A sala era fria e escura, mas tinha algumas cadeiras e um cheiro agradável, como que de coisas limpas e esterilizadas. Lembrava a ala hospitalar da Madame Pomfrey. Luna vestiu o casaco e sentou-se, esperando. Ela não sabia quem seria o instrutor, só que era algo secreto. Fez o mínimo de barulho que conseguiu.

Alguns minutos depois, ouviu um farfalhar de roupas, e a porta se fechando. Não olhou, apenas esperou. Tinha nas mãos um pergaminho, tinteiro e pena, a varinha num bolso do casaco.

—Em que posso ajudar, senhorita Lovegood? Ou melhor, o que faz aqui, a esta hora?

Luna não podia acreditar no que ouvira. Virou-se lentamente, e viu Snape parado a alguns metros, olhando-a.

— Eu... Bem, professor, acho que foi um engano eu estar aqui. Estava esperando por outra pessoa.

— Aqui? Nessa sala? E por quem?

— Eu não sei quem -ela sorriu-, apenas sei que essa pessoa estaria aqui às nove horas. Preciso de ajuda, mas não em Poções.

Snape olhou-a de cima a baixo, confuso. O que uma quarto-anista precisaria fazer ali, e com quem?

— Posso saber ajuda com o quê, Lovegood? Esta sala é parte dos meus aposentos, então qualquer coisa que tenha de fazer aqui eu preciso saber.

— Então. Eu vim pelas lições de Oclumência. Me deram este papel — ela apontou o pergaminho no bolso, mostrando-o — e eu vim. Mas acho que está errado.

— Não está. — Os lábios de Snape formavam uma linha reta, sarcasticamente — O tutor de Oclumência sou eu.