Point Of View, Giovana.

Quando Logan e Beatriz desaparecem na escuridão, James me puxa.
– Quero te mostrar um lugar.
– Que? Aonde?
– Shhh. Vamos.

A única coisa que iluminava o acampamento, eram as lampadas da quadra de vôlei, mas mesmo assim James não errava em nada no caminho. Deve ser porque ele vive lá há tipo, 3 anos.Saímos do caminho de pedras e entramos no meio do mato, que estava mais escuro ainda.
– Aonde... — comecei a falar mas ele me interrompe.
– Confie em mim.
Ficamos em silêncio e saímos do mato. Agora estávamos num lugar perfeito: Um campo, só com gramado, o céu azul estrelado e estava vazio. Seria um lugar perfeito para uma noite romântica.
– Venha! — James diz correndo em direção á uma toalha estendida no chão: Um piquenique.
– Que coisa clichê. — solto um riso abafado e sento na toalha.
– Eu sou clichê — Ele faz bico. Oh Deus. Como eu amo quando ele faz isso.
– Eu sei — digo imitando seu bico, mas logo de desfaz dando lugar á um sorriso.
Ele passa os braços em torno de minha cintura me puxando para mais perto. Nossos lábios estavam tão próximos que senti seu hálito de menta.
– Suponhamos que eu bata em sua porta — começo a dizer — com uma mala e todo o amor que cabe em mim, um pouco de vodka para os dias tristes e um cobertor para os dias frios. Você me acolheria?
Ele se aproxima ainda mais e cola seus lábios nos meus.
– Só se prometer nunca mais partir.
– Eu prometo! — sussurro e roço meus lábios nos seus. Sabe aquele beijo que te faz sair do chão? Aquele beijo inesquecível; Um beijo que te faz esquecer dos problemas.

Continuamos nos beijando por mais alguns minutos. Coloco os braços em torno de seu pescoço, arranhando sua nuca. Ele levanta a barra da minha camisa, mas hesito.
– Agora não. — digo. Meu rosto queima. — Quer dizer, aqui não.
– E porque não? — Ele pergunta beijando meu pescoço.
– É... errado. — digo. Meu rosto ainda queima e o esfrio com minha mãos.
– Eu gosto do errado. — solto um riso abafado e mesmo no escuro enxergo seu sorriso malicioso.
– Eu também. — digo subindo em seu colo e prendendo sua cintura com minhas pernas. Ele aperta minha coxa e meu coração acelera. Essa seria nossa primeira vez. Seria minha primeira vez, mas não estava nervosa. Talvez um pouco. Ok, estava muito nervosa.
Ele volta a beijar meu pescoço, deixando um chupão.
– Isso vai deixar marcas. — digo rindo.
– Eu sei.– ele sussurra em meu ouvido. Uma onde de calor toma conta do meu corpo. Me afasto.
– O que foi?
– O que você viu em mim?
– O que?
– Quer dizer... Tem tantas meninas melhores que eu por aí. Porque justo eu?
Ele suspira.
– Você é uma mistura de coisinha fofa com putaria. — dou uma gargalhada. — De palavras meigas com boca suja. Isso meio que me enlouquece.
Beijo-o novamente. Era uma mistura sentimentos: desejo, medo, carinho, atração, insegurança e amor. Amor, o que é amor afinal?
Ele tira sua blusa e logo em seguida tira a minha. O vento bate contra meu corpo, fazendo os pelos dos meus braços se arrepiarem. Ele distribui beijos um pouco acima dos meus seios, mas fomos interrompidos por um barulho. Por um momento pensei que fosse apenas o vento passando pelas árvores, mas avistamos duas pessoas entrando pelo outro lado do campo.
– Parece que não somos os únicos. — James diz rindo.
– Shhhhhhh. — eu coloco o dedo em seus lábios.
Eles vinham em nossa direção e sinto um nó no estômago.
– Fudeu. — digo mordendo o lábio.
– Acho que eles estão muito ocupados pra prestar atenção na gente. — Ele aponta para o casal que se aproxima. Uma lora de cabelos encaracolados estava com as pernas em volta da cintura do menino com cabelo bagunçado. Solto uma gargalhada, mas James coloca a mão em minha boca.
– Se não quiser ver isso, vem comigo. — ele me puxa pelo braço tão rápido que só consigo pegar minha blusa.
– Quem são aqueles? — pergunto enquanto coloco minha blusa.
– Percy Jackson, filho de poseidon e Annabeth Chase, filha de Atena.
Com todo esse lançe com James, até havia esquecido porque estava ali. Ele me beija novamente.
– Vou te levar até o chalé 11, vem..

***

Acordo com um relógio despertando. Olha para o lado e vejo Beatriz se espreguiçando.
– Bom diaaa! — digo com um sorriso no rosto. Minha noite tinha sido tão... perfeita.
– Bom dia — ela responde friamente. Não estava sendo um bom dia pra ela.
Pra mim também não estaria se não fosse pela noite.
Quem seria meu pai olimpiano? Porque James não me disse nada antes?
Um menino desce da beliche de cima e se não me engano, seu nome é Chris Rodriguez. James havia falado com ele ontem.
– Bom dia! — ele diz. Ele era lindo; mas ninguém ralava o meu James.
– Boom diaaa! — respondo.
– Como se sente sabendo que seu pai pode ser um deus? Espera. É mãe ou pai?
– Pai. — Eu e Beatriz dizemos em uníssono
Lembrei de minha mãe. Será que ela sabe que sou uma semideusa?
– Espero que não seja Hermes. — ele responde com um sorriso malicioso no rosto e não consegui conter o riso.
– Seria uma pena se Clarisse soubesse disso, Rodriguez. — diz uma menina descendo da beliche de Beatriz.
– Você não ousaria... — ele diz.
– Me desafie então — a menina tira a blusa e parecia não se importar de ter um menino lá.
– Estava só brincando mesmo. — ele dá de ombros.
– Ah, claro. — ela dá um tapa na cabeça dele. — Afinal, sou Amy.
– Beatriz. — Beatriz diz.
– Giovana. — digo sorrindo.
– Beatriz do Logan e Giovana do James? — Amy prende seu cabelo em um rabo de cavalo. Faço que sim com a cabeça.
– Sortudos — Chris diz. Amy lança um olhar para ele que até eu fiquei com medo. — Ok, to indo.
Ele sai do chalé e solto uma gargalhada.
– Ele é sempre assim? — Beatriz pergunta rindo.
– Só quando tem gente bonita por perto. — ela abre um sorriso e eu e Beatriz coramos. Ouço um barulho, parecido com uma trombeta. — Venham. Vamos tomar café da manha.