Witch Hunt

1 Witch Hunt - Bad End


Notas iniciais
Então, eu já estava querendo escrever isso a MUITO tempo! Meu desu, essa música sempre parte meu coração, shippo muito Hard Gakupo X Luka ;-;Então, esse aqui é o Bad End, mas tentarei postar amanhã os dois últimos endings.Aproveitem!

— Encontrei tudo que eu tinha perdido, na graça do teu sorriso — Murmurou a si mesma, enquanto encarava atentamente o reflexo de seus olhos entristecidos num espelho. Luka soltou um pesado suspiro, apoiando as mãos na penteadeira de madeira. — 14 anos, não? — Perguntou ao porta retrato a sua frente.

Luka era uma jovem de beleza avassaladora. Longos cabelos róseos com madeixas caindo sobre os ombros. Seus olhos possuem um forte tom azul, de modo que qualquer um reconheça suas Iris a enormes distâncias. A pele clara como a neve e o corpo curvilíneo como o de antigas deusas. Bem, a imagem que tinha no retrato a sua frente não era tão diferente.

A foto tinha duas pessoas. Uma adulta e uma garotinha. Ambas estavam sorrindo. Um sorriso puro e verdadeiro que encantaria qualquer um. A garotinha, Luka. A adulta, Asako, sua mãe. A exatamente 14 anos, sua mãe havia sido morta pelos caçadores de bruxas. Algo completamente injusto, pois sua mãe nunca foi uma bruxa má. Muito pelo contrário, praticava a bondade.

Após a morte de sua mãe, Luka viveu por conta própria desde seus 6 anos. Usava a magia para se cuidar. Era bem simples antes, mas era uma criança e mais do que o suficiente.

A jovem bruxa estava com um longo vestido negro levemente rodado com vários detalhes brancos. Ele continha mangas que cobriam a sua pele pálida por natureza. Ele seria decotado se ela não estivesse usando uma camisa de Golã grande ao ponto de se dobrar no pescoço. Ainda de frente ao espelho, ajeitou uma simples tiara de tecido escuro na cabeça, logo se despedindo de seu próprio reflexo e saindo de casa.

Luka vivia em uma simples casa de madeira na floresta com poucos luxos. Ficava afastada da cidade para que ninguém descobrisse ser uma bruxa, já que os católicos preferiam escutar um livro escrito por pecadores do que um inocente considerado maldoso.

Ela não saia de casa. Possuía muito medo, pois descobriram a sua mãe enquanto ela voltava para a casa na floresta após levantarem suspeitas. Tinha se privado disso por ter prometido a si mesma viver por sua mãe que odiaria ver a filha morrer por culpa própria.

Mas a jovem bruxa nunca esperou algo tão bonito. A alegria naquele lugar era nitidamente cativante, o que a fez abrir um pequeno sorriso. Coisas tão pacatas estavam bem animadas. Um padeiro dava alguns pães que sobraram as crianças de rua que por ali passavam. As crianças de classe média faziam brincadeiras entre si. Um homem fazia uma peça com fantoches. Um grupo de mulheres conversavam um pouco alto demais entre si, de modo que até mesmo Luka – Que não passava tão perto – pudesse ouvir.

— Ouvi dizer que o príncipe está em busca de uma esposa, e está vindo discretamente a cidade para tentar conhecer alguém!

— Juras?! E como ficastes sabendo disso?

— Minha mãe trabalha no castelo como arrumadeira. Sempre me disse que as paredes não lhe são nada!

Príncipe? Luka nunca soube sobre uma família real. Na verdade tinha poucas coisas que ela sabia sobre a pequena cidade. Esse pouco ela sabia em livros que a sua mãe lhe dava de presente ou lia antes de dormir. Decidiu se afastar daquele grupo, aquela conversa repetitiva delas já a estava irritando.

Depois de um pouco andar, chegou a um tipo de centro. Tinha várias lojas por ali, mas pelo fato do sol já estar se pondo estavam todas fechadas. Pode notar um simples chafariz a sua frente. Era bonito, tinha a escultura de dois anjos e seu material era notavelmente mármore.

Se sentou na borda e virou a cabeça para trás, observando seu próprio reflexo na água parada. Com a ponta dos dedos, desfocou a sua imagem, começando a olhar para os seus arredores.

— Agora entendo porque você sempre vinha para a cidade, mamãe. — Disse a si mesma, passando a olhar para o céu. — Realmente, lá de casa não é possível ver o céu queimando. — Em seguida, uma forte ventania a atingiu. Bem, não tão forte, mas forte o suficiente para levantar levemente o seu vestido e fazer a sua tiara voar.

— Acho que isso é seu. — Disse uma voz atrás de si. Luka se virou, notando um alto e particularmente belo homem que se aproximava com a sua guarda em mãos. Devia passar de 1,80 de altura. Seus ombros eram largos, e isso tornava seu peitoral possivelmente definido mais focado. Os músculos nos braços eram notáveis. Possuía longos cabelos arroxeados presos num rabo-de-cavalo alto. Os olhos eram um tom azul escuro, parecendo serem roxos também. Ela não pode deixar passar o sorriso gentil formado em seus lábios. "Parecem sinceros" pensou.

— Obrigada... — Gaguejou, pegando educadamente a sua tiara de suas mãos com o olhar abaixado. Ela não sabia como encarar àquilo. Oras, ela não fala com pessoa alguma a 14 anos! Por que saberia como agir?

— Não há de quê. — Ele respondeu, dando um baixo risinho ao notar um leve rubor nas bochechas da rosada. — O que uma bela moça como você faz aqui sozinha? Normalmente as pessoas já estão em casa a essa hora, quase ninguém fora ao anoitecer.

— Ah, bem... Não estou muito acostumada com multidões, entende? — Perguntou, o olhando rapidamente com um sorrisinho envergonhado nos lábios. — É a primeira vez que venho aqui, mas quero apenas minha sombra como companhia.

— És estrangeira? — Ele perguntou com uma sobrancelha erguida, a vendo assentir levemente com um movimento da cabeça. — Aceitaria eu e minha sombra para ir com você? Posso lhe mostrar cada canto da cidade!

— Talvez... — Murmurou receosa, enrolando em um dos dedos uma mecha de seu cabelo. — Mas quem é você? — Se apressou, finalmente botando na cabeça que ainda estava falando com um completo estranho.

— Onde estão meus modos? — Ele perguntou a si mesmo de forma sarcástica, rindo consigo mesmo. — Sou Kamui Gakupo, filho de Kamui Gackt. — Disse, dando um pesado suspiro. — Espere, você realmente não sabia quem eu sou?

— Deveria saber? — Retrucou.

— Na realidade não, mas não tenho costume em encontrar alguém que não me conheça. — Disse, passando a mão na nuca. — Gackt é o rei. Eu, obviamente, sou o príncipe. — Respondeu após ela perguntar o por quê.

—Ah, perdão, majestade! — Se apressou a dizer ainda mais envergonhada, fazendo uma curta reverência. "Então ele é o príncipe?" — Por que está rindo? — Perguntou confuso, o vendo começar a parar de rir aos poucos.

— A sua reação. Não precisa me tratar assim, eu não me importo. — Respondeu, dando os ombros calmamente. Sem pressa, ofereceu a ela o seu braço, no qual ela hesitou um pouco em aceitar. — Mas agora, quem é você?

— Sou Megurine Luka. — Disse calmamente, desviando o olhar para o lado levemente. Gakupo comentou ser um nome bonito, mas logo após um silêncio constrangedor a rosada foi estabelecido contragosto de ambos.

— Disse ser estrangeira, não? — Gakupo perguntou, sem esperar uma resposta realmente. Apenas estava tentando puxar assunto ao perceber que Luka ainda estava meio constrangida em sua presença. — O que faz na França?

— Quando minha mãe morreu eu me senti quebrada. Uma carcaça vagando sem rumo. Estou tentando recomeçar uma vida aqui. — Em parte aquilo não era mentira. Na verdade, não era mentira, ela apenas ocultou as datas. Soltou um silencioso suspiro.

— Sinto muito pela sua mãe. — Disse sinceramente, dando um sorriso de canto consolador. — Minha mãe morreu no meu parto, então eu não tenho nenhuma lembrança dela. Mas ainda assim me sinto triste por nunca tê-la conhecido bem. Mas o seu caso deve ser bem pior.

Luka se surpreendeu. Ela contou um pouco sobre si, mesmo que não tenha sido totalmente honesta, mas apenas respondeu a sua pergunta. Já ele não, disse por vontade própria a uma estranha. Poderia ser algo bobo, mas para ela foi algo um tanto quanto... Fofo.

— Mas vamos deixar melancolia de lado. Gosta de jardins? — Perguntou mudando completamente de assunto, enquanto cobria suavemente os olhos da bruxa com as mãos.

— Sim. Mas Gakupo, pra quê isso? — Apesar de não se debater ou coisa do tipo por ter sua visão coberta, estava curiosa.

— Gosto de fazer surpresas. — Deu um baixo risinho, retirando uma de suas mãos do rosto da menor para conseguir guiá-la com mais facilidade. — Pronto.

Assim que retirou as mãos, a jovem bruxa teve quase certeza de que seus olhos estava, brilhando. Estava num grande jardim. Várias esculturas estavam espalhadas pelo local, mas não chegava a ser assustador, já que todas possuíam formatos bonitos como corações ou até mesmo flores maiores. Conseguiu reconhecer rosas de diversas cores. Margaridas e tulipas. Conseguiu ver até algumas plantas subaquáticas como katniss.

— Não é bem uma parte da cidade como eu prometi de mostrar, mas achei que seria legal te mostrar o jardim do castelo. — Sorriu satisfeito ao notá-la encantada. Pegou delicadamente a sua mão e a rodopiou calmamente.

— O castelo está na cidade, isso que conta. — Ironizou, começando a dançar suavemente com o príncipe sem perceber. — Mas aqui é realmente lindo.

— Coitada da lua cheia. — Disse Gakupo após um tempo em silêncio, olhando para o céu levemente. — Não tem luz própria. Por dependência, clareia o que, por sua fraqueza, escureceu. E à noite, depois que alteia, assiste ao mundo num quase breu que nem é seu.

— Eu admiro a lua cheia. — Abriu um pequeno sorriso enquanto seguia a direção de seu olhar. — Ela não incendeia a noite por si só, mas festeja o belo ser reflexo de areia. Lampejando na escuridão mesmo sendo apenas pó.

— Admito que nunca pensei por esse lado. — Soltou um baixo riso surpreso. — Apenas comecei a pensar assim pelo o que meu pai dizia minha mãe recitar.

— Somos dois. Mas no meu caso minha mãe me disse isso diretamente. — Deu os ombros, soltando as mãos do príncipe. — É melhor eu ir. Já está tarde e você tem seus afazeres, suponho.

— Eles podem esperar mais um pouco. — Se apressou a dizer, segurando a mão do rosada antes que ela pudesse se afastar.

— Não quero te arranjar problemas por causa de pontualidade. — Afirmou, abrindo um pequeno sorriso fechado apaixonante.

— Posso te ver amanhã? — Perguntou animadamente, vendo a mesma assentir com um movimento da cabeça. — Então até amanhã. — Deu um silencioso beijo de despedida na testa da mesma.

— Até! — Sentiu suas bochechas se avermelharem e seu coração acelerar, rapidamente se afastando do príncipe. — Ele é tão gentil... — Disse a si mesma, colocando ambas mãos no peito sentindo as batidas no coração. — Esperava tudo da cidade, menos isso. — Sorriu, adentrando na floresta e indo até a sua casa.

O jovem príncipe e a jovem bruxa passaram a se encontrar todos os dias desde então. Com o passar do tempo, o sentimento que ambos sentiam um pelo outro acabou se tornando recíproco, eles apenas não percebiam isso ainda. Dançar no silêncio da noite sob a luz da lua do jardim real acabou se tornando algo só deles. Faziam isso todos os dias e se perdiam no tempo e nas palavras. Eles apenas não sabiam que estavam sendo observados por uma noviça, Hatsune Miku.

Esta já nutria sentimentos pelo príncipe a muitos anos, mas nunca poderia ficar com ele graças ao seu compromisso a igreja. Miku dedicou cada momento livre que tinha para descobrir mais sobre a sua "Rival do amor", e acabou descobrindo onde a mesma morava. Assim, não demorou muito para chegar às conclusões de que ela é uma bruxa.

Tomada pelo ciúmes, ela parou o príncipe enquanto este ia encontrar a jovem bruxa no local em que se conheceram.

— Você deve parar de vê-la! — Disse convicta, erguendo uma de suas mãos para impedir que o mesmo parasse.

— De quem você está falando? — Perguntou Gakupo numa falsa inocência, franzindo o cenho.

— Oras, não se faça de tonto... — Miku revirou os olhos, suspirando pesadamente por seu amor platônico ter mentido a ela. — Megurine Luka.

— E qual o problema de eu estar passando um tempo com ela? É uma garota incrível. — Deu os ombros, cruzando os braços com uma sobrancelha erguida.

— Ah, nada demais, apenas pelo fato dela ser uma bruxa. — Respondeu sarcasticamente, bufando em seguida. — Não percebeu isso antes?

— Não é possível. Uma bruxa não teria medo de multidões já que poderia simplesmente exterminá-los. — Retrucou, tentando passar pela mesma, mas foi barrado novamente.

— Porque esse simplesmente não é o seu objetivo. — A Noviça retirou de sua bolsa que carregava um pequeno papel dobrado. Dois, na verdade. Mas abriu apenas um. — Essa bruxa, Megurine Asako, é a sua mãe. Quando viva, usou a sua magia de sedução para conseguir o amor de um dos duques do reino vizinho. Luka pode estar querendo fazer o mesmo com você.

— Uma simples semelhança como uma cor de cabelo e sobrenome não é nada demais... — Suspirou, desviando o olhar da imagem.

— Eu sabia que não iria acreditar apenas pela primeira imagem. — Suspirou, abrindo agora o segundo papel. Enquanto observava a jovem bruxa, acabou entrando na casa dela e furtando uma foto sobre a cabeceira. — Me diga se não é coincidência ter na casa da sua amada uma recordação de Megurine Asako.

— Luka não seria capaz disso... — Disse baixinho, cerrando os punhos atrás das costas e fechando os olhos com força. — Ela...

— Ela é uma bruxa. — O cortou secamente, estalando a língua. — Você tem apenas hoje para decidir de que lado está, ou então a própria igreja vai intervir nesse seu "romance" — Ameaçou, saindo da frente do amado e andando em direção à igreja.

Gakupo ficou imóvel por uns instantes. Pensando no que acabou de ouvir. Soltou um suspiro, finalmente chegando a uma conclusão. Aquilo seria o melhor a se fazer.

Logo, voltou a seguir seu caminho ao encontro da rosada.

— Desculpe o atraso. — Disse forçando um sorriso ao ver a mesma lhe esperando pacientemente. Ela disse que estava tudo bem com um verdadeiro sorriso no rosto, o que fez o coração se Gakupo doer.

Ainda era um tempo antes do fim da tarde, e Gakupo sugeriu eles irem no jardim para que Luka pudesse ver os girassóis ainda abertos. Como sempre iam de noite, ela nunca teve a chance de vê-los. Luka acabou aceitando. Afinal, seria rude de sua parte negar isso.

— Está tudo bem? — Pergunto sinceramente assim que chegaram ao jardim. Luka percebeu que o príncipe havia ficado em silêncio durante o trajeto todo, sendo que normalmente ele está sempre tentando conversar com a mesma. — G-Gakupo? — Gaguejou assim que sentiu o mesmo a abraçar com força, escondendo o rosto em seu pescoço fazendo as suas bochechas ficarem num puro tom de carmesim.

— Pensei que podia confiar em você... — Disse rangendo os dentes, fazendo Luka se assustar com a mistura de dor e raiva que sua voz carregava.

Num rápido movimento, Gakupo segurou os cabelos róseos da jovem com uma de suas mãos e com a outra sacou a sua espada, cortando o cabelo da mesma.

— O que você...?! — Se alarmou. A sua respiração começou descompassar e seu coração sendo esmagado, notando o seu cabelo no chão. Antes que pudesse perguntar o motivo daquilo, homens a imobilizaram pelo braço. Guardas do castelo estavam escondidos e ela nem pode notar. Lágrimas começavam a cair incondicionalmente de seus olhos ao perceber que o homem que ama estava a traindo.

— Levem a bruxa para a praça, a cruz já está a aguardando. — Mandou com a voz vazia, desviando o seu olhar da rosada.

— Gakupo! Por favor, não! — Se debatia, sentindo a sua garganta se fechar e ela se afogar com as palavras que se transformavam em soluços. — Por quê?! — Perguntou perdendo as forças, vendo o mesmo apenas lhe dar as costas. — Eu te amo... — Murmurou, enquanto os guardas começavam a arrastá-la para longe.


[...]

— ARREPENDA-SE! — A multidão gritava.

— PAGUE PELO SEU CRIME!

— PAGUE COM A SUA VIDA!

— QUEIME, DEMÔNIO!

O motivo da gritaria era nítido. Mais uma bruxa estaria sendo crucificada.

Enquanto era abraçada pela cruz, Luka olhava para o chão. Seus braços estavam dormente pelo tempo em que estava pendurada pelas amarras. Sentia dificuldade em respirar. Sua visão estava embaçada e o rosto banhado por lagrimas secas.

— Silêncio, silêncio! — Uma voz aguda gritou entre a multidão. — Hoje, seremos livres de mais uma dessas criaturas horrendas! — Era Hatsune Miku. Ela apontou para Luka com desgosto. — Ela ousou tentar conquistar o nosso príncipe com a sua magia negra! — Com o braço direito, puxou delicadamente Gakupo para o seu lado que observava Luka com o coração na mão.

"Assim que ela morrer... Pararei de sentir essa dor..." Era o que ele pensava.

— Como somos piedosos, permitiremos que ela tenha as suas últimas palavras! — Disse com um falso sorriso, vendo os católicos lhe aplaudirem. Se aproximou da Cruz e esperou por suas palavras para acender a tocha — O que tens a dizer, monstro?!

Luka a olhou pelo canto do olho. Não demonstrou ódio, apenas a olhou de forma arrependida. Ergueu sua cabeça ao céu, respirando profundamente tentando ter forças para falar. Se fizesse uma oração, quem iria ouvi-la? Estava apenas se desfazendo em lágrimas.

— Se vocês chamam esse amor de bruxaria... — Disse ofegante, olhando discretamente para Gakupo, mas logo deixando a franja cobrir seus olhos. Mordeu o lábio inferior com força, mas pegou todo o ar que conseguiu e gritou: — ENTÃO ACENDA AS CHAMAS DO ÓDIO!

Miku trincou os dentes de raiva. As pessoas começaram a vaiar. Gakupo desviou o olhar.

— Sua magia negra é uma bruxaria! — Retrucou. — As chamas sagradas serão acesas! — Ergueu uma das mãos aos céus, vendo os sinos, o som sagrado da purificação começarem a soar. Sua outra mão acendeu a tocha, e essa logo foi atirada na palha abaixo da Cruz de madeira.

Todos gritavam e vaiavam a jovem bruxa. Luka fechou os olhos com força e gritou em plenos pulmões. Era um grito sofrido, tudo que estava preso em sua garganta até o momento. Uma aura negra ficou ao seu redor e seus braços se desfizeram das amarras ao virarem grandes asas negras. As pessoas se assustaram. A bruxa começou a se lebreira das chamas sagradas e da Cruz. Ao começar a voar pelo céu, seu corpo diminuía até virar um corvo e desaparecer.

As pessoas acabaram ficando felizes. Afinal, ela tinha sumido. Aos poucos, as pessoas começaram a sair da praça. Mas lá sobrou uma pessoa.

Gakupo estava de joelhos no chão com lágrimas nos olhos. Seu coração ainda doía. Mas ela havia ido embora, a magia tinha que ter ido também. Ele acabou concluindo que nunca esteve enfeitiçado, mas que realmente havia se apaixonado pela bela bruxa.

— Perdão, perdão... — Murmurava várias vezes entre seus soluços, batendo com força o punho no chão. — Eu também te amo...

Um corvo desde aquele dia começou a perseguir o príncipe pelas sombras.

"Silêncio. Quando as palavras ficam grandes demais e não cabem na boca. Engolidas, mal-digeridas, saem pelos olhos e se tornam pequenas"

Bad End

Notas finais
Então, o que acharam? Mereço rosas? Tijolos?Comentem, isso me anima a postar os próximos dois capítulos ♥