Witch

2 Capítulo 1: Bem Vinda a Salém


Notas iniciais
Desculpa a demora gente, espero que gostem!!!

É, tenho que admitir, odeio entrar em escolas novas.

Simplesmente odeio, minha vida já estava formada na Simons High School, agora vou me mudar para uma escola nova, e em salém, quem neste santo mundo estuda numa cidade velha como salém.

Mas eu sempre gosto de ver o lado positivo nos outros. Bom... Seria legal recomeçar as coisas numa escola nova, mas vou sentir muita saudade dos meu amigos da SHS, principalmente da Ashley. Ela é minha melhor amiga desde os 13 anos, foi muito difícil nós nos separarmos tão de repente.

Meu pai recebeu uma promoção e... Bom, emfim, ele arrastou a família com ele.

Eu, e meu irmão mais velho Blake, fomos tirados das ruas lindas e ensolaradas de Chicago, pras ruas velhas cheirando a poeira de Salém.

Mas eu não sei, gostava desse nome. Salém.

– Cara — Resmungou pela milésima vez Blake — não acredito que a gente vai se mudar.

– Não se preocupa filhão — papai disse usando o termo ''filhão'' de uma forma para acalmá-lo — veja o lado bom, pelo menos você vai poder começar de novo, sem a diretora reclamando tanto de você. — Ele falou com força a última palavra.

Blake era o típico bad-boy, aquele que faz tudo o que quer sem se importar com ninguém.

– Dane — se. Exclamou Blake olhando pro vidro do carro. Embora ele não quisesse demonstrar, com certeza ele estava morrendo de saudade dos seus amigos.

Estávamos quase chegando na minha nova escola. Umas coisas bem estranhas estavam acontecendo. Pelo que me lembro, uma semana antes do meu pai saber que nós iríamos para Salém, eu fui dormir na casa da Ashley, os pais dela tinham saído pra um jantar com os amigos — que por acaso eu e ela achamos isso muito bizarro — então a gente ia ficar lá sozinhas a noite toda. Ela alugou um filme de terror chamado ''O chamado'', ela fez pipoca de microondas, mas quando a menina estava vendo aquela parte em que a TV liga sozinha. Eu imaginei as coisas sobre a eletricidade, como eles faziam aquelas coisas? e depois quando a menina do filme foi pro quarto, eu e a Ashley gritamos e eu deixei o pote com a pipoca cair e depois, na mesma hora. A energia acabou, ficamos na escuridão. A Ashely saiu gritando e puxando meu braço pra dentro do banheiro e depois quando ela trancou a porta, a energia voltou. Ela perguntou o que havia acontecido, e eu respondi que talvez o pote da pipoca tenha batido na lampada por isso ela apagou. Mas sabia que não era isso, eu senti alguma coisa na minha mão, como se ela estivesse formigando, e quente. Resolvi ignorar.

– Pronto, chegamos — Minha mãe disse abrindo a porta do banco do passageiro — venham, e por favor, tentem ser simpáticos. Ela disse a última frase olhando pro Blake do tipo é-bom-você-obedecer.

– Ta bom — respondi tentando parecer positiva.

Andamos pelo estacionamento em direção á escola, Havia um portal com os letreiro em cima ''Seyfield High School'', dentro da escola havia várias salas de aula em formato de casas, com o teto de tijolos pintados de vermelhos, e cada uma tinha uma cor, vermelha, verde, azul, amarelo, roxo, havia uma colorida, com manchas de todas as tintas.
Havia uma roleta para passar e um porteiro, alto e magro, negro de olhos castanhos escuros, estava usando uma camisa abotoada azul, e uma calça comprida preta.

– Eu sou Benson Smith Hernandez, eu e minha esposa viemos matricular nossos filhos aqui. Meu pai explicou calmamente ao segurança e ele nos observou cuidadosamente.

– Bom — disse ele apertando a trava da roleta na sala dele, era uma sala pequena de cor bege e telhado também de tijolos vermelhos — sejam bem vindos.

Quando dei meu primeiro passo senti uma brisa forte passando por mim, e balançando meu cabelos negros.

– O que foi isso?. Perguntei assustada, o clima estava ensolarado, sem nenhum sinal de vento, e de repente um vento úmido batendo em meus cabelos?

Deixei pra lá, e segui meu pai.

Fomos para o oeste, onde haviam várias árvores rodeando o local, realmente amava a natureza, aquilo me fazia me sentir completa em todos os sentidos.

Entramos em mais um corredor onde vimos umas cadeiras azuis na esquerda, em minha direção havia mais ou menos um escritório, talvez onde pagavam as coisas e tal. A sala á minha esquerda era uma porta de de cor bege com uma placa de metal com as bordas vermelhas e azuis, nele estava escrito ''Carlos Seyfield: Diretor'', meu pai bateu na porta.

– Entre. — Uma voz grave e humilde veio da porta. um homem de terno cinza, de pele clara, olhos cinzas escuros, de cabelo branco, de aparência feliz estava em sua mesa, mexendo em seu notebook.

– Olá senhor, estes são meus filhos Nicole e Blake Hernandez e esta é minha esposa Glenda — Meu pais nos apresentou calorosamente.

– Olá — disse ele sorrindo apertando a mão de cada um — Bem vindos á Seyfield High School, prometo que irão gostar muito de suas aulas aqui.

– Hmm — Murmurou Blake com as sobrancelhas levantadas e se apoiando na cadeira onde meu pai sentara.

– Bom, é ótimo conhecer os dois, e não se preocupem, prometo que irão gostar muito de nossa escola, os alunos são exemplares e os professores são incríveis. Se quiserem podem ir Ver a escola enquanto falo com seus pais. O senhor Seyfield disse calmamente, ele parecia simpático, e a oferta era irresistível, mal podia esperar para ver o resto da escola.

– Falô — Blake praticamente pulou da cadeira, e abriu a porta rapidamente.

Olhei do tipo que eu sempre fazia: desculpa-pelo-meu-irmão-problemático. Fechei a porta atrás de mim e fui andar sozinha pelo lindo campus.

Havia uma espécie de calçada bem extensa e larga rodeando as escadas, o piso era de cor marrom, em volta dessas calçadas havia um mini gramado, bem bonitinho e organizado.

A minha direita, estava um corredor bem grande, na cada lado havia armários, de cor azul.
Estava tudo deserto, sendo cobrido pela sombra do por do sol. Mas nem tão deserto.

Havia uma garota mexendo em um deles á minha esquerda.

Os cabelos dela eram ruivos — muito ruivos, pareciam cor de sangue — encaracolados, como um babyliss, com uma franja curta na altura das sobrancelhas, sua pele era clara, estava usando uma calça jeans escura, uma camisa da Abbey Down escrita ''Crazy Gril'' em letras rosa choque. Seus olhos me encontraram, seus olhos eram castanhos brilhantes, e demonstrava uma surpresa imensa. Estranho... ela me parece muito familiar, ela estava usando um colar com uma fada e um outro com um pentagrama bem pequeno.

Mas então eu senti uma rajada de vento me abater, mais forte que a primeira, como se eu estivesse de frente a um tornado. Tive que me segurar em um dos armários pra não sair voando por aí. Mas o que voou foi um monte de folhas escritas e um livro de Inglês.

A menina se agachou para pegar o livro e as folhas, fui ajudá — la.

– Oi — Disse a menina ruiva extremamente sorridente — nunca te vi aqui você é nova?

– Aham — afirmei com a cabeça enquanto pegava mais uma folha — Meu nome é Nicole. Disse convidando — a para um aperto de mão.

– Eu sou Mila — Ela apertou minha mão com força, senti na minha mão um formigamento estranho, parecia que tinha levado um choque.

– O que você está fazendo aqui? As aulas só começam amanhã — Ela me perguntou com um sorriso que realmente não saia do seu rosto

– Eu sei, mas meu pai veio nos matricular agora — Disse, ajudando — a a levantar.

– A gente já se viu antes? — Perguntei — você me parece familiar.

Ela fez um biquinho com os lábios pensativa.

– Não — Ela soltou um risinho — você também me parece familiar, mas eu nunca te vi mesmo. Estranho né. — Ela deu mais um sorriso simpático.

– Yeah — respondi concordando com ela com um sorriso — mas olha, aqui em Salém o clima muda assim tão rápido mesmo? perguntei não deixando passar aquela ventania do nada no meio do corredor.

De repente o sorriso de Mila saiu por um segundo mais retornou com uma risadinha gentil e meiga.

– Não, é... — ela se atrapalhou um pouco — bom... vai ver é por que o sol ta se pondo. Ela deu um sorriso meigo e lindo que me dava vontade de sorrir também.

– Ah — resolvi engolir aquela e continuar — bom, e por que você tá aqui? perguntei com um sorriso para não parecer fofoqueira.

– Ah, eu vim com um amigo — respondeu ela — falando nele.

Ela me apontou com o dedo indicador um menino de costas.

– Ethan — Gritou ela para o garoto. Ele se virou, e tomei uma surpresa.

O menino tinha grandes olhos azuis que se realçavam pela luminosidade do dia. Ele tinha cabelo preto com um topete alto com alguns fios caindo em sua testa, a pele branca e um sorriso simples e encantador, estava usando uma jaqueta jeans, uma camisa com desenho em grafite, e uma calça jeans preta.

Ele acenou pra nós duas.

Também achei ele familiar, nossa, será que todo mundo é assim?

– Nicole esse é o Ethan, Ethan, Nicole, pronto pelo menos você conhece duas pessoas agora né — ela deu outra risadinha simpática, gostei dela, parecia legal.

– Oi — disse ele com um sorriso legal e sincero.

– Oi — acenei devolvendo o sorriso.

– Bom... — Comecei a falar

– Nicole, vem — Fui imterrompida pelo Blake. Logo agora?

– Bom tenho que ir, até amanhã. Disse acenando com um sorriso.

– Tchau — Eles disseram ao mesmo tempo.

Depois que segui meu irmão — que já estava saindo — percebi que meus dois novos conhecidos estavam falando alguma coisa sobre mim, percebi algumas olhadas discretas em mim, não sabia o que pensar de gente que havia acabado de conhecer.

Bom, resolvi deixar pra lá, como sempre.

– O que achou dessa merda? Blake perguntou do jeito revoltado dele.

– Legal — Respondi a ele enquanto andávamos até o estacionamento.

– Ah, por favor — ele disse com uma sobrancelha levantada — esse lugar só é famosos por que se diziam que era aqui que se matavam as Bruxas.

– Para vai — o simples fato de dizer algo á caça as bruxas me deixava angustiada, não sabia por que — tenta ver alguma coisa positiva.

– Hmm — ele murmurou colocando as mãos no bolos do casaco de couro preto.

Quando chegamos entramos no carro, e peguei meu celular e comecei a escutar música. Coloquei a música do Hey Monday, Candles, pra escutar durante o caminho.

A chuva nos pegou de surpresa, mas eu gostava dela, meu sonho era ficar na chuva rodando nela com os braços pro alto, fiz isso uma vez quando era bem pequena, mas fiquei gripada. Mas eu não me importava, amava sentir o cheiro da chuva, o jeito de como ela molha as folhas das árvores, como as gotas caem sobre a minha pele. Amava toda a natureza.

O por do sol estava lindo. Realmente lindo. O sol entre aquelas nuvens, a luz passando pelas árvores dava uma sensação de beleza inexplicável.

Nem percebi quando encostei a cabeça na janela e comecei a dormir.

Eu estava de vestido feito de um pano branco pobre, era noite de lua cheia, dançava cheia de alegria em volta da fogueira, a minha esquerda a linda praia onde a lua estava brilhando, a minha direita, a floresta, onde o sol havia acabado de se por. A menina de cabelos ruivos me abraçava, dançávamos e cantávamos juntas, estávamos felizes, o menino de olhos azuis extremamente reluzentes me olhava apaixonado, nos abraçamos e dançávamos, uma menina de cabelo preto, de olhos tão negros quanto a noite me olhava sensualmente, um menino loiro, estava feliz, e eu estava contente, dançando a luz da lua, com música, comida e diversão... Fogo, todos queimando, pegou no vestido da menina de cabelos escuros, ela gritou e se contorceu no chão, queimou o menino loiro, junto com o de olhos azuis, e a menina ruiva, chorava, mas suas lágrimas se transformavam em cinzas, assim como seu corpo. Céu negro, nuvens vermelhas, fogo nas florestas, um caos em meu redor. Minhas veias subiram em minha boca, vomitava sangue, chorava sangue, e queimava tanto internamente quanto externamente. Meu vestido foi corroído pelos tentáculos monstruosos daquele incêndio. Gritos e pavores, medos e...

– Ei, acorda esquisita, agente chego — Fui interrompida durante meu pesadelo monstro, me sentia incrivelmente grata ao Blake.

– Ei o que é que você tem? — perguntou Blake com o rosto em formato de nojo — parece que viu um fantasma, eu disse que não era pra se olhar no espelho, isso faz mal, sabe quanto dinheiro nossos pais gastam com eles? Blake debochou e saindo do carro rindo.

Não me importei com o deboche dele, mas, aquele sonho foi tão real. Como se realmente houvesse acontecido, mas eu sonhei com a Mila e o Ethan, mas quem eram aqueles dois garotos, o menino super lindo loiro, e a menina de cabelos escuros e olhos sombriamente negros?

Resolvi sair do carro, e dizer pra mim mesma ''foi só um sonho'', peguei minhas malas no carro e depois olhei para a casa, ela era grande, com um jardim bem bonito a rodeando, tinha cercas separando a casa da calçada da rua e dos outros vizinhos, ela tinha uma escada principal pra chegar na porta, haviam umas cadeiras bem legais naquela varandinha, em cima, tinham 3 varandas pequenas, devia ser os quartos. Peguei minhas coisas e fui para dentro da casa. Abri a porta primeiro, o chão era revertido em tábuas em verniz, havia uma bancada grudada na parede separando a sala da cozinha, havia uma escada atrás da sala que levava aos quartos. A minha frente estava um corredor com uma porta á direita e uma a esquerda.

– Mãe vou arrumar meu quarto — Blake disse subindo as escadas.

– Espera, nós já mandamos alguém organizar o quarto de vocês — minha mãe gritou por Blake que parou no meio da escada — vocês só precisam clocar os objetos, eu e seu pai arrumamos a sala e a cozinha.

– Beleza. Blake continuou as subir as escada e eu fiz o mesmo.

Subi as escadas havia um corredor pequeno com três portas grandes e separadas. A primeira estava escrito ''Benson e Glenda'', a segunda estava escrita ''Nicole'', a terceira estava escrito ''Blake''.

Abri a porta, e fiquei boquiaberta com o que vi, o quarto era lindo.

As paredes eram rosa choque misturado com roxo, o teto era branco, o piso também era de madeira em verniz com um tapete em veludo branco, tinha uma cama do lado esquerdo, e um criado — mudo em sua esquerda, a direita um guarda roupa lindo e alto, branco com detalhes roxos. A minha direita havia uma bancada branca — para colocar meu notebook — e em volta dela havia pequenas mini estantes em formato de quadrados, estavam pregadas na parede junto com a minha TV de tela plana. E a minha frente, uma porta grande de vidro que separava o quarto da varanda, abri a grande porta e vi o céu estrelado.

Faltavam 2 dias pra lua crescente, não sei por que me importava, mas me sentia bem olhando pra lua, me sentia diferente, me sentia completa. O céu estava escuro e as estrelas e a lua o iluminavam perfeitamente. Dava pra ver toda a vizinhança de lá.

Voltei pro quarto e coloquei minhas malas em cima da minha super cama, tirei minhas roupas, coloquei — as no cabides e depois, abri as coloquei no guarda roupa. Coloquei meus perfumes, minhas escovas de cabelo e as minhas maquiagens no armário do meio, não gostava muito de maquiagem, mas no meu aniversário de 14 anos a Ashley me deu uma sacola com um kit de maquiagem completo. Que saudades da minha amiga.

Depois coloquei as fotos em algumas dos locais em volta da estante, era lindo, coloquei uma foto minha da Ashley, da minha primeira balada — cuja a Ashley me arrastou até lá — e a foto da minha família. Coloquei alguns vasinhos que ganhei, e meu cofrinho no topo, parecia esquisito uma garota de 16 anos ainda ter um cofrinho, mas eu gostava de guardar meu dinheiro.

Depois que ajeitei tudo em seu devido lugar, peguei meu celular e enviei uma mensagem pra Ashley.

Cheguei em Salém, não é tão ruim quanto eu pensava :P

Apertei em enviar. Esperei, um pouco e voltei a olhar para a lua da minha cama. Meu celular vibrou, a Ashley tinha respondido.

Que foda Nicky, e então como é a casa??? E a escola, e os garotos??? Eles são tão bonitos como aqueles garotos do tumblr??? Me conta agora, AGORA!!

Dei uma risada de leve, como era legal conversar de novo com o jeito menininha mimada da Ashley, mas ela era uma pessoa muito legal.

Bom... A casa é d+ o colégio é enorme e eu ainda não vi nenhum cara maneiro.

Resolvi deixar de lado o Ethan, ele era legal, mas eu não estava apaixonada por ele, eu gostava dele. Como amigo... Na verdade conhecido.

A Ashley tinha respondido.

Ela mandou uma foto com ela sentada de pernas cruzadas em cima da cama, com uma camisa regata preta e um shortinho curto preto também, ela estava segurando uma folha de papel escrita com letras que só a Ashley fazia: ''Saudades d vc :('', o cabelo dela havia crescido desde a última vez, que havia sido a um mês. Seu cabelo loiro super bem feito, com algumas mechas rosas enfeitavam a personalidade da Ashley junto com seus olhos castanho claros.

Tbm to com saudade ♥, mas tenho que ir tomar banho bjss.

Enviei pra Ashley com amor, estava morrendo de saudade dela.

Okay, bye ♥

Sorri ao ver aquela mensagem.

Peguei uma toalha branca na minha gaveta, e uma roupa já de dormir, uma camisola rosa e um short azul estava bom.

Desci as escada percebendo uma música de rock vindo do quarto do Blake, ele me odiava então as regras seriam as mesmas ''não entre no meu quarto''.

Rivalidade entre irmãos, tão fora de moda.

Pro caminho do banheiro eu percebi o quão legal a sala tinha ficado, a TV de Tela Plana super legal na frente, um sofá de frente pra ela, uma mesinha em frente ao sofá com uma toalhinha branca com bordados a enfeitando. Com a cozinha foi a mesma coisa, o microondas em cima de uma bancadinha, uma mesa no centro, o fogão do lado da pia que era bem grande e revestida em mármore. Os talheres e os pratos no armário pregado na parede e a geladeira perto da orta dos fundos.

– Ficou bem legal. — Elogiei meus pais com razão.

– Obrigado filhota. Disse meu pai ajeitando a tomada da geladeira, enquanto minha mãe colocava os talheres em seus definitivos lugares.

Entrei no corredor e fui para a porta á direita. Acertei, era o banheiro. O espelho com a pia era a minha direita, meus pais já haviam colocado as coisas lá — minha escova de dente e a pasta.

A privada estava a minha esquerda e o Box a minha frente, era separado por uma porta de vidro também grande, e na parede, na altura do chuveiro havia uma janela pequena, de onde a luz da lua passava perfeitamente.

Me despi, e coloquei a roupa no cabide pregado na porta, tranquei a porta e fui tomar meu banho. Abri o chuveiro e senti aquele jato de água fria e refrescante me consumir por inteira, era ótimo aquela sensação, principalmente depois do banho, quando eu ficava bem fresca.

Quando fui passar o sabão olhei pro chão onde o reflexo da lua estava bem visível, até mesmo na luminosidade da lâmpada.

Mas depois eu vi uma coisa muito estranha, a água estava se movendo sozinha?

A água no chão do box eram como ondas de uma praia, ela se quebravam nos meus pés, eram bem pequenas as ondinhas mas, isso era incrível. Não podia ser verdade, a água ja estava consumindo meu pé inteiro chegando ao meu tornozelo, o ralo estava seco, apenas o espaço perto dos meus pés estavam encharcados. Resolvi tocar pra saber se estava mesmo acontecendo. Levei uma surpresa e tanto. A água era quente, e vibrava, como uma hidro massagem. Mas quando a toquei ela se dissipou, e encharcou o Box como deveria. Me assustei, aquilo não era nem um pouco normal, mas se eu contasse a alguém iam me achar louca. Terminei meu banho, coloquei minha roupa e praticamente corri do banheiro.

– Nicole o jantar está pronto. Minha mãe disse na cozinha, meu pai e meu irmão já estavam terminando.

– Não to com fome — Disse subindo rapidamente as escadas — desculpa.

Cheguei ao topo da escada e abri meu a porta do quarto, e corri e deitei na cama me cobri com meu lençol e olhei meu relógio no meu criado mudo. Eram 22:38, mas não me importava, tudo o que eu queria fazer era dormir, e esquecer tudo aquilo.

Nem percebi quando caí no sono, mas era bom dormir cedo.

Amanhã eu começo em uma escola nova.

Notas finais
Quero reviews em... Muitas, e não se esqueçam o proximo cap tá cheio de coisa boa hehe