With Me

2 Capítulo 2 - Uncle.


Notas iniciais
Oiii gente!

Bem, nem sei porque estou atualizando aqui, já que a história já terminou lá no blog... Lá tinha muito mais gente acompanhando, e tinha até desistido de postar aqui.

Mas não sei, me deu vontade de atualizar, afinal, já está tudo escrito, não é mesmo?

Espero que gostem! Se vc acompanha, comente por favor, para eu saber. ♥3333

Serena: Chuck, why did you just do that?

Chuck: Because i love her...

- Serena Van Der Woodsen and Chuck Bass.

- O que foi isso? – eu falei para o Chuck, que ainda me beijava.

- Ahn, não foi nada... vem cá. – ele falou, me puxando.

- Não, é sério. – eu disse, me levantando – Foi algo como... um tiro.

Um outro barulho estrondoso foi ouvido, e agora eu tinha certeza que era um tiro.

- Você ouviu isso? – ele falou, se levantando também. Fiz com que sim com a cabeça. – Eu preciso ir lá ver o que está acontecendo.

- O que? – eu falei, perplexa. Só de imaginar Chuck sendo baleado (de novo), meu estômago se revirou. – Não, você vai ficar aqui.

- Blair, eu preciso ir. – ele disse, acariciando meu braço. – É o meu hotel, afinal. Só me prometa que não vai sair desse quarto até eu vir te buscar. – ele falou e eu fiz uma cara estranha. – Prometa, Blair.

- Ok, eu prometo. – falei, trêmula. Ele vestiu seu paletó e me beijou, saindo porta afora.

Já tinham se passado 20 minutos depois que o Chuck me deixou sozinha naquele quarto de hotel. Eu estava agoniada. Eu não tinha notícias dele. Não sabia o que estava acontecendo, se os bandidos, ou sei lá o que fossem, já tinham ido embora. Provavelmente não, se não ele me avisaria. E se eles tivessem... não, isso não. Não podiam ter matado Chuck. Simplesmente não podiam. E a S.? Será que eles foram para a festa? Eram tantas perguntas que eu fiquei enjoada. Comecei a chorar instantaneamente. Ficar naquele quarto só iria me fazer mais mal. Peguei coragem e saí da cama. Precisava saber se ele estava bem.

Andei lentamente pelo corredor e, depois de perceber que estava vazio, peguei o elevador. Subi para o terraço, onde a festa já tinha acabado. Olhei para o relógio: Meia Noite. Achei estranho, porque, conhecendo a Serena, sua festa só acabaria de madrugada. Quando entrei no salão, pude ver o estrago. Cadeiras reviradas, mesas quebradas, a decoração completamente estragada. Mas isso não foi o que me impressionou, e sim o que eu vi acontecendo no outro canto do salão. Uns 5 homens de capuz segurando Chuck contra a parede. E Jack, apontando uma arma para ele. Jack era o seu maligno tio, um dos responsáveis pelo nosso término. Tentei parar para pensar no que iria fazer, ligar para a polícia, me jogar em cima do Chuck ou tentar pegar a arma do Jack, quando ele me viu. Não o Jack, o Chuck. Ele mexeu os lábios para mim, formando a frase “saia daqui”. Não iria sair. Não iria deixar Chuck morrer. Fui me aproximando lentamente, até Jack me ver.

- Olá, linda. – ele falou e eu percebi que nunca tinha sentido tanto nojo na minha vida – O que está fazendo aqui? Veio salvar o seu amado? Nossa, eu esperava mais de você, ainda por cima depois de ele te trocar por um hotel.

- O que você quer, Jack? – eu disse cerrando os dentes e ele riu.

- Quero o que sempre quis. Quero estragar com a vida do meu sobrinho. Quero Chuck morto. – ele falou, apertando o gatilho.

- NÃO FAÇA ISSO! – eu gritei, aos prantos e os dois me olharam assustados.

- Blair... – Chuck começou, mas Jack interrompeu.

- Pensando melhor, você tem razão. – Jack falou, sombrio, abaixando a arma. – Não quero vê-lo morto. Quero vê-lo sofrendo... – ele rodava sua arma em suas mãos e nos olhava com um sorriso maligno. — ...E o que melhor do que matar o amor da sua vida? – quando percebi o que ele queria dizer com aquilo, era tarde demais.

- JACK, NÃO FAÇA ISSO! ME MATE, MAS NÃO TOQUE NELA! – Chuck disse, gritando e tentando sair dos braços dos homens, enquanto Jack apontava a arma para mim. Tudo aconteceu muito rápido depois disso. Não tive tempo de gritar, de fugir. Apenas senti a bala entrando em meu corpo, sangrando meus braços e as lágrimas escorrendo em meus olhos. Depois disso, apaguei.

Chuck Bass:

- BLAIR! – gritei, me sentindo horrível e impotente. Não tinha nada que eu pudesse fazer, eu estava ali, preso. Eu tinha que ter a trancado naquele quarto! É claro que ela iria sair, eu tinha que ter imaginado! Blair era a mulher mais teimosa que eu conhecia. COMO EU FUI BURRO! Lágrimas desciam dos meus olhos e eu não conseguia segurar. Eu estava chorando? Eu, Chuck Bass, estava chorando? Por uma mulher? Não, isso não era possível.

- Vamos, ele já sofreu o bastante por hoje. – Jack disse, sorrindo, enquanto os homens me soltavam. – É sempre um prazer, sobrinho.

- Eu vou acabar com a sua vida! – gritei.

- Adoraria ver sua tentativa falida. – Jack disse e foi embora.

Blair estava deitada no chão. O tiro tinha pegado em seu ombro, o que era bom, pois não atingiu o coração, mas ela estava desmaiada e sangrando muito. Me agachei ao seu lado e a peguei no colo. Fui assim até a minha limosine e pedi para o motorista dirigir rápido para o hospital mais próximo. Acho que nunca fiquei tão preocupado ou agoniado em toda a minha vida. E não sei porque eu estava assim. Afinal, Blair não era minha namorada. Mas porque eu sentia como se fosse?

- Por favor, fique viva. – sussurrei, enquanto ela estava desmaiada em meu colo.

A carreguei até a porta do hospital e conseguimos entrar. Fui até o balcão, onde uma mulher baixa e de cabelos grisalhos estava calmamente olhando para o nada, escrevendo algo em uma folha de papel.

- Preciso de um médico. Ela levou um tiro. É uma emergência. – falei, de uma vez só.

- Desculpe senhor, mas vai ter que esperar. Parece que hoje muita gente resolveu sofrer acidentes. – ela falou irônica, com uma voz muito irritante. Quem essa mulher achava que era? Não acredito que o hospital mais próximo do hotel é um hospital de classe média! Já estou assim pela Blair, daqui a pouco vou explodir nesse hospital!

- Olha... eu sou Chuck Bass. – falei, com a voz mais confiante possível. Peguei todo o dinheiro que eu tinha no bolso (e era MUITA, MUITA coisa) e estendi no balcão – Se você puder atendê-la agora, eu ficaria muito agradecido... e só dizendo que posso conseguir muito mais do que isso. – apontei para o dinheiro.

- Hmmm... – ela aparentou pensar um pouco — ...parece que eu posso conseguir um médico disponível. – ela pegou o dinheiro e ligou para alguém trazer uma maca.

Não pude entrar na sala de cirurgia nem no quarto, por isso fiquei sentado esperando. Esse tempo foi realmente agoniante. Não gosto de hospitais. Tenho um certo trauma, desde que meu pai morreu. Mas como esperava que eu fosse ficar? A mulher que eu amo acabou de levar um tiro, dado pelo meu tio maligno, no meio da festa da minha meia-irmã... pera, a mulher que eu amo? Eu devo estar ficando maluco. Eu não amo a Blair. Eu não... é, eu amo. Que merda. Liguei para Serena e para Eleanor, que disse estar vindo de Paris o mais rápido possível. Serena tinha saído da festa, junto com todo mundo, quando viu que Jack e os outros homens estavam armados. Prometi ficar, se eles deixassem todos irem embora sem se machucarem. S. chegou no hospital 15 minutos depois que eu liguei.

- Como você está? – ela disse, sentando ao meu lado.

- Mal. – não estava a fim de conversar.

- É, eu também. – ela pareceu pensar um pouco e depois soltou uma leve gargalhada.

- Como você consegue ficar aí rindo enquanto sua melhor amiga está internada em um hospital? – eu disse, a reprovando.

- Eu estou rindo de você. – franzi o cenho. – De vocês, na verdade.

- Desculpe, eu não entendi. – falei, confuso.

- Hoje mais cedo eu falei para a Blair se afastar de você. – tive vontade de matar Serena e ela pareceu perceber, por isso logo continuou – Porque eu sabia que isso iria acontecer.

- Isso o que? – eu ficava cada vez mais confuso.

- Haha! Olha pra você Chuck. Olhe seu estado. Você está deprimido. Você a ama. – ela falou, como se fosse a coisa mais certa do mundo.

- Eu não amo a... – pensei por um momento. — De qualquer forma, o que isso tem a ver? Você não quer a felicidade da sua amiga?... Ou será que você sabe que ela não me ama? Meu Deus, ela não me ama, né Serena? – perguntei, desesperado.

- HAHAHAHA! – essa risada estava começando a me irritar. – É claro que não, Chuck. Ela não me disse nada. Mas, conhecendo a B. do jeito que eu conheço, quando ela tenta fugir de alguma coisa, é porque ela quer fugir dos seus sentimentos. Ela te ama Chuck, é óbvio. E rebatendo a sua acusação de “eu não querer a felicidade da minha amiga”, é muito pelo contrário... vocês vão perceber que estão loucamente apaixonados um pelo outro e, quando ela estiver o mais envolvida possível, você vai magoá-la. E é disso que eu tenho medo.

- Eu sempre estrago as coisas com ela, não é? – Serena fez com que sim com a cabeça. – Mas ela sabe como me sinto... eu nunca quis magoá-la de verdade. É só que as vezes eu não penso antes de fazer as coisas. Mas ela continua sendo a pessoa mais importante do mundo para mim. E ela sabe disso.

- Sabe mesmo? – Serena perguntou – Porque você não deu nenhuma prova sobre isso.

- Mas e se ela... você sabe, e se ela não corresponder? – falei, envergonhado. Serena riu de novo. Meu Deus, eu vou estrangular essa garota.

- Você está com medo? Nossa, o grande Chuck Bass com medo de não ser correspondido? Isso sim é uma novidade! Cadê a confiança que você tem Chuck? “Eu sou Chuck Bass para lá, eu sou Chuck Bass pra cá”... – ela imitou o meu jeito de falar.

- Eu não sou Chuck Bass sem ela... – disse, pensando alto.

- Então mostre isso pra ela! – Serena praticamente gritou. – Vocês são Chuck e Blair, Blair e Chuck. Como ela pode não corresponder? Ainda mais depois de tudo que vocês estão... bem, fazendo.

Dessa vez eu ri junto com ela, até ver um médico se aproximar.

- Senhor Bass? – eu afirmei com a cabeça – A senhorita Waldorf já está acordada. Está tudo bem com ela. – bufei, aliviado. Nunca fiquei tão feliz na minha vida. Tenho que me lembrar de dar muito dinheiro a esse médico depois.

- Ahn, então eu vou lá ver ela... – Serena começou mas eu interrompi.

- Eu vou primeiro! – falei, já correndo para seguir o médico.

Blair Waldorf:

Acordei, esperando que tudo não tivesse passado de um sonho. Ou melhor, um pesadelo. Abri meus olhos lentamente e olhei em volta... paredes, móveis, tudo branco. É, eu definitivamente não estava em casa. Estava me sentindo fraca, desanimada. Vi a porta se abrindo e de repente meu coração palpitou. Ah, que droga, como eu ainda sentia isso? Chuck entrou pela porta — seguido de um médico — com uma expressão preocupada, mas sorriu logo que me viu.

- Vou deixar vocês a sós. – o médico disse, fechando a porta. Foi o tempo de Chuck correr pra mim e me dar um beijo necessitado.

- Você está bem? – ele falou, parecendo cansado. – Você não sabe o quanto eu fiquei preocupado com você.

- Estou melhor, obrigado. – sorri e continuei — Me desculpa... eu sei que a culpa é minha, eu não devia ter saído do quarto, mas você teria morrido e eu... – ele me interrompeu.

- Ei! Não precisa se desculpar... a culpa não é sua. Eu que fui idiota demais por não ter te trancado ali dentro. – Chuck disse irônico, e nós dois rimos.

- Então... Você não está preocupado com o que Jack pode fazer com você? – perguntei, preocupada.

- Eu estou preocupada com o que ele pode fazer com você. Não sabia que Jack chegaria a esse ponto... mas eu vou te proteger. Não importa o quanto ele tente, ele não vai conseguir te atingir. – ele falou, beijando meu rosto.

- Você falando assim, parece até que... – não terminei a frase. Não tinha coragem.

- ... Que? – ele perguntou, sorrindo.

- Esquece. – eu falei, indiferente.

- Parece que..... que eu te amo? – olhei para ele, surpresa. – Porque eu te amo, Blair. Tentei fingir que você era apenas um caso como as outras, mas a verdade é que nunca consegui te superar. Você é pra sempre a única para mim. Eu te amo. – por um momento não conseguia acreditar. Ele me amava. Sorri abertamente e falei o que já tinha que ter dito há muito tempo:

- Eu também te amo. – falei, finalmente, enquanto ele sorria e ia em direção a mim. Não sei por quanto tempo ficamos ali, grudados, nos beijando loucamente, quando consegui sussurrar no seu ouvido:

- Chuck, nós estamos em um hospital... – e nós dois rimos.

- Olha, Serena quase me matou por eu ter vindo primeiro, então vou deixar ela vir te ver. O médico deve te dar alta no final do dia. – ele falou, se afastando.

- Que bom! Não iria aguentar mais um dia com essas “roupas” de hospital. – ele riu.

- Bem, daqui a pouco eu volto então. – me deu um leve beijo e saiu.

Notas finais
Obrigada, gente!

XOXO,
Mari.