Prólogo Parte 1

Callie é uma adolescente feliz. Pelo menos é o que pensa Mark, seu namorado. A garota de 17 anos tem o que todos chamam de “vida perfeita”, pais ricos e “descolados”, notas altas, tornou-se capitã do time de futebol e nas horas vagas anda de skate pelas ruas de Seattle, onde mora agora. Esse é o sonho de qualquer estudante de sua nova escola, Craisma High School.

Realmente, a linda morena chamada Calliope Iphigenia Torres é feliz, mas isso não a impede de chorar até dormir todas as noites, lembrando de sua irmã mais velha, Aria Clementine Torres.

Em uma noite chuvosa, Aria e Callie voltavam de uma festa com seus amigos. A pista estava muito molhada, mas George sempre dirigia com cuidado, no entanto, nem todos estavam dirigindo com a mesma cautela naquela noite de verão.

Callie dormia com a cabeça no ombro de Mark e quando abriu os olhos se deparou com uma cena horrível. O carro onde ela e seus amigos estavam estava preso a uma parede e havia um outro carro na frente deles. Uma mulher do carro da frente tinha atravessado o pára-brisa e o homem que dirigia estava de cabeça baixa no volante.

A morena sentiu seu namorado se mexer ao seu lado e ela sentiu-se aliviada por ele ainda estar vivo.

-Callie? Você está bem? – Perguntou Mark estendendo sua mão.

-Sim, o cinto de segurança deve ter me salvado – Respondeu Calliope. E então ela se deu conta de que sua irmã e seus amigos ainda não tinham acordado – Aria, acorde – Ela tentou, em vão, acordar sua irmã que há muito tempo já tinha partido.

Mark tentou acordar os outros, mas não obteve resposta. Callie ainda tentava desesperadamente acordar sua irmã.

-Callie... – O garoto segurou no ombro de sua namorada – Eles estão...

-NÃO. NÃO DIGA ISSO – Ela logo revidou – Eles não podem estar mortos.

-Mas estão – Mark enxugou umas lágrimas que escaparam de seus olhos – Vamos sair daqui.

Muito relutante Callie saiu do carro e se desfez em lágrimas ao se ver obrigada a encarar o fato de que sua irmã mais velha e dois de seus melhores amigos morreram.

-Seu braço... Está sangrando – Disse a morena após um minuto de silêncio – Vamos chamar uma ambulância – O loiro apenas assentiu, ele sabia que se tentasse falar perderia a luta que estava travando com suas lágrimas.

-Estamos sem sinal – Mark disse depois que tentaram ligar para o resgate. Ele sentou-se no chão ao lado do acidente e fez sinal para sua namorada juntar-se a ele.

-O que faremos agora? – Perguntou Callie, ainda chorando.

-Agora, esperamos – Ele abraçou a morena e esperou.

Quando Calliope acordou, ela estava no hospital, já sentindo falta de sua melhor amiga, Aria Clementine Torres.

Prólogo Parte 2

Arizona Brooke Robbins tem 17 anos e tem um irmão mais novo de 12 anos, o encantador Timothy Harbor Robbins. Quando sua mãe, Barbara Sofia Robbins, morreu há um ano ela teve que assumir as responsabilidades da casa já que seu pai, Daniel Robbins, se entregou a depressão.

A vida da loira costumava ser incrível, sua família nunca teve muito dinheiro, mas conseguiam se divertir viajando juntos arrecadando memórias. Arizona até tinha uma namorada, Joanne Campbell, mas elas terminaram depois da noite que mudou a vida da loira pra sempre.

Era uma noite chuvosa e os pais de Arizona estavam discutindo. Aparentemente, Daniel tinha bebido um pouco além da conta e ainda assim estava dirigindo. Ele estava dirigindo muito rápido e gritava muito alto, o que fez a adolescente de apenas 16 anos agradecer por seu irmão mais novo estar com os tios.

Estava tarde e Arizona estava ficando cansada, então colocou seus fones de ouvido e deitou-se tentando desesperadamente ignorar os gritos e xingamentos. Não demorou muito para cair no sono.

Quando ela acordou estava no chão do carro, totalmente torta “nossa, que sono agitado’’ pensou. Ao ouvir gritos do lado de fora ela se preocupou e quando se sentou adequadamente desejou estar sonhando. Sua mãe havia atravessado o pára-brisa e seu pai estava com a cabeça no volante, sangrando. Arizona olhou para fora e viu outro carro na frente deles e, ao lado, um casal desesperado. Sua cabeça doía muito e ela percebeu que a garrafa de vinho que seu pai colocou embaixo do banco estava quebrada e cacos de vidro perfuraram sua própria testa, a última coisa que Arizona se lembra daquela noite é de ouvir as sirenes, depois ela acordou no hospital, sem sua mãe.

Notas finais
Essa foi só a apresentação das personagens principais...