falou, sua voz soava triplicada — como se três Rachels falassem ao mesmo tempo.
Três semideuses partirão para leste.
Zeus e Poseidon seus filhos devem guiar,
Para o Ofiotauro perdido encontrar.
O mistério do Olimpo desvendarão
E em vida ou morte, sete completarão a missão.
Point of View, Chris Rodriguez
Novos campistas, novas tarefas pra mim. Como sou do chalé 11, terei que ajudar os novatos a encontrar armas maneiras e blá blá blá. Que saco. Connor entra no chalé, acompanhado de Travis, que levava algumas folhas e uma caneta na mão.
– Quem são eles? — Beatriz diz tão baixo que mal consigo ouvir. Ela estava com uma camiseta do acampamento de Amy e Giovana com a de uma das minhas irmãs, Nicoly.
– Irmãos Stolls. Líderes do chalé. — respondo e ela faz que sim com a cabeça.
– Bom pessoal — Connor começa a dizer. — Travis vai entregar um cronograma para cada um de vocês com o nome dos campistas que deverá auxiliar hoje. Esse anos vocês ficaram com dois campistas cada, pois veio o dobro de pessoas comparado ao ano passado.
– Ótimo! – digo com um tom de ironia numa tentativa de sussurro. Acho que nem preciso dizer que a tentativa foi falha.
– Disse algo, Rodriguez? — Connor pergunta arqueando uma sobrancelha. Estava muito cansado para fazer piadinhas então apenas fiz que não com a cabeça. Travis entregou um papel pra mim e me animei a ler o nome das campistas.
– Pelo jeito serei a babá de vocês hoje! — digo pra Beatriz e Giovana. As duas esboçam um sorriso.
– Por onde querem começar? — pergunto.
– Vocês tem armas aqui? Quer dizer, pra lutar tem que ter uma arma ou algo pra se defender, certo ? — Beatriz diz.
– Você gosta de armas? — pergunto.
– Minha mãe era das forças armadas, então tenho bastante contato com esse tipo de coisa. — ela responde.
– Vamos procurar algumas armas então.
Vamos até o galpão em silêncio, pois não ficava muito longe dali.
– Uau! — Beatriz sussurra ao entrarmos. Seus olhos brilhavam
– Vocês sabem que vocês vão ter que me ajudar né? Não entendo budega nenhuma.
– Budega? — digo.
– Isso mesmo. É uma palavra que adicionamos ao nosso vocabulário. — Bêa explica.
– E o que significa?
– Acha que sabemos? — Gí diz. — Só que ao invés de falarmos algum palavrão, falamos budega.
Solto uma gargalhada.
– O que vocês preferem? Facas, armas, espadas, bastões, arcos...
– Que isso? — Giovana diz apontando para um pingente de raio.
– Uma espada. — digo ela me olha por um instante, e depois começa a rir.
– É sério! O que é isso, Chris?
Caminho em sua direção e tiro o pingente de sua mão. Bom, não sei se deveria chamá-lo de pingente porque não era tão pequeno. Mas também não era grande.
Passei o dedo sobre uma marca que ficava no centro do raio, e o mesmo começou a crescer, formando uma espada bem afiada, com 1 cristal no lado inferior e mais 3 no gume. [N/A]
– Sword of Stalkers. — digo. — Feita por um Escravo Ferreiro qualquer. Quando havia terminado de fazê-la, Hades viu o quanto era poderosa e a roubou Só depois de 20 anos a transformou em Sword of Stalkers, que com seus 4 cristais formariam a Dimensão da Morte, e mataria as pessoas aos poucos. — suspiro. — Falei igual a Annie agora. Credo.
– Credo porque, Rodriguez? — Annabeth entra no galpão com dois campistas.
– Nada uai.
Ela me ignora e se vira para as meninas.
– Annabeth Chase, filha de Atena. — ela abre um sorriso enorme e volta seu olhar pra mim. — Fez a lição de casa direitinho, Chris. Só esqueceu de mencionar o que aconteceu depois.
– Ai você já tá forçando.
– Nós podemos escolher qualquer uma? — Giovana diz e faço que sim com a cabeça. — Eu quero ficar com essa.
Faço que sim com a cabeça novamente e aperto um dos cristais, fazendo a espada voltar a ser um pingente.
– Aqui tem lojas ou algo do tipo ? — Gi pergunta.
– Não exatamente, mas conheço um lugar onde você pode achar qualquer coisa. — Annie diz saindo do galpão, deixando eu e Bêa sozinhos.
– E você? — pergunto. — Quer o que?
– Ah, não sei. O que você sugere?
– Hum. — caminho até o outro lado da sala e pego uma caixa vermelha, que estava coberta de poeira. Abro a caixa e retiro uma adaga que mais parecia uma espada de dentro dela. Não era nem muito pequena e nem muito grande. Tinha o tamanho ideal. Seu cabo era preto com alguns detalhes prateado. Tinha té uma capa. [N/A]
– Que tal essa? — digo atravessando o galpão novamente e ela vem ao meu encontro. Quando faltava apenas alguns passos para podermos nos comunicar sem precisar gritar, ela tropeça num caderno que estava jogado no chão e corro para poder segurá-la. Agarro seu punho e a puxo com tudo. O impulso foi tão forte que seu corpo bateu contra o meu, fazendo nós dos cairmos no chão.
– Acho que não adiantou muita coisa — ela diz rindo, me fazendo rir também.
– Sabe aqueles filmes clichês de romance? Então... — digo e ela ri mais ainda. Nossos olhares se encontram e nossos rostos se aproximam. Antes que pudesse acontecer qualquer coisa, ouvimos um pigarro.
– Porque diabos minha namorada está em cima do Rodriguez? — Logan diz.
Bêa se levanta rapidamente com seu rosto corado. Ela pega a adaga que estava caída perto de minha mão e me ajuda a levantar.
– Chris só estava me ajudando a escolher uma arma. — ela diz como se não estivéssemos prestes a se beijar a alguns segundos atrás.
– É, isso ai. — digo me levantando e ficando ao lado de Bêa. — Gostou dessa ? — pergunto e ela faz que sim.
– Vou chamar de...
– Que tal Érõs? — Logan pergunta. — Vem da palavra grega "erota", que significa Amor.
Beatriz pensou um pouco.
– E Philos? — digo. — Amizade no grego moderno.
– Philos. — Ela repete. — Gostei.
Logan me encara.
– Chris, se importa de deixar eu com a Bêa hoje?
– Tanto faz. — digo e saio do galpão, deixando os dois sozinhos.
***
Estávamos no Anfiteatro para uma reunião sobre a Captura a Bandeira. Giovana estava do meu lado, com o pingente de raio junto com uma corrente no pescoço, formando um colar. Beatriz chega alguns minutos depois com a adaga presa a sua cintura. Aceno com a mão e ela se senta do meu lado.
– Perdi alguma coisa? — ela sussurra.
– Só o colar maneiro da Gi. — aponto para o pescoço de Giovana e as duas abrem um sorriso. Quíron entra no Anfiteatro, em sua cadeira de rodas.
– Como vocês terão que se preparar, vou ser breve. Eu e o Sr. D. decidimos separar as equipes em números pares e números ímpares. Sendo assim, ficou [Vermelho: 3,5,7,9,11] e [Azul 4,6,10,12].
– As regras serão as mesmas: Sem matar, mutilar, ou ferir gravemente. E também... — Sr. D começou a dizer mas foi interrompido. Acho que aquele acampamento era o lugar para interromper as pessoas, porque né?!
– Ei Sr.D! Esqueceu de nós? — Thalia aparece com as outras caçadoras. Uma onde de murmúrios invade o lugar.
– Thaliaa! — Annabeth grita — O que você está fazendo aqui?
– Vamos ficar sem tarefas por um tempo. Então decidimos vir pra cá!
Quíron pigarra e as caçadoras sentam nas cadeiras do fundo.
Então a equipe azul vai ser [4,6,4,8,10,12]. Estão dispensados.
Depois de quase todos saírem do Anfiteatro, ficando apenas eu, Bêa e Clarisse.
– Espera, aquela não é Clarisse La Rue? — Beatriz diz.
– Sim, mas como você...
– CLARISSE! — ela grita e Clarisse se vira para nós. Beatriz corre em sua direção.
Ela estreita os olhos como se tentasse enchergar melhor.
– Beatriz?
– Clarisse! — Bêa diz novamente, quando se aproxima e as duas se abraçam.
– Cla. Bêa. Amigas. O quê? — digo. De onde aquelas gurias se conheciam? Clarisse mora no acampamento desde os 11 anos.
– Clarisse morava na minha rua. — Beatriz explica.
– Nossas mães eram grandes amigas. E acabamos nos tornando também. — Clarisse diz como se fosse óbvio.
– Interessante. Mas, cade meu beijo? — digo fazendo biquinho para Clarisse, que me dá um beijo estalado. — Feliz aniversário, amor. — completo.
– Vocês namoram? — Bêa pergunta sem jeito. Eu também ficaria sem jeito se quase tivesse beijado a namorada de um amigo meu.
– Há 3 anos. — Clarisse diz.
– Ah, que bom pra vocês! Então, como funciona esse...
– CLARISSE! — alguém entra gritando — PRECISAMOS DE SUA AJUDA.
– O que? Porque? — Clarisse pergunta.
– VEM LOGO! — Lucy, do chalé 7 diz e sai correndo e nós vamos atrás.
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