With You

1 Único - With You.


Notas iniciais
FIC COM TEMÁTICA YURI/SHOUJO-AI. NÃO GOSTA, NÃO LEIA, POR FAVOR. Personagens próprias.

Os seus toques, suas carícias.
As mãos dela eram tão delicadas. Ela apertava levemente o meus ombros, enquanto me olhava com lágrimas nos olhos. O seu rosto fino, que eu acariciava levemente. Os seus lábios pequenos e delicados, e os seus cabelos rebeldes que balançavam com o vento que entrava no quarto.
Eu preciso beijar você.
Nossos lábios se selaram. Eu ainda sentia o aperto de suas mãos em meus ombros. Podia perceber, ela estava mais aflita do que eu.
Eu amo você.

Acordei assustada.
Me levantei da cama em um movimento brusco e assustado. Olhei para a janela, já estava muito escuro, iluminado apenas com a luz da lua cheia. O meu primeiro impulso foi pegar o celular que estava perto de mim, e olhar as horas: 04h30min da manhã.

– Droga.

Minha segunda ação foi olhar para a cama de baixo. Lá estava ela. Tão linda, e serena. A luz da lua a iluminava de um jeito deslumbrante. Ela era tão fofa. Às vezes eu não podia acreditar em tamanha beleza. Seus olhos escuros, seu cabelo rebelde. Tudo nela me encantava de um jeito especial.

– Rana. – Sussurrei baixinho.

Resolvi me levantar de minha cama. Eu não queria ficar sozinha àquela hora da madrugada. Eu era o tipo de pessoa que quando acordava de um sonho como esse, não conseguia mais dormir.

– Rana?

Balancei-a levemente.

– Naomi...?

Sorri. Ela se levantou, e o seu cabelo estava alto. Estava meio zonza, ainda nem tinha dado conta por si.

– O que foi Naomi? – Sorriu.
– Tive um sonho estranho. Não consigo mais dormir, você sabe.
– Hmm... – Se espreguiçava ela. – Não precisava ter me acordado, Naomi. – Ela voltou a se deitar, e cobriu a cabeça com a coberta.

Ela sempre foi assim. Desde que nos conhecemos, eu e ela sempre brincamos. Costuma ser rebelde comigo, sempre que pode, para me irritar.
Fui ao banheiro lavar o meu rosto. Fiquei pensando: Eu tinha todos aqueles sonhos com Rana, por quê? Desde sempre, mamãe dizia que os sonhos eram desejos inconscientes. Eu gostava do jeito dela. Ainda estava em dúvida se estava sentindo algo a mais por Rana além da amizade. Não me imagino...

– Naomi. – Ela estava encostada na parede perto do banheiro, me encarando.

Levei um susto.

– E-Ei Rana! – Levei minha mão ao peito. – Pare de me dar sustos assim.
– Você me acordou. Agora dê conta de mim.

Suspirei um pouco mais aliviada. Cuidar de você? Você é mais velha, devia cuidar de mim.
Fui andando de mãos dadas com ela até o quarto. Deitei em minha cama novamente. Quem sabe o sono não vinha outra vez.

– Naomi?
– O que foi Rana?
– Que tipo de sonho louco você teve desta vez?

Fiquei envergonhada. Aqueles sonhos estavam frequentes, e eu não podia contá-los a ela. Ela se afastaria, ou ficaria com nojo de mim.

– Não é nada que você precise saber.
– Mas eu quero.
– Por favor, Rana. Sinceramente, acho que você não deveria saber.

Esse tipo de coisa estava perturbando minha cabeça. Rana não precisava saber. Mas ela não desistiu, e se levantou. Eu estava virada de costas, e ela começou a me balançar.

– Naomi, fala.
– Rana, se eu contar o meu sonho, ele não se realiza.

Talvez, eu queria que ele se realizasse. Mas você ficaria com medo, caso eu fizesse.

– Me obedeça, sou mais velha.
– Não vou contar.

Ela pulou em cima de mim, me fazendo ficar sem ar. Apesar de mais velha, ela era um pouco menor, e mais infantil. Virei-me de frente para ela, enquanto ela ficava por cima de mim.

– Quero saber que tipos de coisas saem da sua cabeça, Naomi.
– Rana, eu não posso contar...
– E por que não?

Empurrei Rana de leve para o lado, e fiquei sentada na cama. Logo ela fez o mesmo. E ficou me encarando, enquanto eu ficava corada, lembrando o que tinha sonhado.

– Naomi...
– Não Rana, não. Se eu te contar, é capaz de você começar a me estranhar.
– Estranhar como? Já somos amigas faz tempo.
– Acho que este é o problema.

Ela pegou em meus ombros, e me fez olhar diretamente em seus olhos escuros.

– Naomi.

Desviei o olhar.

– Se você não me contar o que foi eu mato você.

Eu estava aflita. Devia contar ou não? Talvez eu estivesse arriscando minha amizade em prol de contar um sonho como esse.

– Rana, eu...

Eu não conseguia olhar nos olhos dela. Não sei se conseguiria ser sincera para contar algo assim. Talvez, se eu contasse, ela acharia coisas erradas de mim. Não, não quero que ela pense isso.

– Eu...

Ela me olhava, parecia preocupada. É como se eu estivesse prestes a revelar o que eu realmente queria contar, eu gosto de você.

– Eu sonhei que beijava você!

Droga! Saiu. Ela ficou paralisada, sem reação. As mãos que seguravam o meu ombro, agora se afastavam em um olhar gélido.

– Rana.

Eu desviei meu olhar, segurando um choro abafado. Parecia que agora seria o fim de tudo, só por causa de palavras como essas.

– Tudo bem... – Ela me respondeu, baixinho.

Eu voltei a olhá-la. Ela estava olhando na direção oposta. Seus cabelos escondiam seu rosto, mas eu percebi que ela estava envergonhada, mais o que eu.

– Mesmo, Rana?
– Sim, Naomi.

Tão envergonhada. Ela ficava ainda mais perfeita quando estava assim. Segurei ela pela ponta de seu queixo. Pude ver seu olhar confuso, e seu rosto corado.

– Você está com raiva de mim, Rana?
– Não é isso. Só estou surpresa.
– Se eu fizesse isso, você ficaria com raiva?

Saiu sem querer.

Ela sorriu timidamente.

– Não...

Eu não podia perder a oportunidade. Aproveitei para realizar o meu sonho. Dei-lhe um beijo, calmo. Vinham mil coisas em minha mente, e eu não sabia explicar tamanha sensação.

N-Naomi...

Pude ouvir sua voz baixa. Acho que ela queria aquilo tanto quanto eu. Enquanto a beijava, ela segurava e apertava o meu braço, com suas mãos macias. Estava precisando ser guiada.

Rana, eu te amo. – Disse em uma breve pausa.

Ela não parecia surpresa. Como posso dizer, Rana parecia estar sem ação. Eu não sabia se ela sentia a mesma coisa, mas eu tinha que dizer. Em um suspiro tímido, ela abaixou a cabeça mais uma vez.

Eu não podia mais aguentar engolir meus sentimentos. Se para ela não havia problema, então eu podia continuar, certo? Mais uma vez, comecei a beijá-la carinhosamente. Eu precisava sentir o doce gosto do beijo dela, que eu havia conseguido tanto em meus sonhos. Vamos lá, só mais uma vez... Eu te amo, Rana.

Notas finais
Curtinha, mas fofa. Um beijo e obrigada a todos que leram. Mandem review 4me. rs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!