Witch and Vampire Academy - História Antiga
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Notas iniciais
Hotel, Berlim – 09:00, Sábado.
Entrei correndo na recepção, subi as escadas correndo pois não tinha tempo para ficar esperando o elevador, bati na porta mais alegre do que nunca, minha mãe a abriu e se surpreendeu com o jeito que abracei, Leonor, que até o momento estava deitada em cima da cama mexendo no notebook que havia trazido, também ficou surpresa ao me ver correndo em sua direção com um sorriso no rosto, as duas não paravam de me encarar depois do abraço que dei em Leonor, estavam maravilhadas e ao mesmo tempo assustadas, para quem havia saído dali chorando à quarenta minutos atrás eu estava alegre demais.
— O que foi dessa vez? O bicho da felicidade lhe picou? – minha mãe riu, enquanto me levava uma xícara de achocolatado.
— Nem eu sei o que aconteceu. – sentei na cama, admirando o nada e lembrando de Thomaz e todo o passeio.
— Vish, eu sei o que é isso mãe... – encarei ela enquanto minha mãe soltava um ‘’é mesmo filha?’’ da cozinha – Sim, ela está apaixonada.
— O QUÊ? – minha mãe apareceu do nada sentada do meu lado na cama.
— Eu também fiquei assim quando vi aquele homem maravilhoso no álbum de fotos dele.
— Ata, aquele é um personagem de TV, é normal ela se apaixonar por ele.
— Mas eu não disse que é por ele que ela está apaixonada.
— É PELO THOMAZ DRÁCUL! – do nada, sem exageiro, Bel apareceu na janela do quarto gritando e entrando toda atrapalhada e anciosa.
— De onde você surgiu praga? – minha mãe falou brincando, com certa seriedade.
— Nem eu sei de onde surgi, mas eu sei porque ela está assim. Ela foi lá em casa, mas por algum motivo não tocou a campainha, ai o Tom apareceu e começou a conversar com ela, dai eu ouvi as vozes e fui ver o que era, vi os dois e pensei ‘’hum... Devem estar indo em algum lugar, e sem mim’’ ai eu fui atrás deles, ouvi toda a conversa e até as imitações sem graça que fizeram de mim – ela olhou feio pra mim antes de começar a falar em tom de deboche, imitando as nossas imitações dela mesma – ‘’provavelmente ela vai dizer que é melhor todo mundo se fuder’’... Eu ia dizer sim, e com orgulho!
— Mas criaturinha de Deus, você não tem provas de que eu estou apaixonada ou não por ele.
— Então como explica isso? – ela mostrou uma foto no celular tirada no exato momento em que beijei a bochecha do Thomaz, meu rosto corou e eu o escondi no travesseiro – AHA! EU DESCOBRI! EU SOU UM GÊNIO!
— Está bem longe disso. – minha irmã disse, logo em seguida Bel lhe olhou feio, mas ela não deu bola.
— É verdade filha, está apaixonada por esse rapaz? – fiz que sim com a cabeça, ainda escondendo meu rosto no travesseiro.
— Ele é muito bonitinho e parece ser fofo também. – minha irmã comentou.
— Ele é mesmo, Tom é um rapaz muito fofo, é bonito, meigo, sempre se preocupando com você, por mais que nem lhe conheça direito, ele é um amor. – ela e Leonor suspiraram enquanto imaginavam nós dois conversando e namorando – Que amor, os dois são perfeitos um para o outro.
— Como você sabe que ele é tudo isso? – resolvi mostrar meu rosto, ainda com ele corado, mas agora mostrando interesse na conversa de fato.
— Porque eu já namorei ele, no quinto ano. Por mais que tenha sido bom, eu não sabia o que estava fazendo, meu primeiro namorado, na verdade nem chegamos a assumir o namoro, era como amizade colorida. Eu realmente não sabia o que estava fazendo, nem ele, mas pelo visto, agora ele sabe.
— Ahn, sua irmã guardou rancor por ele ter terminado contigo, por acaso?
— Não, na verdade, fui eu quem terminou. Ela tinha ciúmes porque a irmãzinha favorita e única dela estava dividindo seu tempo livre entre ela e um namorado babaca, então a coitadinha começou a espalhar boatos de mal gosto sobre ele, achando que eu ia terminar, mas na verdade esse não foi o real motivo, mas achei interessante fingir que foi culpa dela, a pobrezinha se sente bem com isso. – nós quatro rimos imaginando como deveria ter sido engraçado, ao mesmo tempo triste para Thomaz.
— Poxa, eu realmente estou atrasada, até minha irmã mais nova está namorando pela primeira vez e eu não. – Leonor brincou, mas me deixou um pouco brava, não estava namorando, foi só um impulso, eu não sabia o que estava fazendo, eu não queria admitir e acreditar em meus sentimentos.
— Não esquenta, o nono ano tem caras maravilhosos, você vai se dar bem, muito bem. – Bel olhou para Leonor e as duas trocaram olhares maliciosos imaginando os futuros namorados de minha irmã.
— Ah moleque! Eu vou é me matricular agora nessa escola. – ela saltou da cama, toda animada.
— Eu deixo, só se você prometer não se intrometer na minha vida escolar... – falei já imaginando que ela estaria cruzando os dedos escondida.
— Eu prometo irmãzinha, e veja, todos os meus dedos estão normais, até os dos pés. – aqueles dedos poderiam estar normais, mas os dois dedos cruzados que ela tatuou na parte de trás do pescoço não estavam.
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