Wishes And Dreams

7 Capítulo 7 New sensations.


Notas iniciais
E ai meus docinhos de coco, como estão?
Fiquei triste por ter recebido poucos reviews no último capitulo, mas muito mais feliz pelos que recebi. Vocês são as melhores leitoras do UNIVERSO!
Esse capítulo eu demorei a tarde toda para fazer, mas foi porque a bruninha_jb pediu um capitulo bem grandão e eu tava meio sem inspiração... Espero que gostem, e boa leitura!

– Tudo bem Alice, eu te entendo... – ele disse esboçando o sorriso mais lindo do universo. Imediatamente sorri. Ele veio até mim e me deu um beijo na maça do rosto. Seus lábios eram tão macios quanto suas mãos, tão quente quanto às mesmas, e ao tocar minha pele, me causou um sentimento muito bom. Garanto que corei simultaneamente. E deve ter sido isso que o tenha feito sorrir. Foi como se uma corrente elétrica tivesse passado por meu corpo com apenas um toque dele. Parecíamos dois bobos se olhando. Mas não tinha como não olhá-lo. Ele era lindo, e agora percebo que não é como os outros, ele é... Único!


POV JUSTIN ON


Não sei o que tinha dado em mim, eu estava chateado pelo modo como ela me tratou mesmo depois de tudo o que eu fiz, e agora, com apenas um sorriso e um pedido de desculpas, estou aqui, jogado aos pés dela novamente... Coração frouxo, nem para fingir estar bravo. Mas eu acho que não estava em condições de rejeitar aquele sorriso, uma vez que era tudo o que eu queria desde que a conheci.

Agora ela estava ali, á minha frente, simplesmente linda corada. Com um sorriso maravilhoso nos lábios, um sorriso que era PARA MIM.

– Ali... – uma enfermeira chamou entrando no quarto, interrompendo NOSSO momento. Acho que ela percebeu o que fez, pois pôs-se logo á se desculpar. – E-Eu volto mais tarde.

– Ah não Marta, pode entrar. Eu já falei o que tinha para falar com Justin. – Alice disse se ajeitando na cama. Eu revirei os olhos.

– Tudo bem então. Eu só vim te dizer que depois que você comer, você pode ir dar uma volta... – Marta disse sorrindo, provavelmente eu não estava em seus planos, mas depois que ela jogou um sorriso malicioso para mim, acho que tinha mudado de idéia.

– Ótimo. – exclamou Alice. – Até que enfim. Não agüento mais ficar nessa cama... – ela disse levando as mãos ao céu. Ela ficou tão linda, eu sorri fraco e as duas logo caíram na gargalhada. Alice tinha uma risada tão gostosa... Af Justin, já vai começar com as viadice. – Vamos então Marta? – Alice perguntou, se apoiando em mim para levantar. Logo me pus a ajudá-la.

– Não vai dar para eu ir agora... – Marta, disse olhando para mim. Acho que foi um sinal para que eu tomasse alguma atitude. – Mas vejo que o Sr. Bieber leva jeito para isso. – ela disse olhando-me ajudar Alice.

– Eu posso ir com você se quiser – disse olhando nos olhos azuis de Alice. Poderia me afogar naqueles olhos que mesmo assim estaria feliz. Ela sorriu de lado.

– Acho que já ajudou demais. Não quero lhe atrapalhar. – Alice disse tímida.

– Não irá atrapalhar em nada. – admiti. Pelo contrário, só me deixará ainda mais feliz.

– Tudo bem então... – disse Marta. – Quer que eu te ajude a trocar de roupa ou ele também pode fazer isso? – ela perguntou gesticulando para mim. Alice corou e eu ri baixo. Muitas vezes eu que ajudava as enfermeiras a trocá-la, mas ela estava dormindo... Ainda me lembro da primeira vez que vi seu corpo...

Flashback on

“- Será que o Senhor poderia me ajudar? – uma enfermeira loira que segurava Alice pelos braços me perguntou. Ela iria dar banho em Alice, mas não conseguia segurá-la e tirar a roupa ao mesmo tempo, e como não tinha ninguém no quarto além de nós, ela queria minha ajuda. Fiquei em choque por alguns segundos. Era certo tocar e ver o corpo da garota que gosto sem o consentimento dela? Mas ela não saberia, saberia? O que custava? Afinal, a enfermeira quem pediu não eu... Levantei-me e fiquei ao lado dela, olhando para suas mãos que no momento estavam na nuca de Alice, levantando sua cabeça. – Aqui, tire a camisola dela! – a enfermeira pediu. Minhas mãos estavam tremulas, não sei por que, não seria a primeira vez que veria uma mulher de sutiã... Mas ela era a Alice! Ah meu Deus, estou virando gay, só pode! Tirei esses pensamentos de minha mente no mesmo instante em que eles apareceram. Fui até a barra da camisola azul, e me repreendi por um momento quando meus dedos tocaram sua coxa fria e macia. Imagina poder tocar aquelas pernas todos os dias? Daria tudo para ser aquela camisola... FOCO JUSTIN! Repreendi-me. Levantei lentamente a camisola para que não encostasse em seus machucados, mesmo sabendo que se isso acontecesse ela não sentiria nada, e evitei olhar para seu corpo. Mas meus olhos me traíram, assim como meus instintos masculinos e meus hormônios... Sua pele não era branca, tinha o tom certo de bronzeado, suas curvas eram simplesmente esculturais, sério, Meu Deus que curvas eram aquelas? Seus seios eram fartos e estavam presos por um sutiã preto de renda bem atrativo. Pisquei duas vezes, mas logo voltei á olhar aquele corpo esbelto. Um dia a teria para mim... Um dia ela seria MINHA! – Obrigada Senhor Bieber. – a enfermeira agradeceu me tirando de meus pensamentos perversos. Por um minuto agradeci, mas depois praguejei o resto da noite.”


Flashback of

– Justin, nos dá licença? – Marta pediu. Provavelmente o tempo que estava lembrando aquele dia Alice deve ter pedido para que Marta a trocasse. Não discuti, apenas sai da sala ainda com um sorriso no rosto. Minutos depois Marta saiu do quarto e veio até mim, que no momento estava encostado perto de um bebedouro no fim do corredor.

– Ela está pronta. E por favor, tome todo o cuidado do mundo. Se acontecer qualquer coisa com ela você e eu estamos mortos. – ela ameaçou-me. – Estou confiando em você! –reforçou antes de sair e ir para a área de pediatria.

Ainda estava com um sorriso bobo no rosto, hoje seria a primeira vez que sairia com ela... Coloquei a mão na maçaneta e respirei fundo. Quando abri a porta, Alice não estava na cama como de costume, andei que nem tonto pelo quarto e fui até a porta do banheiro. Lá estava ela, com as muletas e se olhando no espelho. Parecia assustada, não sobe decifrar ao certo, mas não entendi. Ela estava linda! Um pouco provocante e assustadora para quem está melhorando, mas linda mesmo assim. Aquele short jeans curto e aquela blusa de caveira que mostrava parte de sua barriga estavam me deixando excitados. (http://www.polyvore.com/alice/set?id=40470604)

Acho que agora sei por que ela se olhava assustada... Sua barriga tinha algumas cicatrizes do acidente, assim como seus braços. Provavelmente ela não olhou suas pernas ainda, pois se não já estaria surtando. Eu já estava acostumado, mas ela... Não sei como reagiria ás marcas de sua perna. Eram cicatrizes saltadas, feias para quem olha pela primeira vez, mas como disse, até nisso eu já via um charme.

– Sinto muito por isso. – sussurrei entrando no banheiro. Ela se assustou a me ver, mas apenas se virou para mim e tornou á olhar o espelho.

– Eu estou ridícula com essas marcas. – ela disse tocando a de seu braço.

– Eu não acho – sibilei olhando seu reflexo e ela corou.

– Acho que precisa de óculos Bieber! – ela riu de lado.

– Justin! Por favor, me chame só de Justin. – pedi e ela sorriu.

– Podemos ir? – perguntei escorando na pia.

– Podemos! – ela disse um pouco mais animada me olhando. Sorri

A sorte era que tudo no hospital era grande, as portas, os corredores... Assim poderia ficar ao lado de Alice enquanto ela tentava andar com as muletas.

– Então, aonde gostaria de ir? – perguntei admirando-a. Ela fazia umas caretas muito fofas enquanto tentava não cair com aquelas muletas. Era simplesmente divina!

– Sair dessa merda de hospital, mas como já sei que sua pergunta se refere á qual canto desse lugar eu quero ir, acho que prefiro o jardim. – ela disse sínica e depois sorriu.

O jardim não era longe, ficava perto da lanchonete, mas não sei como Alice não reclamou um minuto se quer. Garanto que se fosse a Selena ali, já teria feito um escândalo e mandado alguém carregar ela. Alice era tão diferente de Selena. Tinha atitude, era forte e sincera, não tinha medo de nada, não ficava beijando seu próprio reflexo e olha que ela tinha esse direito mais do que a Selena. Como um dia pude ter prazer com aquela tábua? Sério, perto de Alice, Selena não é nada! Não tem nem comparação o corpo das duas. Alice ganha em qualquer coisa de Selena de olhos fechados, mãos nas costas, andando de ré e no escuro! Talvez tenha exagerado, mas qual é, não dizem que para um bobo apaixonado sua amada é a mais perfeita e sem defeitos? Pois bem, pelo menos eu ainda não encontrei defeitos em Alice!

Estávamos sentados no banco do jardim, Alice ria de tudo que eu falava e eu a acompanhava pelo simples fato de sua risada ser contagiosa. Ela era linda sorrindo, séria, com vergonha e confusa. E cada segundo que passava ao lado dela, meu amor só aumentava, se é que isso era possível.

– Vamos brincar de perguntas e respostas? – perguntei. Eu já sabia muito sobre ela, mas eram coisas que outras pessoas tinham me contado, mas eu ainda não sabia o fundamental. O que ELA era!

– Ah, não sei! – ela disse mordendo o lábio inferior. – Se eu não quiser responder alguma, o que acontece?

– Pode ficar sossegada. Para seu primeiro questionário apenas perguntas simples. Depois podemos ver o que faremos. – ri malicioso.

– Ok, mas você não fará nada se eu não responder alguma pergunta então! – impôs autoritária tentando ficar séria. Ri com sua tentativa falha.

– Beleza. Vamos começar. Perguntas diretas, respostas rápidas. – ela sorriu e assentiu.

– Você começa! – ela disse e eu sorri. Tinha todas as perguntas prontas.

– Uma cor?

– Preto. – ela sorriu e eu num impulso olhei para sua roupa, ela viu meu gesto e riu. – Próxima.

– Música?

– Ah, fala sério. – ela disse com cara de deboche. – Qualquer uma que me faça dançar quando estou feliz ou me faça chorar quando estou triste. – ela disse por fim.

– Emotiva então... Mas não entendi o deboche. – disse sincero

– Achei que você esperava ouvir que eu ouço suas músicas. – ela disse envergonhada.

– E não ouve? – perguntei como se aquilo fosse óbvio, mas só para descontrair, pois fiquei meio chateado pelo modo que ela falou. Quer dizer que meu trabalho é uma bosta?

– Na verdade não. Sim. Ah, sei lá! – ela pareceu confusa e eu a fitei para que ela se explicasse melhor. Eu ainda queria saber. – Me surpreendi quando cantei algumas musicas suas no seu show. – ela disse por fim.

– Ah, entendi! – traduzindo, eu escuto suas musicas, mas se soubesse que fossem suas nem me daria o trabalho de ouvir. Ok, essa machucou!

– Continua! – ela pediu com um sorriso enorme no rosto.

– Ta gostando é? – disse rindo

– Sim, achei que seria pior, mas isso aqui é muito fácil. – Eu soltei uma gargalhada e ela me acompanhou. Mas a diferença é que a dela parecia musica para meus ouvidos...

– Ok. – pensei um pouco. Tinha que dificultar as perguntas, mas não estava a fim de levar para o lado pessoal. Resolvi matar minha curiosidade. Perguntas que nem Jullie podia me responder. – Quantos namorados até hoje?

– Hum... Não sei! Dois? – Ela estava me perguntando? Eu vou lá saber!

– Demorou muito... Quer dizer que ta mentindo. – disse, esperando que ela negasse.

– Ta bom, foi só um. – assumiu e eu ri. Quer dizer que ela não era de sair namorando qualquer um...

– Primeiro beijo? – Geralmente as garotas nunca esqueciam o primeiro beijo, só esperava que ela não me fizesse a mesma pergunta, pois eu não lembro nem o que eu fiz ontem. Mentira, mas o meu primeiro beijo eu não lembro. Ela fez uma cara de nojo que me fez rir.

– Eca, foi com meu melhor amigo. Muito nojento por um acaso. – ela disse fechando os olhos e com tom de repulsa. Deve ter sido muito ruim mesmo. Ri com minha imaginação fértil.

– Você já... – eu não sabia como perguntar, era meio estranho, mas era minha maior curiosidade. Eu queria ser o ÚNICO a tocar aquele corpinho maravilhoso.

– JUSTIN! – ela me repreendeu. – Isso não é pergunta que se faça. – eu a olhei cabisbaixo e ela riu. – Já vi que as perguntas estão tomando um rumo diferente... – ela refletiu. – Mas não. – ela disse por fim. O que me deixou confuso por um instante, mas então percebi que aquela era minha resposta. Ela ainda era virgem! – Próxima.

– Comida?

– Hum, não sei. Como de tudo! – ela riu. – Vale doce?

– Pode ser. – disse olhando para seus lábios que agora estavam presos em uma linha rígida.

– Brigadeiro. – ela disse fazendo um biquinho como se lembrasse do gosto do doce. A olhei confuso, afinal, eu nunca tinha ouvido falar nisso.

– O que é isso? – perguntei

– É um doce típico do meu país de origem. É muito bom! É tipo... – ela parecia procurar a palavra certa. – chocolate! Vai me dizer que NUNCA comeu isso? – ela perguntou e eu balancei a cabeça negativamente fazendo cara de nojo. – Não faz essa cara, é muito bom! Talvez um dia eu faça para você.

– Quer dizer que pretende me ver de novo? – perguntei malicioso pressionando-a.

– Ah, não é isso é só que... Ah garoto, me erra! – ela disse agora brava

– Calma, eu estava só brincando. Afinal, mesmo que não quisesse, eu não vou te deixar até você sair daqui. – assumi e depois me odiei por ter dito aquilo. Ela soltou um risinho baixo e eu corei. – Ótimo, agora é você. – disse irritado.

– Não fica irritadinho não neném. – ela disse forçando uma voz fina e apertando minhas bochechas. Pela primeira vez afastei-a de mim e ela riu. – Ok, vamos lá! – Ela disse animada. A animação dela me deixou com certo medo, mas afinal, o que ela pode perguntar de mais?

– Cor?

– Ah, essa todo mundo sabe! – ela me olhou com cara feia e eu abaixei o olhar. – Roxo.

– Let It Be – Beatles.

– Por que?

– Ah, sei lá. Ela me ensinou a aceitar os momentos difíceis na minha vida. – disse. Fui sincero, realmente essa musica me ensinou muito. Não é nem pela banda, pois não sou louco lunático por eles, mas a letra em si. Ela sorriu

– E das suas? – perguntou, nunca achei que me faria uma pergunta sobre meu trabalho, mas que bom que fez.

– Down To Earth. – suspirei. – Fala sobre meus pais, a separação e tudo mais... – disse cabisbaixo.

– Desculpa a pergunta... – ela disse sentida.

– Tudo bem, já faz muito tempo. – sorri. – Pode continuar – ela respirou fundo e eu sustentei nosso olhar.

– Comida?

– Macarronada. Só de falar me dá água na boca. – passei a língua nos lábios e ela riu.

– Namoradas?

– Três! Ah não, foram quatro. – sorri sem graça. Ela pareceu assustada, mas sei lá, todas elas foram muito especiais para mim.

– Seu primeiro bei... – a interrompi imediatamente.

– Não lembro! Próxima – disse de imediato.

– Tudo bem... Você já... – ela parecia tão desconfortável quanto eu. Eu sabia que já tinha feito, por um acaso com Selena, mas se pudesse voltar no tempo teria voltado. Não que tenha sido ruim, e não foi, mas é que hoje eu sei que tem pessoas muito melhores que ela.

– Sim! – disse rápido. Ela não pareceu chocada, quer dizer que já esperava isso de mim? Oh Justin, ela te acha um sem vergonha! – Acabou? – perguntei quando ela ficou quieta.

– Minha criatividade tem limite. – ela riu

– Que criatividade? Até agora você só repetiu minhas perguntas... – disse querendo provocá-la.

– Ah... É verdade! Mas eu estou dodói, não posso fazer muito esforço. – ela disse fazendo manha. Revirei os olhos. Meu celular começou a tocar desesperadamente no bolso de trás da minha calça. “Só podia ser Scooter” pensei olhando para a tela.

– Alice, só um minuto. Acho que é importante. – disse. Espero que seja mesmo!

– Tudo bem, vai lá! – ela disse esboçando o sorriso mais lindo que já vi.

Ah Scott, se não for importante eu te mato!

Nem sai de perto de Alice e já fui atendendo, mas me arrependi assim que disse “Alô”. Scooter estava muito nervoso, gritava sem parar, quase não dava para escutar o que ele dizia, mas tinha a ver com alguma foto. Puta que pariu! As fotos com Jullie! Desde que Alice acordou, eu não me preocupei com mais nada do mundo lá fora, tinha até me esquecido das fotos. Merda! Tenho que concertar isso de alguma maneira...

– Justin Drew Bieber, resolva isso imediatamente. Não sei por quanto tempo posso segurar a imprensa. – ele disse, e desligou na minha cara. Pelo menos não gastei minhas forças para discutir. Já estava voltando para o banco onde Alice estava e meu celular tocou novamente.

– Como assim, Justin Bieber beija uma garota em plena praça pública? Quem é essa garota Justin Drew Bieber? – minha mãe gritou do outro lado da linha.

– Calma mãe! – tentei dizer, mas ela logo se pôs a me interromper.

– Calma nada! Não foi você que disse que iria se declarar para Alice por que a amava mais do que tudo? – ela cuspia as palavras com raiva

– Sim mãe, e essa garota é a Jullie! – disse baixo.

– COMO ASSIM? Você me disse que foi um beijo, não O BEIJO! Justin, você estava prestes a fazer outra coisa com essa garota! – ela gritava. Eu sabia que estava errado, mas as palavras de minha mãe pareciam muito mais pesadas que toda a culpa do universo. – Alice já sabe? – ela fez a pergunta crucial. Alice sabe? Nem eu sei. Ontem contei, mas não sei a partir de onde ela me escutou. – Não acredito que você fez isso com ela... – minha mãe continuava gritando ao telefone, me xingava, me dava avisos e acho até que pude escutá-la soluçar. OMG que monstro eu sou? Até minha mãe eu fiz chorar....

– Mãe, tenho que desligar – disse engolindo o choro. Sim, estava prestes a desabar ali mesmo. Fui burro eu sei, mas isso tinha ficado pior do que imaginei. Agora tinha uma coisa importante para resolver.


POV JUSTIN OF

POV ALICE ON

Já fazia um bom tempo que Justin havia saído para atender á ligação e ainda não tinha voltado. Fiquei ali, sozinha, pensando em tudo o que estava acontecendo. Desde que acordei... Justin, o super astro teen que eu tanto julgava, é o mesmo que tem cuidado de mim e de Anna, é o mesmo que acolheu minha irmã quando eu não estava por perto, é o mesmo que está me fazendo sentir coisas que eu NUNCA senti antes, e que ainda não sei bem o que é. Ele era um garoto muito fofo, atencioso e bonito. Totalmente o contrário do que imaginava que ele fosse. Justin, Justin, Justin, o que é isso que estou sentindo agora?

Passei minhas mãos por minhas pernas, senti algo e tentei tirar, mas foi uma tentativa falha, foi quando vi o estrago que estava na minha perna. Cicatrizes horripilantes. Elas eram saltadas e tinham marcas parecidas com estrias, a maior pegava toda a extensão da minha batata da perna. Oh Meu Deus, como isso pode acontecer? Nunca liguei para beleza física, mas me diz como eu posso arrumar alguém que goste de mim se eu tenho essas coisas horríveis em mim? Marcas que irão me acompanhar o resto de minha vida... Uma lágrima escapou de meus olhos, e tratei-a de recolher logo. Pude ver pelo canto do olho que Justin se aproximava. O sorriso lindo que estampava seu rosto á pouco dera lugar á uma careta estranha. Ele parecia com raiva, com medo e curioso ao mesmo tempo. Quem era ao telefone? Porque ele está assim agora? O que disseram á ele? O sentimento de felicidade dera lugar á o de angústia, minha repulsa pelo meu corpo deu lugar á preocupação pelo estado de Justin.

– O que foi Justin? – perguntei quando ele já estava próximo o suficiente para escutar meu sussurro.

– Nada demais. Apenas alguns problemas que a mídia coloca no meu caminho, mas logo resolvo isso. – ele disse e se sentou ao meu lado silencioso.

– Ei – chamei-o puxando seu queixo para mim. — Posso não te conhecer, mas sei quando uma pessoa está triste. – disse e ele forçou um sorriso. – Pode falar. Acho que pode confiar em mim...

– Alice, eu... Esquece. – ele disse e eu me senti a pior pessoa do mundo por não conseguir dizer uma palavra de conforto naquele momento.

– Por favor, Justin, é muito deprimente te ver assim. – disse e coloquei minha mão em cima das suas que estavam entrelaçadas em seu colo. Ele me olhou pelo canto do olho e suspirou. – Eu sei que quer me dizer algo. Por favor, não tenha medo, pergunte! – pedi, mas pelo tom de minha voz pareceu mais que eu estava implorando. E eu faria isso se fosse para ver o sorriso que eu amava novamente.

Alice, o que você escutou enquanto acordava? – ele perguntou cabisbaixo e confesso que me assustei com aquela pergunta. Não imaginava que fosse isso. De fato não escutei muita coisa... Acho que mais senti do que escutei.

– Não me lembro muito bem Justin. – confessei. Só me lembro de sentir seu toque e delirar com sua voz rouca, mas isso eu não diria á ele jamais.

– Tudo bem, esquece! – ela disse afastando minha mão e colocando-a em meu colo. A principio fiquei sem reação, mas depois percebi que aquilo era importante para ele. ‘VAMOS ALICE, PENSE! NÃO CUSTA NADA!’ – dizia a mim mesma mentalmente.

“Está tudo tão difícil sem você aqui... – disse uma voz rouca e baixa em minha cabeça”

– Justin, espera. – chamei-o. Ele já estava se levantando. – Eu me lembro! – disse e ele me olhou confuso e curioso.

– Do que você se lembra? – ele perguntou se aproximando de mim, ajoelhando entre minhas pernas e olhando fixamente em meus olhos. Aqueles olhos com que sonhei. Aqueles olhos que vi pela última vez antes do acidente. Os olhos que agora me encaravam marejados, que não tinham o mesmo brilho de antes... Meu coração apertou. Aquele não era o garoto de meus sonhos, era apenas um garoto aflito e com medos, que não esbanjava alegria e muito menos sorrisos... Ele piscou e eu tentei lembrar-me de como respirava. Estava sem fôlego. Encarar aqueles olhos me deixava assim... Simplesmente perdida.

– Alguém dizia que estava tudo difícil sem mim... – disse cabisbaixa. Não era alguém, era ELE, e se ele fosse ninguém, eu preferia ficar sozinha mais vezes só para poder dizer que eu estava com ninguém. Um ninguém que agora fazia meu coração se acelerar. Alice, o que é isso? Porque seu corpo reage assim á ele?

– Foi só isso? – ele perguntou, e parecia decepcionado.

– Sim, mas porque Justin? – perguntei, mas quando ele ia me responder Marta nos chamou e ele me ajudou á ir em direção á ela.

– Vejo que já esta bem melhor, né mocinha? – ela disse num tom de deboche, mas quando viu minha cara, que provavelmente não estava das melhores, mudou totalmente seu tom de voz. – Vamos para o quarto!

Justin tinha ido embora, nem ao menos se despediu. Marta ajudou-me a me trocar e ficou ao meu lado para podermos conversar. Sei que são só dois dias, mas confio muito em Marta, é como se ela fosse a mãe que eu nunca tive. Contei-lhe tudo! Quando digo tudo, é tudo mesmo. Desde o show até hoje mais cedo. Disse como fiquei curiosa quando ele perguntou se era só aquilo que eu tinha ouvido. Como me sentia mal por vê-lo daquele jeito e como fiquei triste por ele não se despedir. Ela disse por um momento que eu era muito burra para não perceber porque de ele estar radiante quando me vê e o porque de ter ficado estranho quando eu disse que não tinha escutado nada, ela achava, na verdade tinha certeza, pois tinha falado com Pattie, que o Justin gostava de mim, e quanto ao que eu senti quando o vi daquele jeito e ao que sinto toda vez que ele está por perto, ela foi bem direta.

– “Você também gosta dele!”


Notas finais
e ai, mereço reviews? Recomendações? Próximo capítulo só vou postar por três condições, a ultima é vocês que decidem se estou merecendo ou não.
1- se receber mais de 10 reviews nesse capitulo, pois tenho pelo menos 20 leitoras. ~mas se não tiver tudo bem, não vou decepcionar minhas leitoras fieis. Só acho que seria um bom incentivo pra mim ;D
2 - se a inspiração me invadir
3- uma recomendação lindinha igual a da minha Ma!
Conto com vocês hem amores :D HAHA'